sábado, 25 de junho de 2011

Europa não tem condições de criticar...



... nosso Código Florestal


O senador Blairo Maggi conversou com a Deutsche Welle durante visita de negócios na Holanda. Senado deve votar em breve texto do Código Florestal, já aprovado pela Câmara dos Deputados. Pelas mãos de Maggi passará o texto do novo Código Floresta.


Do lado empresarial, Maggi comemora a exportação da primeira carga de soja certificada, segundo os padrões adotados pela Round Table on Responsible Soy (Mesa-Redonda sobre Soja Responsável), uma iniciativa fundada em 2006, na Suíça.


O selo é dado àqueles que empregam boas práticas agrícolas em suas propriedades quanto a questões trabalhistas, sociais e ambientais.


Sob o ponto de vista político, o senador elogia na entrevista à DW o texto do novo Código Florestal, e se defende da acusação de que a legislação aborda apenas os interesses "ruralistas" e desafia o resto do mundo a adotar os mesmos padrões brasileiros de produção.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

“FAZENDAS NOS EUA E FLORESTAS NO BRASIL"

Cada uma que parece duas !


Sou obrigado a acreditar naquilo que estou vendo. A ONG americana “Union of Concerned Scientists” está preocupada. Com o quê? - Ora, com o meio ambiente.


E ninguém perde tempo — e alguns ganham muito dinheiro — defendendo o meio ambiente, não é? A UCS tem uma aura quase divina porque nasceu no lendário MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts.


Como falar deles sem que nos ajoelhemos em sinal de reverência? Marina Silva, Alfredo Sirkis e congêneres são amigos da turma. A UCS tem uma excelente impressão de si mesma.


No “About us”, diz combinar pesquisa científica com a atuação de cidadãos para que se desenvolvam soluções seguras e inovadoras em defesa de um meio-ambiente mais saudável e de um mundo mais seguro.


Certo! A gente acredita em tudo isso. Quem haveria de duvidar de “cientistas independentes” e de “cidadãos preocupados” que só querem o bem da humanidade? Marina, por exemplo, não duvida.


Pois acreditem! O site da UCS publica um documento cujo título é literalmente este: “Fazendas aqui; florestas lá”. O “aqui” de lá são os EUA; o “lá” de lá são o Brasil e os demais países tropicais.


Sim, o texto defende com todas as letras que o certo é o Brasil conservar as florestas, enquanto os EUA têm de cuidar da produção agrícola. O estudo tem um subtítulo:


“O desmatamento tropical e a competitividade da agricultura e da madeira americanas”. Não faço como Marina Silva; não peço que vocês acreditem em mim.


Eles não escondem seus objetivos! Os verdes brasileiros é que buscam amoitar a natureza de sua luta. O documento tem duas assinaturas: David Gardner & Associados (é uma empresa) e Shari Friedman.


Tanto o escritório como a especialista auxiliam ONGs e empresas a lidar com o meio ambiente… Shari fez parte da equipe do governo americano que negociou o Protocolo de Kyoto, que os EUA não assinaram!


É um texto longuíssimo. O que se avalia no estudo é o impacto do “desmatamento” — ou do que eles tratam como tal — no setor agropecuário e madeireiro dos EUA.


Conservar as nossas florestas, eles dizem, preserva a competitividade da agricultura americana e, atenção!, também baixa os custos de produção local.


As pessoas que sabem somar dois mais dois perguntarão: “Ué, mas se a gente fica com as florestas, e eles, com as fazendas, haverá menos comida no mundo, certo?” Certo! Mas e daí?


O negócio dos agricultores americanos estará assegurado, e as nossas matas também, onde Curupira, Anhangá, a Cuca e a Marina Silva podem curtir a nossa vasta solidão!


É uma baita cara-de-pau! Mas, ao menos, está tudo claro. O documento é ricamente ilustrado, tanto com imagens dos “horrores” que nós praticamos contra a natureza como tabelas dos ganhos da agropecuária americana, se houver “reflorestamento” tropical.


Espero que deputados e senadores leiam esse documento. Está tudo ali. São muitos bilhões de dólares. Parte da bolada financia as ONGs lá e aqui. Como se nota, os cientistas e cidadãos da UCS estão muito “preocupados”… com os setores agropecuário e madeireiro americanos.


Eles estão certos! Enquanto lutam em defesa da sua agricultura, os vigaristas daqui lutam para destruir a nossa. E são tratados como santos!


Fonte: (Matéria resumida)- Texto originalde Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Dilma ameaça com confisco s/ açúcar...

... e não resolverá o desabastecimento de etanol



O governo Dilma não está lidando bem com a nova perspectiva de desabastecimento de álcool e de alta de preços ao final deste ano.



