terça-feira, 21 de abril de 2020

Corona vírus: Negócio da China...




Corona vírus: Negócio da China...

Comissão de Estudos de Paz no Campo

Enquanto o Ocidente tratava da sucessão de imperadores, reis e príncipes, na China, sempre envolta em mistérios, as dinastias se sucediam.

Na penumbra surgiam objetos de arte, porcelanas, sedas e esculturas elaborados pela proverbial paciência chinesa. Essa histórica visão chinesa de longo prazo contrasta até hoje com a visão imediatista do ocidente, origem de muitas discrepâncias e, de modo especial, graves problemas geopolíticos.

O historiador J. B. Weiss relata que no império chinês a substituição de uma dinastia por outra sempre ocorria por razões conservadoras. Quando a estirpe reinante começava a decair ou a relaxar nos princípios naturais da ética, outra subia com um programa de volta às origens. Assim, os milênios iam se sucedendo.

Entretanto, o que aconteceu com a China de 50 anos para cá foi diferente de tudo o que havia ocorrido no mundo até então. Uma grande tenaz revolucionária foi construída com a cumplicidade da burguesia ocidental decadente, que ao mesmo tempo ia socializando a própria economia e aumentando a respectiva carga fiscal.

Enquanto isso, a China começava a despertar de sua letargia milenar. A sua indústria começou a dar os primeiros passos, à custa de uma jornada de trabalho de quase 12 horas, de um salário miserável, além de outros artifícios, mantendo, contudo, sua carga fiscal entre 7 e 10%. E as indústrias do Ocidente foram misteriosamente se transferindo para lá.

Exemplo disso eu pude assistir ao vivo, cerca de 15 anos atrás, em Montes Claros – MG, numa coletiva de imprensa do então vice-presidente da República, José de Alencar, grande empresário local do ramo têxtil, quando lhe for perguntado por um perspicaz jornalista:

Por que o senhor comprou 25% de uma grande processadora de algodão americana para montar uma das maiores indústrias têxteis do mundo na China, gerando lá milhares de empregos, enquanto fecha aqui nessa região pobre e carente de empregos três de suas unidades?

A resposta do vice do Lula não poderia ter sido diferente de sua mentalidade e posição política de ser avalista de Lula, sustentando o PT no poder:

Como vice-presidente, tenho lutado para baixar os juros aqui, mas como empresário tenho de pensar na minha família e no meu futuro. Se no Brasil eu pago 37% de impostos e na China eu pago de 7 a 10%... onde é que eu vou montar a minha fábrica?! – É a lógica do capitalismo, mas é a lógica, infelizmente!

O Cavalo de Tróia chinês

Analisemos a outra alavanca da tenaz chinesa para segurar, e depois engolir o Ocidente. Trata-se da desastrada diplomacia norte-americana com os comunistas da China iniciada por Richard Nixon, que governou os EUA entre 1969 e 1973, e tristemente célebre pelo escândalo de Watergate. Com efeito, ele se dobrou à influência da cortina de bambu.

De uma reunião entre ele e o caviloso Premier Chu En-Lai resultou a declaração de Xangai na qual o chefe comunista reiterava sua posição expansionista, afirmava que, em toda a parte onde há opressão, há resistência e os países querem a independência. 

As nações querem libertação e o povo revolução, para eles, uma tendência irreversível da história. Tais palavras não passavam de hipocrisia, uma vez que a opressão vermelha era completa, e a reação do pobre povo, policiado e intoxicado pela propaganda, era irrelevante.

Na ocasião, Plinio Corrêa de Oliveira publicou um histórico documento intitulado "Yalta multiplicada por Yalta”, no qual qualificou a visita de Nixon à China como uma rendição.

Palavras do documento de Plinio Corrêa de Oliveira:

Na prática, o que dará esse ato? Posta a candura liberal dos norte-americanos e a astúcia comunista dos Xins, dará em um resultado altamente conveniente para eles. Entrarão em tais relações com o único objetivo de aproveitar todas as ocasiões para fazer aceitar sua ideologia pela outra parte.

“Pelo contrário, os norte-americanos fundamentalmente liberais irão para os encontros na persuasão de que se trata de uma mera informação doutrinária recíproca, sem intuito de mútua persuasão, e julgarão faltar ao “fair play” se se entregarem ao proselitismo.

“Em outros termos, as relações sino-americanas se desenvolverão em uma base na qual os Xins saberão tirar partido e os americanos não. Em nosso século tão cheio de calamidades, o entreguismo é a maior. 

Em Munique houve uma primeira manifestação que estarreceu os homens de bom senso. E Yalta foi uma calamidade maior do que Munique. Foi Munique multiplicada por Munique. A declaração de Xangai é uma Yalta multiplicada por Yalta”.

Aonde nos levará tal política?

