sábado, 8 de fevereiro de 2014

Índio pede microfone para "calar a boca" de estudantes..



... "Vocês envergonham a mim e os 

meus irmãos! "


Índio pede microfone para "calar a boca" dos estudantes que foram tumultuar o encontro e afirma: 

"Sou índio e quero dizer que vocês (estudantes) não me representam, não têm qualidade e só vieram aqui para tumultuar e envergonhar a mim e meus irmãos indígenas. Digo mais, vocês deveriam estudar mais, porque vocês não conhecem nossa realidade de vida”, opinou Abraão Metelo. 

O índio denuncia que a Funai é conivente com invasões e que sabem que não são terras indígenas mas mesmo assim incita. Ele também pede autonomia das terras indígenas e concorda com a nossa proposta acerca da titulação individual. Ele afirma que foi ao Banco do Brasil pedir um crédito para produzir, mas foi negado, pois deveria ser um crédito coletivo. 

Ele indagou: "E se eu pegar o dinheiro com outros e depois eles não pagarem? E se só eu trabalhar? Vou ter que pagar por eles que não trabalharam? Não peguei o dinheiro e não pude trabalhar a terra." 

Percebam que a FUNAI e seus antropólogos não escutam os anseios das pessoas que afirmam defender. Eles não querem a autonomia dos indígenas, pois, vivem de suas mazelas, de suas necessidades.

Em posse das escrituras os indígenas que desejassem poderiam produzir, realizariam sua independência financeira, não ficando mais à mercê dos órgãos que sobrevivem do conflito e da miséria.

Em contrapartida, a união, haveria de pagar pela terra pretendida, uma vez que, a terra não seria mais para a união. Do mesmo modo, teríamos a prova da má-fé daqueles que querem fazer do Brasil um imenso fazendão, como nos modelos ditatoriais comunistas, confiscando ardilosamente os bens privados, em nome das desgraças do conflito. Será que eles promoveriam as invasões ilegais, com demarcações comprovadamente fraudulenta da FUNAI?

Até já consigo saber os argumentos "antropológicos" para reprovar nossa proposta. Irão argumentar que estamos sendo etnocêntricos, tentando impor a cultura do "branco" aos indígenas. Para tanto, há que se contra-argumentar, utilizando dos mesmos argumentos dos próprios antropólogos para arguir que os índios não deixarão de ser índios por aspirar dos mesmos desejos dos brancos. 

Não é o argumento empregado para dizer que o índio não deixa de ser índio por querer e usar internet, celulares, nikes etc? Só que na nossa proposta ele conseguirá com dignidade e não esperando por uma bolsa-miséria. 

A cultura é movimento, não podemos -- não é ético -- impedir o acesso e escolhas das pessoas alegando preservar seus costumes, a própria antropologia condena isso. 

Mas como há muitos vampiros, sabemos que eles contextualizam seus conceitos de modo a atender seus interesses. Portanto, vamos deixar a cargo dos próprios índios responder a proposta. 

E nós, iremos estudar e dialogar mais sobre a questão que deve ser amadurecida e discutida por todos nós.

Indígena participa do Grito do Produtor e critica manifestantes contrários a causa

O indígena foi prestar solidariedade aos produtores com terras invadidas em Miranda e se indignou com os manifestantes que insultavam os produtores presentes no local.

Indígena participa do Grito do Produtor e critica manifestantes contrários a causa

Foto: Geovanni Gomes

O evento Grito do Produtor realizado na tarde do dia 7/2 reuniu cerca de 70 produtores rurais, na maior parte, da região Sul do Estado. Os participantes se encontraram na Praça do Rádio Clube com objetivo de conscientizar a população sobre os problemas enfrentados em decorrência dos conflitos rurais do Estado.

Na ocasião do evento, um grupo de 20 manifestantes contrários ao evento, aparentemente universitários provocou os produtores e recebeu uma reposta que não esperavam. O indígena Abrão Metelo, residente na aldeia Passarinho, em Miranda pediu o uso da palavra para contestar o grupo.

“Sou índio e quero dizer que vocês não me representam, não tem qualidade e só vieram aqui para tumultuar e envergonhar a mim e meus irmãos indígenas. Digo mais, vocês deveriam estudar mais, porque vocês não conhecem nossa realidade de vida”, opinou Metelo.

