quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

"Ambientalistas": mentem, mentem... (II)


É Lenha

Cristiano Cardoso (*) 

        (continuação) Num mundo que diz discutir os serviços das florestas, parece insano quando se risca terras, investem-se milhões e não se estimula o manejo das florestas nem a formação de plantios florestais.

É lenha, que mesmo tendo conhecimento, tecnologia, solos propícios e condições climáticas, até mesmo os ditos ambientalistas não considerarem a lenha um combustível renovável.

É lenha, ver milhares de pessoas na clandestinidade, ou sendo pautados como agressores ambientais, quando estes estão buscando a sobrevivência e demonstrando ao estado que existe uma vocação florestal a qual necessita de investimentos e de assistência técnica especializada.

No Nordeste, diferentes estudos já mostram que a lenha é a fonte mais barata para produção industrial. É triste que não haja nenhuma bancada, e talvez deputado que defenda a lenha como fonte de energia renovável.

É a lenha que fornece cerca de 30% da energia consumida no nordeste. Lamento que os combustíveis fósseis avancem, e que a lenha seja tratada como não renovável e com motivo de perseguição.

É lenha escutar que a indústria é sustentável porque usa gás GLP, e que o gás natural é energia limpa. É estarrecedor que esse tipo de afirmação venha de ditos especialistas e de salvadores do planeta. É estúpido tratar empresas que usam lenha como atrasadas e não sustentável.

A lenha é uma fonte de energia de base renovável. Para tanto basta manejar florestas ou fazer plantios. Lenha pode ser sustentável quando manejamos florestas.
É preciso que essa importante fonte de energia seja respeitada, pautada e considerada como fonte primária, e não se busque cobrir o sol com a peneira e marginalizar quem a usa ou a produz de forma sustentável.

Da mesma forma que um fruto é colhido, uma árvore também pode ser. Para isso não deveria haver histeria, protesto ou lamentação. A sociedade precisa que árvores sejam colhidas.
Quando uma árvore é cortada e transformada em lenha ou carvão, um bem que foi nos dado está sendo aproveitado. Todavia, não se deve esquecer que essa coleta seja proveniente de manejo florestal sustentável ou plantio.
Quando se associa eficiência energética e bases sustentáveis, a lenha é uma fonte renovável, social e sustentável.
A lenha é um dos poucos combustíveis que tem a capacidade de gerar emprego e aquecer a economia local.
É por isso que lenha é lenha, uma baita fonte renovável de energia que precisa estar presente no discurso dos cidadãos e ambientalistas.
Espero que um dia haja um movimento em prol da lenha.


Fonte: Cristiano Cardoso - Engenheiro Florestal e Licenciado em Ciências Agrícolas, mestrando em Ciências Florestais pela UFRPE  http://painelflorestal.com.br/noticias/artigo/14055/e-lenha

Agropecuária salva novamente o Brasil (I)

Hélio Brambilla


O ano de 2012 se inicia em meio às incertezas econômico-financeiras na Europa e nos Estados Unidos. A tal “Primavera árabe” parece fazer desabrochar mais joio que trigo.

O horizonte sombrio deixa preocupados nossos agropecuaristas, que com sua força empreendedora continuam dispostos a tudo enfrentar: intempéries, adversidades, oscilações de mercado e, sobretudo, os desatinos de Brasília.

Seriam os agropecuaristas otimistas e sonhadores? Em certo sentido sim! Creio que subconscientemente eles se deixam nortear pelas palavras de Delfim Neto ao se referir à conjuntura atual: “É preciso dizer que quem não estiver confuso está mal informado”.

Mas não desanimam: continuam a deitar a semente na terra e a cuidar de seus rebanhos, certos de que uma e outros constituem preciosas dádivas de Deus, as quais prevalecerão apesar de todos os obstáculos.

Sem o saberem, a chave do sucesso “dos que deitam a semente na terra” está assegurada pela tradição, magistralmente definida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira como sendo “a vida que a semente recebe do fruto que a contém”.

Com efeito, o agricultor é um agente de Deus na perene transmissão da vida vegetal, uma realidade sensível e sublime, mas tão distante dos horizontes mentais de burocratas eivados de socialismo.