Basta ver o Ocidente hoje prostrado de joelhos, implorando ajuda dos céus, pois da terra não se vê saída.

Quanto à virose geopolítica que se alastra mundo afora, cedo a palavra ao meu amigo Julio Loredo, da TFP italiana, que de forma brilhante tratou do assunto no artigo Repensar a China: “Depois da morte de Mao Tsé-Tung, em 1976, Deng Xiaoping assumiu o poder, ao iniciar a chamada ‘primavera de Pequim’, a primeira abertura tímida do sistema chinês ao capitalismo, sem nunca renegar a ideologia comunista. Tudo no espírito do Acordo de Xangai”.

E continua: “O Ocidente começou, por conseguinte, a investir na China. Plinio Corrêa de Oliveira advertiu que o fluxo de ajudas ocidentais daria à China os meios necessários para perseguir os seus objetivos expansionistas: ‘Não poderia a China aspirar ao controle da Ásia? Extensão territorial, população superabundante, apetite de conquista não lhe faltam. Mas ser-lhe-á necessário, para tão grande cometimento, um potencial industrial e bélico considerável. E o regime comunista não lhe deu nem uma nem outra coisa. A China comunista só poderá desenvolver-se e alçar-se à condição de superpotência imperialista com o concurso de uma nação capitalista de grande importância’”.

Um projeto de dominação imperialista

Hoje podemos dizer com pesar que o previsto tornou-se, infelizmente, realidade da pior maneira possível. No não muito longínquo 1980, o rendimento per capita da China era inferior ao das nações africanas mais pobres. Hoje, a China produz 50% de todos os bens industriais do mundo.

Tudo isso, reiteremos, com dinheiro e know-how ocidental transferidos para a China seguindo a lógica – ou a completa falta dela? – do capitalismo selvagem e da globalização. Enquanto os ocidentais enchiam a China de dinheiro e de tecnologia, os chineses seguiam escrupulosamente o que um analista político ocidental definia como um projeto bem definido de dominação imperial.

Segundo Loredo, Michael Pillary, um dos maiores especialistas americanos sobre a China, no seu livro The Hundred-Year Marathon. Chinas’s secret Strategy to Replace the U.S. as the World Superpower, o autor mostra como a política americana de encher a China de dinheiro e de tecnologia, até mesmo militar, na ingênua esperança de que ela se tornasse um parceiro fiável, provou ser um bumerangue. Durante todo esse tempo os chineses jogaram com segundas intenções, aproveitando-se dessa ingenuidade para sua posição dominante, e hoje a China começa a exercê-la como arma de domínio global.

Outro livro interessante é o do jornalista britânico, Martin Jacques, When China Rules the World: The End of the Western World and the Birth of a New Global Order. Lastreado em estudos de mercado, projeções geopolíticas e análises históricas, Jacques mostra como – se a tendência atual continuar – a China será a potência hegemônica no século XXI, desclassificando os EUA e impondo uma “nova modernidade”. Segundo Jacques, a China não é um “Estado-Nação”, mas um “Estado-Civilização” com vocação imperialista, acostumado a exercer um poder indiscutível.

Repensar a China

A pandemia do COVID-19, no entanto, parece ter mudado as cartas na mesa. São cada vez mais evidentes as responsabilidades da China na pandemia que, atualmente, está dominando o mundo. Os únicos a negá-lo são os próprios chineses, que também ameaçam com pesadíssimas sanções contra aqueles que ousem afirmar tal obviedade.

À medida que a arrogância de Pequim atinge níveis surreais, o Ocidente começa a se questionar se não seguiu o caminho errado. «A China infecta-nos, compra-nos e agradecemos-lhe», sintetizou a situação Massimo Cacciari.

Cresce também um movimento internacional para pedir um “Tribunal de Nuremberg” para apurar as responsabilidades chinesas e, eventualmente, exigir uma compensação. As declarações feitas pelo Cardeal Charles Maung Bo, Arcebispo de Yangon, capital de Mianmar, foram muito claras:

“Há um governo que tem a responsabilidade primeira, resultado do que fez e do que deixou de fazer: o governo do Partido Comunista Chinês. Vou ser claro – o responsável é o Partido Comunista Chinês, não o povo da China. O povo chinês é a primeira vítima do vírus e, há muito tempo, tem sido a primeira vítima do seu regime repressivo. Merece a nossa simpatia, a nossa solidariedade e o nosso apoio. Apenas a repressão, as mentiras e a corrupção do PCC devem ser responsabilizadas”.

Precisamente o que Plinio Corrêa de Oliveira afirmara no já distante ano de 1937. Omito as pesadíssimas responsabilidades da Ostpolitik do Vaticano em relação à China comunista, que andou de mãos dadas com a sul-americana e que, sob o pontificado de Francisco, atingiu excessos alarmantes. Abriria horizontes tão relevantes que mereceriam um tratamento à parte.

