terça-feira, 10 de maio de 2011

Cuidado com a fumaça ambientalista! Proteste agora!

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Sem Medo da Verdade




Boletim Eletrônico de Atualidades - N° 138 - 09/05/2011 www.paznocampo.org.br

Caso não esteja visualizando o texto deste boletim, acesse através do endereço:
http://www.paznocampo.org.br/boletim



Após a fragorosa derrota ambienalista na votação da urgência do projeto de Código Ambiental, defensores do atraso tentam a todo custo ir adiando a votação em plenário para continuar difundindo a fumaça ambientalista com que querem confundir a opinião pública.



Se você ainda não protestou, proteste agora!




São Paulo, 09 de maio de 2011Prezado leitor(a)





Campanha pela Reforma do Código Florestal


Este assunto não só interessa, mas afeta a todos os brasileiros.


Se a Reforma do Código Florestal não for aprovada antes de 11 de julho próximo, 90% dos produtores rurais ficarão na ilegalidade e poderão perder suas terras.


O Estado brasileiro – grande produtor de leis e eficientíssimo cobrador de impostos – transfere de modo insensato para o produtor rural todo o ônus de uma pretensa melhoria do meio ambiente, quando tal custo deveria recair sobre toda asociedade.


A discussão sobre o novo Código Ambiental apresentado pelo Dep. Valdir Colatto (PMDB/SC) não se restringe a uma disputa entre ambientalistas e produtores rurais; o homem do campo ama e defende a natureza criada por Deus, depende do meio ambiente e da preservação da água e do solo, pois a mão que planta é a mesma que preserva.


Embora a grande poluição venha das cidades, somente o ruralista é por ela criminalizado. O debate apaixonado sobre o tema revela apenas a pontado iceberg de divergências profundas e pouco explicitadas sobre a civilização e o progresso.



Em 1996, sob a influência do Ministério do Meio Ambiente, ambientalistas radicais, perseguidores do agronegócio e da propriedade privada, passaram a “legislar” através de Medidas Provisórias, Decretos, portarias, instruções normativas, resoluções do CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente.


Chegamos assim ao absurdo de um verdadeiro entulho ambientalista, com mais de 16.000 dispositivos!


Todo este cipoal de Medidas Provisórias e de Portarias não faz senão engessar e retroceder substancialmente a produção, o emprego, a renda do campo e a arrecadação dos municípios.


– O que fazer? – Ceder para não perder ou Resistir para vencer?


Vamos unir nossas forças para afastar da agropecuária tais ameaças. Vamos garantir o nosso futuro com alimentação abundante para o povo brasileiro.


Se não houver reação, o Brasil passará num futuro próximo de exportador de alimentos a importador, exatamente no momento em que o mundo mais precisa de nossa produção.


Não permitamos que em nome de um absurdo ambientalismo e sem nenhum benefício para o nosso povo, mais de 76% das terras fiquem engessadas pelo Estado.


Envie sua mensagem aos deputados e senadores de seu Estado para impedirmos esse malfadado entulho ambientalista.


Certo de sua efetiva participação, renovo os meus cumprimentos.


Atenciosamente








Nelson Ramos Barretto



Coordenador de Paz no Campo







domingo, 8 de maio de 2011

ARROTO DO BOI






Um grupo de manifestantes se destacava nos frios arredores da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas realizada em Copenhague (2009). Eram vegetarianos. Eles distribuíam panfletos com um argumento impressionante: 82% do aquecimento global cessaria se o mundo deixasse de comer carne. Será verdade?! Certamente que não.


Mas a esdrúxula tese se acompanhava por textos bem ilustrados, daqueles que viajam longe na internet. Aqui mora o perigo. Nesta época em que as informações fluem rapidamente, o zelo pela consistência do conhecimento torna-se crucial. Uma preciosidade ou uma bobagem percorrem o mundo em minutos. Ainda mais se a linguagem for curiosa, excêntrica ou os números, chamativos, estrondosos.


A mudança climática que afeta o planeta configura um problema relativamente recente para a pesquisa científica. Modelos utilizados nas estimativas e suposições ganham veracidade, mas, no fundo, ainda falta muito para ser descoberto, mensurado e comprovado sobre o fenômeno ambiental. Um grande desafio da ciência.


Vejam o caso do gás metano (CH4) na pecuária. Oriundo da decomposição anaeróbica - sem a presença de oxigênio - de matéria orgânica, o metano surge, entre outras fontes, da ruminação animal. Ao ingerir pastagem, o estômago duplo do gado realiza uma fermentação digestiva que libera metano. O bicho, então, arrota.Solto na atmosfera, o inodoro gás apresenta um terrível problema: sua concentração agrava o efeito estufa.