No momento em que os países industrializados são afetados por uma imensa crise, o êxito de nossa agropecuária tem sido de molde a atrair grandes capitais ao Brasil.

Ilustrativa nesse sentido foi a visita de Margarita Louis-Dreyfus, viúva de Robert Dreyfus e diretora de uma das maiores empresas de comercialização e produção de produtos agrícolas.

Ora na condução dos negócios do grupo no mundo, por ocasião de um almoço informal com a presidente Dilma Roussef, ela anunciou a decisão de aplicar R$ 7 bilhões no País nos próximos cinco anos.

Indagada se não se preocupava com a crise que grassa na Europa, ela respondeu: “Estou. Mas lidamos com commodities (agrícolas) e o mundo certamente não vai deixar de comer” (OESP, 26/11/2011).
Tendo como vocação trabalhar a terra, o agropecuarista não olha só para si, mas também para os seus semelhantes.

"Ambientalistas" mentem, mentem...


É Lenha (I)

Cristiano Cardoso (*) 


A cada dia é mais fácil ser seduzido pelos apelos às questões ambientais. Nossos filhos são muito mais conscientes do que é bom ou ruim para o ambiente.
Entre o bom e o mau muitas coisas foram sacadas como constituintes do mal, dentre elas: o consumo de petróleo, a não reciclagem, a garrafa pet e ultimamente a sacola plástica.
         Nossa busca em definir o que é bom ou ruim se compara a uma novela de mocinhos e bandidos. De vez em quando a madeira e, sobretudo a lenha, encena como ator principal para uns e como coadjuvante para outros.
         Já escutei uma dúzia de vezes dizerem que a lenha não é fonte renovável, que usá-la é promover o desmatamento, que é um crime.
         Existe defesa para tudo nesse mundo, assim como existe grupo, comunidade e guetos para tudo, ou quase tudo, pois nunca vi nada para a lenha que é um figurante das insolentes escorias e dos mais desprezíveis sentimentos atuais, onde recaem tantas acusações.
Para muitos, a lenha é condenada mesmo sem julgamento, isso de fato é lenha.
      É lenha, que o produto de uma árvore que nasce, cresce e morre, não seja classificado como fonte renovável. Mais lenha ainda é ter de escutar de gente dita “estudada” a afirmação de que as indústrias que usam lenha sejam atrasadas tecnologicamente, e que estas precisam mudar a matriz energética.
         É surpreendente que estados rasguem a terra por centenas de quilômetros para canalizar fontes de energia que apenas enriquecem as grandes companhias.
         É lenha desprezar a capacidade de crescimento de nossas florestas, e insano não perceber os avanços de nossa silvicultura.
É lenha ver um finlandês esperar 80 anos para colher uma árvore e investir bravamente na atividade, enquanto nossas terras ofertam madeira com 5 a 8 anos e não há investimento suficiente.
         É ultrapassado não investir no desenvolvimento local, porém, o que se faz ao não estimular o uso sustentável das florestas ou a formação destas, é não estimular o desenvolvimento local. (Continua)

Fonte: Cristiano Cardoso - Engenheiro Florestal e Licenciado em Ciências Agrícolas, mestrando em Ciências Florestais pela UFRPE

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

CUBA - BRASIL



 YOANI, COMPASIÓN Y PILATOS

Por Armando Valladares
Miami (FL), 05 de febrero de 2012, 03:10 PM



Agradezco enormemente a los millares de blogueros y twitteros cubanos y del mundo entero que están difundiendo en Internet mis artículos, contribuyendo decisivamente a traspasar las murallas de censura y de silencio


Desde el punto de vista de los derechos humanos, el viaje a Cuba de la presidenta del Brasil, Sra. Dilma Rousseff, constituyó un desastre inimaginable para el pueblo cubano y para sus esperanzas de libertad. 



En ese sentido, el viaje presidencial podrá ser inscrito en el libro negro de las vergüenzas de nuestro tiempo y de nuestro continente. Con su silencio total sobre la violación sistemática de los derechos de Dios y de los hombres en la isla-cárcel desde hace más de cincuenta años, la presidenta de la mayor potencia de América Latina y una de las mayores potencias del mundo dio implícitamente luz verde para que el régimen continúe persiguiendo impunemente a los opositores, matándolos de sed en las prisiones, reprimiendo a las Damas de Blanco y manteniendo prisioneros, sin poder salir y entrar libremente, a 11 millones de cubanos. 



