quinta-feira, 5 de maio de 2011

Código florestal: até roqueiro do U2 dá palpite



O Código Florestal na hora do voto




Este artigo foi escrito por Rodrigo Lara Mesquita, jornalista e sócio-diretor da empresa RadiumSystems e publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 4 de maio de 2011.




Nesta semana o Congresso Nacional deve votar um novo Código Florestal. O atual foi editado em 1965, em pleno regime militar. O Brasil tinha menos 110 milhões de habitantes, a população rural ainda era maior do que a urbana, que se concentrava na franja atlântica.




Nos últimos 15 anos, milhares de mudanças geradas no âmbito do Poder Executivo e introduzidas na legislação o transformaram numa espécie de Código Ambiental, desvinculado do Brasil real.




Boa parte dessas alterações resultou de pressão internacional, quando do anúncio de números do desmatamento da Amazônia elaborados no Ministério do Meio Ambiente.




A maioria foi editada sem discussão com os legisladores, com a comunidade científica e muito menos com os principais atingidos: os agricultores. P




reocupações legítimas com o desmatamento da Amazônia deram lugar a medidas de âmbito nacional, desconsiderando os biomas e a história de ocupação das terras.




Esses decretos, medidas provisórias e resoluções ambientais do Executivo colocaram na ilegalidade praticamente 100% dos pequenos e médios agricultores, geraram imensa insegurança jurídica e comprometeram a competitividade da agricultura.




Isso obrigou a Presidência a editar e reeditar medidas provisórias para limitar os danos desse imbróglio jurídico. Já os instrumentos efetivos de gestão e ordenamento territorial, como o zoneamento ecológico-econômico, previstos na Constituição federal de 1989, nunca foram efetivados.




Em agosto de 2009,o Poder Legislativo decidiu enfim legislar nesse tema. Criou uma comissão para atualizar o Código Florestal e nomeou como seu relator o deputado Aldo Rebelo, do PC do B. Foram quase dois anos de debates e negociações, com mais de cem audiências públicas realizadas em todo o Brasil. O projeto de lei foi aprovado na Comissão Especial da Câmara em julho de 2010.




É surpreendente como esse projeto, disponível na internet desde 2010, parece não ter sido lido pela maioria de seus críticos. Na mídia social foram propostas campanhas pautadas em temas genéricos como 'não aceite mudanças no CódigoFlorestal' ou ainda 'o novo Código vai aumentar o desmatamento'.




Seus propositores, em vez de criar alternativas concretas, propor novos artigos para resolver problemas reais, limitaram-se um copy paste de chavões antirreforma do Código, sem nenhuma reflexão informada. Até o sr. Bono da banda U2 transmitiu recomendações sobre o Código Florestal à presidente Dilma.




Desde 2010, a ministra do Meio Ambiente prometeu um projeto alternativo, outro Código Florestal. Seu projeto nunca apareceu. Outros transformaram o debate sobre a reserva legal num simplista afrontamento entre ambientalistas e ruralistas, entre mocinhos e bandidos, sem dar-se conta do interesse nacional em jogo: o dispositivo da reserva legal incide pesadamente sobre os pequenos agricultores.




Nas Regiões Sul, Sudeste e Nordeste, a reserva legal é de 20% das propriedades, sejam elas de 5 ou de 5 mil hectares; estejam em áreas planas ou de relevo, em várzeas ou na caatinga. Segundo o IBGE, dos 4.367.902 imóveis de agricultura familiar, mais de 82% não possui nenhuma área de preservação permanente ou de reserva legal.




Nos pequenos, toda a terra é utilizada para a sobrevivência da família. Por que tanta desinformação sobre questões ambientais relativas ao uso das terras no Brasil? Talvez porque esse seja um debate urbano, conduzido por pessoas distantes das realidades rurais, que desconhecem a vida dos agricultores, o alvo principal das alterações introduzidas no Código Florestal.




Sem noção do alcance territorial e socioeconômico da legislação ambiental atual, os ambientalistas, às vezes verdadeiros urbanoides, com a participação ativa de organizações não governamentais estrangeiras, pouco contribuíram para o conhecimento dos problemas e a busca de soluções. Levantaram muito mais bandeiras de marketing do que uma necessária discussão substantiva.




A situação ambiental é muito mais crítica nas cidades do que no campo. Graças à agricultura, o País tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo: 47,3% de fontes renováveis, ante uma média mundial de 18,6% e de 7,2% nos países ricos.




A agricultura fornece 30,5% da energia do Brasil. A cana-de-açúcar hoje garante 18,3%, ultrapassando a contribuição das hidrelétricas (15,2%). As florestas energéticas (lenha e carvão) garantem 10,3%. A agricultura é mais uma solução do que um problema ambiental.




