sexta-feira, 14 de agosto de 2015

As pernas doem, mas eu tenho de comer! Chegaremos lá?




 Realidade venezuelana, prefigura do Brasil governado pelo PT?



CARACAS — Pollo? No hay. Harina para hacer arepa? No hay. Leche... carne, desodorante, también no hay

E por que os venezuelanos passam os dias nas filas de supermercado se não há frango, farinha para fazer a panqueca que eles chamam de arepa e nem mesmo leite? Para comprar o que tiver no dia, responde Whilky Gutiérrez.

Pai de um bebê de 2 anos, com a mulher grávida de gêmeos, a vida do administrador virou um inferno, além do racionamento de produtos básicos, por causa das fraldas descartáveis. 

Com identidade com dígito de final 3, os dias em que ele pode fazer compras são as terças-feiras e sábados. Muitas vezes, quando chegam os produtos que faltam em casa, ele não pode comprá-los por causa do seu número de identidade. 

Agora, estão em falta também aparelhos de barbear. Whilky alega que por conta disso usa barba, apesar de exibir um modelo bem desenhado no rosto.

Na última semana ele tentou descobrir, junto a um segurança de uma farmácia, quando chegaria um carregamento de fraldas. Foi informado de que seria no sábado. Mas ele teria que chegar na fila às 3h da madrugada.

— O Prestobarba chega na quarta-feira. Mas, nesse dia, eu não posso comprar porque o final da minha identidade é 3. O segurança da farmácia me disse que, nesse sábado, o governo vai acabar com o rodízio de números. Mas acho que vai aumentar o problema das filas, porque não há produtos nas prateleiras. 


Escolher o quê?


Quando se tem notícia que vai chegar alguma coisa, as pessoas entram em desespero e isso gera violência. Há muitos assaltos nas filas, no meio da rua — lamenta o venezuelano que espera os dois bebês nascerem para entrar na fila de migrantes para o Panamá.

Na última sexta-feira, como nos demais dias da semana, o estacionamento subterrâneo do Supermercado Excelsior Gama, em vez de carros, estava lotado de gente em filas paralelas.





O que tinha para comprar no andar de cima? Supostamente carne. Mas o vidraceiro de 67 anos que encabeçava uma das filas disse que se não tivesse carne, compraria o quanto pudesse do que tivesse: açúcar, arroz, farinha de milho para a panqueca típica. 


Enquanto isso, Maduro vai "comemorar" os 90 anos do ditador Castro








Sem lugar para se sentar, Moisés Rodríguez estava se equilibrando entre um pé e outro havia seis horas. Duas pessoas à sua frente, mesmo no início da fila, desistiram porque não aguentaram.


— As pernas doem, mas tenho que comer — conforma-se o vidraceiro, que refaz essa via crúcis a cada 15 dias para levar comida para as cinco pessoas da família.

O rodízio dos números e dias da semana vale para produtos regulados: sabão, papel higiênico, xampu, aparelho de barbear, leite, carne, frango, fraldas e outros. 

Com a crise econômica, as empresas pararam de produzir e quase tudo é importado do Brasil e da Argentina, principalmente. Nas prateleiras, é comum ver também produtos de uma única marca, como óleo e produtos de limpeza. 

As concessionárias de veículos, enfileiradas uma ao lado da outra, estão com seus salões vazios e no lugar funcionam oficinas de revisão mecânica.

Nas farmácias e supermercados, os produtos de beleza também são uma raridade. Embaixo de fotografias de estrelas de cinema lindíssimas e super maquiadas anunciando produtos Revlon, prateleiras de batons, máscaras para cílios ou blush estão todas vazias




quinta-feira, 13 de agosto de 2015

CHUTATÍSTICAS


CHUTATÍSTICAS

Jacinto Flecha

Estávamos quatro amigos num carro, saindo de São Paulo para uma viagem. Enquanto aguardávamos no primeiro semáforo, observamos um menino exibindo-se como malabarista, com três bolas de tênis lançadas ao ar em sequência cíclica. No semáforo seguinte, outro menino lidando com quatro bolas deixou uma cair no chão, quando tentava a manobra de lançá-la por baixo da perna. Um dos amigos comentou:

— Se usasse ovos, ia chover dinheiro para recompor o instrumento de trabalho.
Em outro semáforo, um maiorzinho ampliava o fogo de uma tocha, soprando-a com o álcool que tinha na boca. Mais adiante, outro equilibrava um bastão em pé sobre o queixo, sustentando um disco na outra ponta. Travou-se então este diálogo:

— Parece que a meninada de São Paulo virou malabarista de semáforo.
— Que exagero! Acabamos de passar em frente a um colégio cheio de meninos que não são malabaristas.
— É claro que estou falando de meninos pobres.
— Mesmo assim. Aqueles dez jogando pelada ali não são malabaristas.
— Está bem. Os quatro malabaristas são 40%, o que não é pouco.
— Você precisa aprender a calcular. Primeiro tem de somar os quatro com os dez. No total de quatorze, quatro são 28%, e não 40%. Tem ainda que descontar...

Assim, de redução em redução, chegou-se a uns 0,2%. E ainda cairia muito, mas daí em diante a conversa enveredou pela falsidade de certas “estatísticas” que circulam por aí. Tentarei resumi-la.

O caso da fome no Brasil é um bom exemplo. Quando gente do governo decidiu enfiar nas contas do distinto público um projeto – Fomiséria, ou algo assim – chutaram o número de famintos em 30 milhões, 40 milhões, 50 milhões. Esticaram até 53 milhões, um requinte de precisão, ante a perspectiva de alguém achar exagerado chute de 60 milhões. Milhões surgem ou desaparecem, e ninguém sabe de onde surgiram nem como sumiram. Quem os apurou? Qual o método de pesquisa utilizado?

É de se duvidar que alguém saiba, enquanto isso a ruidosa sanfona publicitária espicha e encolhe (principalmente espicha) ao gosto do interessado.

A FAO encolheu esse chutômetro estatístico para 18,5 milhões, que também não passa de um evidente exagero. Lula lamentou isso, mas confessou outro chute sobre vinte e cinco milhões de meninos de rua, lançado por ele a uma plateia francesa, como se estivesse fazendo uma ótima propaganda do Brasil... e do seu governo.

Num país que lidera a produção e exportação de alimentos, não tem sentido atribuir fome a tanta gente. Aliás, o mais provável é o contrário, pois as estatísticas falam em número crescente de brasileiros com excesso de peso, especialmente entre a população pobre. Muito mais sensata é esta estatística jocosa: A metade da população passa fome, a outra metade faz regime. Só não existe regime sem fome quando ele é inventado por algum “caça-níqueis”, dá até para somar as duas fomes.

Perguntei a um taxista cearense, em SP, sobre a fome no Ceará. Ele reagiu:— O que é isso, doutor!? Talvez no Piauí, mas no Ceará não tem disso não. Para um piauiense, a fome estaria em outro lugar, pois está sempre lá longe.

Outra estatística – dessas que não se sabe onde, nem como, nem quem – pendura a mão de obra informal no nível de 60%. Informal, no caso, significa trabalho sem carteira assinada. Sendo informal, não se sabe como isso foi computado, pois o informal não costuma deixar documentos contabilizáveis. A fuga da carteira assinada tem causas bem conhecidas – encargos trabalhistas acachapantes, impostos extorsivos, desestímulo aos geradores de empregos – mas evidentemente o número é exagerado, levando a suspeitar que se esconde atrás dele alguma finalidade inconfessável.

Acompanhei de perto as “chutatísticas” do show homossexual em São Paulo, aumentando ao ritmo anual de 500.000. Quando estava próximo do equivalente à metade da população paulistana, alguém desconfiou e se deu o trabalho de medir o espaço disponível na Av. Paulista (2.500 metros de comprimento por 50 de largura), e calculou que a lotação máxima (5 pessoas por metro quadrado) não poderia ultrapassar 600.000 pessoas. 

Apesar disso as “chutatísticas” continuaram aumentando, mas está comprovado que no último show não passaram de 100.000 espectadores. E os interessados insistem em inflar os “milhões”. Para quê? Suponho que queiram demonstrar uma força que não têm, para obter privilégios legais que não merecem.


Inventar ou falsificar estatísticas não é atividade recente. Sempre se praticou durante as guerras, como afirma o provérbio conhecido: Em tempo de guerra, boato é como terra. E uma frase espirituosa de Churchill mostra outro lado do assunto: Eu só acredito nas estatísticas que eu mesmo falsifico.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Perda Total = o novo nome do PT


É o fim do caminho
Dora Kramer

Ditos só se tornam ditados porque contêm lições preciosas de correntes de situações já testadas. De onde convém levá-los em consideração na vida e também na prática da política.

