segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

O Titanic e a safra agrícola de 2013 (II)



Os icebergs bolivarianos na nossa rota

Helio Brambilla

          Muito se tem falado e escrito sobre as virtudes do agronegócio brasileiro. Poderíamos até vê-las transcritas numa enciclopédia, mas os empreendedores já dão sinais de alerta de “icebergs” no itinerário. À maneira do Titanic, o “iceberg bolivariano” vem fazendo rombos cada vez maiores no casco do transatlântico chamado Brasil.

         Afinal, de que adiantará à nossa agropecuária ir muito bem se o navio vai a pique? A cratera aberta já  é grande, mas se o casco não for reconstituído com urgência e as bombas não ejetarem a água que já invadiu a embarcação, a partida cedo ou tarde estará perdida. O que fazer então? Trocar os timoneiros ou as timoneiras? Com efeito, será muita gente a ser trocada em 2014, ano de eleições!

         Tendo feito uma espécie de rali por São Paulo, Paraná e Santa Catarina recentemente. Ao percorrer quase 5.000 quilômetros, pude ir verificando aqui, lá e acolá as proporções do estrago em nossa embarcação. Além de ser enorme, é profundo.  Para dar um exemplo, gastei três horas para percorrer 110 km na rodovia que liga São Paulo a Curitiba.

         Pude constatar haver muitos pedágios com preços abusivos, considerando que muitas estradas foram feitas com  o nosso dinheiro, enquanto as concessionárias só fazem manutenção de pouca monta, mas cobram bastante para se trafegar nelas.

         Lembrei-me do fato do Lula, ao bater o martelo das concessões das rodovias Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte) e Régis Bittencourt (São Paulo-Florianópolis), gabando-se de ter conseguido fazê-las por uma merreca, enquanto outros governos, para fazer outro tanto, o fizeram com pedágios altíssimos.  

         Talvez os nossos dirigentes venham fazendo ouvidos moucos ao que já fora denunciado pelas concessionárias, ou seja, quase 50% do valor dos pedágios voltam aos cofres do governo na forma de impostos... Devemos considerar ainda que o governo recebe pelas rodovias através do imposto sobre os veículos, além da CIDE, taxa cobrada sobre os combustíveis para manutenção das estradas.  Além de não gastar nada com as rodovias, ainda recebe quase a metade dos impostos sobre os pedágios!

         Chegou a correr pela internet uma historinha engraçada. Um erudito pergunta a Lula se ele sabia o que era um tirano, ao que ele prontamente teria respondido. – Ora, é aquele que vai “tirano o dinheiro do povo”...  Neste caso, e em tantos outros, o PT seria o maior tirano da história do Brasil...

       Volto aos 110 km rodados em três horas e quinze minutos! Esta rodovia, há mais de 20 anos deveria estar duplicada na tristemente famosa Serra do Cafezal. Reportagens recentes atestam que a média de mortes/ano nessa rodovia vem girando em torno de 140 vítimas fatais, fora os estropiados para o resto da vida, sendo que grande parte dos acidentes ocorre nesse local. Mas as autoridades não se sensibilizam.

         O certo é que a licença ambiental para a duplicação não saía em razão de dois ou três casais de periquitos que por lá faziam seus ninhos, como se nos arredores não existisse outra árvore... Afinal, saiu. Mas aconteceu de a concessionária ser estrangeira e entrar  em insolvência. A substituta trabalha com tecnologia obsoleta e com pouco dinheiro.

         E os 18 km só ficarão prontos em 2017... Um PAC empacado. Volto ao tema proximamente.


