terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Para tristeza do MST e do PT... bem que eles gostariam que fossem os assentamentos do INCRA


Agronegócio baiano gera mais de 60 mil 

empregos por ano


Além de gerar um PIB regional que já chegou a R$ 12 bilhões, o Agronegócio do Oeste da Bahia também movimenta a economia de outros estados



Com 2,5 milhões de hectares plantados e uma previsão de colher 8,9 milhões de toneladas de grãos e fibras na safra 2014-15, o Agronegócio do Oeste da Bahia deverá gerar, nesta safra, cerca de 60 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, nas culturas de soja, milho e algodão.

Além de gerar um PIB regional que já chegou a R$ 12 bilhões, o Agronegócio do Oeste da Bahia também movimenta a economia de outros estados. 70% dos grãos produzidos no Oeste da Bahia tem como destino final a transformação em ração para fomentar os polos de aves, suínos e de gado de leite e corte na Bahia e no Nordeste. 

“Indiretamente, estamos produzindo carne, leite e ovos para alimentar a população com quantidade, qualidade e baixo custo, além de gerarmos milhares de empregos nestas regiões”, afirmou Júlio Cézar Busato, presidente da Aiba.

Para cada emprego criado no campo, surgem três novos postos de trabalho fora dele. Quem não encontrar emprego no Agronegócio, vai achar indiretamente nele.


Fonte: Agrolink com informações de assessoria


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

MST: da sacristia ao Vaticano




O MST é uma organização fundamental do Brasil ... no primeiro plano da organização dos agricultores. 
Stedile é o seu dirigente mais importante. 

Marxista ligado à história da teologia da libertação, ele foi um dos organizadores do Encontro Mundial de Movimentos Populares que ocorreu no Vaticano, quando sugeriu a canonização de “Santo Antônio… Gramsci”.

Segundo o jornal, o MST conta com 1,5 milhão de membros. Na Itália, antes do encontro no Vaticano, ele fez uma turnê de encontros apresentando o livro La lunga marcia dei senza terra (EMI Edizioni).

No sábado à tarde, foi visitar a Rimaflow, em Trezzano sul Naviglio, a fábrica recuperada que Stedile, diante de 300 pessoas, batizou como “embaixadora dos Sem-Terra em Milão”.

Pergunta: -- Como nasceu o encontro no Vaticano?

-- Mantemos relações com os movimentos sociais da Argentina, amigos de Francisco, com quem começamos a trabalhar no encontro mundial. 
Assim, reunimos 100 dirigentes populares de todo o mundo, sem confissões religiosas. A maioria não era católica. Um encontro muito proveitoso.

Pergunta: -- O senhor é de formação marxista. Qual a sua opinião sobre o papa e a iniciativa vaticana?

O papa deu uma grande contribuição, com um documento irrepreensível, mais à esquerda do que muitos de nós
Porque afirmou questões de princípio importantes como a reforma agrária, que não é só um problema econômico e político, mas também moral.

Ele condenou a grande propriedade. O importante é a simbologia: em 2.000 anos, nenhum papa jamais organizou uma reunião desse tipo.

Pergunta: O senhor foi um dos promotores dos Fóruns Sociais. Há uma substituição simbólica por parte do Vaticano em relação à esquerda?

... Eu não acho que há sobreposição, mas complementaridade. Em todo caso, assumo a autocrítica, como promotor do Fórum Social, do seu esgotamento e da sua incapacidade de criar uma assembleia mundial dos movimentos sociais.

Do encontro com Francisco, nascem duas iniciativas:


1) formar um espaço de diálogo permanente com o Vaticano e, independentemente da Igreja, mas aproveitando a reunião de Roma, 2) construir no futuro um espaço internacional dos movimentos do mundo.

Para fazer o quê?

Para combater o capital financeiro, os bancos, as grandes multinacionais. Os “inimigos do povo” são esses.
Como diria o papa, esse é o diabo.

Qual é a situação do Movimento dos Sem Terra hoje?

A nossa ideia, no início, era a de realizar o sonho de todo agricultor do século XX: a terra para todos, bater o latifúndio.


Mas o capitalismo mudou, a concentração da terra também significa concentração das tecnologias, da produção, das sementes. É inútil ocupar as terras se, depois, produzirem transgênicos.

Não é mais suficiente repartir a terra, mas é preciso uma alimentação para todos, e uma alimentação sadia e de qualidade.

Hoje visamos a uma reforma agrária integral, e a nossa luta diz respeito a todos.

Por isso, é preciso uma ampla aliança com os operários, os consumidores e também com a Igreja.

