quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Parceiros ideológicos do PT: Cuba, Venezuela, Equador, Argentina, Equador, Nicarágua, Angola, Moçambique e outros.


CRIME PERFEITO

O Brasil padece de graves problemas de infraestrutura. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deveria então financiar a construção de portos, estradas e ferrovias no país. 
Contudo, ele realiza com ênfase esta função não exatamente no Brasil, mas em diversos países ao redor do mundo. Desde que Guido Mantega deixou a presidência do BNDES, em 2006, passando a ser ministro da Fazenda, o Banco tornou-se peça chave no modelo de desenvolvimento proposto pela administração petista. 
Desde então, o total de empréstimos do Tesouro ao BNDES saltou de R$ 9,9 bilhões — 0,4% do PIB — para R$ 414 bilhões — 8,4% do PIB. Alguns desses empréstimos, aqueles destinados a financiar atividades de empresas brasileiras no exterior, eram considerados secretos pelo Banco.
Só foram revelados porque o Ministério Público Federal pediu à Justiça a liberação dessas informações. Em agosto, o juiz Adverci Mendes de Abreu, da 20.ª Vara Federal de Brasília, considerou que a divulgação dos dados de operações com empresas privadas “não viola os princípios que garantem o sigilo fiscal e bancário” dos envolvidos. 
A partir dessa decisão, o BNDES está obrigado a fornecer dados sobre aquilo que o Tribunal de Contas da União (TCU), o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitarem. 
Descobriu-se assim uma lista com mais de 2.000 empréstimos concedidos pelo banco desde 1998 para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior.
Outra questão polêmica são os juros abaixo do mercado que o Banco concede às empresas. Ao subsidiar os empréstimos, ele funciona como um “Bolsa Família” ao contrário, no melhor estilo Hood Robin: tira dos pobres para dar aos ricos. 
Ou melhor, capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa Selic (11,25% ao ano), e empresta a 6%. Isso significa que ele arca com 5,25% de todo o dinheiro emprestado. Dos R$ 414 bilhões emprestados este ano, mais de R$ 20 bilhões são pagos pelo Banco.
É um valor similar aos R$ 25 bilhões gastos pelo governo no Bolsa Família, que atinge 36 milhões de brasileiros. Confirme todas as informações clicando aqui
A maior parte dos 20 investimentos mais significativos que o Banco considerou estarem aptos a receber investimentos financiados por recursos brasileiros foram realizados em países administrados por parceiros ideológicos, como Cuba, Venezuela, Equador, Argentina, Equador, Nicarágua, Angola, Moçambique e outros.
Na realidade, a Constituição atribui ao Congresso competência para aprovar acordos e tratados internacionais ou realizar operações internacionais, na condição de contratos de financiamento, por meio de instituições de fomento. Contudo, sucessivos governos vêm fazendo letra morta do texto.
A desculpa apresentada enfatiza que os empréstimos e financiamentos são feitos a empreiteiras brasileiras incumbidas de realizar as obras no exterior e não aos governos estrangeiros diretamente. Ora, o BNDES paga diretamente aos empreiteiros, que fazem as obras. 
E quem deveria pagar ao Brasil seriam os governos estrangeiros. E caso não o façam, como costuma acontecer? Diplomaticamente, a administração petista perdoa a dívida. E com o nosso dinheiro. 
Não por acaso, as principais empreiteiras prestadoras deste serviço externo são justamente as denunciadas na Operação Lava Jato. E não havia, antes da decisão judicial, como as Instituições brasileiras fiscalizarem devidamente os contratos firmados, como está sendo feito agora. Tratava-se de um crime perfeito.
Considerando esta vulnerabilidade, o deputado Mário Feitoza (PMDB-CE) apresentou proposta de Emenda à Constituição (PEC) 410/14, que estabelece como competência exclusiva do Congresso Nacional aprovar, previamente, a concessão de empréstimos a governos estrangeiros, por intermédio de qualquer instituição nacional de crédito, fomento ou desenvolvimento. 
Para ele, a União tem sido vítima de prejuízos em operações “polêmicas e de viabilidade discutível” realizadas em território internacional. “Até o presente, não existem certezas acerca do retorno dos empréstimos secretos concedidos por contratos firmados com o governo cubano para a construção do Porto de Mariel”, afirma Feitoza. 
Ele destaca que o porto responde pela maior parte do total de financiamentos (US$ 1,6 bilhão) concedidos pelo Brasil a Cuba. “A autorização prévia legislativa, de cunho constitucional, tem o condão de evitar que o País seja arrastado para aventuras de natureza política, econômica ou ideológica, sem a autorização do Parlamento”, complementa.
De fato, é estarrecedor constatar esta triste situação, em que ninguém sabe de nada, as empreiteiras ganham cada vez mais, oferecendo “doações” vultosas durante as campanhas eleitorais para muitos partidos e políticos que serão eleitos, para depois da posse, retribuírem a “gentileza”. Haja PF, TCU, MPF e CGU.
Fonte: Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Economista Marcos Coimbra, Professor, Membro do Conselho Diretor do CEBRES, Titular da Academia Brasileira de Defesa e Autor do livro Brasil Soberano.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Enquanto o governo atrapalha, o particular trabalha...