      

O Titanic e a safra agrícola de 2013 (III)




Icebergs bolivarianos no nosso mar

Helio Brambilla

Recém-terminado o relato do “Balanço de Safra 2013”, fatos novos e relevantes advieram.  Há séculos, alguns contadores de história inventaram uma pretensa papisa de nome Joana, que se arvorava em possuir todas as prerrogativas, inclusive a infalibilidade, de um papa.
Talvez se julgando um tantinho “papisa”, nossa Presidente partiu com o seu séquito para Lucas do Rio Verde – MT a fim de inaugurar a colheita de grãos que, na verdade, fazia tempo tinha começado, com mais de 20% da safra já colhida.
       No dia 11/02/14, bem ao seu estilo, ela pontificava na expectativa eleitoreira de associar seu nome a uma das poucas atividades econômicas que fazem o seu dever de casa. Portanto, ocasião oportuna para o seu marqueteiro apresentá-la como a responsável por tão grande feito.
       Com linguagem de palanque, ela prometeu o ouro e o mouro, como crédito para silagem, hidrovias, rodovias e ferrovias para sucessos ainda maiores da produção agrícola. Promessas tardias, pois lhe resta muito pouco tempo de mandato.
      Vaticinou com base nos dados da Conab – Companhia Nacional de Abastecimento uma safra de 193 milhões de toneladas a ser colhida, contra 186 milhões do ano anterior. Mas não tardou a ser questionada.
      Terminada a sua arenga, o Dr. Antônio Galvan, fundador da cidade de Sinop, produtor rural dos mais respeitados da região, apontou para a imprensa o caráter eleitoreiro daquele discurso, além de estimar queda na próxima safra devido à seca que assola grande parte do país.
      Ao que tudo indica, infelizmente, isso ocorrerá, a não ser que a Presidente – além dos predicados que julga ter – seja capaz de fazer o milagre da multiplicação dos grãos como Jesus Cristo fez dos pães...

* * *

Retomo a minha viagem e as considerações sobre a safra agrícola do ano passado. Bastou eu chegar a Florianópolis para ser informado sobre mais um trecho da BR 101, um pouco ao sul da bela capital catarinense, na localidade denominada “Morro dos Cavalos”, que se encontra igualmente sem duplicar, o que vem provocando engarrafamentos contínuos de 10 a 15 km nos dois sentidos.

       A razão da paralisação da rodovia é a presença de meia dúzia de índios provenientes do Paraguai e Argentina e que ali se instalaram poucos anos atrás. Habilmente instruídos para não arredarem o pé do local, eles colocaram uma condição, reivindicando grande indenização. Caso não se chegue a um acordo, precisará abrir um túnel numa montanha de granito a um elevado custo de milhões de reais com o dinheiro dos contribuintes!

       Os próprios índios – em depoimento a uma das mais importantes redes de TV – confessaram não ser brasileiros. No entanto, a FUNAI e o CIMI, como de costume, declararam por eles que o conceito de fronteira é coisa de homem branco, capitalista e atrasado e que os índios “moderníssimos” seguem a cultura nômade de milênios, e, portanto são transnacionais.

Em Blumenau, tivemos ocasião de visitar alguns projetos pesqueiros e de maricultura, pois o litoral catarinense apresenta condições muito favoráveis a essa atividade. Entre a pesca marítima e nos criatórios, Santa Catarina responde atualmente por cerca de 50% de todo o pescado brasileiro para consumo e exportação.

       Um gaúcho que gerencia um entreposto frigorífico de frutos do mar relatou-nos que seu empreendimento vem se tornando dia a dia mais inviável em razão de exigências ambientais. E exemplificou: “Se pescarmos uma tainha ou pescada com um milímetro abaixo da bitola exigida pelo IBAMA, os barcos são sequestrados manu militari”.

       Acontece que os barcos para a pesca em alto mar são de altíssima tecnologia, custando milhões de reais. Para liberação da embarcação, além da multa escorchante os pescadores passam a ser colocados na já tristemente famosa “lista negra” do IBAMA. Não é de se descartar que entre fiscais inescrupulosos e empreendedores impetuosos não possa haver combinações ilícitas.

      Há 20 ou 30 anos, os pregoeiros do ambientalismo radical, religioso e sectário, afirmavam que os peixes e os frutos do mar iriam acabar. Acontece que Deus ao criar o homem deu-lhe atributos como a inteligência, a vontade e a criatividade. O homem estudou, pesquisou e concluiu, por exemplo, que uma fêmea de camarão põe mais de 100 mil ovos por vez... Outros peixes chegam a atingir 200 a 300 mil ovos, e só não vingam em razão dos predadores.


