quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Como se escureceu o ouro...


“MST: vai pra Cuba com o PT”
Gregorio Vivanco Lopes
O prestígio da esquerda junto à opinião pública brasileira vai aos tropeções, caindo cada vez mais. Tomemos o exemplo de João Pedro Stédile, um dos líderes esquerdistas mais bafejados pela publicidade. Recentemente, para escândalo de muitos católicos, ele foi uma das figuras de proa do encontro dos movimentos populares promovido pela Santa Sé no Vaticano.
Não obstante esse apoio midiático e o esguicho de água (pouco) benta, em 22 de setembro último, ao chegar a Fortaleza, onde participaria de mais um desses encontros enfadonhos que a esquerda multiplica na tentativa de aquecer a pólvora molhada, Stédile foi solenemente vaiado no aeroporto.
Os manifestantes “gritavam ‘MST: vai pra Cuba com o PT’ e chamaram Stédile de ‘terrorista’, ‘assassino’, ‘fascista’ e ‘comunista’. O episódio durou aproximadamente seis minutos, até o líder entrar em um carro e deixar o aeroporto” (“Folha de S. Paulo”, 23-9-15).
O MST, que adora ser incensado como “movimento social” e detesta ser tachado de horda de invasores das propriedades alheias, não gostou das vaias ao seu líder. Embora useiro e vezeiro da “arte” de promover arruaças, quebra-quebras e intimidações, o movimento revolucionário classificou o episódio de Fortaleza como "ato agressivo e constrangedor" e ameaçou até com medidas judiciais. Logo o MST, que vive numa espécie de clandestinidade jurídica para não ter que arcar civil e criminalmente com as consequências de seus atos!
O episódio teve inclusive um corolário ridículo. Segundo a jornalista Vera Magalhães, “um grupo de artistas, intelectuais e dirigentes partidários está organizando um ato de apoio ao líder do MST em São Paulo” (idem, 27-9-15). Tal ato foi realizado? Caso tenha sido, caiu no vazio, não repercutiu.
Escolhemos falar do episódio Stédile porque ele é emblemático, mas poderíamos trazer à consideração dos leitores diversos outros fatos que mostram como a esquerda está impopular, exceto, é claro, dentro de certos grupos reduzidos.
Mas se a esquerda está tão desprestigiada junto à opinião pública, como explicar que ela continue a avançar numa série de frentes, como Ideologia de Gênero, ecologismo radical, demolição da família, entre outras?
Primeiramente convém notar que esse avanço é forçado. Ele não se faz por um desejo da população, mas a contrapelo desta, através de uma propaganda ininterrupta, somada à pressão de certos políticos e governantes e à aceitação por uma elite desviada de sua missão.
Em segundo lugar – e este fator é mais decisivo –, o esquerdismo se infiltrou profundamente nos meios católicos, onde utiliza púlpitos, cátedras e confessionários para, sob o pretexto de ajuda aos pobres, justiça social e outros slogans bem escolhidos, atiçar os sentimentos de revolta nas almas. Ou, não o conseguindo, pelo menos paralisar as consciências incutindo-lhes o receio de transgredir a religião se não aderirem às posições da esquerda.
Esse fator é tão poderoso que, hoje em dia, no Brasil e em muitos outros países, o fator determinante da sobrevida e atuação do esquerdismo se origina da atuação de prelados e clérigos de esquerda, seguidos de perto por seus áulicos leigos.

“Como se escureceu o ouro, como se alterou o ouro fino! Foram dispersadas as pedras sagradas por todos os cantos da rua” (Jeremias, Lamentações, 4,1).
Agência Boa Imprensa

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Por que o PT quer a CPMF de volta?


Por que só raríssimas vozes levantam – e muito, muito timidamente - a possibilidade de privatizar a Petrobrás?

Não seria a saída para essa crise toda, sem traumas e com vantagem para a população?

Dispensaria o Executivo de custear uma empresa podre, daria superávit para o Governo pagar todas as dívidas e ainda por cima baratearia a gasolina...
 