Talvez Deus nos esteja a dizer algo com essa pandemia. Talvez tenha chegado o momento de repensar desde os alicerces a nossa estratégia em relação à China comunista. Amanhã será tarde demais. Mas para fazer isso é necessário ter coragem. Uma coragem que não virá das nossas forças naturais, sejam elas de natureza política, econômica ou cultural. Precisamos da intervenção da graça divina nas almas.

Questiono-me: diante da imensa tragédia que nosso mundo hoje vive, abalado até às fundações por essa pandemia, ainda não chegou a hora de clamar ao Céu: Perdão! Perdão! Perdão! Estou certo de que o Céu nos responderá: Penitência! Penitência! Penitência! Conversão! Conversão! Conversão! E, no meio do ruído dos elementos celestiais desencadeados, sentir-se-á uma voz tão doce como um favo de mel dizer: “Coragem, meus filhos! Por fim, o meu Imaculado Coração triunfará!”.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Apocalipse verde...


Posted: 05 Jan 2020 12:30 AM PST

O que profetizavam os arautos do catastrofismo
no primeiro Earth Day em 1970?
Tudo falhou, mas eles prosseguem insensíveis ao fiasco



Se o caro leitor acreditou nos agouros do “aquecimento global”, no estiolamento do planeta, no derretimento dos polos, na desertificação da Amazônia, no sepultamento pelas águas das grandes cidades costeiras, na incapacidade planetária de acolher uma dantesca superpopulação, na extinção pelo consumo dos últimos recursos alimentares e outros pânicos ambientalistas, em sã lógica deveria achar que não está lendo este post, pois a vida e a civilização na Terra já teriam acabado, de acordo com as mesmas aterradoras profecias.

Também deveria acreditar que o planeta virou um astro morto inabitado e inabitável, ou, na melhor das hipóteses, que os últimos humanos estariam morrendo de fome e sede a um ritmo de 100 ou 200 milhões por ano, numa atmosfera mortalmente poluída e num deserto coberto de cadáveres insepultos numa temperatura global se aproximando à de Vênus, ou tal vez em meio a uma Era Glacial.

Então, o que o prezado leitor está fazendo diante da tela de seu dispositivo eletrônico, após ter comemorado as festas do fim do ano?

A pergunta pode parecer atrevimento da nossa parte, mas de fato não é.

Isso foi escrito, anunciando e profetizado em livros, ensaios, entrevistas de rádio e TV, em datas em que a Internet e as redes sociais pareciam um sonho utópico.

Sim, em 1970, quando nasceu o primeiro “Dia da Terra”, os infalíveis gurus, adivinhos e profetas do Apocalipse verde, anunciavam a incontornável agonia e extinção da humanidade e de toda civilização num prazo máximo de 30 anos.

Uma contra-cultura baseada em profecias que jamais se cumpriram. O Earth Day 1970 em Ohio

Hoje esses mesmos arautos do catastrofismo pouco se importam de ter errado – e quão catastroficamente! Eles estão nos governos, na ONU, nas ONGs, leem encíclicas verdes e repetem incansavelmente o mesmo realejo.

Sim, o realejo que o leitor está desmentindo pelo simples fato de existir. Vejamos.

No dia 22 de abril de 1970, densos magotes de ativistas “pacifistas” – pró-comunismo soviético, naturalmente –, de hippies intoxicados, de abortistas frenéticas, de fãs da maconha, de Charles Manson e de Anton LaVey, saíram às ruas dos EUA clamando pelo fim da ordem civilizada em nome do “flower power”, o “poder das flores”, da droga e da anarquia.

Eles pronunciavam uma palavra que poucos conheciam direito, mas que hoje está na boca de todos: “environment” ou “meio-ambiente”.

O evento marcou o nascimento do ambientalismo moderno como movimento.

Sob o influxo das passeatas foi logo criado a Environmental Protection Agency – EPA, espécie de matriarca dos ministérios de Meio Ambiente no mundo todo. Também foram aprovadas as leis de “Ar Limpo, Água Limpa” e das “Espécies em perigo de extinção”.

“Foi uma passada de perna, mas funcionou”, comemorou Gaylord Nelson, depois senador por Wisconsin, tido como pai fundador da ideia do “Dia da Terra”.

Desde então foram comemorados 49 “Dias da Terra” a cada 22 de abril, sendo eles, a partir de 2010, promovidos pela Earth Day Network.
Uma nova revolução começou de mãos dadas com o hippismo, a maconha,
o amor livre e o pacifismo pro-soviético. Earth Day 1970 em NYC.
O que levou a se fazer a manifestação fundadora de 1970?