Terminal tira das BRs 6 mil t de grãos por dia

Sílvio Oricolli

Volume suficiente para encher 130 caminhões agora desce de Maringá para Paranaguá sobre trilhos


Um novo terminal intermodal da Seara Agronegócios, instalado em Marialva, no Norte do Paraná, está embarcando diariamente 6 mil toneladas de grãos em comboios ferroviários com 120 vagões com destino a Paranaguá. O volume é suficiente para encher 130 caminhões, que deixam de trafegar nas BRs 376 e 277.

Com grandes companhias, corretoras e cooperativas entre parceiros e clientes, a unidade recebe produtos provenientes da região de Maringá, de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e de Goiás.

O transbordo cresce entre os negócios da Seara. Com quatro terminais intermodais, a empresa deve movimentar 10 milhões toneladas de grãos por ano, conforme o gerente operacional dos terminais do grupo, Vitor Goltz.

Apresentado aos clientes, na semana passada, durante o evento do lançamento oficial da Expedição Safra 2014/15, o Terminal Maringá é resultado de investimento de R$ 70 milhões.

Está dimensionado para atender demanda de até 5 milhões de toneladas de grãos por ano. Deve operar com metade dessa capacidade, como os outros três (Itiquira, Londrina e Paranaguá.

A capacidade estática de armazenamento do novo complexo é de 80 mil toneladas. O carregamento dos vagões é feito em linha, na ordem de 1,5 mil toneladas por hora.

“Isso garante eficiência ao processo de embarque dos grãos, o que reduz o tempo de operação e da chegada da carga ao seu destino”, sustenta o gerente da unidade, Sidnei Aparecido Fritzen.

Num país com demanda crescente por infraestrutura para o agronegócio, a Seara se especializa também em outras pontas do sistema produtivo, com mais de 50 unidades de negócio. Montou, por exemplo, frota de 1,7 mil caminhões (200 próprios) e 1,23 mil vagões de trem.

Ao todo, sua capacidade estática de armazenamento de grãos totaliza 300 mil toneladas. Com aumento de 21,4% sobre os R$ 2,8 bilhões de 2013, o grupo prevê faturar R$ 3,4 bilhões neste ano.

No setor de agroindustrialização, a Seara atua no mercado de alimentos derivados do milho, com a marca Zanin, e empacota e comercializa açúcar, com a marca Supersucar.

Também atua no segmento de Pet Food, com fabricação de ração para cães e gatos, e na produção de nutrição animal e de fertilizantes e defensivos agrícolas, além de sementes de milho e soja.


Para Leonardo Justino Gonçalves, gerente comercial da Cooperativa Agroindustrial Nova Produtiva, que opera com a Seara há cinco anos, o novo terminal representa uma “extensão da cooperativa”, com serviços como secagem de grãos e transporte“que não conseguiríamos com recursos próprios”.