Conforme os cientistas do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) consagraram, o potencial de aquecimento (GWP100) do metano é 23 vezes maior que o do gás carbônico, ou dióxido de carbono (CO2). Conclusão: a pecuária afeta o clima da Terra.


Os pesquisadores buscam métodos eficientes para calcular quanto os animais expelem de metano. Essa quantidade parece depender, essencialmente, da dieta do bicho. Uma alimentação baseada em massa verde, como por aqui, difere daquela onde predomina a ração servida no cocho. Com certeza a bufada do boi europeu ecoa mais longe.


A Embrapa e o Instituto de Zootecnia de São Paulo, entre outros, debruçam-se sobre essas pesquisas recentes a respeito da erutação bovina, como tecnicamente se denomina o arroto do gado. Internacionalmente, enquanto não se purificam os dados, aceita-se que cada animal adulto, em média, produza 57 kg de metano/ano.


No mundo, multiplicada pelo rebanho total, estimou-se que a emissão de gases de efeito estufa (GEE) advinda do processo entérico dos animais, somada à decomposição dos seus dejetos orgânicos, represente 29,7% das emissões do metano com origem antrópica. Significaria cerca de 9% do fenômeno global do aquecimento.


É curioso saber que, dentre as emissões mundiais de metano, outros 16% se originam nas culturas irrigadas de arroz, especialmente das várzeas asiáticas. Se os humanos apreciadores de carne quisessem, encontrariam na razão ambiental um argumento poderoso para se opor ao consumo de arroz. Alguém topa uma campanha ridícula dessas?


A conversa fiada ambiental contra a pecuária derrete-se de vez quando se consideram os estudos do cientista brasileiro Luiz Gylvan Meira Filho. Ex-presidente do comitê científico do IPCC, o renomado professor explica que o efeito estufa atribuído ao gás metano foi inicialmente calculado supondo-se um sistema fechado, sem perda de calor, distinto da realidade do planeta, onde os raios infravermelhos afetam a equação física.


Radiação de corpo negro chama-se o fenômeno em questão. Baseado na literatura internacional, ele argumenta que, ao contrário do originalmente estabelecido, o verdadeiro potencial de aquecimento do metano situa-se entre quatro e cinco vezes o equivalente em CO2, e não 23 vezes, conforme anotado pelo IPCC. A diferença é enorme.Tem mais.


O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq) realizou um estudo primoroso sobre esse assunto na pecuária de corte. Seus técnicos analisaram não apenas as emissões oriundas da atividade, mas calcularam também a absorção de carbono que ocorre no crescimento das pastagens.


O "balanço" ambiental assim calculado indica que quase metade das emissões de GEE (106, ante 221 Mt CO2 eq/ano) se compensa pelo sequestro de carbono acumulado nas gramíneas.O resultado vale igualmente para toda a agropecuária.


Os vegetais, por meio do processo bioquímico da fotossíntese, captam energia solar e a transformam em energia vital, absorvendo CO2 e liberando oxigênio.


É por isso que para os agrônomos, como eu, o gás carbônico é o gás da vida, jamais um poluente.Embora fundamental para os inventários sobre o aquecimento global, essa contabilidade de duas vias, com entrada e saída de carbono, não é aceita na metodologia oficial do IPCC, que considera apenas as emissões de gases. Acredite se quiser.


Na ciência, o método é sempre fundamental. Mas o rigor científico anda cutucado atualmente por uma espécie de chutômetro que na web encontra campo fértil de disseminação. Com a tragédia do "copia e cola", muita asneira veiculada na rede acaba, desgraçadamente, afetando o ensino nas escolas e influenciando a imprensa mais descuidada.


As novas descobertas sobre o potencial de aquecimento do metano e a inclusão do sequestro de carbono na agricultura acabarão por jogar na lata de lixo científico todas as estimativas realizadas até então. Sorte da agricultura.


Conclusão: a influência deletéria da boiada, que já nem era tão grande quanto propalada por seus críticos vegetarianos, cairá, segundo as recentes considerações científicas, no mínimo, dez vezes.


Respeite os vegetarianos, mas pode comer bife sem dor na consciência.

(*) Xico Graziano AGRÔNOMO, FOI SECRETÁRIO DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DE SÃO PAULO. E-MAIL: XICOGRAZIANO@TERRA.COM.BR

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Se o Código florestal/ambiental permitir...