O jornalista Ronald Bailey, premiado pelos seus serviços em matérias científicas, foi procurar o que diziam os pensadores e líderes do movimento ambientalista em 1970.

Publicou o resultado do inquérito no “ano fatídico” de 2000, no artigo “Earth Day, Then and Now”, na revista Reason Magazine.

Em 2015, o Dr. Mark J. Perry, professor de Economia e Finanças da Universidade de Michigan, recuperou o trabalho de Bailey e ficou pasmo com “a enxurrada de predições apocalípticas” inverificáveis e nunca confirmadas, propaladas pelos magotes contestatários verdes em 1970.

Ele preparou uma lista das 18 mais famosas e estrambóticas, pois, segundo Bailey, “os profetas do fim do mundo não só estavam errados, mas espetacularmente errados”. E as publicou na revista do American Enterprise Institute. 

Desde 2015, os profetas de desgraças tiveram tempo para, pelo menos, moderar seus exageros. Porém, não só não o fizeram mas os agravaram, como achando que com mais fortes berros conseguirão que os homens acreditem em seus presságios mal sucedidos.


Todos os blefes e a Teologia da Libertação se osculam sob a férula de Papa Francisco

Eis a lista que elaborou o professor de economia.

(Forçados pelo número desbordante de exageros, tapeações e fraudes, dividimos a matéria deste post em duas partes. Também remitimos à paciência dos nossos leitores as centenas de posts que publicamos neste blog há mais de uma década com as tretas e enganações da propaganda ambientalista)

1. Em 1970, o biólogo de Harvard George Wald achava que “a civilização chegaria a seu fim dentro de 15 ou 30 anos, caso não se aplicassem as ações necessárias diante dos problemas que enfrentava a humanidade”.

2. “Estamos numa crise ambiental que ameaça a sobrevivência da nossa nação e de todo o mundo enquanto lugar habitável pelos humanos” – defendia o biólogo Barry Commoner, da Universidade de Washington, na revista académica Environment.

3. No dia seguinte ao 1º “Dia da Terra”, o jornal “The York Times” alertou em editorial: “O homem deve parar com a poluição e preservar seus recursos (...) para salvar a raça humana de uma deterioração intolerável e sua possível extinção”. (Hoje o bicho papão não é tanto a poluição quanto o CO2, e a referência à “raça humana” é crime verde de “especismo” [segundo o ambientalismo, novo e pior tipo de “racismo” que acredita a espécie humana ser superior às espécies animais ou vegetais]. Trocadas as palavras, o realejo prossegue igual)

4. “De modo inevitável e completo, a população vai crescer mais do que qualquer aumento na produção de alimentos”, profetizava para a revista “Mademoiselle”, em abril de 1970, o endeusado Paul Ehrlich. “A mortalidade de pessoas que morrerão de fome anualmente nos próximos dez anos atingirá pelos menos 100 ou 200 milhões”, acrescentava.

5. “A maioria das pessoas que vai morrer no maior cataclismo da história humana já nasceu”, escreveu Ehrlich em 1969, no ensaio “Eco-Catástrofe!”.

A grande mídia deu cobertura excepcional ao 1º Earth Day com comentários até delirantes

E explicava: “Por volta de [1975], alguns especialistas acham que a falta de alimentos no mundo terá atingido tal nível, que teremos fomes de proporções inacreditáveis. Outros especialistas mais otimistas pensam que a extinção da população por falta de comida não acontecerá antes da década de ‘80”.

6. Mas o cenário mais alarmista foi esboçado por Ehrlich na edição especial da revista “The Progressive” consagrada ao Dia da Terra de 1970.

Ele garantiu aos leitores que entre 1980 e 1989 morreriam por volta de 4 bilhões de pessoas, inclusive 65 milhões de americanos, no que ele chamava de “Great Die-Off” (algo como “a grande morte final”).

7. “Já é tarde demais para evitar a fome de massa”, declarava por sua vez Denis Hayes, organizador chefe do Dia da Terra, no número da primavera de 1970 da revista “The Living Wilderness”.

Anos '60: quando o pânico na moda
era a fome e a superpopulação do Planeta



Continuaremos no post do próximo domingo: “Profecias” catastroficamente erradas do “fake apocalipse” verde! –2

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Bolsonaro sanciona lei que dá direito a posse de arma em área rural




Bolsonaro sanciona lei que dá direito a posse de arma em área rural
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Ao reassumir a Presidência da República, Jair Bolsonaro sancionou, na tarde desta terça-feira (17/9), durante uma solenidade no Palácio da Alvorada, o Projeto de Lei nº 3.715/19, que prevê a posse de arma em toda a extensão de uma propriedade rural. 