A cooperativa recebe de seus cerca de 2 mil associados em torno de 250 mil toneladas de grãos por safra, principalmente de soja e milho.

O presidente da Cooperativa Agroindustrial Integrada, Jorge Hashimoto, diz que o terminal preenche uma lacuna na região. “No nosso caso, podemos dizer que somos vizinhos. O que é uma enorme vantagem”, diz.

A Integrada, com sede em Londrina, tem 8 mil cooperados e recebe em torno de 1,7 milhão de toneladas de grão por ano. São 750 mil toneladas de milho, 650 mil toneladas de soja e 270 mil toneladas de trigo, além do café.

A cooperativa exporta 30% do volume recebido, ou seja, mais de 500 mil toneladas por safra.

Gazeta do Povo Online


Terça-feira, 25 de novembro de 2014

PT, Lula e Dilma = os piores cegos



O pior cego

Dora Kramer (OESP)


Vejam só o senhor e a senhora que curiosa essa notícia de que o PT encomendou pesquisa para saber que história é essa de tantos brasileiros manifestarem rejeição ao partido. Por que será?

No mundo da lua, realmente seria caso de investigação profunda. Seguida de amplo debate para detectar as razões, definir responsabilidades e providenciar uma arrumação na casa. Doa em quem doer.

Consta que os petistas estão assustados com o clima da campanha e os resultados das últimas eleições. Não sabiam de nada - como é de praxe no partido - a respeito da insatisfação disseminada País afora com o acúmulo de desmandos dos seus anos de exercício de poder.

Ficaram especialmente espantados com o ocorrido em São Paulo, onde estavam certos de que bastaria somar o natural desgaste dos governos tucanos à novidade de mais uma invenção de Lula, contar com a submissão do PMDB fazendo papel de sublegenda no Estado e esperar que a seca se encarregasse do resto.

Deu-se na vida real que a fiança dos postes perdeu prazo de validade, a longevidade do PT no Planalto revelou-se mais cansativa, o candidato do PMDB preferiu prudente distância e os paulistas, em sua maioria, resolveram dizer em alto e bom som que andavam fulos da vida.

Trata-se, obviamente, de resumo simplificado de um quadro mais complexo cuja amplitude, variadas as dimensões, alcançam todo o Brasil. Razões que qualquer cidadão razoavelmente informado não ignora.

De onde é espantoso o fato de um político com a sensibilidade e o tirocínio político de Lula não ter captado a mudança de ares no ambiente. Tão incrível quanto seu desconhecimento enquanto presidente sobre o método de organização da base de sustentação do governo no Congresso, local composto por maioria de "picaretas", conforme sua avaliação quando lá conviveu como deputado.

De modo semelhante intriga como Dilma Rousseff, uma servidora exigente, competente, detalhista e centralizadora, possa jamais ter-se dado conta, enquanto ministra das Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente da República, de que havia superfaturamento nos contratos da Petrobrás, a despeito dos alertas do Tribunal de Contas da União.

Diga-se, ignorados também pelo Congresso, cuja maioria governista manteve o veto do então presidente Lula a uma decisão que suspendia obras da Petrobrás na qual havia indícios de corrupção. Na mesma época ele fazia discursos criticando duramente órgãos de fiscalização, como o TCU, dizendo que "atrapalhavam" o andamento de obras.

Em mais de uma ocasião Lula desqualificou instituições. A Justiça Eleitoral, por exemplo, por diversas vezes, chegando a debochar do valor das multas e transigindo as regras de maneira explícita. Da mesma forma, dava abrigo a atos incorretos e antiéticos de seus aliados, como José Sarney durante crise devido a privilégios no Senado e Renan Calheiros enquanto enfrentava processo de quebra de decoro.

Do alto de uma altíssima aprovação popular, Lula fez, aconteceu, desfez e o partido seguiu o modelo de completa arrogância, tratando os escândalos que surgiam jogando o lixo para baixo do tapete, contando uma mentira atrás da outra, acreditando poder fazer o Brasil todo de bobo.

