segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Raízes peronistas e muito próximas ao PT no Vaticano


Papa pede luta por terra em reunião com sindicalistas

Francisco recebeu uma comitiva Central de Trabalhadores do país


O papa Francisco teve uma reunião com uma comitiva da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA) nesta quarta-feira (19) e pediu que os sindicalistas "lutem pelos três T: Teto, Terra e Trabalho".

No encontro, que ocorreu na residência de Santa Marta, o deputado e sindicalista Victor De Gennaro expressou seu apoio ao Pontífice por ter convocado uma "assembleia de movimentos populares no Vaticano" e disse "apoiar firmemente a iniciativa".

O político se referiu ao Encontro Mundial dos Movimentos Populares, realizado entre os dias 27 e 29 de outubro, que trouxe para Roma centenas de líderes do mundo todo para "encontrar soluções alternativas para a economia do descarte e da exclusão".

O Papa ainda pediu para o grupo continuar "combatendo todo tipo de trabalho escravo" no país e no continente. As bandeiras sobre as formas de escravidão modernas e a luta pela inclusão social através do trabalho são os atuais focos do sucessor de Bento XVI na sociedade. O Pontífice, constantemente, ressalta a importância da "dignidade" para as pessoas que estão sem emprego e que são "deixadas de lado" pelo sistema capitalista atual.

Segundo Pablo Micheli, secretário-geral da CTA, Francisco ainda agradeceu o apoio dos argentinos as suas iniciativas, mas disse que "não é nada fácil" o processo de abertura de renovação da Igreja Católica.

Presidente do Brasil inaugura obras em Cuba


Vale a pena assistir as inaugurações da presidente do Brasil em Cuba... 

Para isso acesse este link:

Eleições e safra agrícola e 200 milhões de toneladas de grãos (2)



“Volume morto”, eleições e safra agrícola 

(2)
Helio Brambilla

A agropecuarista continua a sua faina ao vencer as dificuldades inerentes ao seu trabalho, provendo os seus familiares, os funcionários e suas famílias, fornecendo alimento saudável e barato para os brasileiros, e exportando o excedente para alimentar mais de um bilhão de pessoas mundo a fora.

A título de recordação, podemos enumerar alguns de seus seguidos e importantes sucessos: 

– atingiremos em breve produção recorde de 200 milhões de toneladas de grãos; 
– já ultrapassamos na safra de 2013 os US$ 100 bilhões de exportações/anual; 
– o saldo delas já ultrapassa US$ 500 bilhões na última década; possuímos o maior rebanho do mundo com mais de 210 milhões de cabeças de gado; 
– somos os maiores exportadores de carne do planeta; 
– de cada 10 xícaras de café tomadas no mundo, quatro são de origem brasileira; 
– de cada 10 copos de suco de laranja tomados no mundo, oito são brasileiros; 
– somos com folga o maior produtor de açúcar do mundo, com 40% das exportações mundiais.

Qual é a contrapartida de Brasília a todo esse sucesso? 

– Apregoa-se que nunca tivemos tanto volume de crédito para a agricultura... 


Contudo, o governo faz sempre questão de ressaltar a existência de dois campos distintos em nosso meio rural, a agricultura empresarial e a familiar.


Elas existem de fato. Enquanto o pequeno produtor rural agregado ao agronegócio se encontra em muito boa situação, os ditos trabalhadores atrelados aos movimentos sociais não produzem coisa alguma, vivem em favelas rurais e só não morrem de fome em razão das cestas básicas do governo federal.

Quase ou tão importante quanto o crédito rural é o seguro agrícola, pois o proprietário está sujeito às intempéries, mas ele não deseja o modelo de seguro estatista, mas que sejam desonerados dos altos tributos e, assim, paulatinamente a totalidade da safra seja assegurada, como nos EUA e na Europa. [Continua]


MS: decisão sobre terra indígena no STF


Decisão sobre terra indígena em MS 

A disputa pela terra indígena Guyraroká  no Mato Grosso do Sul vem desde 1989, um ano após a promulgação da Constituição.

Atualmente no STF, a decisão poderá influenciar centenas de processos demarcatórios pelo país caso haja a ratificação de um marco temporal limitando a criação de áreas indígenas às que estavam ocupadas por índios em 1988.

Em 2009, o STF estabeleceu que a área, para ser reconhecida, precisava estar ocupada por índios em 1988, quando a Constituição entrou em vigor. O Ministério Público Federal entrou com recurso.

A estratégia do atual proprietário foi baseada em entendimento anterior da corte sobre a terra indígena Raposa/Serra do Sol (RR). 

Na época, o Supremo entendeu que a área, para ser reconhecida, precisava estar ocupada por índios em 1988, quando a Constituição entrou em vigor.