Segundo o idealizador do evento, o produtor Pedro Pedrossiam Filho, o encontro serviu para unir os produtores e oferecer mais estímulo à luta pelos direitos de quem teve as terras invadidas. “Muitos dos produtores que estão aqui hoje nem conheciam a Capital, mas, estamos reunidos para defender nossos direitos. Nesta reunião de hoje plantamos uma semente que irá frutificar e devemos espalhá-la por todo país”, analisou.

O produtor criticou o governo federal, afirmando que o conflito ainda não acabou em razão da má vontade da presidente Dilma Roussef. 

“A presidente não tem interesse em acabar com este imbróglio, pois, quer tirar as terras dos produtores que são trabalhadores honestos, e passar para o domínio da União. E para isso, este governo utiliza a massa de manipulação indígena que não recebe o mínimo apoio para plantar, criar ou ter uma vida digna no campo”.

Um dos participantes foi o pequeno produtor, Nelson Dotta, que possui uma pequena propriedade no município e que está na família há mais de 60 anos. 

“Estou aqui para apoiar meus vizinhos e amigos que tiveram as terras invadidas. São três, somente na minha região. Graças a Deus, minha terra nunca foi invadida, pois, ficaria impossível sobreviver. Sou um pequeno agricultor e retiro a subsistência minha e da minha família do que plantamos e criamos”, relatou.

A produtora Luana Ruiz esteve presente e lembrou que os produtores precisam participar mais ativamente, a fim de que possam pressionar o governo a tomar uma atitude definitiva. 

“Nós temos de começar a conscientização pela nossa categoria. Quando é que as pessoas vão entender a situação grave que vivemos? Quando acontecer com elas? Só uma união limpa e comprometida com o direito de propriedade conseguirá solucionar a situação de quem possui terra invadida e evitar novas invasões”, alertou.

Na avaliação de Luana, o encontro é o marco de uma mudança que será sentida daqui alguns anos e beneficiará tanto produtores, quanto indígenas. “Se relativizarmos hoje o poder de propriedade do produtor e da opinião pública, amanhã o governo poderá fazer o mesmo com nossas poupanças, salários e residências. Precisamos denunciar quais os reais interesses dos grupos indigenistas”, reforçou.

Próximos passos – Segundo Pedrossiam Filho, o movimento Grito do Produtor iniciou simbolicamente hoje (7) e pretende se estender para todos os Estados onde houver propriedades invadidas. 

“Vou começar visitando os 79 municípios do Estado, contando o que acontece neste conflito e qual é a situação dos produtores. Sei que não conseguiremos mudar a cabeça das pessoas do dia para noite, já que foram 30 anos de mentiras. Mas posso lhe garantir que não ficaremos mais quietos”, finalizou.


http://www.topmidianews.com.br/noticia/indigena-participa-do-grito-do-produtor-e-critica-manifestantes-

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Feitiço virando contra os feiticeiros


E agora?



O Brasil ficou às escuras na terça e pegou fogo ontem.

A prisão de Henrique Pizzolato reacende o caso Battisti. Lula foi particularmente heterodoxo ao pressionar o STF para manter Battisti no Brasil, irritando a Itália. E agora?

Battisti, condenado à prisão perpétua no seu país por terrorismo e assassinato, foi tratado no Brasil como perseguido político. Pizzolato, condenado aqui por corrupção passiva, peculato e lavagem, fugiu dizendo-se vítima de "julgamento de exceção".

Se o Brasil duvidou da Justiça italiana, a Itália pode duvidar da nossa. Com o agravante de que Pizzolato tem dupla nacionalidade, dificilmente será extraditado. Se não for tomar sorvete em Mônaco, vai levar um vidão na Itália. Dinheiro não lhe falta.

E estava escrito nas estrelas que nem todos os cubanos aceitariam passivamente que os outros estrangeiros do Mais Médicos ganhem várias vezes mais que eles. Pior: que o Brasil pague R$ 10 mil para Cuba e eles embolsem R$ 1 mil. E agora?