Ao ponto de insistir que o mensalão não existiu e que o Supremo havia atuado como tribunal de exceção, enquanto a prisão dos companheiros era vista pelo País como um avanço institucional.

Agora o PT não compreende o motivo de ser alvo de tanta "intolerância" e "preconceito". Para desvendar o mistério, encomendou uma pesquisa para consultar os eleitores de todo o Brasil a respeito.

Perceberam o senhor e a senhora? O partido só passou a se preocupar com a opinião do público sobre suas condutas diante do risco eleitoral. Deve ser por isso, por não ouvir, não querer ver e ter como única referência o poder é que as coisas acontecem e ninguém sabe de nada no PT.



Brasil à beira do precipício, alerta em jornal espanhol


Corrupção da Petrobras põe o Brasil à beira do precipício




Bandeira do Brasil em plataforma da Petrobras. / FELIPE DANA (AP)

O sistema é simples, diabólico e eficaz: um acusado de corrupção reduz sua pena se delatar outros, que por sua vez podem receber o mesmo tratamento, com o que o caso se ramifica ao infinito. É a maneira que o juiz brasileiro Sérgio Moro tem para reconstruir o rastro da bilionária corrupção que domina de cima a baixo a maior empresa pública da América Latina, a Petrobras, e que sacode o país: contratos forjados no valor de bilhões de reais, obras superfaturadas para a construção de refinarias, contas bancárias repentinamente esvaziadas para que não sejam congeladas, arrependidos que fazem acordos após pagar quase 100 milhões de reais, maletas com notas de dinheiro que vêm e vão, jatinhos levando somas estonteantes, um tesoureiro do PT envolvido na trama e intermediários que se entregam após passar dias foragidos da polícia.
E, além disso, vários dos maiores empresários do país, todos detidos na mesma carceragem sob a acusação de suborno, dividindo espaço e destino com o delator, Alberto Youssef, que tudo sabe e tudo conta…
O sonoro nome que a Polícia Federal deu à última fase da operação, Juízo Final, é sintomático. Tudo no Brasil gira atualmente em torno dessa gigantesca empresa pública e das venenosas revelações que surgem a cada manhã.
Há no momento 16 detidos. Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras, e dois diretores de uma empresa fornecedora, que aderiram ao programa de delação premiada, estão sob prisão domiciliar. Os outros 13 (empresários, diretores de empresas, altos executivos, outro ex-diretor da Petrobras e o quarto delator, o doleiro Alberto Youssef) convivem na carceragem da sede da Polícia Federal em Curitiba.
Youssef, claro, está numa cela à parte, pois seu advogado não se fia totalmente na preservação da sua integridade física, já que Youssef se tornou o alvo a abater.
Todos os envolvidos são acusados de alimentar um esquema ultraconhecido: os altos funcionários da Petrobras recebiam subornos das empresas em troca da concessão de contratos. Figuras marginais andavam para lá e para cá com malas que azeitavam uma máquina que chegou a movimentar mais de 10 bilhões de reais.
Ninguém conhece a soma real. As empresas implicadas tinham (e têm) contratos no valor de 60 bilhões de reais. Mas quanto disso ficava pelo caminho? Seriam 10%? Ou 20%? Ou 50%? O ex-diretor Costa e o doleiro Yousseff dizem que os partidos políticos, entre os quais o PT de Lula e Dilma Rousseff, levavam sua parte, que chegava a 3%.