A medida, aprovada em 21 de agosto na Câmara, autoriza ao dono de uma fazenda, por exemplo, o direito de andar com uma arma de fogo em qualquer área da propriedade. A posse era permitida apenas na extensão da sede. Outros três PLs também foram assinados.
Na saída do evento, o deputado federal Afonso Hamm (PP-RS), relator da matéria na Câmara, explicou que houve mudança no entendimento de "propriedade". 
Antes, o proprietário rural que fosse pego fora da própria residência armado, era preso.  Hoje se ele estiver fora da residência, mas na extensão da própria propriedade, não incorre em crime. Hamm ainda comentou sobre a saúde do presidente Bolsonaro. 
“Houve um ato, dentro de um esforço que testemunhamos. Esforço físico do nosso presidente Bolsonaro, porque ele saiu de uma cirurgia e, como hoje era o prazo limite para sancionar essa lei, ele fez questão pessoal de que ele assinasse”, pontuou. 
Ele ainda disse que o ato contou com a presença expressiva de cerca de 30 parlamentares da agropecuária, ministros e senadores.

O deputado argumentou ainda sobre a importância da lei. “Quem produz no meio rural está sem comunicação, sem proteção e inseguro.

Nossa compreensão é de que o rural está isolado, sem sinal telefônico. Eu frisei hoje que não estamos armando o campo, mas criando condições de direito a vida e de legítima defesa que está na Constituição”, conclui, apontando que os criminosos estão sempre preparados. 

“Os que estão sempre preparados são os criminosos. Quem está armado são as quadrilhas e pessoas mal intencionadas que estão migrando para o interior. As autoridades sabem que não podem oferecer segurança no interior do país. Os índices de roubo de animais, máquinas e insumos...As famílias não querem mais viver no meio rural. Estamos dando uma segurança mínima e o direito e a garantia à vida”. 



sábado, 14 de setembro de 2019

Da denúncia de Kolarz ao Sínodo Amazônico





Da denúncia de Kolarz ao Sínodo Amazônico


Tenho acompanhado com muita atenção o noticiário acerca do Sínodo dos Bispos da Região Amazônica, cuja realização se acha prevista para o próximo mês de outubro. Tenho acompanhado, também com a mesma atenção, o extenso noticiário nacional e internacional relativo à suposta deterioração ambiental da Amazônia causada por desmatamento predatório, mineração desenfreada, e queimadas descontroladas.
Os dois assuntos acima focalizados são correlatos e, portanto, o desencadear do noticiário difamatório contra o Brasil parece ter sido bem calculado – insisto, muito bem calculado – para começar durante o período preparatório do Sínodo dos Bispos da Região Amazônica. Quais as razões determinantes de tão suspeita coincidência? Só posso conjeturar a partir do que se sabe sobre os propósitos do movimento revolucionário mundial e sobre suas forças, pois tal movimento tem nas mãos os dirigentes políticos de praticamente todos os países, os dirigentes das principais instituições a começar pela Igreja Católica Apostólica Romana, e os dirigentes dos meios de comunicação social, isto é, da mídia.
De releituras de livros escritos por Plínio Corrêa de Oliveira (principalmente sobre o “tribalismo indígena”(1) e sobre o projeto de nossa atual Constituição(2)) colhi um dado sumamente esclarecedor. Há neles referência à denúncia efetuada por Walter Kolarz da BBC de Londres, especialista em assuntos do comunismo. Segundo Kolarz “em 1928, por ocasião do Sexto Congresso Internacional Comunista, os partidos da América Latina foram instruídos para elaborarem ‘toda uma série de medidas especiais relativas à autodeterminação para as tribos de índios, a propaganda especial nas próprias línguas deles e aos esforços especiais para conquista de elementos importantes entre eles’”.

Notem bem o ano, já distante: 1928 quando nem se discutia sobre uma imaginária questão indígena, nem tampouco sobre desmatamento e queimadas o comunismo já planejava utilizar os índios como massa de manobra para seus projetos de fragmentação de países em pequenas republiquetas indígenas. Kolarz aludiu, também, à Segunda Declaração de Havana patrocinada por Fidel Castro, datada de 1962, que “invocou o caso dos índios, dos mestiços, dos negros e dos mulatos na esperança de encontrar, nesses grupos raciais, um poderoso exército de reserva da revolução”, acrescentando que “essas questões raciais estavam sendo suscitadas na Declaração de Havana com especial persistência, e as passagens em apreço lembram várias declarações sobre a América Latina feitas pela Internacional Comunista de antes da guerra na qual o problema dos índios costumava ocupar lugar importante” (Walter Kolarz, “Comunismo e Colonialismo”, Dominus, São Paulo, 1965, p. 99).

