sábado, 23 de julho de 2016

Veja a Venezuela e do do que escapamos nos livrando do PT



‘Río humano’: impactante video de venezolanos cruzando frontera con Colombia


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Las impresionantes imágenes hablan por si solas: miles y miles de venezolanos cruzan la frontera con Colombia en busca de alimentos y medicinas, productos básicos hoy muy difíciles de encontrar con regularidad en Venezuela.
El video publicado por La Opinión Cúcuta con el título “Río humano en la frontera: el reflejo del drama venezolano”, es una ventana a la crisis humanitaria que vive ese país. Las imágenes muestran a miles de personas cruzando el puente Simón Bolívar que conecta la ciudad fronteriza colombiana de Cúcuta con San Antonio del Táchira en Venezuela.

Associated Press reportó que más de 100,000 venezolanos cruzaron la frontera el domingo 17 de julio. Era el segundo fin de semana consecutivo que el gobierno socialista de Venezuela abrió la frontera con Colombia, cerrada desde agosto del año pasado.
El gobierno en Caracas cerró todos los cruces hace un año como una medida para combatir el contrabando a lo largo de la frontera de 2,219 kilómetros (1.378 millas). En su momento dijo que los especuladores causaban escasez al comprar alimentos y gasolina a precios subsidiados en Venezuela para revenderlos con una enorme ganancia en Colombia.

Sin embargo, la escasez de productos va en aumento en Venezuela en medio de una inflación de tres dígitos, controles monetarios que limitan las importaciones y las inversiones, y la caída del precio internacional del crudo, situación que redujo los ingresos petroleros que financian el gasto oficial.
El lunes, Colombia descartó volver a abrir un corredor humanitario en la frontera con Venezuela para que los venezolanos puedan abastecerse de productos escasos en su país, dijo la cancillería.


“No se va a repetir una jornada adicional como estas que han pasado en los últimos dos fines de semana. Vamos a trabajar para que ya la próxima apertura sea una apertura definitiva. El próximo fin de semana no habrá paso”, dijo la canciller colombiana, María Ángela Holguín, en rueda de prensa en la limítrofe ciudad de Cúcuta (noreste).


quarta-feira, 20 de julho de 2016

Produtores rurais terão de enfrentar desafios trazidos do La Niña




Após a despedida do El Niño, produtores terão que enfrentar novos desafios trazidos pela La Niña

De acordo com meteorologistas da Climatempo, o fenômeno causa seca e aumento de chuva no Brasil, sendo prejudicial às plantações em diversas regiões do país

São Paulo, 20 de julho de 2016 –  Definitivamente os produtores não terão folga esse ano. Após sofrerem com os estragos causados pela influência do El Niño, que durou de 2015 ao primeiro semestre de 2016, eles já podem se preparar para a chegada da La Niña. De acordo com a Climatempo, o fenômeno começa a se configurar no Pacífico a partir do início da primavera e as plantações de diversas regiões poderão ser prejudicadas com sua influência.

Assim como o El Niño, sua ocorrência gera uma série de mudanças significativas nos padrões de precipitação e temperatura ao redor da Terra. “A La Niña é a fase fria de um fenômeno atmosférico-oceânico. Ela é caracterizada pelo esfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical”, explica a meteorologista Bianca Lobo. Em outras palavras, a ocorrência deste fenômeno altera toda circulação de umidade e calor ao redor do globo, alterando ou potencializando características normais das estações do ano.

Por conta das diferentes influências em cada época do ano, os produtores vão precisar planejar melhor os períodos de plantio. “As regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste devem ter temperaturas de normal a ligeiramente acima da média, ou seja, bem mais ameno do que nos últimos dois anos. Já o Norte e Nordeste devem estar mais quentes, mas em relação ao ano anterior será mais ameno também”, pontua o meteorologista da Climatempo, Alexandre Nascimento.

De acordo com ele, a La Niña deve estar configurada no Brasil a partir de outubro e deve permanecer ao longo de 2017. As principais características desse fenômeno para o período são calor dentro do normal, ou até um pouco abaixo da média na maior parte do país, e chover mais do que a normalidade no Nordeste e Norte. “Pode haver seca no Sul, mas só no período de inverno/primavera”, destaca.

Culturas das regiões Norte, Nordeste e Sul podem ser prejudicadas

Com chuvas acima da normalidade no Nordeste e Norte, a agricultura pode ser prejudicada. Cana-de-açúcar, principal produto produzido na região, além das culturas de soja, algodão, caju, uvas finas, manga, melão e acerola devem sofrer com o clima. Já no Norte, considerado uma fronteira agrícola do Brasil, mandioca, milho e arroz, além de produtos de exportação, como a soja, podem ter problemas.