O governo Lula meteu os boxeadores cubanos num avião de Chávez e os despejou rapidinho no regime dos Castro. Mas a médica Ramona foi esperta: virou caso de mídia, de política e de Justiça antes que os governos --o dela e o nosso-- acordassem.

Vai que a moda pega, não haverá apenas uma fila de médicos cubanos pedindo asilo ou refúgio, mas também um pandemônio na campanha do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo de São Paulo. Sua principal bandeira já começa esgarçada.

Por falar em campanha, os maiores aplausos para Dilma no congresso do PT que a lançou em 2010 foi quando fechou a cara e jurou que nunca mais haveria apagão neste país. Aliás, ela fez toda sua carreira no setor de energia... E agora?


Há ainda a rebelião do PMDB, as suspeitas sobre a vaquinha dos mensaleiros petistas e, "last but not least", a afronta do vice-presidente da Câmara ao presidente do STF. Ele trocou o papel institucional pelo de militante aloprado. E agora?

Por Eliane Catanhêde - colunista da FSP

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Trabalho escravo no meio rural brasileiro? Veja e leia sobre a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos...


Que estrupício é esse, companheiros?



Médica cubana na Câmara exibe contrato com uma tal "Sociedade Mercantil Cubana", que ninguém sabe o que é (Pedro Ladeira/FolhaPress)
Médica cubana na Câmara exibe contrato com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana”, que ninguém sabe o que é (Pedro Ladeira/Folhapress)

Que título forte, não é, colegas? Será que exagero? Acho que não. O caso é complicado mesmo. Vou lhes contar uma história que envolve trabalho escravo, tirania política e, não sei não, podemos estar diante de um caso monumental de tráfico de divisas, lavagem de dinheiro e financiamento irregular de campanha eleitoral no Brasil. Vamos com calma.

O busílis é o seguinte. Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, é uma médica cubana, que está em Banânia por causa do tal programa “Mais Médicos” — aquele que levou Alexandre Padilha a mandar a ética às favas ao transmitir o cargo a Arthur Chioro. Ela atuava em Pacajá, no Pará. Como sabemos, cada médico estrangeiro custa ao Brasil R$ 10 mil. 

Ocorre que, no caso dos cubanos, esse dinheiro é repassado a uma entidade, que o transfere para o governo ditatorial da ilha, e os tiranos passam aos doutores apenas uma parcela do valor — cerca de 30%. Os outros 70%, na melhor das hipóteses, ficam com a ditadura. Na pior, nós já vamos ver.

Pois bem. No caso de Ramona, ela disse receber o correspondente a apenas US$ 400 (mais ou menos R$ 968). Outros US$ 600 (R$ 1.452) seriam depositados em Cuba e só poderiam ser sacados no seu retorno ao país. O restante — R$ 7.580 — engordam o caixa dos tiranos (e pode não ser só isso…). 

Devem atuar hoje no Brasil 4 mil cubanos. Mantida essa proporção, a ilha lucra por mês, depois de pagar os médicos, R$ 30,320 milhões — ou R$ 363,840 milhões por ano. Como o governo Dilma pretende ter 6 mil cubanos no país, essa conta salta para R$ 545,760 milhões por ano — ou US$ 225,520 milhões. Convenham: não é qualquer país que amealha tudo isso traficando gente. É preciso ser comuna! Mas vamos ao caso.

Ramona fugiu, resolveu desertar. Não consegue viver no Brasil com os US$ 400. Sente-se ludibriada. Ocorre que os cubanos que estão por aqui, o que é um escárnio, obedecem às leis de Cuba. Eles assinam um contrato de trabalho em que se obrigam a não pedir asilo ao país — o que viola leis nacionais e internacionais. 

Caso queiram deixar o programa, não podem atuar como médicos no Brasil — já que estão proibidos de fazer o Revalida e só podem atuar no Mais Médicos — e são obrigados a cair nos braços dos irmãos Castro. A deportação — é esse o nome — é automática.

Pois bem. Ramona quis cair fora do programa. Imediatamente, segundo ela, passou a ser procurada pela Polícia Federal do Brasil. Acabou conseguindo contato com o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), que é médico, e está agora refugiada em seu gabinete — na verdade, no gabinete da Liderança do DEM. Ali, ela está a salvo da ação da Polícia Federal. Não poderão fazer com ela o que fizeram com os pugilistas cubanos quando Tarso Genro era ministro. Eles foram metidos num avião cedido por Hugo Chávez e devolvidos a Cuba.