También en ese sentido, la Sra. Rousseff, una ex guerrillera que nunca se arrepintió públicamente de su pasado, se transformó, a partir de su reciente viaje a La Habana, en corresponsable por los atropellos y crímenes que cometa en adelante el régimen comunista, alentado en sus salvajerías por tan gigantesco aval recibido.



Pocos días antes de la llegada de la presidenta Rousseff a la isla-cárcel, el régimen comunista había dejado morir de sed y de falta de atención médica al joven opositor Wilman Villar Mendoza, de 31 años, padre de las niñas Geormaris y Wilmari, de 7 y 5 años. Fue una muerte cruel que su esposa, Maritza Pelegrino, miembro de las Damas de Blanco, que en estos momentos está siendo cobardemente perseguida y hostilizada por la policía política cubana, calificó sin ambiguedades como un "asesinato".



En 2010, su antecesor en el cargo, el Sr. Lula da Silva, al llegar a La Habana se había deparado con la muerte, también por sed y por falta de asistencia médica, de otro preso político, Orlando Zapata Tamayo. Lula lo calificó como un "simple delincuente", provocando consternación en el pueblo brasileño, en el pueblo cubano y en los defensores de la libertad en el mundo entero. 



Dilma Rousseff, en cambio, simplemente ignoró la muerte de Wilman, como si nada hubiera pasado. Y las fotos oficiales difundidas por la Presidencia del Brasil la muestran con sonrisas generosas y susurros al oído del dictador Raúl Castro, tapándose la boca para que nadie le pudiera leer los labios. Una de las afirmaciones que pudieron oírse, según el sitio web Globo.com, fue la de que se entrevistaría "con mucho orgullo" con el sanguinario Fidel Castro.



Algunos pensaban que el actual dictador Raúl Castro retribuiría tan abundante apoyo de la presidenta brasileña otorgando la visa de salida a la joven bloguera Yoani Sánchez, para visitar el Brasil en febrero. Con ello, ayudaría a lavar un poco el rostro de la Sra. Rousseff, señalizando al menos un resultado humanitario concreto a cambio de tantas gentilezas y sonrisas presidenciales a los carceleros de Cuba. Aunque fuera una contrapartida efímera, serviría publicitariamente para atenuar el bochorno de su conducta complaciente en La Habana.



Los que así pensaron y esperaron, se engañaron. 



El dictador Raúl Castro retribuyó con una bofetada a todas las generosas dádivas de la presidenta Rousseff, negando la visa a la joven periodista Yoani sin molestarse en dar explicaciones. Y colocó así en la picota a la mandataria brasileña, dejándola a merced de justificadas críticas que se levantan en su país.



Escribo este artículo pensando en el noble pueblo brasileño, que se destaca en el mundo entero, entre tantos atributos, por su espíritu de compasión cristiana.



Jamás los cubanos podremos olvidar, con enorme gratitud, que hace 10 años ese generoso pueblo brasileño tomó como propia la causa de dos niñas cubanas, Sandra Becerra Jova y Anabel Soneira Antigua, secuestradas por el régimen de La Habana, que no permitía la salida de ambas para reunirse con sus padres, profesionales cubanos que habían optado por residir en el Brasil, un país de libertad. El drama familiar de esas dos niñas conmovió de tal manera al pueblo brasileño, y sensibilizó de tal manera a los medios de comunicación, que el régimen cubano tuvo que autorizar la salida de ambas para reunirse con sus padres en el Brasil. Fue un hecho talvez inédito; y los brasileños lo consiguieron, con esa peculiar, única e intraducible manera de solucionar los problemas con creatividad, llamada "jeitinho".



Diez años después, quién sabe si ese mismo pueblo brasileño pudiera de alguna forma exteriorizar nuevamente sus sentimientos de solidaridad con el hermano pueblo cubano, que gime en una isla-cárcel desde hace 50 años, y que ha quedado tremendamente angustiado por el espaldarazo de la presidenta brasileña a sus carceleros, de manera que la joven Yoani pueda visitar cuanto antes el Brasil. Y, si así lo desea, que ella esté en condiciones de permanecer en Brasil el tiempo que sea necesario, sin ver coartado su derecho de opinión. Podrá titilar entonces una luz de esperanza en los corazones de 11 millones de cubanos prisioneros, incluyendo a tantas y tantas Yoanis, Sandras y Anabeles.



Según versión recibida de Cuba por mi compañero de presidio y hoy brillante periodista, Carlos Alberto Montaner, Geormaris y Wilmari, las dos hijitas del preso político asesinado pocos días antes de la llegada de la presidenta Dilma, no entienden lo que ha pasado con su querido papi. Como la familia tiene influencia cristiana, la madre les ha explicado que el papi se ha ido al Cielo. "¿Y dónde está el Cielo, mami?", preguntaron. "Muy lejos de Cuba. Muy lejos", les respondió la joven viuda. 



Es a los artífices, propulsores y mantenedores del Infierno cubano, tan, pero tan lejos del Cielo, a quienes favorece en primer lugar el silencio de la presidenta Dilma, un silencio propio del espíritu de Poncio Pilatos.



Hace unos años, el entonces presidente Lula, en una entrevista con el periodista Boris Casoy, me acusó de "picareta" (embustero) porque escribí que él estaba dando su apoyo al "eje del mal" castrista. Hoy, la presidenta Dilma, objetivamente, por acción u omisión, pasó a liderar en el continente un "eje del silencio" sin el cual el "eje del mal" que asfixia a mi querida Patria cubana no podría sobrevivir. Señalo una vez más que considero a la presidente Dilma corresponsable por lo que pase en materia de violación de derechos con 11 millones de mis hermanos que gimen en la isla-cárcel, a partir de su viaje a La Habana. 



Espero que sean respetados los derechos humanos y las libertades de todos aquellos blogueros y twitteros que suelen publicar y difundir mis artículos en esa noble Tierra de la Santa Cruz.



Sobre la próxima visita de SS. Benedicto XVI a Cuba acabo de escribir dos artículos, que pueden ser localizados en Internet: "El viaje de Benedicto XVI a Cuba: esperanzas y preocupaciones"; y "Wilman Villar, infierno cubano y silencio vaticano". 



Armando Valladares, escritor, pintor y poeta. Pasó 22 años en las cárceles políticas de Cuba. Es autor del best-seller "Contra toda esperanza", donde narra el horror de las prisiones castristas. Fue embajador de los Estados Unidos ante la Comisión de Derechos Humanos de la ONU bajo las administraciones Reagan y Bush. Recibió la Medalla Presidencial del Ciudadano y el Superior Award del Departamento de Estado. Ha escrito numerosos artículos sobre la colaboración eclesiástica con el comunismo cubano y sobre la "ostpolitik" vaticana hacia Cuba.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Pecado contra a sabedoria!


É o sistema

Carlos Alberto Sardenberg

Ricos envergonhados são assim: quanto mais dinheiro ganham, mais adotam posições políticas contra o capitalismo em geral e o sistema financeiro em particular. O patrono da categoria é George Soros, que, aliás, continua lucrando com seus fundos especulativos.

Exagero? Pois então leiam sobre os debates no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o tradicional encontro de líderes globais, públicos e privados, para ajustar os rumos da economia de mercado. O modelo faliu, procuram-se alternativas — foi o mote principal.

Terminou sem respostas. Ocorre que a alternativa ao capitalismo, o socialismo, morreu antes. A rigor, há apenas um regime socialista sobrevivente, o de Cuba, estagnado, pobre. Por isso, está em reformas, mas em qual direção mesmo? Pois é, redução do Estado, incluindo demissão de funcionários públicos, e ampliação de áreas abertas à iniciativa privada estrangeira. A brasileira Odebrecht, por exemplo, vai produzir açúcar e etanol na ilha, com a benção de Dilma.

A presidente não foi a Davos. Foi a Porto Alegre, para o Fórum Social, a versão socialista, e lá lançou mais um ataque ao neoliberalismo. De onde o leitor pode imaginar o tamanho da confusão. As reformas em Cuba são, nesse sentido, neoliberais. Menos Estado, mais mercado.

Além disso, vamos dar uma olhada no noticiário local. Está em curso o leilão de privatização de três grandes aeroportos brasileiros. Menos Estado, mais mercado.

Também nesta semana, a área econômica do governo Dilma comemorou o superávit primário de 2011 e a redução do endividamento público como porcentagem do PIB. Ora, superávit primário, redução da dívida, ajustes, tudo isso é herança neoliberal. Mas Dilma disse em Porto Alegre que toda a América Latina, anti-neoliberal, vai muito bem, ao passo que os desenvolvidos, neoliberais, vão mal. E que a Europa vai cair no desemprego e na ditadura se insistir no ajuste “conservador” de redução das dívidas públicas.

Mas quais países europeus passam melhor por esse turbilhão? Alemanha e Holanda, por exemplo, justamente aqueles que cumpriram mais à risca a cartilha de ajuste conservador. Na Alemanha, houve até uma redução real de salários para tornar os produtos locais mais competitivos.

E a América Latina? Os países que vão bem são justamente aqueles que avançaram as reformas neoliberais dos anos 90.Todos têm as mesmas bases econômicas: responsabilidade fiscal, superávit primário, regime de metas de inflação, câmbio mais ou menos flutuante, privatizações, muita exportação para a China, acúmulo de reservas e, sim, programas tipo Bolsa Família. (Aliás, transferir dinheiro diretamente para os mais pobres foi idéia nascida no campo liberal).

Finalmente, qual o país rico que está saindo mais depressa da crise? Os Estados Unidos, onde, aliás, há o maior número de ricos envergonhados. Ah! O sistema!

Fonte: O Globo, quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Com os ditadores marxistas...



...troca de flores e sorrisos

Nilo Fujimoto


A má fé esquerdista se torna patente na questão dos direitos humanos. Quando o então Ministro da Justiça de Lula, Tarso Genro, concedeu ao terrorista italiano Cesare Battisti o status de refugiado, o principal argumento foi o de que poderia sofrer torturas em seu país.

Mesmo sendo a Itália um país notoriamente democrático e respeitador das leis, nosso ministro resolveu correr o risco de criar um caso diplomático de grandes proporções.

Ou seja, o governo brasileiro preferiu proteger um guerrilheiro e criminoso comum (condenado pela justiça italiana por dois homicídios qualificados com sentença transitada em julgado) a manter relações amistosas com um país amigo.

Agora vejamos a outra face.

A ditadura cubana evidentemente desrespeita os mais elementares direitos de seus cidadãos. As prisões estão repletas de detentos que discordam do regime.

Fala-se em milhares de dissidentes padecendo nas precárias masmorras dos sinistros Castros.

O crime? Discordar da ideologia imposta pelo governo. Poucos países se comoveram – mormente o brasileiro – com a recente morte de William Villar, de 31 anos, depois de demorada greve de fome em protesto contra setentença que o condenou, após julgamento sumário, a quatro anos de prisão por suposto “desacato à autoridade” (leia-se: “discordar do regime”).

A esperança de tantos injustiçados – estes sim sofrendo agressão a seus direitos – era a presidente Dilma Rousseff, que inciou seu mandato proclamando que a política externa de seu governo seria marcada pela preocupação com a violação dos direitos humanos.

Entretanto tudo ruiu por terra quando seu Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse em Davos (Suíça) que Dilma não trataria do assunto “presos políticos” em sua visita à ilha prisão. E justificou: os direitos humanos não são urgentes (sic!) e por isso não seria tratado em público.


Com os dissidentes: frio e indiferença de morte.
Na foto: Wiliam Vilar.
Mas não é só. Além de não contribuir em nada para a libertação dos presos políticos cubanos e não trabalhar para o estabelecimento de uma verdadeira democracia naquele país, Dilma levou em sua bagagem uma fartíssima cesta de benesses, tão custosa aos contribuintes brasileiros.

Entre elas, as duas últimas parcelas de US$ 380 milhões de financiamento da conclusão da reforma do Porto de Mariel, a 50 km de Havana. Razão alegada: favorecer o povo cubano.

Consequência: perpetuação de um governo ditatorial e sanguinário, desrespeitador dos mesmos direitos tão exigidos para o criminoso italiano.

Porém não nos esqueçamos de que corremos o risco de padecermos as mesmas agruras dos cubanos. Basta o governo brasileiro aplicar as regras consubstanciadas no Plano Nacional dos Direitos Humanos 3, assinado por Lula em seus últimos dias de governo e que Dilma não alterou uma vírgula sequer.

Pelo contrário, empenhou a secretária Maria do Rosário Nunes em avançar na sua total aplicação, a qual redundará em ditadura totalitária e anticristã.

“Direitos humanos, direitos humanos, quantos crimes são praticados em seu nome!”

Fonte: 

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Números que falam

Destaques ambientais do Brasil


Essa avalanche legislativa parece desconhecer que o Brasil já é o país com mais áreas protegidas no mundo: 2,4 milhões de quilômetros quadrados, representando nada menos que 28% de seu território.


Dados da Embrapa confirmam que a nossa matriz energética é uma das mais limpas do mundo. Com efeito, o Balanço Energético Nacional mostra que 47,3% da energia brasileira provém de fontes renováveis, contra a média mundial de 18,6%.


A média do uso de energia renovável nos 34 países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE é de apenas 7,2% (http://ben.epe.gov.br/).


Além de grande produtora de alimentos e fibras, a agricultura garante 30,5% da matriz energética do Brasil, com 68,3 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (TEP). A cana de açúcar (etanol, co-geração de energia elétrica e outros) garante 18,3% da energia, tendo ultrapassado há anos a contribuição das hidrelétricas (15,2%).


As florestas energéticas (lenha e carvão) garantem 10,3% da matriz. Graças ao seu desenvolvimento tecnológico, a agricultura consome apenas 4,5% de energia fóssil na matriz — algo equivalente a 9,1 milhões de TEP — para produzir toda a agroenergia (http://ben.epe.gov.br/).


A técnica do plantio direto eliminou a aração em mais de 266.000 km2, reduzindo em 40% o consumo de diesel (www.febrapdp.org.br/).


O Brasil pouco contribui para o assim chamado efeito estufa. O mundo emitiu 31,5 bilhões de toneladas de CO2 de origem fóssil em 2008.


A China responde por 21% das emissões mundiais (6,5 bilhões de toneladas), seguida pelos EUA (19%), Rússia (5,5%), Índia (4,8%) e Japão (3,9%). Esses cinco países somam 53,4% das emissões planetárias.

A China aumentou sua emissão em um bilhão de toneladas de 2005 a 2008.


Com 428 milhões de toneladas anuais, o Brasil ficou em 17º lugar (1,4%), bem atrás de Alemanha, Canadá, Inglaterra, Irã, Itália, África do Sul, Austrália, México, Indonésia e outros, segundo dados da Energy Information Administration (http://tonto.eia.doe.gov).


Está entre os que menos emitem CO2 por habitante/ano. A Austrália e os Estados Unidos são líderes da emissão de CO2 por habitante/ano: 20,3 e 19,9 toneladas! Só perdem para alguns países produtores de petróleo, como Qatar (74 t) ou Emirados Árabes (43 t).


Em seguida vêm o Canadá (17,9 t), a Holanda (17 t), a Estônia (16 t), a Bélgica (14,9 t) e a Rússia (11,7t). Com 17 t, a Holanda é uma das campeãs europeias de emissão por habitante.

Cada brasileiro contribui com 2,1 toneladas de CO2 por ano, dez vezes menos que australianos e norte-americanos, quatro vezes menos que os europeus e metade da média mundial. Neste ranking, ocupamos a cômoda posição de 86º no mundo (http://tonto.eia.doe.gov).

Ademais, o Brasil é um dos líderes mundiais em economia de baixo carbono. O quociente entre o total de CO2 emitido e o PIB dá uma medida da eficiência energética e ambiental das economias nacionais na geração de riquezas.


Os campeões de emissões de CO2 para gerar riquezas são Coréia do Sul (1,45), África do Sul (1,38), Cuba (1,34) e Ucrânia (1,2). Com um quociente de 0,24, o Brasil é mais eficiente do que uma centena de países no mundo, ocupando a 104ª posição.