 

CPMF X Funcionários com estrela do PT no peito
 
 
 
Na segunda feira, 19, O Globo publicou nova reportagem da série Cofres Abertos, sobre a realidade do Estado petista. (Ver http://oglobo.globo.com/brasil/cofres-abertos-remuneracao-em-ministerio-vai-ate-152-mil-17811868)
 
O título era Remuneração em ministérios vai até R$ 152 mil
 
Eis alguns dados: Lula acrescentou 18,3 mil funcionários à folha da União em oito anos. Em apenas quatro, Dilma enfiou mais 16,3 mil. Agora são 618 mil só na ativa: 103.313 têm cargo de chefia.
 
Os títulos são qualquer coisa de fascinante. Há um que inclui 38 palavras: "chefe de divisão de Avaliação e Controle de Programas, da Coordenação dos Programas de Geração de Emprego e Renda..." e vai por aí enfileirando outras 30, com o escárnio de referir um acinte desses à "geração de emprego e renda"...
 
O "teto" dos salários é o da presidente, de R$ 24,3 mil. Mas a grande tribo só de caciques constituída não pelos funcionários concursados ou de carreira, mas pelos "de confiança", com estrela vermelha no peito, ganha R$ 77 mil, somadas as "gratificações", que podem chegar a 37 diferentes. No fim do ano tem bônus "por desempenho". 

A Petrobrás, a empresa mais endividada do mundo, negou dividendos aos acionistas, mas distribuiu R$1 bilhão aos funcionários em pleno "petrolão". A Eletronorte distribuiu R$ 2,2 bilhões em "participação dos lucros", proporcionados pelo aumento médio de 29% nas contas de luz dos pobres do Brasil, entre os seus 3.400 funcionários. Houve um que embolsou R$ 152 ml.
 
A folha de salários da União, sem as estatais, que são 142, passará este ano de R$ 100 bilhões, 58% mais, fora inflação, do que o PT recebeu lá atrás.
 
Essa boa gente emite 520 novos "regulamentos" (média) todo santo dia. Existem 49.500 e tantas "áreas administrativas" divididas em 53 mil e não sei quantos "núcleos responsáveis por politicas publicas"! 

Qualquer decisão sobre água tem de passar pela aprovação de 134 órgãos diferentes. Uma sobre saúde pública pode envolver 1.385 "instâncias de decisão". Na educação podem ser 1036. Na segurança pública, 2375! E para trabalhar no inferno que isso cria? Quanto vale a venda de indulgências?
 
Essa conversa da CPMF como única alternativa para a salvação da pátria em face da "incompressibilidade" dos gastos públicos a favor dos pobres não duraria 10 segundos se fatos como esses fossem sistematicamente divulgados pela imprensa, mas ela é em sua grande maioria de esquerda e omite esses dados, a própria matéria do O Globo, apesar do seu próprio "furo" a primeira página do jornal não trazia qualquer chamada e nem as televisões da casa o repercutiram.
 
Resumo da coluna do jornalista Fernão Lara Mesquita, no jornal O Estado de São Paulo , de 23/10

sábado, 28 de novembro de 2015

"A água lava, lava tudo... só não lava a língua dessa gente!"


Tido como morto, rio Doce "ressuscitará" 
em cinco meses, diz pesquisador
Jefferson Puff
No Rio

28/11/2015

     Ricardo Moraes/Reuters

Embora esteja considerado atualmente "morto", o rio Doce, que recebeu mais de 25 mil piscinas olímpicas de lama proveniente do rompimento da barragem da mineradora Samarco, em Mariana (MG), "vai ressuscitar" em até cinco meses, no final da época de chuvas, em abril do próximo ano.

A afirmação é de Paulo Rosman, professor de Engenharia Costeira da Coppe/UFRJ e autor de um estudo encomendado pelo Ministério do Meio Ambiente para avaliar os impactos e a extensão da chegada da lama ao mar, ocorrida no último domingo (22) e que afeta a costa do Espírito Santo.

Embora especialistas tenham divulgado previsões de danos catastróficos, que incluiriam danos à reserva marinha de Abrolhos, no sul da Bahia, e um espalhamento da lama por até 10 mil m², Rosman afirma que os efeitos no mar serão "desprezíveis", que o material se espalhará por no máximo 9 km e que em poucos dias a coloração barrenta deve se dissipar.