Vejam que coisa… Ramona sabia, sim, que receberia apenas US$ 1 mil pelo serviço — só US$ 400 aqui. Até achou bom, coitada! Afinal, naquele paraíso de onde ela veio, cantado em prosa e verso pelo petismo, um médico recebe US$ 25 por mês. A economia, como se sabe, se movimenta no mercado negro. Ocorre que a médica, que é clínica geral, disse não saber que o custo de vida no Brasil era tão alto.

A contratante

O dado que mais chama a atenção nessa história toda, no entanto, é outro. Até esta terça-feira, todos achávamos que os médicos cubanos eram contratados pela Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), que é um órgão ligado à OMS (Organização Mundial de Saúde), da ONU. 

Sim, a Opas é uma das subordinadas ideológicas do regime dos Castro. Está lotada de comunistas, da portaria à diretoria. De todo modo, é obrigada a prestar contas a uma divisão das Nações Unidas. Ocorre que o contrato da médica que desertou é celebrado com uma tal “Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Cubanos”.

Que estrovenga é essa, de que nunca ninguém ouviu falar? Olhem aqui: como Cuba é uma tirania, a entrada e a saída de dinheiro são atos de arbítrio; dependem da vontade do mandatário. Quem controla a não ser o ditador, com a colaboração de sua corriola? 

Assim, é muito fácil entrar no país um dinheiro como investimento do BNDES — em porto, por exemplo —, e uma parcela voltar ao Brasil na forma, deixem-me ver, de doação eleitoral irregular. E o mesmo vale para o Mais Médicos. Nesse caso, a tal Opas podia atrapalhar um pouco, não é? Mas eis que entra em cena essa tal “Sociedade Mercantil Cubana”, seja lá o que isso signifique.

A Polícia Federal não poderá entrar na Câmara para tirar Ramona de lá. O contrato com os cubanos — e, reitero, é ilegal — não prevê asilo político. A Mesa da Câmara também não pode fazer nada porque o espaço da liderança pertence ao partido.

Vamos ver no que vai dar. O primeiro fio que tem de ser puxado nessa meada é essa tal “Sociedade Mercantil”, que não havia aparecido na história até agora. Quantos médicos vieram por intermédio dela? O que isso significa em valores? Quem tem o controle sobre esse dinheiro?
Por Reinaldo Azevedo

O Titanic e a safra agrícola de 2013 (I)


Fizemos a lição de casa

Helio Brambilla
         

         A safra agrícola brasileira correu bastante bem, exceção de algumas questões pontuais referentes ao tempo, pois o frio foi muito forte, chegando mesmo a nevar nos três estados da região sul do país, o que prejudicou as pastagens, a produção do trigo, cevada, milho, até mesmo alguns reflorestamentos de eucalipto.

         Com efeito, o Brasil atingiu quase 200 milhões de toneladas de grãos, indubitavelmente o segundo país maior produtor de alimentos do mundo, pois para este efeito não vale contar a produção das 28 nações que compõem a Comunidade Europeia como a que segue à produção americana.

         Se papel aceita tudo, a calculadora não faz menos, dependendo de quem a opera, mas na política as coisas não são assim. Basta perguntar aos dirigentes da Europa Unida como funciona aquela colcha de retalhos da qual a todo o momento solta um pedaço.

         Quanto ao aporte de divisas, a safra do ano passado não conheceu menor êxito: 99.970 bilhões de dólares. Subtraídas as importações, o saldo representa 88.291 bilhões de dólares.

         Há 10 anos, o ex-ministro Luiz Fernando Furlan ao dirigir um painel sobre a indústria, comércio e agropecuária, em Presidente Prudente-SP, exortou os empresários para que exportassem. À época, dos cerca de 200 empresários da região, apenas quatro deles exportavam.