Somos aliados de qualquer pessoa que deseje a mudança.


Do jornal Il Fatto Quotidiano (Resumo do Blog))

sábado, 29 de novembro de 2014

OAB - 'descoberta da escravidão negra'... O Petrolão ainda não foi descoberto



OAB e sua insólita Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra. Mas sobre o Petrolão, nada

Percival Puggina.


A recente decisão tomada pelo Conselho Federal da OAB me fez ver como esses devaneios históricos transitam no Brasil. Devagar e sempre. Demoram mas vão para onde os querem levar. As motivações para que avancem são muitas e graves: é tudo questão de privilégio, poder e dinheiro.
A notícia me lembrou de um artigo que escrevi em 1999, para o Correio do Povo. Estávamos, no Rio Grande do Sul, sob o governo petista de Olívio Dutra, nosso conhecido Exterminador do Futuro. 
A Secretaria de Educação, totalmente dedicada à conquista gramsciana da hegemonia, lançara uma cartilha que tratava obviedades históricas como achados ideológicos do governo popular e democrático. O texto que escrevi a respeito dessa cartilha tinha por título "Aqui são outros quinhentos" e, lá pelas tantas, dizia assim:
"Doravante, de acordo com o livrinho vermelho dos pensamentos da SEC, passa-se a ensinar a grande novidade de que havia índios no local do desembarque ocorrido em 21 de abril de 1500, atribuindo-se a esse episódio, portanto, o nome de Invasão. 
Tal verdade histórica estabelece uma conveniente referência para homologar as práticas do MST. Nesse livreto é ensinado ao povo que o país chamado Brasil, constitui, há cinco séculos, uma sinistra e gigantesca usucapião lançada contra os primitivos e legítimos proprietários."
E prossegui, ironizando: "Também é denunciado, ali, que os ancestrais dos negros e mulatos foram trazidos para a América como escravos, nos infectos porões de navios negreiros. 
Quem ler a cartilha fica com a impressão de que antes do governo popular e democrático, a versão dominante é a de que os negros aportaram ao Brasil como turistas, a bordo de confortáveis transatlânticos. 
Só a democracia popular e participativa do governo petista teria permitido arrancar o véu da mentira e revelar para a História, que os escravos, inclusive, trabalhavam de graça e eram frequentemente maltratados."
Passados 15 anos, chega a vez da OAB. Transitando ao largo de bibliotecas inteiras, toneladas de livros escritos sobre o tema em diversos idiomas, propõe ela que o governo crie uma Comissão da Verdade sobre a escravidão. 
A tarefa, é claro, tem que envolver o governo petista. Qualquer outro mandaria a OAB cuidar da própria vida. Mas sabe bem a OAB que se o governo não participar não aparece dinheiro para a colheita.
Enfim, na perspectiva dos pais da ideia, tudo se passa como se a vinda dos escravos africanos fosse um mistério insondável, um autêntico naufrágio da verdade que agora, felizmente, sob um governo que sabe muito bem criar e se beneficiar de cisões e ressentimentos, será "resgatada" dos mais profundos abismos da história universal. Parolagem político-ideológica que a Secretaria de Educação do governo Olívio Dutra iniciou no Rio Grande do Sul há 15 anos e que, agora, poderá render um "fundo de reparação" cuja conta, como sempre, virá para a sociedade. 
Como será com a farra do "Petrolão", a respeito da qual a OAB nada diz.

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* Percival Puggina (69), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Kátia Abreu: futura ministra? Ela vem sendo acusada de gestão temerária na CNA




Denúncias incluem gastos de R$ 32,2 milhões com empresas de aliado da senadora
  • Agência O Globo

A futura ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB-TO), é acusada pela oposição na Confederação Nacional da Agricultura (CNA) de gestão temerária à frente da entidade e de não permitir o acesso integral à prestação de contas de 2013, aprovadas pelo Conselho de Representantes (órgão deliberativo máximo) no dia 25 de abril deste ano. 

Kátia foi reeleita para a presidência da CNA em outubro, em eleição contestada na Justiça. Por meio de sua assessoria de imprensa, a senadora respondeu que as acusações não têm fundamento.

Os opositores apontam uma série de irregularidades. As denúncias vão de gastos de R$ 32,2 milhões com empresas de informática de um aliado da senadora a não contabilização de recursos que teriam sido recebidos de convênio com o Sebrae. 

Além disso, apontam que não haveria comprovação de despesas de R$ 31,1 milhões na rubrica de "projetos da presidência" e "serviços de terceiros".

Em julho de 2014, o presidente da Federação da Agricultura do Estado do Paraná, Ágide Meneguette, protocolou uma ação na Justiça Trabalhista de Brasília na qual acusa Kátia Abreu de aprovar apressadamente as contas de 2013 sem permitir que os presidentes das federações tivessem acesso à documentação. 

Ele argumenta que o exame das contas poderia ser feito até 31 de maio, mas a presidente da CNA teria exigido a votação em 25 de abril, mesmo sem a presença do presidente do Conselho Fiscal.

Segundo a denúncia, apesar de faltarem documentos contábeis, as contas foram aprovadas porque a presidente é apoiada pela maioria dos presidentes das federações. 

Na reunião do Conselho Fiscal em 15 de abril, o conselheiro Carlos Fernandes Xavier chamou a atenção para o gasto de mais de R$ 9 milhões com "serviços profissionais de pessoas jurídicas" e pediu mais informações.

No entanto, conforme ata do encontro, a superintendente administrativa, Benildes de Barros Garção, disse que dependia de outras áreas para fornecer a relação dos pagamentos, o que não seria possível naquele momento. Mesmo assim, as contas foram aprovadas, com a ressalva de que Xavier queria ter acesso aos documentos.

Num demonstrativo das despesas realizadas pela entidade consta pagamento de R$ 62,5 mil à Talk Comunicação, embora pelo contrato assinado esse valor refere-se a pagamento mensal, o que daria R$ 750 mil anuais. 

A Talk pertence ao empresário Luiz Alberto Ferla, também proprietário de outras duas empresas que atuam para a CNA - a Knowtec e a Suiteplus. Juntas, elas receberam R$ 32,2 milhões desde 2009.


A assessoria da CNA informou que todas as contratações e gastos de Kátia Abreu na presidência foram aprovados pelo Conselho Fiscal, por auditoria externa independente e pelo Conselho de Representantes.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Terras de Reforma Agrária produzindo corrupção?



Irmãos do ministro da Agricultura se entregam à PF


Alvos da Operação Terra Prometida, dois irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, se entregaram no fim da noite dessa quinta-feira à Polícia Federal em Cuiabá. 

Odair e Milton Geller devem prestar depoimento na tarde desta sexta-feira, 28. Eles são acusados de integrar um esquema de compra e invasão de terras da União destinadas à reforma agrária. 

De acordo com o Ministério Público Federal, Odair teria usado uma empregada como "laranja" para ocupar ilegalmente um terreno na região de Itanhangá.


O advogado dos irmãos Geller, Edy Piccini, negou o envolvimento dos dois em irregularidades. Segundo ele, a empregada de Odair é a real exploradora da área. "Ela tem raízes no município e tem o terreno lá", declarou.

A defesa aguarda a oitiva dos presos para ter acesso ao inquérito e ajuizar pedido para que sejam soltos. 

Piccini afirmou que os dois irmãos nunca exploraram terras na região. A ação, alegou, teria motivações políticas. "Acreditamos que deve ser político, para atingir o ministro", disse.


Ecologia: belo X hediondo...


O que a ecologia não diz

Gregorio Vivanco Lopes


Ecologia é a palavra de ordem da moda. Tudo tem que se dobrar ante as exigências ecológicas: a agricultura, as construções, as barragens, as fábricas, o lazer, o próprio homem. A natureza é intocável.

Se o leitor se der ao trabalho de analisar o fundo do pensamento ecológico contemporâneo, no que ele tem de mais central, verá que ele repudia a ideia de uma natureza criada por Deus e que reflete as perfeições do Criador. É o culto do meio ambiente pelo meio ambiente, da natureza pela natureza.

Deixando à margem o que essa concepção tem de ateia, panteísta e gnóstica, fixemos apenas um ponto: com que olhos um católico deve ver a natureza? Qual é a verdadeira e mais elevada ecologia?

De um lado, é claro, ela contém tudo de que o homem precisa para manter-se. Dela tira ele o sustento para a vida, os medicamentos para as doenças, os abrigos nas intempéries, além de infindáveis outros elementos de apoio. Mas sobretudo o meio ambiente é o habitat criado por Deus para o homem nele crescer e formar sua alma, de modo a estar apta, no fim da caminhada desta vida, para o encontro com o Criador.

Essa finalidade mais alta do ser humano, a natureza nos ajuda a atingi-la de dois modos: a) admirando aquilo que ela tem de belo, reflexo do Supremo Artista que a modelou; b) tendo horror aos aspectos hediondos com que o pecado original marcou certos aspectos dela. De fato, Deus disse ao homem: “Porque comeste do fruto da árvore que eu te havia proibido comer, maldita seja a terra por tua causa” (Gen. 3,17).

* * *

A foto ao lado, representando uma paisagem de outono no hemisfério norte, é um exemplo característico de beleza a ser admirada, e que eleva a alma. O colorido exuberante da vegetação espelha-se nas águas, formando um quadro impressionista de rara beleza. O casal de cisnes parece, mais do que nas águas, banhar-se naquela feeria de cores que sua alvura completa e contrasta. A cena, na sua simplicidade, é paradisíaca. Admirá-la, e encantar-se com ela, prepara a alma para o Paraíso.


Na foto à esquerda, pelo contrário, a natureza nos apresenta um símbolo do mal e do pecado existentes nesta Terra: uma sucuri estufada após ter engolido um animal de grande porte. Dir-se-ia uma imagem do demônio, digna de ilustrar o inferno de Dante.

Estes aspectos pelos quais a natureza se nos apresenta como símbolo, ora do Céu, ora do Inferno, a corrente ecológica atual os ignora, voltada que está apenas para o endeusamento de minerais, plantas e animais, quando não é utilizada como instrumento para patrocinar o miserabilismo comunista...



(*) Gregorio Vivanco Lopes é advogado e colaborador da ABIM

Nero, Átila, Hitler... Os comunistas foram muito além!



O assassinato da alma brasileira

Leo Daniele
Com os olhos postos no presente drama da Ucrânia, vale a pena perguntar qual foi o resultado de quase um século de massificação operada pelo chamado “socialismo real” na Rússia post revolução bolchevista de 1917.

Disse François Furet: “O comunismo destruiu o tecido social dos países do Leste. Não há mais sociedade, não há mais regime político e as populações foram privadas de seu passado”.
Essa destruição do sentido social foi assim descrita por Saulo Ramos, ex-ministro da Justiça do Brasil:
“É preciso ir e ver. Meninos, eu fui e vi. A Rússia não existe mais, isto é, existe, mas não há possibilidade de se definir o que está existindo naquele doloroso vazio de vontades e destinos.”
Após registrar os inúmeros fatos que ilustram seu artigo, ele prossegue:
“O Estado soviético deixou um povo sem nada na alma, nos desejos, nas ambições, na luta pelo próprio destino. Segundo os fiéis intérpretes com quem conversei, o assassinato mais grave deu-se, nos 80 anos de comunismo, na mentalidade e sentimento dos russos.
“O que antes de 1917 era poesia, música, ballet, vontade e alegria de viver, mesmo diante das atrocidades do regime czarista, hoje ainda é medo da polícia, desinteresse pelas coisas da vida, um vago esforço limitado à comida de cada dia ou à extravagância de um refrigerante estrangeiro. O resto é afogar-se em vodca, povo e chefões”.
E conclui, melancolicamente:
“Nero, Átila, Hitler assassinaram pessoas, roubaram a vida de milhões de seres humanos, mas os sobreviventes reconstruíram os bens e as terras devastadas. O comunismo, por ter durado muito tempo, além dessas mesmas e macabras proezas, assassinou a alma dos que sobreviveram, roubando-lhes, depois de várias gerações, a vontade de reconstruir o que não conheceram”.
O título do artigo é expressivo: “Assassinato da alma russa”.
Não presenciamos algo semelhante em torno de nós, ou seja, o assassinato em curso da alma brasileira?
Não estamos sendo moídos pelos escândalos sucessivos da classe política — Mensalão, Petrobrás, o cadáver ainda insepulto de Celso Daniel e o também insepulto escândalo de Pasadena, e assim por diante? 
E a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), para a qual a salvação eterna das almas parece preocupar menos do que uma reforma política que traz em seu bojo a sovietização do Brasil prevista no decreto 3.243?
Presenciamos o assassinato da alma brasileira do mesmo modo como os russos assistiram e assistem ao assassinato da alma russa?
São perguntas oportunas que no caos no qual nos encontramos não podem deixar de preocupar quem ama com amor sério este nosso querido Brasil.

Dizia Plinio Corrêa de Oliveira: “Não gostamos do ‘não’, não gostamos da dúvida, não gostamos da incoerência, também nos sentimos mal dentro da confusão e somos adversários dela". 
"Não gostamos da confusão e, por causa disso, ela nos causa perplexidade, nos atormenta, nos causa angústia, porque queremos uma certeza, queremos um rumo, queremos um desfecho. E a confusão cria condições onde certezas, rumo e desfecho não aparecem”.
— Até quando?