Para ele, há três diferentes cenários de gravidade do desastre e de velocidade de recuperação. No alto, onde a barragem se rompeu, próximo ao distrito de Bento Rodrigues, deve durar mais de um ano e dependerá de operações de limpeza dos escombros e de um programa de reflorestamento. Para ele, a sociedade e os governos mineiro e federal precisam cobrar de Vale e BHP Hillington, donas da Samarco, o processo de reflorestamento e reconstrução ambiental, de custo "insignificante" para as empresas.

Ele diz que, na maior parte do percurso do rio Doce, as próprias chuvas devem limpar os estragos e os peixes devem voltar ao rio no período de cinco meses, e, no mar, a diluição dos sedimentos deve ocorrer de forma mais rápida - até janeiro do próximo ano.

Ao mesmo tempo, o especialista considera "inaceitável" que o governo permita que as pessoas voltem a morar nas regiões afetadas e que seria "criminoso" não retirar os outros povoados que se encontram nas linhas de avalanche de outras barragens.

Leia os principais trechos da entrevista:

Nos últimos dias, especialistas, ativistas, moradores, pescadores e indígenas têm repetido que o rio Doce "está morto". O senhor diz que ele "vai ressuscitar". Como isto deve acontecer?

Paulo Rosman - Eu vou repetir um chavão muito conhecido: o tempo é o senhor da razão. Há a visão quantitativa e fria do pesquisador, do cientista, e a visão emocional e por vezes desesperada do morador, do pescador e do índio. Os dois estão expressando as suas razões. Nenhum dos dois está certo ou errado.



No caso da ciência as coisas são mais factuais, quantitativas, mais numéricas. No caso do indígena, ele constata e sofre com a "morte" do rio. A diferença é que o rio está morto neste momento, é verdade, mas ressuscitará muito rapidamente, e eles vão poder comprovar isso.

Há muitos exemplos de acidentes muito mais graves e mais sérios do que este da barragem de Mariana. Veja a erupção vulcânica do monte Santa Helena, nos Estados Unidos (em 1980). Foi tudo devastado e destruído, numa área imensamente maior. Você vai lá hoje e vê que os animais voltaram e a mata voltou.

Para fazer a conta, você tem que pegar o peso da lama e dividir pela massa específica dessa lama. Se neste momento eu tenho 4 kg/m³ de água e for dividir pela massa da lama, dá mais ou menos 1,3 mm. Então isso significa que se esses sedimentos todos se depositassem no fundo do rio formariam um tapete de 1 mm de espessura, o que nem vai acontecer, porque a correnteza vai levar.

Portal UOL

sábado, 14 de novembro de 2015

Aa salvação dos cerrados está na lavoura


Evaristo de Miranda examina o território passível de ocupação agrícola na região, reservas legais e características locais para concluir que, mais do que em outras áreas de Cerrado, ali as lavouras cumprem papel relevante na conservação do bioma.

A primeira iniciativa para garantir a preservação do cerrado no Brasil foi a criação de áreas protegidas. Agora, cabe à agricultura assegurar o futuro do bioma e de sua biodiversidade. Essa tendência é especialmente verdadeira no MATOPIBA, região geoeconômica de 73 milhões de hectares, com 91 % de área coberta por vegetação de cerrado, englobando partes do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Ali, há investimentos privados e recentes políticas públicas voltadas para o desenvolvimento sustentável.

Nos cerrados brasileiros, as áreas protegidas totalizam 12%. No MATOPIBA, elas representam 17%. Em nenhuma outra região geoeconômica com essa vegetação existem tantas áreas protegidas. Esse valor é 42% superior à média nacional de áreas protegidas nos cerrados. São 42 unidades de conservação e 28 áreas demarcadas como terras indígenas.

A ocupação do MATOPIBA é antiga: começou no século 17, intensificou-se com a criação pombalina da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão e culminou com o desenvolvimento agroindustrial de São Luiz, no século 19. Boa parte dos babaçuais resulta dessa antropização secular, marcada pelo uso do fogo. Ela prosseguiu no século 20 com cidades, estradas, infraestruturas logísticas, atividades energético mineradoras, barragens etc. Ganhou impulso com a construção da Belém-Brasília, da Transamazônica e da ferrovia Carajás - São Luiz.