A Petrobras, com seus 86.000 funcionários, não é uma empresa qualquer: refina 98% da gasolina consumida no Brasil, mantêm negócios com quase 20.000 empresas que lhe fornecem todos os tipos de produtos e serviços, e é ela própria responsável por um décimo de todos os investimentos feitos no Brasil.
Por isso o Governo, nocauteado pela crise, teme não só a repercussão política do caso (há acusações ainda não confirmadas de financiamento ilegal de partidos, entre os quais PT e PSDB), mas também uma eventual ressaca econômica e também social.
Das dez maiores empresas de engenharia e construção do país, só duas não estão envolvidas no escândalo da Petrobras. Por isso há quem enxergue um risco concreto de que as principais obras públicas em andamento sejam paralisadas. Ou seja, que o país pare.
Foi o que disse na quinta-feira José Costa Neto, presidente da principal empresa elétrica brasileira, a Eletrobras, controlada pelo Governo. Nesse mesmo dia, o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, acrescentou após uma reunião com a recém-reeleita Rousseff:
“A presidenta está preocupada com o que vai acontecer com as obras. E eu, como Governador, também. Imagine o que significaria agora paralisar, por exemplo, a construção dos canais do São Francisco”.
Um dos advogados dos presos declarou nesta semana, após visitar seu cliente, que o suborno era inevitável. “Se não, a obra não saía. Se alguém ignorar isso, ignora a história deste país”.
Dias atrás, o empresário Ricardo Semler, de 55 anos, escreveu um artigo na Folha de S. Paulo intitulado “Nunca se roubou tão pouco”. “Não sendo petista, e sim tucano, sinto-me à vontade para constatar que essa onda de prisões de executivos é um passo histórico para este país”, escreveu Semler. “Nossa empresa deixou de vender equipamentos para a Petrobras nos anos setenta. Era impossível vender diretamente sem propina. Tentamos de novo nos anos oitenta, noventa, e até recentemente. Em 40 anos de persistentes tentativas, nada feito.”
Outro advogado dos presos, ao ser perguntado sobre as consequências do caso, respondeu: “Não sei aonde isso vai dar”. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acrescentou numa recente entrevista à Folha de S. Paulo que “isso é um rastilho pólvora. Quando um começa a falar o outro diz: vai sobrar só para mim? E aí eles começam a falar mesmo”.
As ramificações políticas são imprevisíveis: Costa e Yousseff acusam diretamente o tesoureiro do PT, João Vaccari, de receber subornos para ajudar as campanhas políticas do seu partido. Também apontam outros intermediários de outros partidos.
Enquanto isso, Rousseff, em Brasília, tenta driblar o temporal como consegue, sem aparecer muito, agarrando-se à tese que já defendeu durante a campanha, que consiste em assegurar que sob o seu mandato a corrupção é investigada e perseguida.
A favor dela está o fato incontestável de empresários até recentemente intocáveis estarem na prisão. Janot disse de forma clara na entrevista à Folha: “A Justiça de três, quatro anos para cá não é mais uma Justiça dos três Ps: puta, preto e pobre.
Ela está indo em cima de agente político e de corruptor”. O ex-presidente Lula, enquanto isso, recomendou à presidenta, segundo O Globo, que espere mais tempo para anunciar integralmente a sua nova e fornida equipe ministerial, assegurando que nenhum dos indicados estará envolvido no escândalo.