         Lembro-me de um seu depoimento sobre a sua primeira viagem de “mascate” a fim de vender os produtos da Sadia. Procurou ele transmitir a agradável sensação ao assistir a montagem do primeiro container a ser transportado até o destino. E concluiu exclamando que “vocês não sabem como é gostoso exportar!”
         Na ocasião, seu grande anelo era de que o Brasil atingisse o valor bruto de 100 bilhões de dólares em exportação, pois à época não excedia a 50 ou 60 bilhões. Hoje, apenas o agronegócio poderia bater à porta do ex-ministro e declarar com solenidade: “Fizemos a lição de casa, pois apenas nós batemos o recorde ao atingirmos os 100 bilhões de dólares exportados”.

         A propósito, cabem algumas perguntas sobre os demais setores de produção, se fizeram ou não suas respectivas tarefas.  Antes, o governo fez a sua parte? A indústria de manufaturados – que já deu apreciáveis saldos ao Brasil  – no ano passado, teria feito igualmente a sua parte?

         De acordo com o jornal OESP, 15/01/14, o setor amargou déficit de 105 bilhões de dólares. E, caso não fossem incluídas algumas plataformas que a Petrobrás “exportou ficticiamente” para a filial do Panamá, o déficit teria subido para 112 bilhões de dólares.

         O ex-presidente Lula gostava de dizer que nunca o pobre teve tanto remédio à sua disposição e a tão baixo preço como os medicamentos agora fabricados no Brasil, sobretudo com os “genéricos”. Aliás, tal iniciativa foi do governo anterior ao dele.

       Uma coisa é o dito e outra é o fato. Não sei se por primariedade ou velhacaria, nunca se falou que os ingredientes dos remédios são todos importados... Cabendo ao Brasil tão-só adicionar o amido e distribuí-los. O certo é que o resultado dessa iniciativa no ano passado resultou num déficit superior a 30 bilhões de dólares.

       Não vamos nos ocupar aqui da Petrobrás, pois todos sabem em que condições ela se encontra depois de politizada pelo PT. Basta recordar que a maior dívida mundial de uma empresa é da Petrobrás, com 250 bilhões de reais! E atente o leitor que o seu capital que já chegara a quase 800 bilhões de reais, hoje esta reduzido pela metade.


       Xico Graziano, em artigo para a imprensa, afirmou que o governo Lula/Dilma, em razão da crise da Petrobrás, levou cerca de 100 usinas de açúcar/álcool ao estado pré-falimentar, ou seja, o combustível verde do qual o Brasil se orgulhava encontra-se sepultado num buraco negro.


Êta cafezinho bom!

Recebemos e transcrevemos:
O cafezinho brasileiro

            Por Vitor Bertini

“Porque fixação de marca, imagem, ou lovemarks são determinadas pelo cliente, não por nós”.

Essa frase, dita por Yoshio Ishizaka, Vice-Presidente da Toyota abre o badalado livroLovemarks, do não menos badalado Presidente Mundial da agência Saatchi & Saatchi, Kevin Roberts.

Há 150 anos o Brasil é o maior produtor mundial de café. Portanto, sistematicamente, nossos clientes tem nos oferecido a oportunidade de fixar marca, imagem ou nos transformar emLovemark, não  no setor automobilístico, mas no mundo do café. A questão é: aproveitamos essa realidade para alavancar negócios ou agregar valores à nossa cadeia produtiva?

Colhemos 50 milhões de sacas de café por ano, mais do que produzem o segundo, terceiro e quarto países produtores somados. Consumimos 20 milhões de sacas ao ano, ou, em uma medida mais próxima de nosso dia-a-dia, 83 litros por brasileiro/ano - fato que nos coloca como o segundo maior mercado consumidor, atrás somente dos USA, em quantidade bruta.

Temos entidades representativas do setor cafeeiro, entre elas a ABIC (Associação Brasileira da Indústria do Café), que vem fazendo um esforço hercúleo para desenvolver e qualificar nossa cadeia produtiva e, graças a todos, definitivamente incorporamos o hábito e a cultura de tomar café, ainda e cada vez, um pouco melhor.

Como resultado dessa história, somos, aos olhos do mundo, um país ligado ao café. "Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer "bom dia", pedir um copo de água fresca, beber um cafezinho, falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós…”.