O Brasil reduziu em 80% o desmatamento na Amazônia. Projetar a ideia de que a agricultura desmata o Brasil é uma falácia. Entre 1995 e 2006, segundo o IBGE, a agricultura teve uma redução líquida de área de 23,7 milhões de hectares. Mesmo assim, cresce anualmente a produção e diminui o preço da cesta básica, graças aos ganhos de produtividade da agricultura.




O Brasil é o país com mais áreas protegidas do mundo: 2,4 milhões de quilômetros quadrados, 28% do seu território. Em segundo lugar vem a China, com 17% de seu território, e em terceiro lugar, a Rússia, com cerca de 8% do seu território. Precisamos de mais parques nacionais ou deveríamos cuidar melhor das áreas protegidas existentes?




O relator do Código Florestal participou de dezenas de debates com ONGs, mídia, sindicatos, federações, partidos, etc. E buscou conciliar a contribuição de entidades, grupos de trabalho interministeriais e da Câmara de Conciliação. Consenso total é impossível.




O projeto final aponta caminhos para um novo equilíbrio entre a preservação ambiental e o fortalecimento da agricultura. Nunca um projeto de lei foi tão debatido com a sociedade na história do Congresso!




No final das contas, as leis são apoiadas pela sociedade - elas não controlam a sociedade. São dinâmicas, evoluem com ela. As estruturas legais têm de apoiar as estruturas sociais. Agora é a hora do voto.




Fonte: Boletim Sem medo da Verdade


terça-feira, 3 de maio de 2011

Apenas a floresta?


Por quê?


Segundo o deputado federal Valdir Colatto, na véspera do início da votação da nova legislação em Brasília, pontos divergem e pequeno produtor pode não ter mais acesso aos cursos d’água de sua propriedade.


Estados terão cinco anos para se adaptar à nova lei.


Acesse o link abaixo e assista a entrevista do Deputado ao Canal Rural


Código Florestal e PAZ no CAMPO

Deputado elogia campanha



A Câmara dos Deputados inicia hoje a votação do Código Ambiental, que tenta corrigir muitos dos desmandos de ambientalistas que transformaram a legislação num verdadeiro entulho ambientalista. Ela contém mais de 16.000 dispositivos.


A campanha de Paz no Campo que vem se batendo contra esse estado de coisas acaba de ser elogiada pelo Deputado Lael Varella:


O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho recebido mensagens de vários setores da sociedade insistindo na urgente e, aliás, necessária reforma do Código Florestal.


Com efeito, tal assunto vem interessando a todos os brasileiros e não apenas aos produtores rurais, pois se a Reforma do Código Ambiental não for aprovada antes de 11 de junho próximo, 90% dos proprietários ficarão na ilegalidade, podendo perder suas terras.


O Estado brasileiro grande produtor de leis e eficientíssimo cobrador de impostos vem transferindo de modo insensato para os ruralistas todo o ônus de uma pretensa melhoria do meio ambiente, quando tal custo deveria recair sobre toda a sociedade.


Como bem demonstra a Campanha Paz no Campo, a discussão sobre o novo Código Ambiental não se restringe a uma disputa entre ambientalistas e ruralistas. O ruralista ama e defende a natureza criada por Deus, depende do meio ambiente e da preservação da água e do solo, pois a mão que planta é a mesma que preserva.

Embora a grande poluição provenha das cidades, somente o homem do campo é por ela criminalizado. O debate apaixonado sobre o tema revela apenas a ponta do iceberg de divergências profundas e pouco explicitadas sobre o conceito de civilização e de progresso.

O Congresso Nacional tem sido omisso diante dessa perseguição ambiental. Desde 1996, o Executivo sob a influência de ambientalistas radicais, perseguidores do agronegócio e da propriedade privada passaram a legislar através de Medidas Provisórias, Decretos, portarias, instruções normativas, resoluções do CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Chegamos assim ao absurdo de criar um verdadeiro entulho ambientalista, com mais de 16.000 dispositivos! E todo este cipoal de Medidas Provisórias e de portarias não faz senão engessar e prejudicar assim substancialmente a produção, os postos de trabalho, a renda do campo e a arrecadação dos municípios.


Vivemos um momento histórico da agropecuária. Nosso produtor rural é um herói! Apesar de todas as perseguições ideológicas, ele projetou a agropecuária brasileira para o mundo como grande celeiro do futuro. Ademais, alimentamos nossa população com comida farta e cada vez mais barata, tornando-nos com o excedente o segundo maior exportador de grãos do mundo.


Produzimos 80% de todo o suco de laranja do mundo e 40% de todo o café; somos o maior exportador de soja e de 40% de todo o açúcar exportado no mundo; produzimos 500 mil barris de etanol (equivalente) por dia. E ainda nos tornamos o maior criador de rebanho bovino do mundo, o maior exportador de carne bovina e o segundo e o terceiro maior exportador de frangos e suínos.