Eleições e safra agrícola (3)



   “Volume morto”, eleições e safra agrícola (3)

Helio Brambilla

Pretendo encerrar hoje a análise dos altos riscos que vêm passando os agropecuaristas no Brasil. Entre eles se encontra a insegurança jurídica, aliás, o que lhes acarreta maiores danos, além das contínuas ameaças de invasões por parte do MST, das acusações de trabalho escravo, de degradação do meio ambiente, de o proprietário rural não passar de um intruso em terras de índios ou de quilombolas.

O déficit do setor elétrico chega 100 bilhões de reais e poderia ser possantemente auxiliado pelo agronegócio. Só a cogeração de energia a partir do bagaço de cana poderia gerar mais que Itaipu, justo no tempo menos chuvoso. No momento, as hidrelétricas estão gerando apenas 20% de sua capacidade.

O setor canavieiro só não produz toda a energia possível porque o governo oferecia até há pouco tempo menos de 200 reais o KW/h. Com a crise atual passou a pagar às termoelétricas 800 reais o KW/h e, quando movidas a diesel, o valor já ultrapassa os 1000 reais o KW/hora.

Outro dado preocupante quanto aos combustíveis é que a Petrobrás sempre foi uma empresa rentável. Depois de ter sido "aparelhada" pelo governo para se tornar instrumento político, para segurar a inflação, por exemplo, a defasagem dos preços vem gerando déficit enorme em suas contas, sem contar a roubalheira.

Com a defasagem dos preços dos combustíveis foi estabelecido um “tabelamento branco” do etanol que ficou com um preço totalmente defasado levando à ruína financeira quase um terço das usinas sucroalcooleiras, além de fazer com que cerca de um milhão de funcionários fossem dispensados. De exportador de etanol, o país passará a importar 600 milhões de litros.

O setor canavieiro também sofreu muito com a seca do sudeste que o levou a diminuição de 50 milhões de toneladas de cana colhida, o equivalente a toda safra do nordeste brasileiro. Para não me alongar, citamos de passagem o que todos os leitores já sabem, isto é, a total falência de nossa estrutura básica.

Portos com filas gigantescas de caminhões, navios esperando até 60 dias para cargas e descargas, estradas em péssimas condições, ferrovias já várias vezes inauguradas e que ainda não transportam nada. E ainda mais, tem os seus dormentes e trilhos roubados.

E apesar de as hidrovias não terem saído do papel, o setor do agronegócio vem prosperando apesar do governo e graças a força propulsora dos nossos valorosos produtores rurais que diuturnamente, com chuva ou sem ela, continuam a cultivar este país continente.

Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, miraculosamente encontrada nas águas outrora puras do Rio Paraíba, não permita que perdure a seca que compromete os nossos mananciais, e, sobretudo, livre o Brasil do lodo moral no qual se acha atolado.

Invoquemos a Ela para que nos mande chuva para que os seus filhos tenham a sua sede aplacada e colheitas abundantes, também para que do Oiapoque ao Chuí os brasileiros recebam uma chuva de graças num país sempre irmanado e não dividido, como apregoam aqueles que querem romper com a sua vocação providencial.


Capitulação e traição na Colômbia



Capitulação e traição na Colômbia


Helio Dias Viana


         Não se pode qualificar de outro modo a política do presidente colombiano Juan Manuel Santos em relação às FARC, grupo narcoguerrilheiro que vem há mais de 50 anos ensanguentando a Colômbia com os crimes mais covardes e nefandos.

            É do mais comezinho bom senso a impossibilidade de qualquer acordo com um inimigo que antes de ir para a mesa de negociações não tenha cessado completamente as suas atividades criminosas.

          Ora, Santos não somente está negociando com as FARC em Havana — capital de uma ilha-presídio, cujos dirigentes há décadas oprimem sua população — como o está fazendo enquanto a narcoguerrilha mata, mutila e sequestra incontáveis colombianos. E, a propósito desse tema, convém notar o silêncio de entidades ligadas aos direitos humanos, tão sôfregas em defender qualquer ato que atinja algum esquerdista.

            Mas não é só isso. Nas presentes negociações em Cuba, a grande vencedora serão as FARC, cujos membros trocarão a sua desgastada guerra na selva por prestigiosos e estratégicos cargos públicos, a partir dos quais poderão conduzir a Colômbia pelos rumos nefastos da revolução bolivariana. E sem que se tenha a menor garantia de que de fato renunciarão às armas...

            O lance mais recente das FARC ocorreu no domingo, 16 de novembro, quando uma de suas facções sequestrou ninguém menos que o  importante general Rubén Darío Alzate Mora, o qual estava desarmado e acompanhado de duas outras pessoas em uma zona guerrilheira de alta periculosidade sob a sua jurisdição.

            Esse fato fez com que o presidente Santos declarasse suspensas as negociações, até a libertação do general e de seus acompanhantes. Por sua vez, as FARC, cínicas como sempre, pedem diálogo e dizem que a solução do caso depende apenas do governo.