Essas palavras foram ditas em julho do ano passado, na comunidade de Manguinhos, RJ, pelo Papa Francisco. Quando sua Santidade mencionou o cafezinho, a população o ovacionou e, num gesto de surpreso auto-reconhecimento, riu e aplaudiu. Essa percepção, no entanto, parece ser maior por parte de quem nos olha de fora do que entendida por nós mesmos.

Qual a nossa auto-imagem com relação ao café? Nos sentimos “líderes mundiais” no café?     Apesar de toda a influência social, econômica, política e cultural que o café desempenhou em nossa história, às vezes, parece que a resposta à essa pergunta é não. Talvez o fato ensinado nas escolas que o “Ciclo do Café” foi de 1800 a 1930 enseje a percepção de passado, de fatos que pertencem a um tempo antigo e ali terminam. Nada mais errado.

O melhor conceito que me ocorre diante do pequeno relato do discurso do Papa é o da “legitimidade”. Quando o assunto é café, o Brasil tem legitimidade para ser protagonista. E em todas as dimensões possíveis desse setor enorme, belo e cheio de oportunidades. Nossos clientes, salientados pelo executivo japonês, já nos colocam dentro desse jogo.

A mais universal das bebidas oferece uma lista enorme de oportunidades para quem tem a legitimidade de, por 150 anos, ser o maior produtor mundial. A perspectiva de eventos de porte internacional sediados no Brasil apresenta, mais uma vez, a possibilidade de agregarmos valor ao nosso café e fazermos, de uma percepção externa sobre nós, uma afirmação nacional.

Uma afirmação brasileira, moderna, que generosamente junte nossos espaços rurais com nossas dinâmicas áreas urbanas e seja capaz de oferecer  ao mundo um conjunto de produtos diferenciados. Diferenciados, especiais, originais e ao mesmo tempo cosmopolitas, dignos de nossos melhores valores, assim pode e deve ser o Café do Brasil. 

Vitor Bertini é especialista em tomar café e diretor do Lombas, e-commerce especialmente desenvolvido para os amantes da bebida.
Sobre o Lombas:
(11) 2101 4080

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Embrapa: uma empresa de sucesso, mas...





... ainda contaminada pela ideologia 

companheira

A Embrapa é uma realização brasileira que poderia ter emergido em quaisquer circunstâncias, pois corresponde ao que pode ser chamado de especializações ricardianas, ou seja, as vantagens comparativas relativas, inteiramente cobertas pela teoria do comércio internacional de David Ricardo (uma teoria rejeitada por companheiros mais obtusos, que a confundem com alguma fatalidade do essencialmente agrícola).

Quis o destino -- e nossa trajetória política e tecnológica -- que ela surgisse durante o governo militar, mais exatamente em 1971. Ela se fez, como ocorreu com a "substituição de importações" na pós-graduação de maneira geral, com base na formação de quadros, ou seja, de capital humano, no exterior e no desenvolvimento de tecnologia própria, adaptada ao Brasil.

Trata-se do maior sucesso técnico em matéria de agricultura tropical do mundo, e sua experiência pode ser estendida a todas as demais regiões com biótipos relativamente semelhantes aos do Brasil, e mesmo diferentes, pois o essencial está na P&D adaptada ao ambiente geográfico, ecológico.

Com os companheiros no poder, quiseram transformar a Embrapa em auxiliar da pequena agricultura camponesa, o que é uma estupidez monumental, pois agricultura responde a condições técnicas e a dados de mercado, independente de quem está atrás da máquina ou da propriedade. Agricultura de sucesso é aquela que produz ao menor custo com o maior volume possível, ponto.

O mercado se encarrega do resto, e guia, justamente, os passos dos técnicos que precisam responder aos incentivos e estímulos de mercado para orientar a agricultura.

Tentar transformar a Embrapa em instrumento de justiça social, de redistribuição de renda é criminoso, pois ela foi feita para resolver problemas técnicos, não sociais, que devem ser resolvidos na esfera das políticas públicos, ao maior nível de eficiência possível.

Essa coisa da "diplomacia Sul-Sul" é uma estupidez em si, para si, e para o Brasil, pois é ideologia misturada ao interesse nacional.