Já a região Sul, principal produtora de trigo, soja e arroz, pode sofrer grandes prejuízos com a seca. De acordo com dados da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a soja é a principal cultura de grãos de interesse econômico no Rio Grande do Sul, presente em mais de 80% dos municípios, com cerca de cinco milhões de hectares. Por conta disso, a chegada da La Niña preocupa bastante o público da região.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Por que não começar pelo CIMI já denunciado em CPI?



Planalto descobre e vai cercar a turma do apito na FUNAI

Leandro Mazzini

A equipe do presidente Michel Temer identificou uma ONG que ganha muito dinheiro na Funai, há anos, ligada a partidos da esquerda e com contatos com altos funcionários no órgão.

É este grupo que incentiva tribos de diferentes etnias a se posicionarem contra indicação de nomes do Governo, como o caso do general cuja indicação caiu semana passada.


sexta-feira, 8 de julho de 2016

Pesquisa resgata bovino pantaneiro do risco de extinção





Com apoio do MCTIC, pesquisadores conseguem preservar e garantir a reprodução do animal. Rebanho do Pantanal caiu de 3 milhões para 500 cabeças.

Um trabalho inédito está conseguindo preservar e garantir a reprodução do bovino pantaneiro, uma raça ameaçada de extinção no Brasil. Nos últimos 100 anos, o rebanho no Pantanal foi reduzido de 3 milhões de cabeças para apenas 500 animais. 

A série de pesquisas sobre essa raça genuinamente brasileira está sendo conduzida pelo Núcleo de Conservação de Bovinos Pantaneiros de Aquidauana (Nupobam), implantado numa parceria entre a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e o Centro de Pesquisa do Pantanal (CPP), e conta com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O gado pantaneiro é resultado de mais de quatro séculos de seleção natural nas condições inóspitas do Pantanal brasileiro, fruto do cruzamento de 11 raças de bovinos europeus. Esse processo resultou em uma raça geneticamente resistente e capaz de se desenvolver nas condições climáticas e nutricionais da região pantaneira.

Nas últimas décadas, o gado pantaneiro foi quase que completamente dizimado em razão do cruzamento com outras raças criadas na região, principalmente a Nelore. 

O trabalho de resgate e conservação da raça teve início em 2009, no Nupoban, núcleo da UEMS que funciona no município de Aquidauana, região do alto pantanal sul-mato-grossense. As pesquisas começaram com 15 novilhas e, por meio de parcerias com fazendas da região, hoje utilizam um rebanho de 136 animais.

Os resultados obtidos até o momento são inéditos e superam as expectativas dos pesquisadores. De acordo com o coordenador do núcleo de conservação, Marcus Vinicius Morais de Oliveira, os estudos têm várias linhas de ação e, além do resgate e multiplicação da raça, pretendem melhorar as técnicas reprodutivas, obter certificação de origem da carne e do queijo derivados do bovino pantaneiro e dispor de material genético de alta qualidade para os produtores.

O pesquisador destaca que o gado pantaneiro é de origem europeia, mas nos últimos 400 anos foi plenamente adaptado à região do Pantanal. O animal é um dos únicos no mundo capaz de pastorear em áreas alagadas, utilizando áreas normalmente não aproveitadas nas fazendas. 

Outras vantagens da raça são a alta tolerância a verminoses, carne com elevada maciez e suculência, além de um leite gordo e saboroso, utilizado para produção do queijo Nicola, típico do Pantanal.

Quanto às características, é um animal de pernas curtas e, com isso, tem baixa estatura, cerca de 1,30 metro no caso das vacas adultas. Possui chifres em diversos formatos e pelagem variada. O dorso é retilíneo e não possui cupim, o que comprova a origem tipicamente europeia e a pureza da raça.

Marcus Vinicius ressalta que a conservação de uma raça em extinção tem grande impacto na preservação da biodiversidade. “A perda deste grupo genético representaria um dano significativo e irreversível para a ciência e para a pecuária brasileira, pois características ímpares de rusticidade adquiridas ao longo dos séculos de seleção natural poderão ser perdidas.”

O gado pantaneiro foi declarado patrimônio cultural e genético do Pantanal pelo governo de Mato Grosso e pela cidade de Aquidauana.  A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) também já destacou a importância do bovino pantaneiro para a segurança alimentar da região.