Fonte: FABIANO MAISONNAVE (Folha de S. Paulo)

domingo, 23 de novembro de 2014

Em Goiás governo quer mais quilombos, mas população contesta



Terreno é disputado por supostos descendentes de quilombolas, mas população contesta


A disputa por uma área equivalente a 4,2 mil hectares, em Cidade Ocidental (GO), ganhou um importante componente: a intervenção do Ministério Público Federal.

O MPF promete dar fim ao impasse que se arrasta desde 2006. Para isso, o procurador da República Onésio Soares Amaral iniciou um ciclo de audiências públicas com a participação da comunidade, situada na Região Metropolitana.

O que seria um ganho, a intervenção do MPF no caso se transformou em queixa: tanto dos supostos descendentes de quilombolas – integrantes de uma associação que reivindica o reconhecimento e a desapropriação da terra – quanto dos donos de propriedades da região que reclamaram do dia e horário da audiência pública, além da falta de divulgação do evento, que ocorreu na manhã de uma segunda-feira (17 de novembro). 

O procurador Onésio Soares afirmou, no entanto, que haverá outras audiências e que a do último dia 17 foi apenas um "primeiro contato" com as partes interessadas no processo de desapropriação da terra homologado no INCRA. 

Decreto

O advogado Albiléo da Costa Santos faz críticas ao Decreto Presidencial 4.887, que regulamenta o procedimento para identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos. "Qualquer um que se denominar descendente de quilombolas é aceito. Não precisa comprovar", afirma.

Os proprietários de lotes, áreas e investidores da localidade contestam a afirmação de que a antiga fazenda Mesquita seja propriedade quilombolas.

Para eles, não há descendentes de escravos que validem a reivindicação da associação, requerendo o direito àquela terra. As 785 famílias temem perder suas moradias, onde muitas já residem há mais de 30 anos.

A professora Sarah Bundin, 34, mora há 15 anos na comunidade e também discorda da existência de descendentes quilombolas na região. "Não está certo a gente ficar à mercê da associação. Estou temerosa quanto ao futuro da minha residência", afirma.

Destino nas mãos da Justiça

Se a Justiça acatar a desapropriação da área, os atuais proprietários terão de deixar as suas propriedades que serão entregues, gratuitamente, aos mesmos herdeiros da família Pereira Braga que em datas anteriores foi quem a vendeu. 

Em resposta ao questionamento da antropóloga Roberta Silva Martins – descrita no processo no INCRA – sobre o tamanho da área que se diz Quilombola, a presidente da Associação Quilombolas Mesquita, Sandra Pereira Braga, disse que "os mais antigos (...) meu avô, falam em 600 alqueires, mas acho que hoje não é tudo isso". Ou seja, 2,7 mil hectares. 

Na demarcação do Incra, a delimitação da área é de 4,2 mil hectares, avançando para outras propriedades que nunca pertenceram à Fazenda Mesquita e, muito menos, à família Pereira Braga. 
Fonte: Da redação do Jornal de Brasília


Eleições e safra agrícola (1)



“Volume morto”, eleições e safra agrícola
(1) 
Helio Brambilla

Em razão dos acontecimentos políticos e econômicos, além da longa seca que vimos presenciando já há algum tempo, antecipamos a divulgação do “balanço da safra agrícola 2014”. Nossas fontes como de costume não se baseiam em pesquisas de opinião e em urnas eletrônicas, mas em fontes mais seguras.

Lembremo-nos, ainda que de passagem, do grande orador sacro francês Bossuet que falava para um dos públicos mais seletos que a humanidade jamais conhecera, a corte de Luiz XIV, o Rei Sol. Suas prédicas eram sempre enriquecidas e iluminadas pela luz do que se costuma chamar de teologia da história.

Via e julgava ele a história segundo os desígnios de Deus. Sobre Nabucodonosor, rei da Babilônia, que invadiu Israel e tomou como prisioneiro o povo eleito, sabiamente comentou que foi o “açoite divino" para com o povo que renegou os ensinamentos do verdadeiro Deus para seguir outros deuses.

Para Bossuet, tudo o que se passa no universo obedece a leis bem traçadas, pois Deus não é apenas o criador, mas o Senhor do mundo criado, Brasil incluído... Assim, a crise hídrica que assola o nosso centro-leste, com mais gravidade para o Estado de São Paulo, não pode ser alheia aos desígnios de Deus.

A imprensa vem tratando ad nauseam do tal ‘volume morto’ dos mananciais que fornecem água para a cidade de São Paulo e, muitas pessoas, não sem certo terrorismo psicológico, preveem que em breve as bombas estarão tragando o lodo do fundo das represas.