Tendo em vista o espírito entreguista do primeiro mandatário colombiano, não era só previsível, mas já está anunciado que ele engolirá mais esse desaforo, deixando assim patente que são as FARC que decidem a situação e fazem o que bem entendem diante de um governo sôfrego em capitular.

Resumindo, a um gesto de suma ousadia das FARC, Santos respondeu apenas com a suspensão provisória das negociações, quando o fato era de molde a que as mesmas fossem definitivamente canceladas e a narcoguerrilha voltasse a ser tratada com a única linguagem que compreende... e detesta, a qual Santos infelizmente também detesta, embora insista em não compreender.


* Hélio Dias Viana e escritor e colaborador da ABIM

Ação de dois gigantes: Anchieta e Nóbrega



Nas urnas: rejeição da forma e 
do conteúdo




*Pe. David Francisquini





Após o resultado das últimas eleições, manifestação na Av. Paulista contra projetos bolivarianos do PT
          
Uma das lições das urnas nas recentes eleições foi mostrar a existência de algo promissor que se faz sentir tanto na vida pública quanto na dos indivíduos em relação aos valores da instituição familiar e da moralidade em geral. Na verdade, vem causando acentuado desconcerto na opinião nacional a situação civil e religiosa na qual nos encontramos.

            Se de um lado parece haver uma máquina organizada para conduzir o País rumo ao caos, as recentes eleições evidenciaram de outro lado a existência de uma crescente e atuante oposição que tenta impedir o pior para o Brasil, ou seja, que ele se aprofunde cada vez mais no despenhadeiro da decadência moral, cujo último termo é a sua completa bolchevização.

A expressiva votação no candidato da oposição – sem falar dos milhões de brasileiros que se abstiveram por não se sentirem representados por nenhum dos contendores – não pode ser creditada somente aos predicados do senador Aécio Neves, mas à rejeição de forma e do conteúdo do governo do PT, e ao desejo de mudanças profundas na condução da coisa pública.

 Mudanças essas sintetizadas num excelente documento difundido a mancheias durante o período eleitoral pelo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, o qual apresenta ideias como a defesa da vida humana inocente desde a fecundação até a morte natural, isto é, o rechaço à legalização do aborto, da eutanásia e das drogas.

E o documento vai além, ao defender a família como Deus a fez – um homem e uma mulher; ao condenar a intromissão do Estado no direito dos pais à educação dos filhos; ao reivindicar a proteção das propriedades rurais e urbanas, alvo crescente de invasões; a defesa do agronegócio, esteio de nossa economia; ao rejeitar a sovietização do Brasil através de “conselhos populares” e “movimentos sociais”.

Se o candidato da oposição recebeu votação tão expressiva, isso significa que o Brasil real, verdadeiro, autêntico e cristão anela por uma ordem de coisas superior e está pronto a defender uma posição não concessiva ao processo desagregador.

      Enquanto os políticos caminham para rumos que o grande público desconhece, o povo brasileiro está despertando e erguendo-se contra os descaminhos do atual governo, que vai conduzindo o País rumo ao caos.

Ao fazer a presente análise, não posso deixar de ressaltar o papel da graça divina, de modo especial a de Nossa Senhora Aparecida, que como Mãe e Rainha de todos os brasileiros quer nos salvar da crescente decadência provocada por aqueles que tentam desestabilizar a Nação e conduzi-la para rumos opostos aos de sua vocação providencial.

Vejo nisso a ação profunda da evangelização conduzida por homens da têmpera de Nóbrega e Anchieta, que tudo fizeram para que o Brasil fosse inteiramente cristão. A ação desses dois gigantes da fé percorreu os 500 anos de nossa história, e que se fazem hoje sentir. 

De um lado, na preservação do povo brasileiro do espírito anticristão de luta de classes e de raças que tanto se lhe deseja incutir; e de outro, pela atuação de entidades beneméritas, que sabendo auscultar esse sentimento profundo empenham-se em preservar o Brasil dos erros do marxismo e da degenerescência moral.

(*) Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria- Cardoso Moreira-RJ e colaborador da ABIM.