“Quem tudo quer tudo perde” reza sobre o mau posicionamento da ganância desmedida como conselheira. “Não se pode enganar a todos o tempo todo” fala a respeito dos malefícios da prepotência e da cegueira soberba ante o discernimento alheio.

O menosprezo a tais preceitos é uma receita fadada ao desastre mais dia menos dia, conforme agora pode comprovar o Partido dos Trabalhadores nesse momento em que o partido se vê diante da cobrança dos equívocos cometidos ao longo de sua trajetória no governo e na oposição. 

A conta salgada hoje impõe ao PT a condição de ente em situação de inevitável falência. Perda Total parece ser a tradução atual para a legenda.

Nunca antes na história do Brasil se assistiu a uma derrocada dessas proporções, notadamente em se tratando de um partido na posse do poder formal. Os partidos ditos aliados se posicionam dizendo com todos os efes e os erres que nada querem com o governo.

Cansados de serem tratados como vendidos – o que alguns efetivamente são, mas que não gostam de ser tratados como tais –, agora dão o troco, como a dizer: tantas vocês fizeram que agora é a nossa vez de dizer chega. 

Sentimento semelhante toma conta da sociedade, evidenciado na crescente rejeição ao governo e ao partido. Implicância? Nem de longe. O PT recebeu do eleitorado brasileiro tudo o que queria e muito mais. Foi conduzido à Presidência da República quatro vezes, mas não soube honrar essa delegação.

Entre outros motivos, por um pecado de origem: o partido jamais compreendeu as normas nem a ele se deu ao trabalho de seguir as normas da República e da democracia. Uma vez no poder o PT tomou como verdade a instituição da bandalheira e da impunidade como regra geral. Não viu que não era assim e sob a direção petista passou a ser. O partido mergulhou fundo no modelo da podridão, desprezando todas as chances de se engajar num programa de melhoria institucional.

Ao contrário. Optou por se manter alheio ao movimento pelo fim do regime militar escolhido pelas demais forças políticas – a eleição de Tancredo Neves no colégio eleitoral de 1985 –, bombardeou o plano de estabilidade econômica à revelia da sociedade e depois, quando no poder, escolheu o populismo aliado ao fisiologismo de Estado para governar. 

O partido, seus representantes e governantes mentiram de maneira afrontosa, estabeleceram um padrão de divisão entre brasileiros governistas e oposicionistas, entrou de cabeça no “modo gastança” em detrimento da poupança e agora está paralisado no beco sem saída aparente que ele mesmo construiu.

Os anteriormente aliados hoje deixam bem claro que querem os petistas fora do jogo. Razão? O exagero nos gestos e falas de outrora. Tivesse sido mais cordial com os aliados, talvez o PT não vivesse situação tão adversa. Na pior das hipóteses, teria ao menos alguém com motivação para defendê-lo. 

Eduardo Cunha – disse algumas vezes e vou repetir – não é causa, é consequência. Foi eleito porque a maioria dos deputados queria que fizesse o que está fazendo. Um instrumento para expressar desagrados e urdir a vingança por anos de imposição da soberba sustentada em altos índices de popularidade.

Depois da virada a canoa, o cenário é o de um final melancólico, cuja escrita retrata um final melancólico. Não há mais a opção de mudar como preconizam os otimistas, pois o sonho transmudado em pesadelo já se acabou.

Fonte: OESP


terça-feira, 11 de agosto de 2015

Francisco I: a natureza acima de tudo! Até da fome.


Papa Francisco critica desmatamento 
de florestas para produção de soja
O papa Francisco desta vez acaba de criticar a destruição de florestas para a produção de soja, prática comum em sua natal Argentina e no Brasil, e pediu que se cuide da natureza em todo o mundo.

Em entrevista à rádio católica Virgen del Carmen, de Santiago del Estero, no norte da Argentina, o pontífice reforçou sua mensagem que o meio ambiente deve prevalecer sobre os ganhos financeiros. [E sobre a fome dos humanos também?]

"Dói minha alma quando há desmatamento para plantar a soja. Passarão milhares de anos para recuperar isso. Cuidem da floresta, cuidem da água", disse à rádio, em um programa apresentado por dois sacerdotes.