Terras no Amazonas: vendeta de Dilma


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Decreto de Dilma sobre terras no Amazonas irrita Planalto e bancada
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Leandro Mazzini
O presidente Michel Temer está às voltas com uma situação de vendeta da presidente afastada Dilma Rousseff.
A equipe do Planalto descobriu que na véspera de seu afastamento, Dilma assinou muitos decretos, e um deles preserva integralmente para a União uma área de 2,8 milhões de hectares no Amazonas, que era demanda do Estado e da bancada para 'estadualização' – a transferência destas terras federais para o Governo local.
Cobrados pelos parlamentares, os ministros palacianos, indicam que foi revanche da petista, pela votação em peso dos deputados do Norte pró-impeachment.
O decreto saiu numa edição extraordinária do Diário Oficial, cujas páginas em análise revelam o fel despejado pela caneta presidencial. E contra muita gente.

Mas ao de assinar com o fígado, pode sobrar para Dilma. As canetadas deverão ser alvo de ação por improbidade administrativa em alguns atos.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Estatais = tumores de estimação


Temor reverencial por tumores de estimação

Péricles Capanema

Um doente mentalmente saudável tem horror de seus tumores. Quanto maior a repulsa, mais saudável na cabeça.

Corta. Todos os escândalos nos últimos anos no Brasil tiveram estatais como pivô. Podem escrever, também o próximo. O último deles, o petrolão, sai da Petrobrás e da Transpetro, subsidiária daquela. Bastaria investigar outras estatais, por exemplo, a Eletrobrás e teríamos o eletrolão; se fosse o BNDES não sei qual nome fantasia poderia ser o escolhido. 

Revelados pelo senador Ronaldo Caiado, vejam os empréstimos feitos pelo governo Dilma via BNDES no meio da crise aguda de falta de dinheiro e meçam o disparate: R$ 14 bilhões para Angola; R$ 11 bilhões para Venezuela; R$ 8 bilhões para República Dominicana; R$ 7,8 bilhões para Argentina; R$ 3 bilhões para Cuba; R$ 2 bilhões para o Peru; R$ 1,5 bilhão para Moçambique; R$ 980 milhões para Guatemala; R$ 795 milhões para o Equador; R$ 755 para Gana; R$ 507 milhões para Honduras e R$ 155 milhões para Costa Rica. Imaginem o que existe aí de favorecimentos.

A estrutura dos repetidos escândalos é a mesma. Os fornecedores, para continuar trabalhando para a empresa contratante, a estatal, precisam contribuir por dentro (propinas registradas como doações legais) e por fora para os partidos que indicam os diretores. Se não contribuírem (os repasses, em linguagem eufêmica; hoje conhecidos por pixulecos e acarajés), encontrarão dificuldades, podem até deixar de ser fornecedoras. 

Para muitas empreiteiras seria a falência, pois seu único cliente (ou o maior deles) é o Poder Público. No caso do BNDES muda apenas um ponto, o tomador do empréstimo; perderia facilidades para o crédito subsidiado se recusasse encaminhar os repasses para os devidos destinatários. Não custa lembrar, a principal função dos diretores nomeados por indicação política é fazer caixa para os partidos. E no caminho da grana, boa parte fica no bolso dos diretores, de líderes partidários e de intermediários.

No ponto de partida dos escândalos temos sempre o gigantismo estatal. Atividades econômicas naturalmente da alçada de particulares são exercidas de forma desastrosa pelo Poder Público.

Seria normal protesto generalizado pela extinção desse mal. Não o escuto. Ouço, pelo contrário, Pedro Parente, o novo presidente da Petrobrás, em declaração dispensável: “Não vim para cuidar de privatização da Petrobras. 

Não vou perder tempo com essa questão”. Sou chocado ainda por afirmações, como a de Rodrigo Janot, de que “roubaram o orgulho dos brasileiros pela sua Companhia”. Não o meu, nem de muita gente. Tinha razão Roberto Campos em lhe trocar o nome de Petrobrás para Petrossauro, para ele, anacronismo pré-histórico dos tempos do estatismo delirante.

É que o uso do cachimbo faz a boca torta. Desde 1930 a maioria dos governos entre nós tem chamado para si a principal responsabilidade pela busca de melhores condições de vida para os brasileiros, em especial os de baixa renda. É certo, precisam mais do apoio estatal e este, na medida do razoável, deve existir. Mas vão muito além, chafurdam com delícias nos pântanos do intervencionismo e do estatismo.

Lá atrás, um exemplo, o governo Geisel impediu a entrada da iniciativa privada no setor do petróleo. A produção estagnada tornava necessárias as compras de óleo no Exterior. Com o andar do tempo, a dívida externa chegou a patamares explosivos. Comentou Delfim Netto, conhece bem o assunto: 

Quem quebrou o Brasil foi o Geisel. O Geisel era o presidente da Petrobras. Quando houve a crise do petróleo, as reservas eram praticamente iguais a um ano de exportação, não tinha dívida. A dívida foi feita no governo Geisel. O Geisel, na verdade, era o portador da verdade. O Geisel sempre tinha a verdade pronta”. 

Algo parecido aconteceu com a antipatia dos governos petistas à presença do capital privado na exploração do pré-sal. Jogamos fora a oportunidade, o Brasil não andou para frente, o governo não pôs na burra bilhões de dólares em impostos. Mais uma vez, mistura mortal de nacionalismo, esquerdismo e estatismo. 

O acima mencionado Roberto Campos, irônico, acertou que no futuro “campanhas econômico-ideológicas, como a do "petróleo é nosso", deixarão de ser descritas como uma marcha de patriotas esclarecidos para serem vistas como uma procissão de fetichistas anti-higiênicos, capazes de transformar um líquido fedorento num unguento sagrado. 

Foi uma "passeata da anti-razão" que criou sérias deformações culturais, inclusive a propensão funesta às "reservas de mercado". É sempre assim, fundadas como solução, as estatais logo se transformam em focos de inoperância, favoritismo e corrupção.

Lembrei acima, o uso do cachimbo faz a boca torta. É verdade, cria o costume, daí nasce a mentalidade, que inibe a busca da solução pelo esforço pessoal. Faz enorme falta entre nós o gosto da autonomia. E só crescem as sociedades embebidas de autonomia.

Em setores amplos do Brasil, e não apenas na esquerda, fazem coro também nacionalistas bocós, medra enraizado xodó pelo estatismo e seu xifópago, o intervencionismo. 

A maneira como se referem à Petrobrás, elidindo a crítica à concepção errada já no começo, evidencia silêncio obsequioso e até temor reverencial. E, raras as exceções, elas são focos infecciosos, deitam metástases na sociedade e na política. Anda ainda muito insuficiente a aversão.



INSS: taxação do agronegócio


Governo estuda elevar taxação do agronegócio para reduzir deficit no INSS
Pedro Ladeira - 8.jun.16/Folhapress 

VALDO CRUZ 
GUSTAVO URIBE
DE BRASÍLIA


O governo Temer estuda incluir na sua proposta de reforma da Previdência Social elevar a taxação sobre o setor do agronegócio para reduzir o déficit do sistema de aposentadorias no país.

A medida é defendida pela área econômica do governo e pelas centrais sindicais. A ideia é acabar com a isenção do agronegócio no pagamento de contribuição previdenciária sobre sua receita obtida com exportação.

Simulações feitas por técnicos estimam que a medida poderia gerar uma receita extra de R$ 6,5 bilhões por ano para o caixa da Previdência.

A proposta é criticada pelo Ministério da Agricultura e pelo setor ruralista sob o argumento que prejudicaria as exportações do país.

Segundo a Folha apurou, ainda não há uma decisão final do governo sobre a proposta, que pode ser definida apenas no próximo mês.

As centrais sindicais defendem a proposta de taxar o setor rural na tentativa de evitar que a reforma venha a atingir trabalhadores hoje no mercado de trabalho.
O governo aceita estudar a medida, defendida também por técnicos da área econômica, mas diz que sua eventual adoção não elimina a necessidade de fazer uma regra de transição para os trabalhadores hoje na ativa.

Ou seja, a equipe de Temer segue com a disposição de que a reforma da Previdência teria que atingir também quem está no mercado de trabalho, mas dentro de uma regra de transição gradual.

IDADE MÍNIMA

O governo defende ainda que é necessário estabelecer uma idade mínima para aposentadoria, de 65 anos para homens e 60 para mulheres. Além disso, quer que gradualmente a idade de aposentadoria seja igual para homens e para mulheres.

O presidente interino, Michel Temer, quer enviar a proposta de reforma da Previdência ainda neste ano ao Congresso, mas já sinalizou que vai esperar o julgamento final do impeachment para lançar sua proposta.

Os defensores de taxar o setor rural para ajudar a financiar o sistema argumentam que a Previdência rural tem um déficit anual na casa de R$ 90 bilhões.

O governo quer também fazer uma unificação das regras da Previdência rural com as da urbana.

Hoje, os trabalhadores rurais podem se aposentar mesmo sem ter contribuído pelos prazos exigidos na área urbana.


No ano passado, enquanto a Previdência urbana apresentou um superávit de R$ 5,1 bilhões, a rural registrou um déficit de R$ 91 bilhões.