Em 10 anos, acumulamos superávit da balança comercial de mais de 400 bilhões de dólares. Graças à agropecuária, o Brasil superou sem maiores percalços a crise econômica que assolou o resto do mundo.


A FAO declarou que o Brasil é o país com maior potencial de crescimento agrícola para suprir as necessidades mundiais de alimentos nos próximos 40 anos!


Ainda assim, nossa agropecuária continua ameaçada!


Sr. Presidente, chegamos ao absurdo do lema: É proibido produzir! Repito! Todo este cipoal de Medidas Provisórias e de Portarias engessa a produção rural, prejudicando a criação de empregos, a geração de renda com a conseqüente diminuição da arrecadação dos municípios.


A EMBRAPA Monitoramento por Satélite realizou pesquisa a pedido do governo. Tal investigação concluiu que em termos legais, só 24% do País seriam passíveis de ocupação agrícola. Por que isso? Porque 76% do Brasil estão legalmente destinados à preservação ambiental e às assim chamadas minorias.


A EMBRAPA concluiu que a produção rural já se encontra na ilegalidade, desde o cultivo de arroz de várzea no RS, em SP e no MA, o café e gado leiteiro em MG, e até o de soja em MT, MS, GO, SP e PR! O que fazer? Ceder para não perder ou resistir para vencer?


Sr. Presidente, não podemos permitir tamanho retrocesso. Vamos unir forças para afastar da agropecuária tais ameaças. Vamos garantir o nosso futuro com alimentação abundante e compatível com o bolso do povo brasileiro. Se não houver reação o Brasil passará num futuro próximo de exportador de alimentos a importador, exatamente no momento em que o mundo mais precisa de nossa produção.


Não permitamos que em nome de um absurdo ambientalismo e sem nenhum benefício para o nosso povo, mais de 76% das terras fiquem engessadas pelo Estado.


Sr. Presidente, contamos com todo o empenho dos nobres pares pela votação e aprovação da Reforma do Código Florestal, sem fazer nenhuma concessão que venha desfigurar e inviabilizar a produção agropecuária nacional. Tenho dito.


Fonte: Boletim Sem Medo da Verdade

Código florestal: pomo de discórdia

Produtores rurais: verdadeiros heróis


Proteger o ambiente natural é obrigação de todos, com regras baseadas na preservação sem impedir a produção de alimentos.


Este é o ponto que divide produtores rurais destruidores e ambientalistas lunáticos, de pessoas responsáveis, realistas e preocupadas com o país.


Aos destruidores é preciso dizer que regras são necessárias. Aos lunáticos cabe lembrar que alimentos não nascem em supermercados e os agricultores responsáveis são os verdadeiros heróis desse país.


Fonte: UOL (De São Borja RS)



Banco produz o quê?

O único que produz é o ruralista


Essas cobranças ambientalistas não acontecem nas cidades, porque lá mandam as construtoras, os bancos.


Quando os governos ditos de esquerda querem fazer demagogia, eles atacam o produtor rural, porque historicamente (na base da ideologia), este é que é considerado o rico, em oposição ao pobre, trabalhador.


Tais ideologias têm base em épocas muito antigas, quando não existiam as outras profissões que citei.


Hoje em dia, o produtor rural é praticamente o único que produz (banco produz o quê?), ele é o trabalhador que, mesmo descaptalizado, tem levado o país nas costas, sem apoio do governo e nem da sociedade.


Mas continua sendo sempre o massacrado, porque é mais fácil colocar a opinião pública contra ele, para ganhar voto!

Fonte: UOL (Carta a propósito do Código Florestal)

PERGUNTA AOS AMBIENTALISTAS

As cidades poderão continuar poluindo?


Os rios e córregos ao passarem por dentro das cidades terão de cumprir as regras de APPs do Código Florestal?


Os cidadãos das cidades vão poder continuar poluindo os rios com tudo o que tem direito, inclusive com direito de jogar as fezes humanas rio abaixo?


Por que não lutam para colocar que todo novo Loteamento Urbano, de acordo com a região do município, mantenham o mínimo de Reserva Legal em arborização/parques?


Afinal de contas é só ver o Censo 2010, a maioria da população vive nas cidades e tem o direito de respirar ar puro também.

Fonte: UOL

Código florestal: cartas eloqüentes

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RURAL MARILIA

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Deputado Aldo Rabelo, envie um projeto de lei para que o governo indenize os proprietários de terras pelas APPs e pelas reservas legais em valores das terras de mercado.


Pois se toda a população vai ser beneficiada com essas reservas naturais, nada mais justo que todos paguem a conta através de impostos.


Assim não teremos injustiças, pois um benefício que é para todos obriga apenas o produtor que pague por isso com suas terras.


E ainda mais. O governo poderia fazer leilões de compras de terra para áreas de APPs, beira de rios etc. Assim, elas virariam áreas públicas.


Fonte: UOL