Até 2002, 20% dos cerrados do MATOPIBA estavam antropizados, ou seja transformados pelo homem. Em 2009, chegou-se a 26%, segundo o Projeto de Monitoramento do Desmatamento dos Biomas Brasileiros por Satélite do Ministério do Meio Ambiente. Os dados apontam crescimento anual da ordem de 1%  das áreas antropizadas desde 2002. A taxa está bem abaixo do crescimento anual da população e da economia regional. Entre 2008 a 2009, por exemplo, o bioma perdeu 0,37% de sua cobertura vegetal remanescente (7.637 km2).

A agricultura é parte da antropização. A expansão da produção de grãos no MATOPIBA cresceu nas últimas décadas. Pela primeira vez, desde o século 19, em 2015, o Nordeste produziu mais alimentos do que o Sudeste: 18,6 milhões de toneladas de grão (arroz, feijão, milho, soja...), segundo a Conab e o IBGE. O MATOPIBA é o responsável por tal desempenho. Ali a ocupação agrícola mais intensiva não é sinônimo de desmatamento. Estudos de sensoriamento remoto realizados entre 2002 e 2010, mostraram que "grande parte da expansão da agricultura ocorreu em locais previamente desmatados, indicando a utilização de áreas já antropizada", sobretudo pela pecuária, na produção de alimentos.

Nas áreas de expansão da agricultura, o Código Florestal determina uma reserva legal de vegetação de 20% nas regiões de cerrados. Tal percentual aumenta para 35% quando esse tipo de vegetação se encontra na Amazônia Legal. É o caso de 60% da área do MATOPIBA. Essa exigência, além dos 19% já preservados de forma absoluta nas áreas protegidas, estende potencialmente essa proteção para mais de 11 milhões de hectares ou 28% da área total. Se toda a cobertura de cerrados do MATOPIBA na Amazônia Legal (32 milhões de hectares) fosse, um dia, ocupada apenas pela agricultura, o que está muito longe de ser o caso, mais de 11 milhões de hectares seriam preservados nas áreas de reserva legal (28%). No restante, os 20% de preservação dos cerrados em imóveis rurais potencialmente representam 4,6 milhões de hectares e 17 da área total.

Existem potencialmente mais cerrados a serem preservados como reserva legal das propriedades rurais do que em todas as áreas protegidas existentes no MATOPIBA. Assim, legalmente, apenas 59% da cobertura de cerrados do MATOPIBA são passíveis de ocupação. Dos 41% restantes, 17% já são áreas protegidas. E a exigência de manter a vegetação em áreas de reserva legal representa mais 24% do total. Isso, caso um dia tudo fosse ocupado pela agricultura. Graças ao Código Florestal, qualquer que seja o cenário futuro, áreas agrícolas no MATOPIBA cumprem e cumprirão o mais relevante papel na preservação. Isso se deve à extensão de cerrados preservados no interior dos imóveis, à ampla repartição espacial e à conexão ecológica viabilizada entre os blocos isolados de áreas protegidas pelas fazendas. No MATOPIBA, como em outras regiões, a salvação dos cerrados está na lavoura.

Fonte: Correio Braziliense, 10/11/2015


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Deputado alerta sobre novo tipo de desapropriação de terras


Comissão aprova PDC que susta 

IN 83/2015 do INCRA



A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 184/2015, de autoria do deputado federal Valdir Colatto (PMDB-SC) que susta a aplicação da Instrução Normativa (IN) nº 83/2015, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

A IN 83 do Incra estabeleceu diretrizes para os procedimentos administrativos e técnicos das ações de obtenção de imóveis para assentamento de trabalhadores rurais. Para o deputado Colatto, a norma busca criar um novo tipo de desapropriação. 

“A finalidade institucional dos Ministérios envolvidos, de promover a Reforma Agrária, não pode se sobrepor à soberania da Constituição Federal na atribuição de competências e na exigência de lei formal para disciplinar determinadas matérias. Os ministros estão tomando para si uma atribuição que é do Congresso Nacional”, pontuou Colatto.

Em sua justificativa, o parlamentar catarinense destaca que a IN 83/2015 do Incra não tem previsão legislativa, isso porque, estabeleceu em seu artigo 3º que “os imóveis constantes no cadastro de empregadores que tenham mantido trabalhadores em condições análogas à de escravo de que trata a Portara Interministerial MTE/SEDH nº 2º, de 31 março de 2015”, conhecida como lista suja do trabalho escravo, serão incorporados ao programa de reforma agrária, ou seja, serão instaurados processos de expropriação para fins de reforma agrária, mediante notificação de fiscais e sem direito a indenização.