         Se os ovos forem isolados em viveiros, recebendo os cuidados adequados, a quase totalidade deles tem o seu processo normal. Hoje, por exemplo, 60% dos camarões consumidos no mundo são produzidos nos “temíveis cativeiros”, segundo os ecologistas. Há rações para os alevinos com promotores de crescimento, mas no Brasil o seu uso é ilegal e severamente punido!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

MST agita e agride policiais até com cruzes!


Papa Francisco, papa Francisco, 

cuidado com esses companheiros de viagem!






Brasília - Uma marcha do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que reuniu 15 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, nesta tarde, em Brasília, terminou em pancadaria na Praça dos Três Poderes. O saldo foi de oito policiais e dois manifestantes feridos.

Representantes do MST entregaram documento ao secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho
A manifestação faz parte do sexto congresso que o movimento realiza na capital federal e foi marcada por críticas à paralisação da reforma agrária pelo governo federal.

A passeata, que percorreu o Eixo Monumental de Brasília desde o estádio Mané Garrincha até o Palácio do Planalto, passando pela Esplanada dos Ministérios, em um trecho de cerca de cinco quilômetros, tinha ocorrido sem incidentes até o momento em que um grupo de pessoas que estava na marcha e policiais trocaram empurrões.

A polícia chegou a usar bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e balas de borracha no embate. Já os militantes jogaram cruzes de madeira que portavam durante a marcha e pedras. Em um segundo momento de tensão, um grupo de manifestantes derrubou grades instaladas em frente ao Planalto e arremessaram parte das grades e tonéis de plástico nos policiais, que conseguiram fazer o grupo recuar, com uso de gás de pimenta.

O comandante da unidade de Polícia Regional Metropolitana da PM-DF, coronel Cesar, disse que um grupo de pessoas começou a agredir os policiais, arrebentando uma grade que impedia o acesso à Praça dos Três Poderes. Diante da reação, ele ordenou que um grupo de choque resgatasse um grupo de 15 policiais que estavam sendo agredidos. 

O coronel disse não ser possível afirmar que o grupo que começou a agressão era de infiltrados ou do próprio movimento e que em nenhum momento a polícia interferiu na logística e no trajeto desenhado pelo MST. Segundo ele, os policiais feridos tiveram cortes na boca, no nariz e na cabeça. Um dos policiais foi atingido por um rojão nas nádegas. Um militante foi detido.

Já João Paulo Rodrigues, da direção do MST, disse que o confronto ocorreu porque alguns militantes tentaram se dirigir a um ônibus para buscar as cruzes, que seriam utilizadas em um ato de protesto na pista em frente ao Palácio do Planalto. Policiais teriam entrado no ônibus, tomado a chave do motorista e agredido os militantes. J

oão Paulo disse que, apesar do incidente, a marcha foi marcada pelo clima de tranquilidade. Nas contas do dirigente, 14 mil militantes participaram do evento, abaixo da estimativa da própria PM, que calculou 15 mil pessoas.

Na operação policial para esta passeata, a PM destacou 400 homens, incluindo efetivo do batalhão de choque, de trânsito e de cavalaria. Também havia militares do Exército e seguranças que atuam no Palácio do Planalto, além de efetivo da polícia legislativa. Dois helicópteros sobrevoaram a Esplanada durante toda a marcha.

A confusão ocorreu minutos depois de o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ter recebido um documento da organização da marcha próximo à rampa do Palácio do Planalto. Os manifestantes já deixaram a Esplanada dos Ministérios e estão retornando para o Ginásio Nilson Nelson, ao lado do estádio Mané Garrincha, onde estão alojados.

Fonte: OESP


Quo vadis, Domine? Lael Varella pede transcrição aos anais da Câmara


O Deputado LAEL VARELLA (DEM-MG) discursou hoje sobre o documento do Príncipe Dom Bertrand ao Papa Francisco I

Quo vadis, Domine? (Aonde vais, Senhor?) Reverente e Filial Mensagem Sua Santidade o Papa Francisco I, Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança

Com o título em epígrafe, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, no dia 8 de fevereiro, enviou ao Papa Francisco I uma mensagem revelando respeitosamente as suas perplexidades, bem como às de incontáveis brasileiros.
Perplexidades estas causadas pela acolhida da Santa Sé ao MST e à Via Campesina — movimentos revolucionários que pregam a luta de classes no Brasil e pretendem implantar no País um regime comunista, análogo ao que domina a infeliz e miserável Cuba, num sistema semelhante ao da escravidão.

Movimentos que combatem obstinadamente a propriedade privada, inclusive por meio de ações violentas, são convidados a participar de reuniões em importantes organismos da Santa Sé e um deles é recebido pelo Pontífice — afirma Dom Bertrand.

Sr. Presidente, devido a importância do documento, peço a transcrição para os Anais desta Casa da íntegra do importante documento do Príncipe Imperial do Brasil.

Os que ainda não leram a íntegra do documento poderão fazê-lo no site http://www.paznocampo.org.br/


Os icebergs bolivarianos na nossa rota



      O Titanic e a safra agrícola

 de 2013 (II)



Helio Brambilla
         
         
         Muito se tem falado e escrito sobre as virtudes do agronegócio brasileiro. Poderíamos até vê-las transcritas numa enciclopédia, mas os empreendedores já dão sinais de alerta de “icebergs” no itinerário. À maneira do Titanic, o “iceberg bolivariano” vem fazendo rombos cada vez maiores no casco do transatlântico chamado Brasil.

         Afinal, de que adiantará à nossa agropecuária ir muito bem se o navio vai a pique? A cratera aberta já  é grande, mas se o casco não for reconstituído com urgência e as bombas não ejetarem a água que já invadiu a embarcação, a partida cedo ou tarde estará perdida. O que fazer então? Trocar os timoneiros ou as timoneiras? Com efeito, será muita gente a ser trocada em 2014, ano de eleições!

         Tendo feito uma espécie de rali por São Paulo, Paraná e Santa Catarina recentemente. Ao percorrer quase 5.000 quilômetros, pude ir verificando aqui, lá e acolá as proporções do estrago em nossa embarcação. Além de ser enorme, é profundo.  Para dar um exemplo, gastei três horas para percorrer 110 km na rodovia que liga São Paulo a Curitiba.

         Pude constatar haver muitos pedágios com preços abusivos, considerando que muitas estradas foram feitas com  o nosso dinheiro, enquanto as concessionárias só fazem manutenção de pouca monta, mas cobram bastante para se trafegar nelas.

         Lembrei-me do fato do Lula, ao bater o martelo das concessões das rodovias Fernão Dias (São Paulo-Belo Horizonte) e Régis Bittencourt (São Paulo-Florianópolis), gabando-se de ter conseguido fazê-las por uma merreca, enquanto outros governos, para fazer outro tanto, o fizeram com pedágios altíssimos.  

         Talvez os nossos dirigentes venham fazendo ouvidos moucos ao que já fora denunciado pelas concessionárias, ou seja, quase 50% do valor dos pedágios voltam aos cofres do governo na forma de impostos... Devemos considerar ainda que o governo recebe pelas rodovias através do imposto sobre os veículos, além da CIDE, taxa cobrada sobre os combustíveis para manutenção das estradas.  Além de não gastar nada com as rodovias, ainda recebe quase a metade dos impostos sobre os pedágios!

         Chegou a correr pela internet uma historinha engraçada. Um erudito pergunta a Lula se ele sabia o que era um tirano, ao que ele prontamente teria respondido. – Ora, é aquele que vai “tirano o dinheiro do povo”...  Neste caso, e em tantos outros, o PT seria o maior tirano da história do Brasil...

       Volto aos 110 km rodados em três horas e quinze minutos! Esta rodovia, há mais de 20 anos deveria estar duplicada na tristemente famosa Serra do Cafezal. Reportagens recentes atestam que a média de mortes/ano nessa rodovia vem girando em torno de 140 vítimas fatais, fora os estropiados para o resto da vida, sendo que grande parte dos acidentes ocorre nesse local. Mas as autoridades não se sensibilizam.