... o Brasil tornar-se-á em breve o 3º maior


produtor mundial de biodiesel


Com a possibilidade de o biodiesel brasileiro tornar-se comum no exterior, temos uma boa notícia. No ano passado, o nosso biodiesel substituiu 30% do óleo diesel importado pelo Brasil. A expectativa é de que a importação de diesel seja zerada em seis anos.


O consumo brasileiro de biodiesel totalizou 2,5 bilhões de litros, crescimento de 56% sobre 2009, informou a Ubrabio (União Brasileira de Biodiesel) .

Dessa forma o País poupou o equivalente a US$ 1,4 bilhão. Estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a capacidade instalada de produção de biodiesel no país está em torno de 5,1 bilhões de litros e a perspectiva é de 14,3 bilhões de litros em 2020.


A soja responde por mais de 80% da matéria-prima para a produção do bicombustível.


Em 2011, o Brasil será o terceiro maior produtor global de biodiesel, se não for derrubado por algum “milagre” dirigista ou ambientalista.


Fonte: "Verde: a cor nova do comunismo"



Código florestal: até roqueiro do U2 dá palpite



O Código Florestal na hora do voto




Este artigo foi escrito por Rodrigo Lara Mesquita, jornalista e sócio-diretor da empresa RadiumSystems e publicado no jornal “O Estado de São Paulo” de 4 de maio de 2011.




Nesta semana o Congresso Nacional deve votar um novo Código Florestal. O atual foi editado em 1965, em pleno regime militar. O Brasil tinha menos 110 milhões de habitantes, a população rural ainda era maior do que a urbana, que se concentrava na franja atlântica.




Nos últimos 15 anos, milhares de mudanças geradas no âmbito do Poder Executivo e introduzidas na legislação o transformaram numa espécie de Código Ambiental, desvinculado do Brasil real.




Boa parte dessas alterações resultou de pressão internacional, quando do anúncio de números do desmatamento da Amazônia elaborados no Ministério do Meio Ambiente.




A maioria foi editada sem discussão com os legisladores, com a comunidade científica e muito menos com os principais atingidos: os agricultores. P




reocupações legítimas com o desmatamento da Amazônia deram lugar a medidas de âmbito nacional, desconsiderando os biomas e a história de ocupação das terras.




Esses decretos, medidas provisórias e resoluções ambientais do Executivo colocaram na ilegalidade praticamente 100% dos pequenos e médios agricultores, geraram imensa insegurança jurídica e comprometeram a competitividade da agricultura.




Isso obrigou a Presidência a editar e reeditar medidas provisórias para limitar os danos desse imbróglio jurídico. Já os instrumentos efetivos de gestão e ordenamento territorial, como o zoneamento ecológico-econômico, previstos na Constituição federal de 1989, nunca foram efetivados.




Em agosto de 2009,o Poder Legislativo decidiu enfim legislar nesse tema. Criou uma comissão para atualizar o Código Florestal e nomeou como seu relator o deputado Aldo Rebelo, do PC do B. Foram quase dois anos de debates e negociações, com mais de cem audiências públicas realizadas em todo o Brasil. O projeto de lei foi aprovado na Comissão Especial da Câmara em julho de 2010.




É surpreendente como esse projeto, disponível na internet desde 2010, parece não ter sido lido pela maioria de seus críticos. Na mídia social foram propostas campanhas pautadas em temas genéricos como 'não aceite mudanças no CódigoFlorestal' ou ainda 'o novo Código vai aumentar o desmatamento'.




Seus propositores, em vez de criar alternativas concretas, propor novos artigos para resolver problemas reais, limitaram-se um copy paste de chavões antirreforma do Código, sem nenhuma reflexão informada. Até o sr. Bono da banda U2 transmitiu recomendações sobre o Código Florestal à presidente Dilma.




Desde 2010, a ministra do Meio Ambiente prometeu um projeto alternativo, outro Código Florestal. Seu projeto nunca apareceu. Outros transformaram o debate sobre a reserva legal num simplista afrontamento entre ambientalistas e ruralistas, entre mocinhos e bandidos, sem dar-se conta do interesse nacional em jogo: o dispositivo da reserva legal incide pesadamente sobre os pequenos agricultores.




Nas Regiões Sul, Sudeste e Nordeste, a reserva legal é de 20% das propriedades, sejam elas de 5 ou de 5 mil hectares; estejam em áreas planas ou de relevo, em várzeas ou na caatinga. Segundo o IBGE, dos 4.367.902 imóveis de agricultura familiar, mais de 82% não possui nenhuma área de preservação permanente ou de reserva legal.