Há mais de trinta anos atrás denúncias do jornal “O Estado de S. Paulo”, sobre a existência de um plano arquitetado, dentro e fora do País, com vistas à internacionalização da Amazônia, – e sob pretexto da defesa das prerrogativas indígenas – levaram o ex-ministro Paulo Brossard a se insurgir contra emenda constitucional patrocinada pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) porque comprovavam “a existência de plano preparado pelos que imaginam solapar a soberania nacional por conta de seus interesses” (O Estado de S. Paulo”, 18-8-87)”.
Além dos desideratos geopolíticos do comunismo, encontrei explicação paralela acerca das afinidades do comunismo com o modelo de sociedade indígena em texto de Friederich Engels, companheiro de Karl Marx, no qual ele apresenta como ideal de sociedade a organização dos índios iroqueses (dos Estados Unidos), sem autoridades, sem propriedade privada, sem polícia, sem regulamentos, etc.(3). Aliás, a admiração dos revolucionários pelo homem primitivo imaginário vem de mais longe, nos louvores que o filósofo Jean Jacques Rousseau teceu ao mítico “bom selvagem”. Não tão “bom” pelo que se sabe através de livros de História confiáveis, como por exemplo, “Capitães do Brasil”, de Elaine Sanceau, no qual são narradas crueldades tais como o canibalismo.
As apreciações acima elucidam então a razão da “coincidência cronológica” do Sínodo e da investida midiática e política contra o Brasil, desencadeada sob o pretexto da devastação da Amazônia. As duas frentes, em movimento de pinças, convergem para nos empurrar para uma nova civilização igualitária, miserabilista e tribal sonhada pelos missionários progressistas que pretendem petrificar o índio em seu atual estado pré-civilizatório para servir de exemplo para transformar a sociedade, não só no Brasil. E, para o socialismo autogestionário idealizado pelos comunistas e seus cúmplices.
Não se trata de ilação infundada. No já citado livro de Plínio Corrêa de Oliveira, documentado com pronunciamentos de eclesiásticos influentes como Dom Pedro Casaldáliga (protegido do Papa Paulo VI) e Dom Tomás Balduíno, de outros tantos sacerdotes, e do órgão criado pela CNBB para atuar junto aos índios (CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO, conhecido pela sigla CIMI) esta meta neo-bárbara se acha cristalinamente delineada. O documento preparatório do Sínodo dos Bispos da Amazônia intitulado “Instrumentum Laboris” se coloca na mesma perspectiva demolidora.
O referido documento preparatório do Sínodo, reflexo das elucubrações das filosofias comuno-estruturalista e indigenista, tem implicações que extravasam de muito o âmbito geopolítico porque visa estabelecer uma nova religião e um novo modelo de sociedade. Em meticuloso estudo sobre o assunto intitulado “O Sínodo das grandes rupturas”(4) José Antonio Ureta assinala que “os temas a serem abordados incluem desde o modelo de desenvolvimento econômico da região amazônica até o celibato sacerdotal, passando por propostas ecológicas e de caráter panteísta”. Não sendo possível reproduzir aqui todo aquele texto, e, nem mesmo resumi-lo adequadamente, limito-me a mencionar seus principais tópicos, a saber: a) ruptura teológica; b) ruptura filosófica, antropológica e missionária; c) ruptura mágico-taumatúrgica de caráter diabólico; d) ruptura eclesiológica e sacramental; e) ruptura civilizacional.
A criação de autoridade supranacional para governar a Amazônia, como querem alguns líderes de países estrangeiros, retiraria do Brasil os meios para se opor à utopia, tendente a se estender para os territórios situados além da Amazônia, no Brasil e fora dele.
Deparamo-nos, pois, com bem concertada operação de guerra psicológica revolucionária destinada a um só tempo a pressionar autoridades políticas a aceitar amputação da soberania, e, induzir a opinião pública a ver com simpatia, ou, ao menos com desprevenção, as manobras de transformação total da sociedade a partir da religião, para o modelo tribal-comunista. Segundo o estrategista russo Nikolay Bulganin as forças armadas serviriam, então, apenas para ocupar um território já conquistado por ação psicológica.
Por mais absurdo que tudo isso possa parecer – e de fato é -, não podemos nos esquecer de análoga experiência comunista tentada no Camboja dominado pelo Khmer Vermelho, quando foram compulsoriamente evacuadas todas as cidades e submetidos os cidadãos a exílio forçado no campo, depois de espoliados(5). Nem tampouco esquecer o que agora se passa na Venezuela, que vem sendo destruída em decorrência da imprevisão, na inação e da corrupção moral de seu povo. De imediato, a “experiência” se mostra irrealizável aqui no Brasil, mas não se pode descartar que venha a ser tentada dentro de algum tempo aqui ou alhures.
Por tudo isso faço minhas as palavras do Cardeal Walter Brandmüller: “O Instrumentum laboris para o sínodo da Amazônia constitui um ataque aos fundamentos da fé, de uma forma que até hoje não foi considerada possível. E, portanto, deve ser rejeitado com a máxima firmeza”.
* O autor é advogado.
(1)https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Tribalismo_last_corre%C3%A7%C3%A3o.pdf
(2)https://www.pliniocorreadeoliveira.info/livros/1987%20-%20Projeto%20de%20Constitui%C3%A7ao.pdf
(3)https://www.academia.edu/31540076/ENGELS._A_origem_da_fam%C3%ADlia_da_propriedade_privada_e_do_Estado.pdf
(4)https://ipco.org.br/o-sinodo-das-grandes-rupturas/

https://jornalnovafronteira.com.br/canais/opiniao/da-denuncia-de-kolarz-ao-sinodo-amazonico/g4bwiyrbloxx3efl/

                                                

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Pés e coração







Pés e coração 


·        
Hélio Dias Viana

“Certamente a pauta de costumes não será a prioridade […]. A prioridade é a pauta econômica, e vai ser por um bom tempo, até pela crise que o Brasil vive até hoje.”
A declaração acima, publicada por O Antagonista, é de Rodrigo Maia, presidente da Câmara de Deputados.
Ela é uma rotunda recusa em admitir o óbvio: que a eleição de Jair Bolsonaro à Presidência não se deveu principalmente ao péssimo estado da economia, herança maldita do PT, mas a outra herança dele, muitíssimo pior: a total debacle dos valores morais, que Bolsonaro prometeu resgatar.
Um exemplo de tal debacle é a própria declaração de Rodrigo Maia, que, além ignorar o fato de que não pode haver uma economia sólida sem bons costumes, denota a sua determinação de que não quer contribuir para o reerguimento do Brasil, pois, para isso, precisaria mudar o próprio modo equivocado de pensar.
Se fosse somente ele a ver as coisas assim, a situação não estaria tão ruim. Acompanha-o, entre outros, Raquel Dodge, Procuradora Geral da República, que em nome da liberdade de expressão erigida em valor supremo, não hesitou em pedir ao STF a supressão de uma ordem judicial ordenando a retirada da Bienal do Livro no Rio, de publicações libidinosas altamente nocivas às crianças.
Em uma nação bem constituída, a economia são os pés, e a moral e os bons costumes, o coração. Se o presidente Bolsonaro, atendendo ao clamor da opinião pública que o elegeu, quiser que o Brasil de fato ande e progrida, não poderá descuidar do coração da Pátria amada, cujos filhos não fogem à luta.

Fonte: Agência Boa Imprensa


segunda-feira, 2 de setembro de 2019

“Brasileiros, amadureçam rapidamente”


Amadurecimentos esperançosos


  • Péricles Capanema
Um quarto de século tem o Plano Real. O Brasil, antes do real — que passou a ser nossa moeda em 1º de julho de 1994 —, era de um jeito; ficou de outro depois dele. Em 1994, inflação ainda descontrolada, brandindo programa radical Lula caminhava para ser eleito em outubro. 
Sob o clima do real, inflação estancada, sensação de ordem, esperança renovada, FHC ganhou as eleições em 1º turno com 54,24% dos votos, ficou oito anos no Planalto e só entregou o poder ao PT em 1º de janeiro de 2003.
Hora de parar e pensar sobre aspectos importantes que mudaram no Brasil, em especial os empurrados para a sombra. Bom apoio para reflexões é a recente entrevista do economista Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central, um dos pais do Plano Real, estampada nas páginas amarelas da Veja.
Naquela ocasião, 1994, o estatismo se esgueirava envergonhado pelos cantos no Primeiro Mundo. Caíra a Cortina de Ferro e escancarara o atraso e a miséria do socialismo; ainda sopravam os ventos de liberalização econômica dos governos de Ronald Reagan (1981-1989) e Margareth Thatcher (1979-1990). Entre nós, sina de retardatários, soprava ainda forte o vendaval insalubre do estatismo, impedindo avanços civilizatórios.
Assim comentou Pérsio Arida as vendas de estatais na esteira do Plano Real: “As privatizações da Telebrás, dos bancos estaduais, da Vale do Rio Doce. Era tudo tão difícil que precisava de força policial na porta da Bolsa de Valores para segurar os leilões”. Vamos reter o “era tudo tão difícil”.Observa ainda o economista: 
“Curiosamente, a maior oposição foi do PSDB de São Paulo, pois queríamos privatizar os bancos estaduais”. Em postura regressista, continuavam aferrados ao estatismo todo o bloco esquerdista [não mudou] e igualmente um embolorado nacionalismo estatizante, ufanista, romântico e dogmático. Por isso “era tudo tão difícil”.
A desestatização avançou pouco, retrocedeu no período petista, persiste o dinossauro estatal e, indício claro de retrocesso, a Petrobrás ainda refina quase 100% do petróleo. 
Mas, em medida dinamizadora, a estatal anunciou que em aproximadamente dois anos, vai vender para a iniciativa privada oito refinarias, em torno de 50% da capacidade de refino do Brasil, o que, junto com outras medidas, trará concorrência para o setor da energia — maior produção e preços mais baixos. 
Entre as medidas complementares anunciadas, o governo tentará executar o projeto intitulado “O Novo Mercado de Gás” para terminar com o virtual monopólio de produção, transporte e distribuição exercido pela estatal.
Constam do programa a venda de transportadoras e distribuidoras de gás da Petrobrás, bem como novos regulamentos que diminuirão a intermediação, dando maior força ao consumidor e ao vendedor final. 
A União pretende estimular a venda de distribuidoras, hoje nas mãos de Estados da federação. O setor terá novos participantes, concorrência acirrada e se espera que o preço da energia baixará enormemente. Com isso, estímulo para a produção e enriquecimento geral da população.
“Era tudo tão difícil”. Era, hoje não é mais, está relativamente fácil privatizar, a oposição ficou menor e menos encarniçada. São avanços importantes, amadurecimentos na opinião pública que despertam esperanças. 
Esperanças que o público, melhorando em suas orientações, estimule um rumo em que o papel indispensável do Estado seja subsidiário. E que a sociedade, com base familiar, se fortaleça. É avanço civilizatório, trará recursos para realizar mais largamente a justiça social.
Trato agora de outra matéria, relacionada com a anterior, mas onde a maturação vem sendo lenta. Faz falta avançar célere, abandonar a molecagem destruidora, a esbórnia e assumir por inteiro para bem do Brasil a maturidade produtiva. Maturar é crescer. Em especial os pobres do campo têm direito a esse aperfeiçoamento.
Desde os anos 50 sobre o Brasil despencaram sucessivos e amalucados programas de reforma agrária, cujo efeito é invariavelmente baixíssima produtividade, disseminação de favelas rurais, fuga de capitais no campo, burocratismo, empreguismo e gatunagem. 
Programa delirante de atraso ainda que inconfessado, seus efeitos estão à vista nua: dinheirama pública torrada irresponsavelmente, bilhões e bilhões, favelas rurais, bagunça, favoritismo e roubalheira. É preciso eliminar esse recuo da vida brasileira, acabar com tal involução renitente. 
Já há numerosos e sérios estudos a respeito, economistas e agrônomos apontam o disparate desse amazônico gasto despropositado. Décadas e décadas de disparates e dilapidação de recursos num programa que nos envergonha em qualquer cenário internacional idôneo. 
Se nem um tostão tivesse sido desperdiçado nessas maluquices em ufana e produtiva omissão, a situação dos pobres no campo seria hoje melhor, a produtividade mais alta, teriam sido atendidos melhor a saúde e a educação para o povo em geral.
Aqui, um obstáculo grosso ao progresso nacional. Como base dessa regressão, em rápidos traços acima recordada, que já chamei de tumores de estimação, temos legislação demolidora, parte constitucional, parte infraconstitucional, entulho que torna inseguras as relações jurídicas, inibe a produção de alimentos, dificulta a verdadeira justiça social no campo. 
Pior, tal legislação tóxica poderá ser utilizada no futuro por governo de esquerda [será, logo que a oportunidade surja] para jogar o Brasil no caminho de Cuba e da Venezuela. Não custa lembrar, Salvador Allende fez assim no Chile; sem modificar a legislação, apenas lançando mão de vigentes “resquícios legais”, impôs violento programa de expropriações e estatização.
A bancada ruralista tem mais de 250 representantes (Câmara e Senado juntos). Luta por financiamentos melhores, subsídios, preços compensadores, portas abertas lá fora para exportação da produção, interesses imediatos. Certo. 
Todavia, com momento favorável a suas reivindicações, revela apatia com interesses mediatos, ou, por outra, fundamentais, de longo prazo. Não existe nenhuma comissão ou grupo de estudo — e ninguém sequer trata do assunto —, de homens da ciência e da experiência, que compulsem toda a legislação vigente, pente-fino, para dela tentar expungir por meio de pertinentes propostas legislativas [PECs e projetos de lei] tudo o que ali fede a intervencionismo e coletivismo; enfim, a socialismo. 
Por baixo, evidencia imaturidade, medo de andar fora da trilha do politicamente correto e não só da classe rural, mas da opinião pública conservadora em geral. Falava acima de amadurecimento esperançoso. Constato aqui imaturidade decepcionante. Nelson Rodrigues dizia: “Jovens, envelheçam rapidamente”. É o caso de reclamar: “Brasileiros, amadureçam rapidamente”. Em tudo.