Da realidade para a metáfora, antes da utilização da lama do “volume morto”, esta veio à tona nas eleições presidenciais de 2014. Com efeito, os analistas confirmaram ter se tratado da campanha mais suja e repleta de "baixarias" dos 125 anos de república.

Se o fétido e o pútrido emergiram, não é menos verdade que a presidente reeleita esteja navegando no ‘volume morto’ da crise econômico-político-social que vem castigando o país. Apenas para relembrar, além do minúsculo PIB, a Petrobrás se encontra semifalida e saqueada.

Com efeito, a maior empresa brasileira perdeu 50% de seu valor de mercado, e, se hoje vale 400 bilhões de reais, a sua dívida ultrapassa os 300 bilhões. Fora isso, a dívida interna brasileira já ultrapassou dois trilhões e 100 bilhões de reais e, enquanto a inflação não dá sinais de arrefecimento, a balança comercial ‘balanceia’.

Sem considerar o lodo ideológico representado pela insistência do governo na criação dos "conselhos populares" cujo significado não passa de ‘sovietes’, experiência comunista já vivida na antiga URSS. Os especialistas julgam que para os próximos anos mais sombras e trevas envolverão o Brasil.

Mas nem tudo parece perdido. Se é verdade que tal volume de lama veio à tona, é também verdade que em sentido oposto permanece e se aprimora o "volume vivo" de águas cristalinas que continua o seu curso rumo ao mar da História, ou seja, o agronegócio. [Continua]

sábado, 22 de novembro de 2014

Urnas: rejeição da forma e do conteúdo


Pe. David Francisquini


Uma das lições das urnas nas recentes eleições foi mostrar a existência de algo promissor que se faz sentir tanto na vida pública quanto na dos indivíduos em relação aos valores da instituição familiar e da moralidade em geral. Na verdade, vem causando acentuado desconcerto na opinião nacional a situação civil e religiosa na qual nos encontramos.

            Se de um lado parece haver uma máquina organizada para conduzir o país rumo ao caos, as recentes eleições evidenciaram de outro lado a existência de uma crescente e atuante oposição que tenta impedir o pior para o Brasil, ou seja, que ele se aprofunde cada vez mais no despenhadeiro da decadência moral cujo último termo é a sua completa bolchevização.

A expressiva votação no candidato da oposição – sem falar dos milhões de brasileiros que se abstiveram por não se sentirem representados por nenhum dos contendores – não pode ser creditada somente aos predicados do senador Aécio Neves, mas à rejeição à forma e ao conteúdo do governo do PT, e ao desejo de mudanças profundas na condução da nossa coisa pública.

 Mudanças essas sintetizadas num excelente documento difundido a mancheias durante o período eleitoral pelo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, e apresentando ideias como a defesa da vida humana inocente desde a fecundação até a morte natural, isto é, o rechaço à legalização do aborto, da eutanásia e das drogas.

E o documento vai além, ao defender a família como Deus a fez – um homem e uma mulher; ao condenar a intromissão do Estado no direito dos pais à educação dos filhos; ao reivindicar a proteção às propriedades rurais e urbanas, alvo crescente de invasões, em particular ao agronegócio, esteio de nossa economia; ao rejeitar a sovietização do Brasil através de “conselhos populares” e “movimentos sociais”.

Se o candidato da oposição recebeu votação tão expressiva, isso significa que o Brasil real, verdadeiro, autêntico e cristão anela por uma ordem de coisas superior e está pronto a defender uma ideologia não concessiva. Alguém representativo do PSDB chegou a reconhecer que os brasileiros inconformados lutam para destruir o PT, acusando-o de querer implantar o comunismo no Brasil.

Enquanto os políticos caminham para rumos que o grande público desconhece – prova disso foram as recentes declarações de Aécio Neves de que “não adianta me empurrar para a direita, pois para lá eu não vou” –, o povo brasileiro está se despertando e erguendo-se contra os descaminhos do atual governo, que vai conduzindo o país rumo ao caos. 

Ao fazer a presente análise, não posso deixar de ressaltar o papel da graça sobrenatural, de modo especial a de Nossa Senhora Aparecida, que como Mãe e Rainha de todos os brasileiros quer nos salvar de queda tão desastrosa provocada por aqueles que tentam desestabilizar a Nação e conduzi-la para rumos opostos aos da sua vocação providencial. 


Vejo nisso a ação profunda da evangelização conduzida por homens da têmpera de Nóbrega e Anchieta, que tudo fizeram para que o Brasil fosse inteiramente cristão. Graças que percorreram os nossos 500 anos de história e que estão hoje presentes em entidades católicas que vêm atuando no sentido de preservar a opinião pública dos erros do marxismo e da degenerescência moral.