A declaração papal se enquadra na primeira encíclica de Francisco, 'Laudato si', divulgada em junho. Nela, pediu uma "revolução corajosa" para salvar o planeta do consumismo e um sistema econômico que defenda os mais pobres.
 [Único sistema econômico que transforma todas as pessoas em pobres é o comunista]

A Argentina é o maior produtor de farelo e óleo de soja do mundo. O cultivo ocupa 60% da terra fértil do país, boa parte sobre áreas dos pampas que foram devastadas para dar lugar às plantações.

O mesmo foi feito em diversas regiões do Cerrado e da Amazônia no Brasil, que é o maior produtor de grãos de soja do mundo. A maior parte da colheita dos dois países é exportada para a China e usada para alimentar animais.

Desde que se tornou papa, Francisco faz defesa forte do meio ambiente. Em visita à América Latina no início de julho, ele criticou o capitalismo, incluindo a plantação de commodities, e defendeu os direitos dos mais pobres.
[É isso aí!...]

Memento: “O homem foi criado para louvar e reverenciar o Senhor seu Deus e, servindo-O, afinal salvar-se; as demais coisas na face da Terra foram criadas por causa do homem, para ajudá-lo na consecução de seu fim; por isso, deve-se usá-las, ou abster-se  delas, na medida em que conduzem o homem ao seu fim ou dele o afastam”
(Santo Inácio de Loiola – Exercícios Espirituais

Fonte: Folha de S. Paulo

sábado, 8 de agosto de 2015

Não é o governo do PT e sim os agricultores que enchem as panelas dos brasileiros


Palavras ocas como de costume e os 

produtores são os penalizados


   

A presidente Dilma entregou ontem 747 casas do programa Minha Casa Minha Vida em Boa Vista, Roraima. A governadora Suely Campos aproveitou para cobrar três temas fundamentais ao desenvolvimento de Roraima: 

- Regularização fundiária:
- Integração energética de Roraima ao Sistema Nacional, através do Linhão de Tucuruí;
- Acesso ao mar pelo porto venezuelano de Guanta com a construção de uma duana. 

Enquanto ao governadora Suely Campos defendia a construção do linhão entre Manaus e Boa Vista, na faixa de domínio da BR-174, que depende apenas de uma carta de anuência da Funai, lembrou à presidente que o Linhão de Tucuruí cruzou 1.800 quilômetros de selva amazônica, do Amapá até o Amazonas, e perguntou o que está impedindo de este venha de Manaus para Boa Vista.

A governadora foi enfática ao se dirigir à presidente ao afirmar que "é inaceitável que um diretor da Funai penalize o povo de Roraima, impedindo que a energia de Tucuruí chegue até nós, o que obrigou seu governo, através da Eletrobrás, a construir três termelétricas caras e poluentes para complementação da energia importada da Venezuela", frisou.

Suely ressaltou que, no encontro com governadores no dia 30, no Palácio da Alvorada, a presidente enfatizou que o Brasil precisa estimular as exportações e que os governadores devem incentivar o empreendedorismo para superar a crise e o Brasil voltar a crescer. 

"Nós, de Roraima, queremos fazer parte desse contexto. Nossa localização é estratégica para alçarmos o voo da exportação, além de suprir parte do mercado do Amazonas", disse.

"Temos potencial de mercados vizinhos como a Venezuela e a Guiana, com a vantagem de estarmos localizados a 1.300 quilômetros do porto de Guanta, na Venezuela, que fica a dois dias do canal do Panamá e de frente para os mercados consumidores do Caribe. Para dispormos de docas exclusivas nesse porto de mar, para o escoamento da produção, necessitamos apenas de acordo entre o Brasil e a Venezuela", frisou.

Segundo ela, Roraima quer fazer parte do Brasil desenvolvido, mas, para isso acontecer, precisa retirar as amarras que ainda prendem o Estado ao tempo de Território Federal, sobretudo com relação à transferência das terras da União para Roraima.

Quanto à questão fundiária, Suely Campos disse que o Estado avançou nas tratativas com o Governo Federal para atender ao Decreto 6754 de 2009, que transferiu as terras da União para Roraima.

"Já cumprimos 90% das condicionantes do decreto, contudo, aqui estamos, novamente, vivendo um momento de muita tensão, com o risco de mais reservas, reduzindo as escassas áreas de produção que nos restam, em função da criação da Unidade de Conservação do Lavrado. Convencemos o ICMBio da inviabilidade da proposta de criação na Serra da Lua e no Tucano, duas áreas produtivas, onde, inclusive, se estabeleceram os produtores de arroz retirados da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. A expulsão desses produtores causou um forte impacto social e econômico”, destacou.

