quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Renda das regiões produtoras agrícolas cresce o dobro da média do país


Renda das regiões produtoras agrícolas cresce o dobro da média do país

Da Redação

Os municípios com maior valor da produção agropecuária se situam no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e Nordeste (Bahia)


O Produto Interno Bruto (PIB) per capita dos municípios brasileiros com maior valor da produção agropecuária cresceu 72,6% entre 2010 e 2013. Este percentual é mais que o dobro do aumento de 33% do PIB por pessoa do Brasil em igual período. 

A constatação é de estudo da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), baseado em dados das pesquisas Produção Agrícola Municipal de 2014 e PIB Municipal de 2013, divulgadas recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em reais, o resultado da análise mostra que os municípios com maior valor da produção agropecuária têm PIB per capita de R$ 53.228 contra R$ 26.445 da média nacional, destaca o coordenador-geral de Estudos e Análises da SPA, José Gasques.

Os municípios com maior valor da produção agropecuária se situam no Centro-Oeste (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás) e Nordeste (Bahia). “Esses municípios também são classificados como principais produtores agrícolas. O trabalho da SPA levou em conta aqueles que plantam café, cana-de-açúcar, milho e soja”, diz Gasques.

De acordo com o estudo da SPA, a maioria dos municípios do agronegócio tem PIB superior ao dos seus estados. “O crescimento do PIB per capita dessas localidades”, reforça Gasques, “tem sido superior ao da média estadual”.

Bahia

A análise cita dois exemplos de onde ocorre essa situação. Um deles é o município baiano de São Desidério, cujo PIB per capita cresceu 79,1% entre 2010 e 2013, enquanto a média do estado foi de 23,3%. Correntina, também na Bahia, registrou aumento de 91,3%, quase cinco vezes mais que a média estadual de expansão do PIB.

As menores taxas de crescimento do Produto Interno Bruto entre 2010 e 2013 foram constatadas nos municípios produtores de café e cana-de-açúcar: 22,92% e 41,52%, respectivamente. Essas cidades se situam principalmente em Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo. Tais resultados podem estar refletindo problemas ocorridos em 2014, como quedas de preços na cana-de-açúcar e secas que afetaram áreas produtoras de ambas as culturas.

Ainda segundo a Coordenação-Geral de Estudos e Análises da SPA, estado algum do Sul aparece nessa classificação, embora a região seja a segunda produtora de grãos do país. 

Do Sudeste, apenas Minas Gerais está incluído.  Outra conclusão do estudo: apesar de ter o segundo maior valor da produção agrícola, São Paulo não tem nenhum município nessa relação.



Fonte Original: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Dinheiro público para a revolução social


Dinheiro público para a revolução social
Gregorio Vivanco Lopes
É grande a rejeição que o MST vem encontrando por parte dos trabalhadores rurais, quando se trata de doutriná-los para formar o “exército de Stédile” (na expressão de Lula), com vistas a produzir levantes em favor da revolução social marxista.
Nem mesmo os ventos fortemente soprados de Roma em favor do líder do MST foram capazes de arrastar nossos meritórios e sagazes homens do campo. Sempre há os oportunistas, à procura de obter vantagens, mas deixar-se levar por sectarismos anticapitalistas é outra questão bem diferente.
Na procura de alternativas para esse impasse, a esquerda tem lançado com “bombos y platillos” — como dizem pitorescamente nossos vizinhos hispano-americanos — ou seja, com grande estardalhaço, uma espécie de MST urbano, visando criar nas cidades a agitação que não encontra eco no campo.
O novo factoide atende pela sigla MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) e, como seu símile interiorano, não quer ter personalidade jurídica. Assim, ele pode mais facilmente receber dos governos, através de associações interpostas, os milhões de reais que enchem suas arcas, sem necessidade de prestar contas a ninguém.
Seu líder máximo, tirado de um dia para outro da cartola e elevado pela propaganda midiática do anonimato aos galarins da publicidade, chama-se Guilherme Boulos.
A respeito desse conjunto artificial, mas perigoso pelos apoios de que goza em altas esferas eclesiásticas e leigas, o diário “O Estado de S. Paulo” apresenta, em editorial de 2 de dezembro último, alguns dados interessantes que vale a pena considerar.
*    *    *
Desde que o PT chegou ao governo federal, o poder público vem financiando “movimentos sociais”, sempre prontos para tumultuar o cotidiano dos brasileiros e o funcionamento das instituições.
Nascido no fim dos anos 1990 a partir das fileiras do MST, o MTST visa “formar militantes e acumular forças no sentido de construir uma nova sociedade”, segundo o site da organização.
Só a Associação de Moradores do Acampamento Esperança de Um Novo Milênio, vinculada ao MTST, recebeu mais de R$ 81 milhões do “Programa Minha Casa, Minha Vida — Entidades” no estado de São Paulo, o equivalente a quase cinco vezes mais que a segunda colocada entre as entidades beneficiadas pelo programa federal. Na lista aparece ainda o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra Leste 1, com repasses de quase R$ 8 milhões.
Trata-se, pois, de um movimento “obviamente financiado pelo Estado para solapar e, se possível, derrubar os alicerces democráticos desse mesmo Estado”, diz o editorial. Ora, não cabe ao Estado, com o dinheiro dos impostos, “financiar movimentos que atuam fora da lei”.
O MTST prega, por exemplo, a “luta contra o capital e o Estado que representa os interesses capitalistas” e diz abertamente que uma de suas formas prediletas de atuação é o bloqueio de rodovias.
O que tem esse bloqueio a ver com proporcionar teto a quem não o possui? Absolutamente nada. Mas tem muito a ver com a revolução marxista mundial. E o MTST não o esconde: “Ao bloquearmos uma via importante estamos gerando um imenso prejuízo aos capitalistas. [...] Imaginem todas as principais vias paradas! E paradas não por horas, mas por dias! Conseguiríamos impor uma grande derrota ao capital e avançar na transformação que queremos. Este é um grande objetivo do MTST”.
O movimento de Boulos acrescentou a suas formas de atuação, também a invasão de escolas, tendo coordenado algumas das invasões de escolas estaduais ocorridas em dezembro último.

Se tivermos em vista os apoios eclesiásticos e civis em prol da constituição de uma rede de movimentos ditos “sociais” — MTST, MST, Excluídos, CIMI (junto aos índios) etc. — todos empenhados em doutrinar a população pobre, a fim de engajá-la na revolução social anticatólica, compreenderemos melhor para onde querem que rume o Brasil.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Boi que engorda mais rápido...



Boi que engorda mais rápido dá lucro a pecuaristas pelo Brasil
Gado da raça nelore criado no Polo de Pesquisa Alta Mogiana, em Colina, SP
Pierre Duarte/Folhapress
MARCELO TOLEDO
DE RIBEIRÃO PRETO


O lucro que o pecuarista Alaor Ávila Filho tira de cada hectare de sua fazenda em Goiás aumentou dez vezes.
O segredo, diz Ávila, 44, é o boi 777 — um sistema de produção que reduz de três para dois anos o tempo em que o gado fica pronto para o abate.

Desenvolvido pela Apta (agência de tecnologia dos agronegócios da Secretaria de Agricultura paulista), o sistema já é adotado hoje em oito Estados e se baseia em uma combinação de genética, nutrição e pasto.

O nome é boi 777 porque o ciclo até o abate é dividido em três etapas nas quais, em cada uma, o animal ganha sete arrobas (105 quilos) de peso de carcaça (carne e ossos).

A média nacional de produção de gado é de 4 arrobas por hectare/ano, enquanto no novo sistema chega a 20.

PRODUTO GOURMET

Os bezerros já nascem com perspectiva de bom desenvolvimento, pois foram gerados a partir de vacas de procedência, também suplementadas.

Ao longo do desenvolvimento, o animal recebe doses crescentes de suplementos, como zinco, potássio e fósforo. Segundo pesquisadores, os elementos melhoram a saúde bovina e não afetam a carne. "Nada usado é diferente de um processo mais tardio", diz Fernando Garcia, do departamento de apoio à produção e saúde animal da faculdade de veterinária da Unesp de Araçatuba.

O resultado do processo é uma carne mais macia, saborosa e de cor mais clara, já que o boi é abatido mais cedo. O destino são frigoríficos que abastecem açougues gourmet, restaurantes finos e o mercado internacional.

A engorda precoce tem feito com que os abatedouros incentivem a sua adoção.
Gerente de compra do frigorífico Minerva, Fabiano Tito Rosa diz que a empresa adota, há um ano, um programa de orientação, assistência e adiantamento de recursos para pecuaristas produzirem animais nos moldes do 777. O projeto é desenvolvido em parceria com a Apta.

"Alguns mercados exigem animais jovens, por questão de qualidade e protocolo contra a vaca louca. Preciso de animal de carne com pH baixo, que não escurece e não endurece", diz ele.

Segundo Rosa, 40 pecuaristas, com 15 mil cabeças de gado, já fazem parte do programa. O frigorífico exporta 75% de sua produção.

MAIS LUCRO

"Até 30 anos atrás, a terra era barata. Comprava e jogava o animal lá. Era um salve-se quem puder. O 777 me permitiu ser competitivo com atividades como cana e soja", disse Ávila Filho, dono da fazenda Panorâmica do Turvo, em Indiara (GO), que adotou o sistema em 2013.

Seu lucro líquido por hectare atingiu R$ 2.272 no período 2014/15, ou 11,3% do valor do hectare de terra na região. Segundo o fazendeiro, cuja produção é certificada para exportação, no sistema tradicional o lucro seria de R$ 200.

Fora os custos de manutenção da propriedade, a estimativa de produtores é que o gasto até o animal ser abatido chegue a R$ 2.500 no sistema 777, ante os até R$ 600 da produção convencional.

A rentabilidade, no entanto, compensa, diz Ávila.

Segundo a Apta, o custo maior não torna o sistema inacessível a pequenos produtores. A agência atende até a pecuaristas que abatem 30 animais por ano.
Por ser um órgão público, ele fornece informações sem custo e agenda visitas assistidas. Ao longo deste ano, deve oferecer também cursos.

Desenvolvido desde 2008, o método 777 também traz vantagens ao ambiente, porque reduz o ciclo de vida do gado no pasto, afirma o pesquisador Flavio Dutra de Resende, da Apta.

Coordenador de pecuária da Agroconsult, Maurício Palma Nogueira diz que o sistema está se difundindo num momento propício, já que o lucro dos pecuaristas tem caído nos últimos 20 anos.

"Na década de 1980, compravam-se até quatro bezerros com o dinheiro de um boi. Agora, dá no máximo dois."


O veterinário Hyberville Neto, da Scot Consultoria, diz que o "novo" boi precisa de investimentos adicionais, "mas o sistema torna mais eficientes recursos como terra e mão de obra. Gera mais gado, usa melhor o curral e reduz a depreciação".

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Agricultura dobra exportação, apesar do PT


Agricultura dobra exportação de soja e milho em seis anos

Da Redação

Volume de milho e soja (grão e farelo) embarcado ao exterior se aproxima de 100 milhões de toneladas


As exportações das principais commodities da agricultura brasileira deram novo salto na escalada que vem garantindo lastro ao crescimento contínuo na produção. O volume de milho e soja (grão e farelo) embarcado chegou a 98,07 milhões de toneladas, conforme balanço de 2015 divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Em 2016, o volume embarcado deve ultrapassar a barreira dos 100 milhões de toneladas – seis anos depois de ter rompido a casa de 50 milhões de t. As 98 milhões de toneladas de 2015 representam volume duas vezes maior que as 48,6 milhões de toneladas de 2009, ou seja, o volume dobrou em seis anos.

O balanço de 2015 mostra que houve novo recorde na soja –como vinha sendo cogitado desde o primeiro semestre. O volume embarcado foi 19% maior, alcançando 54,3 milhões de toneladas.

Com o real desvalorizado e as matérias-primas brasileiras mais competitivas, o volume de soja remetido ao mercado externo foi incrementado nos últimos dois meses do ano, em plena entressafra comercial. Em novembro, o Brasil exportou oito vezes mais soja com que no mesmo mês do ano anterior. Em dezembro, o volume foi cinco vezes maior que o do mesmo mês de 2014.

A surpresa ficou por conta do milho (leia abaixo), que teve projeções elevadas nos últimos meses de 2015 e fechou com 28,9 milhões de toneladas, o maior volume já registrado.

O aumento das exportações mostra-se surpreendente mesmo quando comparado ao crescimento da produção. Para dobrar a colheita de grãos, de 100 milhões para 200 milhões de toneladas, o país precisou de 14 anos, ou seja, o dobro do tempo necessário para duplicar as exportações das principais commodities agropecuárias. Isso indica que o crescimento da produção é voltado justamente ao mercado externo.

As exportações devem continuar crescendo neste ano devido justamente ao aumento da produção. A safra de soja se aproxima pela primeira vez de 100 milhões de toneladas na temporada 2015/16 e a produção total de milho (verão e inverno) tende a manter-se sustentada acima de 80 milhões de toneladas.

O ritmo do crescimento, contudo, deve diminuir diante de uma competição mais acirrada com a Argentina, que, devido a políticas internas desfavoráveis, teve sua participação reduzida no mercado de grãos nos últimos anos.

Fonte Original: AgroGP

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Clima e fogueira




O clima no divã

João Pereira Coutinho (*)

Um amigo paulistano dizia-me em tempos que só existia um assunto tabu no Brasil. Ou, pelo menos, em São Paulo. Psicanálise. Criticar a psicanálise seria um "hara-kiri" intelectual porque não se critica a deusa suprema da cidade.

Anotei o conselho e não me atrevo a tanto. O satirista Karl Kraus dizia que a psicanálise era a doença mental para a qual oferecia uma cura? Fogueira com ele!

Mas talvez exista uma divindade que está acima da psicanálise. Falo do aquecimento global e das alterações climatéricas. Levantar uma dúvida a respeito -pequena, modesta, até amadora - significa ostracismo social imediato.

Falo por experiência própria. Nas festividades natalinas, com a família reunida, um membro do clã dissertava sobre o caso com ar sério e desesperado. "Se a temperatura subir 1,5 ºC no futuro", dizia ele, "a humanidade desaparece."

Os presentes ficaram compreensivelmente assustados e eu, que tenho fama de pessimista incurável, também deveria embarcar no apocalipse. Mas a minha fama é obviamente imerecida. Não acredito muito no progresso moral da espécie, é um fato. Só acredito em progressos materiais, científicos, tecnológicos.
Nessas matérias, sou o mais otimista dos otimistas. E por isso respondi: "É sempre perigoso fazer previsões sobre o futuro. Até porque o futuro é uma busca interminável, como dizia o filósofo".

Blasfêmia! Futuro? Qual futuro? Com os glaciares a derreterem (no polo norte, não no polo sul; mas divago) e as águas a devorarem a terra, não haverá futuro para ninguém.

Tentei -precisamente- arrefecer a discussão. E, no mesmo espírito popperiano, procurei um consenso. Não, eu não nego que o mundo aqueceu no século 20 (embora no século 21 as coisas estejam um pouco paradas, certo?). E, não, eu não gosto de viver no meio da poluição, respirando alegremente o lixo dos outros.

Além disso, sou o primeiro a marchar pelas energias alternativas: nada me daria mais prazer do que deixar os déspotas do Oriente Médio afogados no seu petróleo inútil.

Mas se a história da humanidade ensina alguma coisa é que a nossa sobrevivência dependeu sempre da inovação técnica não prevista. Olhando para trás, tenho pena dos homens primitivos que viveram antes do fogo ou da roda. 

Tenho pena dos grandes navegadores portugueses que desconheciam o telefone ou a internet. E, hipocondríaco confesso, lamento todos os desgraçados que não souberam o que era uma anestesia.

Por outras palavras: o que hoje pode ser catastrófico, amanhã será uma contrariedade da vida que o engenho humano acabará por domar e controlar. Isso, claro, se estivermos mesmo na presença de um apocalipse.

Nesse momento da conversa, a indignação cedeu lugar ao desprezo. Mas quem era eu para dar palpites sobre o clima? Um especialista na matéria? Com produção científica digna de nota?


Humilhado e ofendido, declarei que não. E, sentindo o aquecimento como fenômeno real (na sala de jantar, digo), afirmei tristonho que era um reles diplomado em história. E que a história, desde o começo dos tempos, me tinha ensinado apenas que nada existe de novo debaixo do sol. 

Brutais alterações climatéricas? Existiram antes do homem existir. E, claro, muito antes de a Revolução Industrial fazer o mesmo que a natureza faz: emissões de CO² para a atmosfera.

Na chamada Idade Média "clássica" (a partir do século 11, digamos), a Europa aqueceu e a civilização inaugurou um dos períodos mais florescentes -na agricultura, nos transportes, no comércio, na urbanização- de que há registro. O brutal arrefecimento verificado a partir do século 17 foi um dos fenômenos mais glosados pelos diaristas ingleses.

Hipótese minha: as alterações mais profundas no termostato da Terra não serão anteriores, e até superiores, a qualquer ação humana? Exatamente como a história -humana, geológica, natural- demonstra?

Por essa altura, já não havia conversa. Apenas o sorriso complacente que se concede aos débeis que vagueiam pelo erro.


Eu, cansado e só, ainda tentei uma fuga para a frente ("E que tal falarmos de psicanálise?"). Mas já era meia-noite e as crianças invadiram o espaço para abrir os presentes.

(*) Escritor português, é doutor em ciência política. É colunista do 'Correio da Manhã', o maior diário português. Escreve às terças-feiras na versão impressa, e a cada duas semanas no site.

Fonte: Folha de São Paulo 05/01/2016


Reforma Agrária! Quantos crimes são cometidos em seu nome!



Fantástico destaca irregularidades na  no Acre

Reportagem percorreu quatro estados mostrando casos nas áreas rurais

Por Reprodução/FantásticoDa Rede Globo



O Fantástico do último domingo (3) destacou uma reportagem sobre irregularidades na distribuição de terras da União. Pessoas que deveriam ser beneficiadas com áreas de terra na zona rural são esquecidas pelo poder público, enquanto funcionários públicos e autoridades recebem o benefício totalmente de graça. A reportagem foi realizada nos estados do Acre, Pará, São Paulo e Tocantins.

Um dos casos mostrados no programa d aRede Globo foi do procurador de justiça do Acre, Williams João da Silva, que foi beneficiado com lote de terra de 400 hectáres e é muito valorizado.

 Segundo o procurador, a área está no nome da esposa, Elza Maria Silva. Além de Williams, foram constatados posses de terras nos nomes de funcionários públicos e professores universitários.

(Veja no vídeo ao lado)



segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Vitória em Roraima, mas perseguição a ruralistas continua


Vitória em Roraima, mas perseguição 
a ruralistas continua




O Estado de Roraima ainda padecia da tragédia da demarcação do Território Indígena Raposa/Serra do Sol – em decorrência da qual mais de 300 famílias, além de uma dezena de arrozeiros, responsáveis por 8% do PIB estadual, foram cruelmente enxotados de suas casas pela força policial da União –, quando uma nova perseguição começou a se abater sobre pioneiros ruralistas em outra região. Tratava-se desta feita de expulsar da Serra da Lua os seus habitantes tradicionais, para dar lugar ao Parque Nacional do Lavrado.

Contudo, Deus dispôs as coisas de tal maneira que bastaram alguns meses de campanha de Paz no Campo e do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, ao lado da Associação dos Moradores e Produtores Rurais da Serra da Lua, para que se obtivesse uma vitória muito significativa: o governo federal, além de atender outras de nossas exigências, acabou também por revogar aquela absurda pretensão e os produtores não serão mais expulsos de suas terras.
Com efeito, em recente viagem a Roraima, a Presidente da República anunciou ter assinado decreto abdicando da construção da Unidade de Conservação do Lavrado, desobrigando assim esse Estado de criá-lo, como estava previsto no decreto 6.754/2009, que transferira as terras públicas da União para aquele novo Estado. Eis as suas palavras textuais: “Assino hoje, aqui em Boa Vista, um novo decreto sobre destinação de terras da União abdicando da criação de unidades de conservação“.

Outra vitória foi a liberação da licença do IBAMA que permitirá Roraima ficar integrado ao Sistema Interligado Nacional (SIN) através do linhão de Tucuruí. Roraima era o único Estado da Federação que não se achava unificado ao sistema por mero capricho da FUNAI, o que constituía um escândalo a ser divulgado pelos quatro cantos do Brasil.
Tal interligação significava mais que energia abundante e barata, era também uma necessidade para o desenvolvimento do Estado. A partir de agora, não ‘faltará mais luz’ como nos últimos tempos, em que o Estado vinha enfrentando diversas quedas de energia devido a falhas no fornecimento da energia de Guri, Venezuela, que abastece Roraima.
O livro-reportagem Roraima: cobiça internacional com novas perseguições aos produtores rurais, de Nelson Ramos Barretto e Paulo Henrique Chaves, somado à forte resistência do povo roraimense, alcançou assim o seu objetivo maior: a revogação do decreto que impunha a desapropriação de mais uma larga faixa de terras junto à fronteira com a Guiana inglesa e integrar o Estado ao Sistema Interligado Nacional de energia elétrica.
Contudo, não nos iludamos com este passo atrás, pois pareceu-nos muito mais um recuo tático e circunstancial com fins de busca de apoio político do que persuasão de erro anterior ao engessar praticamente 90% do território de Roraima. Por outro lado, a cobiça internacional sobre a Amazônia não deu mostras de arrefecimento.
A propósito do livro-reportagem, um leitor escreve-nos: “Um trabalho tão corajoso e oportuno como este dá o que pensar, e dificilmente teria saído na mídia nacional. Ele suscita mil considerações sobre o estado de nosso País, vítima da ideologia comunista do PT. 
O brasileiro, conhecido por sua cordura e caráter bondoso, torna-se irreconhecível sob a impiedosa férula petista. Mudemos de governo antes que o governo mude o nosso modo cristão de ser”.
É nossa tese de que os produtores rurais brasileiros não suportam mais tanto descaso com o seu direito natural à propriedade privada, ao trabalho e ao sustento familiar, direito esse concedido por Deus e anterior ao Estado. 
Quantas desapropriações injustas de terras foram feitas pelos últimos governos, não apenas em Roraima, mas em todo o País, simplesmente para dar continuidade aos seus planos prenhes de utopia socialista e que conduzem forçosamente à miséria!
Aos interessados, recomendamos que assistam aos depoimentos concedidos por Alceu Thomé, morador de Serra da Lua, bem como por Dorinha Lima Pereira e outros, publicados no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira [click aqui].

Tais depoimentos chegaram às mãos das autoridades de Roraima, que, por sua vez, tomaram providências imediatas para impedir a demarcação.

Fiquemos atentos, pois a febre de demarcações do governo não cessa. Para perseguir as propriedades eles são capazes de tudo, ou seja, de “ressuscitar” tribos de índios, inventar falsos quilombolas, criar assentamentos de Reforma Agrária e, agora, instituir parques ecológicos de conservação ambiental em terras de particulares.

Peça o seu livro no http://paznocampo.org.br/
Depoimentos:

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais #1

https://www.youtube.com/watch?v=HcKv0q3QjaA&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=1

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais #2

https://www.youtube.com/watch?v=y4SnfbBDRx4&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=2

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais #3

https://www.youtube.com/watch?v=ezTQcd36bSg&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=3

Roraima: Nova perseguição aos produtores rurais #4

https://www.youtube.com/watch?v=ZDnXriWH7dA&index=4&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-

Adolpho Lindenberg comenta situação agrária de Roraima

https://www.youtube.com/watch?v=V5SUbfz3mDA&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-&index=5

CPI do CIMI - Denúncia de Nelson Barretto


https://www.youtube.com/watch?v=fYf_xLTCEok&index=6&list=PLGxx5ctWQuPmpJwJifPbkWnFpUWmf4Qq-