Nos pequenos, toda a terra é utilizada para a sobrevivência da família. Por que tanta desinformação sobre questões ambientais relativas ao uso das terras no Brasil? Talvez porque esse seja um debate urbano, conduzido por pessoas distantes das realidades rurais, que desconhecem a vida dos agricultores, o alvo principal das alterações introduzidas no Código Florestal.




Sem noção do alcance territorial e socioeconômico da legislação ambiental atual, os ambientalistas, às vezes verdadeiros urbanoides, com a participação ativa de organizações não governamentais estrangeiras, pouco contribuíram para o conhecimento dos problemas e a busca de soluções. Levantaram muito mais bandeiras de marketing do que uma necessária discussão substantiva.




A situação ambiental é muito mais crítica nas cidades do que no campo. Graças à agricultura, o País tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo: 47,3% de fontes renováveis, ante uma média mundial de 18,6% e de 7,2% nos países ricos.




A agricultura fornece 30,5% da energia do Brasil. A cana-de-açúcar hoje garante 18,3%, ultrapassando a contribuição das hidrelétricas (15,2%). As florestas energéticas (lenha e carvão) garantem 10,3%. A agricultura é mais uma solução do que um problema ambiental.




O Brasil reduziu em 80% o desmatamento na Amazônia. Projetar a ideia de que a agricultura desmata o Brasil é uma falácia. Entre 1995 e 2006, segundo o IBGE, a agricultura teve uma redução líquida de área de 23,7 milhões de hectares. Mesmo assim, cresce anualmente a produção e diminui o preço da cesta básica, graças aos ganhos de produtividade da agricultura.




O Brasil é o país com mais áreas protegidas do mundo: 2,4 milhões de quilômetros quadrados, 28% do seu território. Em segundo lugar vem a China, com 17% de seu território, e em terceiro lugar, a Rússia, com cerca de 8% do seu território. Precisamos de mais parques nacionais ou deveríamos cuidar melhor das áreas protegidas existentes?




O relator do Código Florestal participou de dezenas de debates com ONGs, mídia, sindicatos, federações, partidos, etc. E buscou conciliar a contribuição de entidades, grupos de trabalho interministeriais e da Câmara de Conciliação. Consenso total é impossível.




O projeto final aponta caminhos para um novo equilíbrio entre a preservação ambiental e o fortalecimento da agricultura. Nunca um projeto de lei foi tão debatido com a sociedade na história do Congresso!




No final das contas, as leis são apoiadas pela sociedade - elas não controlam a sociedade. São dinâmicas, evoluem com ela. As estruturas legais têm de apoiar as estruturas sociais. Agora é a hora do voto.




Fonte: Boletim Sem medo da Verdade


terça-feira, 3 de maio de 2011

Apenas a floresta?


Por quê?


Segundo o deputado federal Valdir Colatto, na véspera do início da votação da nova legislação em Brasília, pontos divergem e pequeno produtor pode não ter mais acesso aos cursos d’água de sua propriedade.


Estados terão cinco anos para se adaptar à nova lei.


Acesse o link abaixo e assista a entrevista do Deputado ao Canal Rural


Código Florestal e PAZ no CAMPO

Deputado elogia campanha



A Câmara dos Deputados inicia hoje a votação do Código Ambiental, que tenta corrigir muitos dos desmandos de ambientalistas que transformaram a legislação num verdadeiro entulho ambientalista. Ela contém mais de 16.000 dispositivos.


A campanha de Paz no Campo que vem se batendo contra esse estado de coisas acaba de ser elogiada pelo Deputado Lael Varella:


O SR. LAEL VARELLA (DEM-MG) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, tenho recebido mensagens de vários setores da sociedade insistindo na urgente e, aliás, necessária reforma do Código Florestal.


Com efeito, tal assunto vem interessando a todos os brasileiros e não apenas aos produtores rurais, pois se a Reforma do Código Ambiental não for aprovada antes de 11 de junho próximo, 90% dos proprietários ficarão na ilegalidade, podendo perder suas terras.


O Estado brasileiro grande produtor de leis e eficientíssimo cobrador de impostos vem transferindo de modo insensato para os ruralistas todo o ônus de uma pretensa melhoria do meio ambiente, quando tal custo deveria recair sobre toda a sociedade.


Como bem demonstra a Campanha Paz no Campo, a discussão sobre o novo Código Ambiental não se restringe a uma disputa entre ambientalistas e ruralistas. O ruralista ama e defende a natureza criada por Deus, depende do meio ambiente e da preservação da água e do solo, pois a mão que planta é a mesma que preserva.

Embora a grande poluição provenha das cidades, somente o homem do campo é por ela criminalizado. O debate apaixonado sobre o tema revela apenas a ponta do iceberg de divergências profundas e pouco explicitadas sobre o conceito de civilização e de progresso.

O Congresso Nacional tem sido omisso diante dessa perseguição ambiental. Desde 1996, o Executivo sob a influência de ambientalistas radicais, perseguidores do agronegócio e da propriedade privada passaram a legislar através de Medidas Provisórias, Decretos, portarias, instruções normativas, resoluções do CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Chegamos assim ao absurdo de criar um verdadeiro entulho ambientalista, com mais de 16.000 dispositivos! E todo este cipoal de Medidas Provisórias e de portarias não faz senão engessar e prejudicar assim substancialmente a produção, os postos de trabalho, a renda do campo e a arrecadação dos municípios.


Vivemos um momento histórico da agropecuária. Nosso produtor rural é um herói! Apesar de todas as perseguições ideológicas, ele projetou a agropecuária brasileira para o mundo como grande celeiro do futuro. Ademais, alimentamos nossa população com comida farta e cada vez mais barata, tornando-nos com o excedente o segundo maior exportador de grãos do mundo.


Produzimos 80% de todo o suco de laranja do mundo e 40% de todo o café; somos o maior exportador de soja e de 40% de todo o açúcar exportado no mundo; produzimos 500 mil barris de etanol (equivalente) por dia. E ainda nos tornamos o maior criador de rebanho bovino do mundo, o maior exportador de carne bovina e o segundo e o terceiro maior exportador de frangos e suínos.


Em 10 anos, acumulamos superávit da balança comercial de mais de 400 bilhões de dólares. Graças à agropecuária, o Brasil superou sem maiores percalços a crise econômica que assolou o resto do mundo.


A FAO declarou que o Brasil é o país com maior potencial de crescimento agrícola para suprir as necessidades mundiais de alimentos nos próximos 40 anos!


Ainda assim, nossa agropecuária continua ameaçada!


Sr. Presidente, chegamos ao absurdo do lema: É proibido produzir! Repito! Todo este cipoal de Medidas Provisórias e de Portarias engessa a produção rural, prejudicando a criação de empregos, a geração de renda com a conseqüente diminuição da arrecadação dos municípios.


A EMBRAPA Monitoramento por Satélite realizou pesquisa a pedido do governo. Tal investigação concluiu que em termos legais, só 24% do País seriam passíveis de ocupação agrícola. Por que isso? Porque 76% do Brasil estão legalmente destinados à preservação ambiental e às assim chamadas minorias.


A EMBRAPA concluiu que a produção rural já se encontra na ilegalidade, desde o cultivo de arroz de várzea no RS, em SP e no MA, o café e gado leiteiro em MG, e até o de soja em MT, MS, GO, SP e PR! O que fazer? Ceder para não perder ou resistir para vencer?


Sr. Presidente, não podemos permitir tamanho retrocesso. Vamos unir forças para afastar da agropecuária tais ameaças. Vamos garantir o nosso futuro com alimentação abundante e compatível com o bolso do povo brasileiro. Se não houver reação o Brasil passará num futuro próximo de exportador de alimentos a importador, exatamente no momento em que o mundo mais precisa de nossa produção.


Não permitamos que em nome de um absurdo ambientalismo e sem nenhum benefício para o nosso povo, mais de 76% das terras fiquem engessadas pelo Estado.


Sr. Presidente, contamos com todo o empenho dos nobres pares pela votação e aprovação da Reforma do Código Florestal, sem fazer nenhuma concessão que venha desfigurar e inviabilizar a produção agropecuária nacional. Tenho dito.


Fonte: Boletim Sem Medo da Verdade

Código florestal: pomo de discórdia

Produtores rurais: verdadeiros heróis


Proteger o ambiente natural é obrigação de todos, com regras baseadas na preservação sem impedir a produção de alimentos.


Este é o ponto que divide produtores rurais destruidores e ambientalistas lunáticos, de pessoas responsáveis, realistas e preocupadas com o país.


Aos destruidores é preciso dizer que regras são necessárias. Aos lunáticos cabe lembrar que alimentos não nascem em supermercados e os agricultores responsáveis são os verdadeiros heróis desse país.


Fonte: UOL (De São Borja RS)