Segundo ela, a participação da agropecuária no PIB roraimense caiu de 10,8% para 4,7%. “A lavoura de arroz diminuiu pela metade. Agora, precisamos da sua sensibilidade para livrar a região do Ereu, no município de Amajari, que também é uma área produtiva e que está sendo pretendida para criação da Unidade de Conservação", frisou.

Para a governadora, Roraima já contribui muito para a proteção do meio ambiente e não pode mais ceder áreas produtivas. 

"Queremos seguir em frente e viabilizar Roraima como Estado produtivo. Não queremos mais ser um peso para a União. Queremos, sim, contribuir para o crescimento do Brasil", afirmou. "Com sua visão nacionalista e desenvolvimentista, espero que nos ajude. Está nas suas mãos permitir que o povo de Roraima disponha de terras tituladas. Que tenha energia elétrica confiável, mais barata e limpa, e que o Brasil do extremo Norte alcance uma saída para o mar, através da Venezuela", frisou.

Em sua fala, vazia como de costume, Dilma se referiu apenas à aduana. 

"Eu queria dizer à governadora que eu percebo claramente a importância do que ela solicitou e avaliou. Queria destacar, sobretudo, a necessidade do acordo para o porto de Guanta, na Venezuela", disse.

"É importante que Roraima se coloque numa posição (sic) porque ele é o Estado mais próximo da Venezuela. A Venezuela é um país com milhões e milhões de habitantes (sic) que precisa receber alimentos, precisa receber tanto grãos como proteínas. 

"Então, eu quero dizer que, de fato, Roraima está muito bem localizado para não só aproveitar o porto de Guanta e exportar para outros países, mas, sobretudo, tem de olhar com cuidado a questão de ligar uma demanda por bens da Venezuela à economia aqui de Roraima, gerando renda e emprego para aqui", destacou. (R.R)

Fonte:


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A continuar assim o Brasil perderá a Amazônia!


Leia abaixo, a absurda proposta do Governo Colombiano, influenciado pela ONG britânica GAIA INTERNACIONAL e o que disse o general Villas Bôas a respeito disso. Que ONG é esta? Quais são os seus mentores e patrocinadores? Seriam os grandes financistas internacionais?


Comandante do Exército adverte sobre "déficit de soberania” na Amazônia

Posted by: Editoria in Capa - Destaque 5 de agosto de 2015













O general Eduardo Villas Bôas em audiência no Senado

O Brasil tem um déficit de soberania sobre a Região Amazônica. A advertência foi feita por ninguém menos que o comandante do Exército Brasileiro, general Eduardo Villas Bôas, em recente audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, para analisar o controle de fronteiras e o combate ao tráfico de drogas e armas na região.

Na ocasião, ele destacou a necessidade de se ter uma maior atenção com a atuação das ONGs internacionais que operam no País e ressaltou a ameaça representada pelo projeto do “corredor ecológico” proposto pelo governo da Colômbia.

De acordo com Villas Bôas, os militares estão apreensivos em relação a situações que limitam a autoridade do País em relação a questões estratégicas para o desenvolvimento da região, além de atender às aspirações dos brasileiros – em especial os da população da Região Amazônica.

Como exemplo, citou o plano do “Corredor Triplo A” proposto ao Congresso de seu país pelo presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, para a criação de uma zona de preservação ecológica dos Andes até o Oceano Atlântico, que, se implementada, poderá “esterilizar” 1,35 milhão de quilômetros quadrados dos territórios da Colômbia, Brasil e Venezuela.

A intenção é apresentar o projeto para a análise da 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-21), a ser realizada em Paris, em dezembro (ver mapa – Alerta Científico e Ambiental, 30/04/2015).













Mapa do Corredor Triplo A proposto pelo governo da Colômbia


O general lembrou que a Amazônia representa 62% do território brasileiro e a eventual criação do “corredor” inviabilizaria a exploração de recursos naturais avaliados em mais de 23 trilhões de dólares, como reservas de minérios raros e biodiversidade.

Ele aproveitou para se posicionar contra as propostas de se manterem os recursos naturais amazônicos “congelados” para sempre, e disse acreditar ser possível conciliar a preservação ambiental com o uso racional das riquezas da região.