A Embrapa deve colaborar com outros países da mesma faixa de latitude pois é nisso que residem suas vantagens comparativas, não porque se pretenda fazer política da agricultura, ou de uma instituição como ela. Ela deve disseminar sua tecnologia pois é do interesse da humanidade, não do governo companheiro. 

Ela deve ajudar na produtividade agrícola de outros povos pois é nisso que reside sua vocação, sem qualquer exploração política ou ideológica, ou restrição de natureza partidária.

Enfim, uma Embrapa liberta das loucuras companheiras seria uma Embrapa melhor, e mais eficiente.

Paulo Roberto de Almeida


Fonte:diplomatizzando.blogspot.com.br/2014/02/embrapa-uma-empresa-de-sucesso-mas.html#sthash.3EiGWEmj.dpuf

Lavouras de MT registram...



 ... produtividades históricas com clima ideal

Gustavo Bonato

Satisfeito com os resultados até o momento, André Seibeneichler comemora: "Vai ser a melhor média já colhida aqui!"

Assim como nos 3.600 hectares administrados por Seibeneichler em Campos de Júlio, noroeste do Estado, são muitas as áreas de Mato Grosso que estão obtendo produtividades elevadas, acima da média nacional, e em alguns casos com impressionantes 70 sacas colhidas por hectare, devido a um clima ideal para as plantas e investimentos em tecnologia.

A média nacional de produtividade gira em torno de 50 sacas por hectare, segundo a Conab e consultorias.

Não muito longe dali, em Sapezal, a fazenda Tucunaré – com 38 mil hectares cultivados, do empresário e senador Blairo Maggi – deve colher média de até 66 sacas por hectare, 10 sacas acima do esperado inicialmente, revelou um funcionário à Reuters.
"Houve áreas com boas chuvas. E a escolha de variedades tradicionais (não transgênicas) ajuda muito", disse ele.

Para se ter um exemplo, em amostras coletadas em oito fazendas visitadas por uma equipe da expedição técnica Rally da Safra na região de Sapezal, duas tiveram produtividade estimada em 70 sacas por hectare e outras três entre 60 e 62 hectares.

"Foi uma combinação de coisas. As medidas preventivas foram bem feitas, com aplicações de inseticidas e fungicidas. A combinação de clima foi bem distribuída, bem dentro do que a planta necessita. Bastante sol, calor e chuvas na medida", disse o analista Alan Malinski, que coordena uma das equipes do Rally.
A consultoria Agroconsult, que organiza o Rally da Safra, estimou em meados de janeiro a produtividade média de Mato Grosso em 52 sacas por hectare, mas os dados obtidos até agora indicam que este valor deve ser revisado para cima.

PRIMEIRAS COLHEITAS

Seibeneichler conta que apostou em variedades precoces de soja, de ciclo curto, para reduzir os riscos de incidência da doença fúngica conhecida como ferrugem asiática.

Com a soja menos tempo no campo, as plantas ficam menos expostas ao fungo, que se prolifera em clima úmido. "Quanto antes plantar e antes colher, maior é a chance de alta produtividade", disse o agricultor.

"Historicamente a soja precoce colhe menos. E se a precoce começou deste jeito, a tendência é melhorar ainda mais daqui para frente", disse Malinski, lembrando que os resultados ainda dependem das chuvas no restante da temporada, já que um terço da soja ainda está em fases de desenvolvimento vulneráveis a clima adverso.

A Agroconsult estimou a colheita brasileira em 91,6 milhões de toneladas, antes do Rally. O número deverá ser revisado ao final da expedição, mas os bons resultados de Mato Grosso deverão garantir pelo menos 90 milhões de toneladas colhidas.

Também colabora para o ganho de produtividade o investimento em inovação, segundo os especialistas.

Os produtores de Mato Grosso têm o hábito de testar novas variedades de soja, lembrou o engenheiro agrônomo Eliandro Zaffari, da Aprosoja, que presta consultoria a agricultores da região norte de Mato Grosso.

"O produtor aqui faz mais experimentos. Todo ano ele planta uma parcela pequena com uma nova variedade de soja, para testar, de olho na produtividade da safra seguinte", disse.

Fonte Original: Reuters

Agrolink, 3/2/14