         O certo é que a licença ambiental para a duplicação não saía em razão de dois ou três casais de periquitos que por lá faziam seus ninhos, como se nos arredores não existisse outra árvore... Afinal, saiu. Mas aconteceu de a concessionária ser estrangeira e entrar  em insolvência. A substituta trabalha com tecnologia obsoleta e com pouco dinheiro.

         E os 18 km só ficarão prontos em 2017... Um PAC empacado. Volto ao tema proximamente.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Príncipe Dom Bertrand se dirige a Francisco I



11-02-2014


“REVERENTE E FILIAL MENSAGEM A SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO DO PRÍNCIPE DOM BERTRAND DE ORLEANS E BRAGANÇA”


Paulo Roberto Campos



Com o título em epígrafe, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, no dia 8 de fevereiro, enviou ao Papa Francisco uma mensagem revelando respeitosamente suas perplexidades e as de inúmeros brasileiros.
Perplexidades essas causadas com a acolhida dispensada pela Santa Sé ao MST e à Via Campesina — movimentos revolucionários que pregam a luta de classes no Brasil e pretendem implantar no País um regime comunista análogo ao que domina a infeliz e miserável Cuba.
“Movimentos que combatem obstinadamente a propriedade privada, inclusive por meio de ações violentas, são convidados a participar de reuniões em importantes organismos da Santa Sé e um deles é recebido pelo Pontífice” — afirma Dom Bertrand.
Para ler a íntegra do importante documento do Príncipe Imperial do Brasil click aqui:

(*) Paulo Roberto Campos é jornalista e colaborador da ABIM.






Fonte: Agência Boa Imprensa –

No meio rural seria escravidão e o patrão fustigado! E quando a escravidão é imposta pelos governantes?



Médicos cubanos vivem de cesta básica

PABLO PEREIRA E FABIANA CAMBRICOLI - Agência Estado

Cubanos do programa federal Mais Médicos, responsáveis pelo atendimento em unidades básicas de saúde nas periferias de grandes cidades e no interior do País, têm trabalhado sem receber o dinheiro da ajuda de custo prometido pelas prefeituras. Para driblar o atraso, eles improvisam repúblicas, vivem de cestas básicas, recebem "vale-coxinha" e pagam, do próprio bolso, a passagem de ônibus para fazer visitas do Programa Saúde da Família (PSF).
Embora o Ministério da Saúde pague as bolsas, cabe às prefeituras arcar com os custos de moradia, alimentação e transporte. A cláusula é uma exigência do governo federal para a participação no programa.
"Em Cuba, disseram que teríamos facilidades que não estamos encontrando aqui. Prometeram, por exemplo, que haveria um carro nas unidades para levar para as visitas domiciliares, mas isso não existe. Temos de pegar ônibus e pagamos a passagem", diz uma médica cubana que atende em uma UBS da capital paulista.
Os médicos têm despesa extra de pelo menos R$ 24 com as tarifas. "Parece pouco, mas faz diferença porque recebemos só US$ 400, e o custo de vida aqui é alto", afirma. A bolsa em torno de R$ 900, ante a de R$ 10 mil paga a profissionais de outras nacionalidades, foi um dos motivos apresentados por Ramona Matos Rodríguez, de 51 anos, para abandonar o programa, no Pará, na semana passada.
Os médicos reclamam também do vale-refeição. "São R$ 180 por mês, dá R$ 8 por dia de trabalho. Onde você almoça em São Paulo com esse dinheiro?", pergunta um médico trazido por meio do convênio entre a Organização Pan-americana de Saúde (Opas), o governo federal e o governo cubano, que fica com a maior parte da bolsa.


Nenhum cubano ouvido na capital quis ter seu nome divulgado com medo de represálias. Eles receberam um comunicado oficial da Secretaria Municipal da Saúde que os proíbe de conceder entrevista sem autorização. 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.