Para ele, tal condição configura um “déficit de soberania”: “Esse déficit de soberania, esse processo todo é como combater fantasmas, porque a gente não sabe de onde vêm, o que são, o que fazem e quais são os seus objetivos, mas o resultado geral a gente pode verificar (Agência Senado, 16/07/2015).”

A proposta do “Corredor Triplo A” foi concebida pela ONG britânica Gaia International, cuja filial colombiana é a Fundación Gaia.

Além disso, Villas Bôas criticou o modelo atual de demarcação de terras indígenas, com grande concentração na Amazônia, inclusive, em áreas com forte concentração de riquezas minerais: “Não sou contra unidades de conservação em terras indígenas. (…) mas temos que compatibilizar esse objetivo com a exploração dos recursos naturais.”

A falta de projetos que permitam que a exploração das riquezas naturais amazônicas seja feita de forma organizada e com fiscalização, observou, é um problema que tem provocado o contrabando ilegal desses mesmos recursos. 

Como exemplo, citou o caso da exploração ilícita de diamantes cor-de-rosa em terras indígenas de Rondônia, que continuam sendo extraídos e exportados sem qualquer controle. “Isso é uma hemorragia; são riquezas que o país perde, que sai pelas estruturas de contrabando, e o país não se beneficia em nada com isso”, questionou.

O comandante também expôs a situação do narcotráfico na região amazônica, e observou que o Brasil é usado como corredor de passagem de cocaína para o exterior, por fazer fronteira com os três maiores produtores da droga no mundo: Colômbia, Peru e Bolívia. 

Villas Bôas informou que foram identificadas e destruídas pequenas plantações de coca no interior de nosso território, e que há informações da ação de traficantes brasileiros e mexicanos na Amazônia: “Já foi detectada a presença de cartéis mexicanos, aqui, na Colômbia e no Peru. O cartel mexicano tem um modus operandi extremamente violento, e essa violência já começa a transbordar para o nosso lado.”

Já o tráfico de armas, é mais presente em fronteiras no Sul do país, afirmou.

Para proporcionar um monitoramento mais efetivo das fronteiras, principalmente na Amazônia, está sendo implantado o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), desenvolvido pelo Exército e composto de sistemas de comunicação, radares e veículos aéreos não tripulados (Vants), com 70% de tecnologia nacional. 

O sistema começou a ser implantado em Mato Grosso, com previsão de conclusão em todo o País para 2023, embora possa haver atrasos, devido aos cortes orçamentários do governo federal, observou Villas Bôas.

O sistema pode recuperar o investimento realizado em dez anos, contribuindo para uma economia de mais de R$ 13 bilhões em gastos com segurança, nesse período.

É de extrema relevância uma autoridade com a responsabilidade do comandante do Exército venha a público denunciar o caráter danoso do radicalismo ambientalista-indigenista praticado pelo aparato internacional de ONG que, há mais de duas décadas, colocou o Brasil na sua alça de mira. 

Aguardemos para observar as repercussões relevantes na cúpula do governo federal, principalmente, no tocante às propostas que serão apresentadas na COP-21.

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Para comandante do Exército, soberania sobre a Amazônia enfrenta "déficits"

   
Agência Senado , Da Redação | 16/07/2015, 19h15

Edilson Rodrigues/Agência Senado


Em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), nesta quinta-feira (16), o comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, alertou para riscos de enfraquecimento da soberania do Brasil sobre a parte nacional da Amazônia. 
Contraditado pelos senadores, ele esclareceu que não se referia a ameaças à integridade territorial, mas a situações que limitam a autoridade do país sobre decisões estratégicas para o desenvolvimento equilibrado da região, buscando atender os interesses do país e, principalmente, da população dos estados amazônicos.
— Isso se caracteriza muito bem como os ‘déficits de soberania’ que nós estamos admitindo dentro da Amazônia — conceituou.
O comandante citou como exemplo de iniciativa capaz de comprometer a autoridade do país a recente proposta do presidente da Colômbia, Luiz Manoel dos Santos, ao Congresso de seu país. 
Segundo ele, Santos sugeriu a criação de um corredor ecológico na Amazônia continental, do Andes até o Oceano Atlântico, compreendendo a Amazônia brasileira. O objetivo é levar a ideia - chamada “tríplice way” – para análise da próxima reunião da Conferência de Mudanças Climáticas (CoP 21).