Ameaçou os usineiros com confisco sobre as receitas com exportações de açúcar e avisou que mais investimentos da Petrobrás serão canalizados para a produção de cana-de-açúcar e etanol.


Ontem, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, indicou que o governo poderá cortar financiamentos oficiais à produção de açúcar, na suposição de que assim enquadrará os usineiros.


Ou seja, traumatizado pela inesperada disparada dos preços do álcool no início de 2011 e seu forte impacto sobre a inflação, o governo está se conduzindo como se o problema não passasse de chantagem do setor, a ser desarmada com imposição de baterias de castigos.


A questão de fundo é a estagnação da produção de álcool em torno dos 27 bilhões de litros por ano, enquanto o consumo cresce a mais de 5% ao ano. Se não houver importação de álcool, é quase certa nova escalada de preços no primeiro trimestre de 2012.

A primeira falsa solução consiste em imaginar que é preciso garantir estocagem para os meses de entressafra (dezembro de cada ano a maio do ano seguinte). E, no entanto, se não houver produção suficiente, não haverá o que estocar.


A segunda solução equivocada é reduzir de 25% para 18% a participação de álcool anidro na mistura com a gasolina para que sobre mais álcool a hidratar e ser canalizado para abastecimento dos carros flex.


O volume de álcool que vai na mistura carburante não passa de 30% do total. Reduzir o consumo nesse segmento garantirá um adicional de oferta de álcool hidratado apenas marginal.


A terceira falsa solução é pretender que o usineiro exporte menos açúcar e canalize mais matéria-prima (caldo de cana) para as destilarias de etanol. No entanto, não há suficiente capacidade ociosa nas destilarias para que possa concorrer para maior produção de álcool.


Além disso, se os preços do açúcar forem compensatórios, por que não seguir exportando e, com os resultados, importar mais etanol?

Finalmente, parece insensatez empurrar a Petrobrás para a cultura de cana-de-açúcar e aumentar sua participação no setor do etanol num momento em que tem tanto o que fazer e outras prioridades no desenvolvimento e na exploração do pré-sal.


De todo modo, se a Petrobrás aumentar seus investimentos na área, os resultados não aparecerão antes de três anos.


A solução consiste em garantir mais investimentos dos que já estão no ramo. Há três anos, não aumentam nem a massa verde (área plantada de cana) nem a capacidade de processamento das usinas, hoje de 650 milhões de toneladas anuais.


Os investimentos têm-se limitado a incorporações de empreendimentos mal resolvidos ou com baixa produtividade por causa de problemas de gestão.


As margens do setor estão se estreitando. Os potenciais interessados preferem dedicar-se à produção de soja e de milho, cujos retornos têm sido mais satisfatórios.

Afora isso, não será possível assegurar mais estímulo ao produtor de álcool enquanto os preços da gasolina se mantiverem achatados: sempre que os preços do álcool passarem de 70% dos preços da gasolina, o consumidor flex optará por ela.


Isso significa que o governo precisa ter uma política de combustíveis, e não limitar-se a ameaçar os usineiros.


Fonte: Celso Ming - OESP 23/06/11

quarta-feira, 22 de junho de 2011

FUNAI quer 20% do território brasileiro

Frente Parlamentar da Agropecuária preocupada



O Brasil tem hoje 108,7 milhões de hectares (12,7%) do território com áreas indígenas para cerca de 450 mil índios.


Em Santa Catarina, se considerar a ampliação da área pretendida, o Estado chegaria a ter 1,8 milhão de hectares de área indígena, ou seja 20% do Estado.


Valdir Colatto, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, condena a demarcação da FUNAI com base em estudos antropológicos que identificam vestígios de ocupação indígena.


Para o Deputado catarinense, “se continuar desse jeito teremos que devolver todo o território brasileiro para os índios, pois historicamente sabemos que foram os primeiros a ocupar o país”, lamenta.


O parlamentar destacou que a questão da demarcação indígena em propriedades rurais é uma das prioridades da Frente Parlamentar uma vez que defende a permanência do proprietário na terra.

Colatto é contrário a qualquer ocupação indígena que subtraia do produtor rural a posse de terras.


Em Santa Catarina, segundo ele, 40 áreas estão sendo reivindicadas pela Funai. Colatto cita a dificuldade e caos que vivem as famílias proprietárias das terras em Cunha Porã e Saudades, Abelardo Luz, Seara/Paial/Arvoredo, Chapecó, Ibirama, São Francisco do Sul, Araquari e Joinville.


Nestas propriedades, cita, os proprietários de terras têm escritura pública que datam 100 anos. “A FUNAI não respeita o direito à propriedade”, destaca.

Segundo ele, cabe ao governo federal adquirir terras e adotar um modelo de política indigenista que dê condições de assistência social, saúde, educação e segurança.


“O índio é cidadão como qualquer outro que reside no campo ou na cidade. Não adianta dar terras se não tem condições de produzir e se manter. Continuaremos a obrigá-los a se tornarem pedintes nas cidades”, destaca.


O parlamentar cita que a legislação entende por terra indígena aquela ocupada permanentemente pelos índios até a promulgação da Constituição em 1988.


Segundo Colatto, onde não existia ocupação até aquela data não deve haver reconhecimento indígena. “Defendo que o reconhecimento de terra indígena seja aprovado pelo Congresso Nacional e não por portaria da Funai que não respeita o direito à propriedade”, disse.

O que este Blog constata mais uma vez é que a perseguição aos proprietários rurais não cessa. Depois do Código Florestal vem a questão indígena, quilombola, índices de produtividade, a mentira do “trabalho escravo”, e assim por diante!


É o caso de exclamar: Acorda Brasil, para não dizer daqui a pouco 'a corda, Brasil!" ou 'às cordas. Brasil!'



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Ministro fica triste e toma as dores de Rainha

x

Prisão vai prejudicar programa do PT
x
x

Gilberto Carvalho, ministro dos ditos movimentos sociais, ficou "muito triste" e "lamentou" a prisão de José Rainha, acusado de desvio de verba pública (nossos impostos).

Razão do ministro? – A prisão de Rainha "tumultua o processo de Reforma Agrária" e "a relação com os movimentos. Por isso estamos extremamente preocupados".

Para ele, apesar dos 10 meses de investigação [muito $$$ nisso] dos de$vio$ de Rainha, "ainda é cedo pra qualquer palavra que incrimine ou não ele. Vamos aguardar".


Quanto aos corruptos do INCRA, cúmplices de Rainha, o ministro disse: "Tomaremos medidas para afastar as pessoas que estiverem efetivamente envolvidas em algum desmando ou malfeito".


Ficou tudo claro, leitor? Reforma Agrária é isso aí.


Fonte: Agência Estado - 16/06/2011

Gasta-se muito dinheiro de nossos impostos...


... com as falcatruas de José Rainha



A Polícia Federal prendeu hoje o agitador profissional José Rainha Júnior, no Pontal do Paranapanema. Ele é acusado de que mesmo? – Desvio de dinheiro da velha e fracassada Reforma Agrária!

Agentes da Polícia Federal prenderam seus cúmplices. Sabe quem? -Dirigentes do INCRA do Estado de S. Paulo.

Pela manhã, foi detido o superintendente do INCRA, Raimundo Pires da Silva, e pelo menos dois coordenadores do órgão.

Em abril, a Justiça Federal aceitou denúncia oferecida pelo Ministério Público contra José Rainha, atualmente à frente do MST da Base. Outras oito pessoas foram acusadas do mesmo crime.

A investigação iniciada há dez meses [para descobrir o corriqueiro] foi desenvolvida com acompanhamento do Ministério Público.

Em nota, a PF afirmou que o grupo acusado usava associações civis, cooperativas e institutos para se apropriar de recursos públicos destinados à Reforma Agrária. [Nenhuma novidade no meio dessa gente].

OESP 16/6/2011

Executivo e STF criam problema social em Roraima

Raposa/Serra do Sol



A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural decidiu realizar audiência pública para debater denúncias publicadas pela revista Veja sobre as consequências da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e para discutir a questão indígena, de forma geral.



O debate, proposto pelo deputado Josué Bengtson (PTB-PA), ainda não foi marcado.



Segundo a revista, quatro novas favelas surgiram na periferia de Boa Vista nos últimos dois anos, em consequência da demarcação da reserva indígena.Na área da reserva, que abrange 7,5% do território do estado, viviam 340 famílias de brancos e mestiços.



Em sua maioria, eram constituídas por arrozeiros, pecuaristas e pequenos comerciantes, que respondiam por 6% da economia do estado. Em 2009, todos foram expulsos, por decisão do Supremo Tribunal Federal.



“No momento de calcular as compensações, o governo federal alegou que eles haviam ocupado ilegalmente terra indígena. Por isso, encampou as propriedades e pagou apenas o valor das edificações. Os novos sem-terra iniciaram o êxodo em direção a Boa Vista. As indenizações foram suficientes apenas para que os ex-fazendeiros se estabelecessem. Veja ouviu quarenta deles. Suas reparações variaram de R$ 23 mil a R$ 50 mil”, diz a revista.



Em seguida, foi a vez de os índios migrarem para a capital de Roraima. Os historiadores acreditam que eles estavam em contato com os brancos havia três séculos. Perderam sua fonte de renda, proveniente de empregos e comércio, depois que os fazendeiros foram expulsos. Um milhar de índios se instalou nas novas favelas de Boa Vista”, acrescenta.



Da Redação/WS 15/06/2011