Contudo, a preocupação não fica apenas aí, já que a IN 83/2015, determina, em seu artigo 11 e seguintes, que a Diretoria de Obtenção de Terras do Incra oficiará o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para fornecer, periodicamente, cópia de todos autos de infração identificando os produtores rurais que tenham sido flagrados com trabalhadores enquadrados pelos fiscais em condições análogas a de escravo.

Suspensão


No início de setembro, após pressão feita pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), encabeçada pelo deputado Colatto, a Advocacia-Geral da União (AGU) emitiu despacho assinado pelo advogado-geral, Luis Inácio Lucena Adams que determinou a suspensão da IN nº 83/2015. “A suspensão foi uma medida paliativa. Queremos garantir que a IN seja revogada”, frisou Colatto.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Stedile: “Vocês não se atrevam”



Stedile volta a ameaçar brasileiros 
contrários ao governo petista –
 “Vocês não se atrevam”



Esse foi o a mais nova ameaça feita pelo líder do MST, aquele o qual Lula disse em evento recente ter um “exército”, e deixou claro que está pronto para “brigar”, “sobretudo quando Stedile colocar o exército dele do nosso lado”. 

Anteriormente Stedile já havia ameaçado o país sobre possível “golpe” contra o governo –  “SE HOUVER GOLPE,HAVERÁ REVOLTA”, disse o líder do braço armado do PT.

Ainda durante as eleições, Stedile, ao lado de Lula, ameaçou o país – se Dilma não for eleita ‘vai ter protesto todo dia’, disse Stedile.

Stedile também prometeu  “guerra” se Aécio ganhasse as eleições. Assim como quando Marina alçou o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, também prometeu protestos diários, caso Marina fosse eleita.

A ultima ameaça foi transmitida ao vivo pela rede oficial de TV do governo Brasileiro, a NBR, na ocasião Stedile discursou na abertura da colheita do arroz agroecológico, em Eldorado do Sul – RS.

Em seu discurso Stedile chamou manifestantes contrários à Dilma de fascistas e golpistas e voltou a ameaçar: “Vocês não se atrevam”.


sábado, 24 de outubro de 2015

Lula com boné do MST critica Lava-Jato



Em feira do MST, Lula critica delações da Lava-Jato

Ex-presidente se disse irritado com citações a seus familiares nas investigações

POR SERGIO ROXO



SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou na manhã deste sábado a feira do Movimento dos Sem Terra (MST), que está sendo realizada no Parque da Água Branca, na zona oeste de São Paulo. Ao final da visita, Lula se reuniu com integrantes da direção nacional do MST e disse estar muito irritado com as citações a nomes de seus familiares na Operação Lava-Jato.
— Ele falou que está muito irritado porque são inverdades. Citam nomes de familiares dele sem provas e ele tem que ficar defendendo. Além de defender o PT, tem que defender a família — disse João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST.
Já as lideranças do MST se queixaram a Lula de programas federais que estão parados. Citaram programas de compra de alimentos produzidos em assentamentos, uma linha de crédito do BNDES para agroindustria e incentivos à produção agroecológica.
O ex-presidente ficou de levar as demandas à presidente Dilma Rousseff. Lula não deu entrevista. Ao ser abordado sobre a sua relação com o pecuarista José Carlos Bumlai, respondeu aos jornalistas em tom de brincadeira:
— Sou mulçumano. Não falo de política aos sábados.
O ex-presidente é católico e, na verdade, a restrição para atividades aos sábados faz parte da religião judaíca.
O empresário e pecuarista José Carlos Bumlai vai dizer à Justiça, quando convocado a depor, que pagou, por exemplo, armários embutidos para a nora de Lula, a título de “presente de casamento”, e que o valor ficou em torno de R$ 10 mil.
A participação de Lula no evento do MST não foi divulgada pela assessoria do ex-presidente. Lula chegou acompanhado da ex-primeira-dama Marisa, conversou com expositores, visitou barracas que vendiam comidas e produtos cultivados em assentamentos. Em um dos estandes, parou para almoçar.
Durante o seu passeio pela feira, Lula, que usava um boné do movimento, foi cumprimentado por integrantes do MST e posou para fotos com vários deles.