Riquezas intocadas

De acordo com o general, a intenção é manter toda a extensão do corredor intocado, sem exploração de suas riquezas, como contribuição para deter as mudanças climáticas. Pelo projeto, esse corredor seria implantado em até cinco anos. 
Antes, registrou que a Amazônia se estende por 830 mil quilômetros quadrados, em área de nove países, inclusive o Brasil (com 62% de todo o território). As riquezas são estimadas em mais de US$ 230 trilhões, com reservas de minérios raros e rica biodiversidade.
O comandante informou que a proposta de criação do corredor tem origem na Fundação Gaia, organização não-governamental instalada na Colômbia e vinculada à entidade Gaia Internacional, a provedora dos recursos para os estudos. Disse que a ideia fundamental é a de que os recursos naturais da Amazônia devem ficar congelados para sempre. Ao contrário disso, ele defendeu ao longo da exposição que é possível conciliar a preservação e o uso racional das riquezas na região.
— Esse processo [radicalismo pela preservação] é como combater fantasmas, porque a gente não sabe de onde vêm, quem são, o que fazem e quais são seus reais objetivos — comentou.
O general Villas Bôas foi convidado para audiência em decorrência de requerimento apresentado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que também presidiu os trabalhos.
O objetivo foi debater as questões da Amazônia, como a situação do controle das fronteiras, ameaças do tráfico de drogas e armas, além do nível de coordenação com as forças militares dos países limítrofes.

Reservas indígenas

O comandante do Exército fez também restrições ao modelo de reservas indígenas, concentradas sobretudo na Amazônia.  Julgou questionável a “coincidência” do estabelecimento de reservas em áreas com forte concentração de riquezas minerais, o que procurou demonstrar com a apresentação de mapas das reservas indígenas e de jazidas minerais já identificadas.
— Não sou contra unidades de conservação em terras indígenas. Ao contrário, temos que ter desmatamento zero, temos que proteger nossos indígenas, mas temos que compatibilizar esse objetivo com a exploração dos recursos naturais — defendeu.
Sem projetos para que a exploração das riquezas seja feita de modo equilibrado, sob controle e fiscalização, o general disse que tudo passa a acontecer clandestinamente. Como exemplo, citou os veios de diamantes cor-de-rosa nas terras indígenas Roosevelt, em Rondônia. Disse que os diamantes continuam sendo extraídos e saindo ilicitamente do Brasil.
— Isso é uma hemorragia; são riquezas que país perde, que sai pelas estruturas de contrabando, e o país não se beneficia em nada com isso — criticou.

Narcotráfico

De acordo com o general, o país ainda não é produtor de cocaína, mas está sendo usado como corredor de passagem de droga para o exterior. Isto, além de representar grande mercado consumidor, o segundo do mundo depois dos Estados Unidos. Até o momento, Villas Bôas disse que foram detectados e erradicados pequenos plantios dentro do país. Porém, já teriam sido captados sinais preocupantes de articulações de narcotraficantes do país e mesmo do México. Quanto ao tráfico de armas, esclareceu que essa atividade é mais presentes em fronteiras da Região Sudeste e Sul.
Por parte das Forças Armadas, segundo o general, a resposta para aumentar a proteção das fronteiras, inclusive na Amazônia, é a implantação do  Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).  Desenvolvido pelo Exército, o sistema envolve radares, sistemas de comunicação e veículos aéreos não tripulados (Vant), com 70% de tecnologia nacional.
Explicou que o Sisfron começou a ser implantado pelo Mato Grosso do Sul, com previsão de conclusão em 2023, ao fim de dez anos. No entanto, admitiu que o projeto pode atrasar, em razão de cortes orçamentários. Segundo o comandante, mesmo se o sistema tivesse apenas 1,5% de eficácia, poderá contribuir em dez anos para uma economia de R$ 13,5 bilhões em gastos com segurança, recuperando todo o investimento.
Com grande participação de senadores, a audiência foi concluída com a promessa de apoio para incremento de recursos que permitam acelerar a implantação do Sisfron.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

A farsa da Reforma Agrária socialista. A solução = ...



... extinção do INCRA e entrega dos títulos 

de propriedade


Canal rural exclusivo: lotes do INCRA são vendidos até na internet.
Escândalo na venda de lotes destinados à Reforma Agrária. Imobiliárias atuam dentro dos assentamentos controlados pelo Incra e chegam a anunciar os lotes na Internet. Um mercado à sombra das autoridades sustentados pela corrupção e com a conivência de servidores públicos.

Acesse e veja: