quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Amazônia: Invasão, Ecologia, Heresia e Apostasia




Amazônia: Invasão, Ecologia, Heresia

e Apostasia

Ronaldo Ausone Lupinacci*
“O presidente americano dá um ultimato ao nosso país: se não cessar o ‘desmatamento destrutivo’ em uma semana, os EUA iniciarão um bloqueio naval ao Brasil e lançarão ataques aéreos para destruir infraestrutura estratégica brasileira.”
Pelas aspas o prezado leitor já terá concluído que não consiste em afirmação minha, mas de transcrição de texto. Realmente, o texto aspeado foi divulgado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-49253621 no último dia 6 de agosto, e causou grande impacto, tendo atraído, compreensivelmente, a ira do presidente Jair Bolsonaro (1).
Embora, por ora possa parecer absurda a hipótese de invasão, foi ela formulada por pessoa altamente situada nos Estados Unidos, com alguns possíveis objetivos: balão de ensaio, ameaça, ou aviso. O autor é Stephen M. Walt, professor de Relações Internacionais, na Universidade de Harvard, ligado ao Partido Democrata, sabidamente de orientação esquerdista (2).
A fala surgiu no momento em que a mídia nacional e estrangeira intensifica o bombardeio ao Brasil com mentiras e meias verdades acerca de suposta devastação ambiental, permitindo concluir que consiste em “preparação de artilharia” para investidas mais ousadas nos âmbitos publicitário, político, econômico e, …eventualmente bélico (3). Há tempos pululam no exterior sinais de cobiça pelo território nacional e esforços para a constituição de uma república universal.
Não por acaso ou coincidência está em gestação outra grande investida contra o Brasil. Refiro-me ao Sínodo dos Bispos da Amazônia cuja realização se acha prevista para o próximo mês de outubro. O Sínodo consiste em desfecho natural da propaganda demagógica do ambientalismo veiculada nos meios de comunicação, conforme denunciou o livro “Psicose Ambientalista – Os Bastidores do Ecoterrorismo Para Implantar Uma Religião Ecológica, Igualitária e Anticristã” escrito pelo Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança (4).
A orquestração difamatória vem sendo visivelmente alimentada pelo “governo dos governos” e seus agentes (a mídia, os governos nacionais e organismos internacionais), e, já se sabia que um dos principais objetivos era mutilar (ou suprimir) nossa soberania sobre a Amazônia.
Sobre o mesmo assunto a revista “Catolicismo” divulgou extenso e bem argumentado artigo escrito por José Antonio Ureta, no qual são identificados desvios doutrinários do documento preparatório do Sínodo, intitulado “Instrumentum Laboris” (5).
O tema, assim, se apresenta de maneira candente porque os Cardeais Gerhard Muller, Walter Brandmüller, e Raymond Burke condenaram publicamente o documento preparatório do Sínodo de 2019 acusando-o de conter heresia e favorecer a apostasia, além de revelar estupidez (6).
Este gravíssimo parecer daquelas altas autoridades eclesiásticas obriga os católicos a refletir profundamente, máxime em vista do empenho do Papa na realização do Sínodo, e, do conjunto de atitudes, ditos e escritos que ele vem adotando desde o início de seu calamitoso pontificado. Assim a primeira questão que se coloca é de se saber se o Papa pode cair em heresia.
Este problema já se pôs há mais de 40 anos, quando foi promulgado o “Ordo Missae”, isto é, novo texto da missa que, a partir de 1971, substituiu aquele vigente desde o Concílio de Trento (1545-1563). “Arnaldo Vidigal Xavier da Silveira, estudioso brasileiro de questões teológicas, elaborou, naquela época, um denso trabalho intitulado “Considerações sobre o ‘Ordo Missae” de Paulo VI”, destinado a apurar se existiam erros nos documentos atinentes ao rito da missa modificado, quando colocou a mesma questão prévia acima, que agora se reapresenta em face de inúmeros pronunciamentos e atitudes do Papa Francisco: é possível um Papa incidir em heresia? O referido especialista concluiu que sim, com base nos ensinamentos de Santos e dos mais respeitáveis teólogos, a começar por São Roberto Belarmino (7).
Agora se apresenta a importantíssima questão moral e disciplinar do assentimento ou da resistência dos católicos a mais esta investida da herética e apóstata da Igreja Conciliar, ou seja, da seita que se apoderou da estrutura da Igreja Católica a partir do demolidor Concílio Vaticano II. Estariam os católicos obrigados a aderir à doutrina da “Instrumentum Laboris”, e, consequentemente, colocar em prática aquilo que mesma doutrina falsa sugere?
Afirmo categoricamente que – não só não estão obrigados – mas devem combater a iniciativa do Vaticano. Com efeito, o documento sinodal exprime a ruptura da “Nova Igreja” indigenista e tribalista-comunista nos campos teológico, filosófico, antropológico, eclesiológico, sacramental e civilizacional com a Igreja de Cristo, segundo demonstraram os Cardeais acima citados, bem como o estudo de José Antonio Ureta, e, ao mesmo tempo favorece a desintegração de nosso território.
São Roberto Belarmino, nos instruiu que “assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, assim também é lícito resistir ao que agride as almas, ou que perturba a ordem civil, ou, sobretudo aquele que tentasse destruir a Igreja; digo que é licito resistir-lhe não fazendo que ele ordena e impedindo a execução de sua vontade” (“De Romano Pontifice, líber II, C. 29).
E, mais adiante aquele mesmo doutor complementa: “O Papa herege manifesto deixa por si mesmo de ser Papa e cabeça, do mesmo modo que deixa por si mesmo de ser cristão e membro do corpo da Igreja; e, por isso pode ser julgado e punido pela Igreja (“De Romano Pontifice”, líber II, cap. 30, p. 420).
Visei com este artigo alertar os católicos, e, também, os não católicos, estes últimos pela ênfase dada ao aspecto geopolítico do tema. Isso porque os Bispos brasileiros, em sua imensa maioria (ao que sei) permanecem silenciosos sobre uma questão de extrema gravidade não só sob o prisma religioso. Espero que a atitude destemida dos Cardeais Gerhard Muller, Walter Brandmüller, e Raymond Burke lhes sirva de exemplo.
* O autor é advogado.
(1)https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/08/17/paises-tentam-tirar-a-soberania-do-brasil-sobre-a-amazonia-diz-bolsonaro.htm
(2)https://criticanacional.com.br/2019/08/08/resposta-ao-artigo-que-fala-em-invasao-do-brasil-para-controle-da-amazonia/
(3)https://www.youtube.com/watch?v=rvupXCctGi0&feature=youtu.be
(4)https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com/2017/10/igreja-pan-amazonica-seria-ultima.html
(5)https://catolicismo.com.br/Acervo/Num/0824/P28-29.html#.XViX4OhKjIU
(6)https://www.gazetadopovo.com.br/mundo/cardeais-sinodo-amazonia-papa-francisco/ 
(7)https://drive.google.com/file/d/0By7LxebBD9XWSXZnQnJ2NmR3N2M/view.

domingo, 4 de agosto de 2019



Governo pode devolver terras desapropriadas para antigos donos

OESP

BRASÍLIA - O governo Jair Bolsonaro prepara um mutirão para fechar acordos de conciliação com fazendeiros que questionam na Justiça a tomada de suas terras para a reforma agrária. São casos em que os proprietários defendem que o espaço é produtivo e não deveria ser desapropriado ou argumentam que receberam pouco pelos terrenos. Secretário de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, afirma que o objetivo é iniciar a investida ainda neste semestre. Com isso, será possível “destravar” investimentos no campo e a reforma agrária de Bolsonaro, diz ele.

O governo espera que as conciliações permitam, por exemplo, a devolução de uma terra desapropriada, ou parte dela, aos fazendeiros. Há casos em que a disputa judicial se arrasta há décadas e envolve milhões, segundo Nabhan.

Aliado de Bolsonaro desde a campanha e um de seus principais conselheiros na área rural, Nabhan é presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR), que rivaliza com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra (MST).

O secretário afirma que seu alinhamento aos ruralistas não vai enviesar os acordos e nega que haja intenção de beneficiar produtores rurais, grupo que apoia o Planalto. Segundo ele, com o mutirão, o governo espera resolver dois problemas: reduzir o acúmulo de litígios com proprietários de terra e a falta de dinheiro em caixa para realizar novos assentamentos.

Ao fechar um acordo, diz o secretário, o governo vai recuperar recursos que foram depositados em juízo pela União para a compra do terreno em disputa. Além disso, a parte da propriedade que será, enfim, desapropriada pode se tornar assentamento para famílias que aguardam na fila do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Nabhan reconhece que muitos terrenos abrigam famílias em situação irregular e “invasores”. Por isso, ele diz que os acordos vão priorizar terras nas quais não existam pessoas acampadas. O secretário sustenta que a intenção do governo é resolver os litígios sem confrontos. “Vai ter reintegração de posse. Mas o objetivo é que a família seja acomodada em outro lote, desde que cumpra requisitos previstos em lei”, diz.

Apesar do plano, Nabhan diz que ainda é preciso um acerto com a equipe econômica para garantir recursos mínimos para o começo do mutirão. Não há estimativa oficial de famílias acampadas no País – e que poderiam ser beneficiadas pela iniciativa. O MST calcula em 80 mil. Nabhan diz que o número é menor, mas que o governo ainda faz cálculos.

Trâmite. A Constituição permite à União desapropriar imóveis rurais e declarar, por meio de decreto, o interesse social da terra para efeito de reforma agrária. Neste processo, o Incra ajuíza ação de desapropriação, após depositar em juízo uma indenização calculada pelo órgão. Os laudos de vistoria e a indenização podem ser contestados administrativamente ou judicialmente pelo proprietário.

As famílias que pleiteiam terras começam, em geral, como acampados. Depois, se cumprirem requisitos, são assentadas enquanto aguardam a propriedade definitiva da área. Os assentamentos do Incra ocupam 88 milhões de hectares de terra. O governo Bolsonaro estima que 25% dessa área está sendo ocupada, na verdade, por famílias que descumprem os requisitos necessários, como produzir regularmente. Esse espaço poderia abrigar pessoas que aguardam na fila do Incra.

Na avaliação do secretário, a política de reforma agrária do governo não acirrará conflitos no campo. Ele observa que houve queda de ocupações devido à postura mais dura contra invasões. “De janeiro para cá, as invasões acabaram”, afirma ele.

A mesma rigidez, argumenta, é aplicada pelo governo em casos de invasões feitas por fazendeiros e madeireiros em terras já concedidas. “Se tiver algum proprietário que diga ‘votei no Bolsonaro’, se o terreno está improdutivo, vai ser desapropriado”, afirma ele.

Timidez. Das cerca de 975 mil famílias que estão assentadas hoje no País, só uma parcela pequena recebeu o documento que dá direito à propriedade definitiva da terra, segundo o Ministério da Agricultura. No Nordeste, por exemplo, só 5% das famílias assentadas têm o título final. O documento dá às famílias acesso a linhas de créditos para a agricultura familiar.

Em julho, o Incra lançou a “Operação Luz no Fim do Túnel” para emitir 25 mil títulos de propriedade definitiva até o final do ano. Nabhan classificou o número como “tímido”. Segundo ele, a meta é entregar 600 mil títulos de terra até o final do mandato de Bolsonaro, sendo 200 mil definitivos.

Ao Estado, Nabhan reclamou da lentidão do Incra. Disse que a operação é um ponto de divergência “democrática” com o presidente do órgão, general Jesus Corrêa. Sem citá-lo, mandou recados. Disse que, se preciso, trocaria um general por “um técnico” no comando do Incra. “O general não é Deus. Na nossa ótica, é um cidadão como qualquer outro”, disse.

Despejo. Coordenadora nacional do MST, Kelli Mafort diz que espera um esclarecimento “técnico” da proposta. “A meu ver, não resolve o problema, mas aumenta o conflito, porque desconsidera os possíveis beneficiados, que são as famílias”, afirma. Segundo ela, na maioria das vezes, em terras desapropriadas onde não há ninguém acampado existe explicação: as pessoas foram despejadas por ordem judicial e migraram para margens das estradas.

Ela observa que, pela legislação, áreas classificadas como improdutivas no período em que ocorreu a desapropriação não podem estar na mesa de negociação. “Essa medida (mutirão) pode esbarrar na lei vigente”, afirma. “Se não estiver cumprindo a função social, a terra tem de ser arrecadada para a reforma agrária”, diz ela.

Kelli afirma que o número de acampamentos improvisados após a eleição de 2018 caiu, mas que, nos últimos meses, o MST identificou uma retomada devido ao desemprego à crise econômica. “Tem família chegando aos acampamentos depois que passou a fase do medo, do discurso raivoso do Bolsonaro”, avalia. “São pessoas que não conseguem pagar o aluguel, colocar comida na mesa”.

4 PERGUNTAS PARA LUIZ ANTÔNIO NABHAN GARCIA, secretário de Assuntos Fundiários

1. O senhor não teme que a proposta de mutirão seja interpretada como “pegadinha” para favorecer fazendeiros?

Pegadinha, como? Pelo contrário. Não tem dinheiro. Não é para beneficiar produtor, pelo contrário. Aquele depósito feito há 10, 15 anos volta aos cofres do governo.

2. Há muitos acampados que participam de movimentos sociais, inclusive do MST…

Estamos preocupados em atender aquelas famílias que foram vítimas de uma ilusão.

3. Mas quem vai definir se a família está de acordo com a legislação para ser assentada?

O órgão técnico, no caso, o Incra. Ele que vai lá fazer uma seleção. Agora, no Incra não vai ter mais líder do MST fazendo o que quer. Vai ter um técnico. Se tiver um general lá dentro do Incra que está fugindo da parte técnica, ele vai embora e dará lugar a um técnico. Aí vamos ter outro programa de reforma agrária. Qual o objetivo? Transformar o cara em produtor rural.

4. Como o senhor avalia a proposta em tramitação no Congresso de permitir a compra de terras por estrangeiros?

A visão deste governo é que precisa ter um freio nessa situação, um olhar mais direcionado aos interesses do Brasil. O mundo inteiro está de olho no País.




Azeites brasileiros são premiados na Itália

Investimento em variedades e tecnologia beneficia o produto nacional, 

que vem ganhando espaço em um mercado fortemente importador.


VINICIUS GALERA

Globo+

Colheita de azeitonas na Fazenda Rainha, em São Sebastião da Grama (SP) )

A produção brasileira de azeite de oliva foi um dos destaques do prêmio EVO International Olive Oil Contest 2018 (EVO IOOC), a maior premiação da Itália e uma das mais importantes do mundo no mercado de azeites extra virgens, entregue em maio.

O Azeite de Oliva Picual, produzido em São Sebastião da Grama (SP) pela marca Orfeu, ganhou duas medalhas de ouro, sendo reconhecido como o melhor da América do Sul e também do hemisfério. Além dele, o país obteve outras duas medalhas de ouro.

O Prosperato Exclusivo Picual, produzido em Caçapava do Sul (RS), foi o vencedor do hemisfério na categoria monovarietal (feitos com uma variedade de azeitona), enquanto o também gaúcho Olivas Costa Doce, da cidade de Dom Feliciano, venceu na categoria blend no hemisfério com um azeite produzido a partir de duas variedades de azeitona.

O país ainda levou 6 medalhas de prata. Neste ano, o concurso recebeu 502 amostras de diferentes produtores e regiões de todo o mundo.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Mais responsabilidade



Presidente cobra 'mais responsabilidade' na 

divulgação dos números

      

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro (PSL) questionou novamente nesta segunda-feira, 22, a divulgação de dados do monitoramento de desmatamento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). 

Segundo ele, os números são "exagerados" e é necessário ter "mais responsabilidade" em torná-los públicos. Ele sugeriu que os dados sejam embargados antes de serem divulgados para ele "não ser pego de calças curtas".

“Pode divulgar os dados, mas tem de passar para as autoridades, até para não ser surpreendido. Eu não posso ser surpreendido por uma informação tão importante como essa daí. Eu não posso ser pego de calças curtas. As informações têm de chegar ao nosso conhecimento de modo que a gente possa tomar decisões precisas em cima dessas informações e não ser surpreendido”, afirmou ao ser questionado sobre se ele pretende não mais apresentar os dados.

Bolsonaro vem questionando desde sexta-feira números que mostram que o desmatamento da Amazônia disparou nos últimos meses. Em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de cerca de 90% de acordo com alertas de desmatamento feitos pelo sistema Deter, do Inpe. Em julho, até sábado, a alta já era de 111% em relação a julho do ano passado. Em café da manhã com a imprensa estrangeira, ele falou que os números eram mentirosos e que o diretor do Inpe, Ricardo Galvão, estaria "a serviço de alguma ONG".

"Quando o Inpe detecta um número qualquer, tem de subir esses dados para o ministro Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia, antes passando pelo Ibama, antes de divulgar. Não pode ir na ponta da linha alguém simplesmente divulgar esses dados. Porque pode haver algum equívoco. Pode. E nesse caso, como divulgou, há um enorme estrago para o Brasil. A questão ambiental, o mundo todo leva em conta", disse nesta segunda-feira, referindo-se ao Mercosul e a acordos bilaterais.

"O chefe do Inpe será ouvido pelos ministros, para conversar com ele para que isso não continue acontecendo", disse. "É o mesmo que um cabo passar uma notícia sem passar pelo capitão, coronel ou brigadeiro. Não está certo isso aí."

Bolsonaro questionou a interpretação dos dados. "Quando você pega os dados, a pessoa conduz para aquele lado", afirmou. "São (informações) exageradas, em sendo exageradas, você pode adjetivar da maneira que você achar melhor", respondeu quando questionado se mantinha a visão de que os números são mentirosos.

Mais cedo, nesta segunda, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, manifestou-se e disse que compartilha a "estranheza" de Bolsonaro quanto à variação dos dados e pediu um "relatório técnico completo”"sobre os últimos dois anos de análises. Também afirmou que vai cobrar um posicionamento de Ricardo Galvão.

"Com relação aos dados de desmatamento produzidos pelo Inpe, organização pelo qual tenho grande apreço, entendo e compartilho a estranheza expressa pelo nosso presidente Bolsonaro quanto à variação porcentual dos últimos resultados na série histórica”, escreveu o ministro, em nota divulgada pela pasta.

Na última sexta-feira, Bolsonaro, em café da manhã com jornalistas estrangeiros, disse que os dados que mostram aumento da perda da floresta em junho e neste início de julho são mentirosos. Ele também insinuou que o diretor do Inpe, Ricardo Galvão, esteja "a serviço de alguma ONG (organização não governamental)". 


Bruno Moura e Rebeca Ramos, especiais para o Estado

22 de julho de 2019 | 

sábado, 20 de julho de 2019

Resistência ao Sínodo da Amazônia


Sem Medo da VerdadeBoletim Eletrônico de Atualidades - N° 370 - 20/07/2019
www.paznocampo.org.br


Caso não esteja visualizando o texto deste boletim, acesse através do endereço
http://www.paznocampo.org.br/boletim

Mensagem da Associação Pan-Amazonia ao Papa sobre o Sínodo Amazônico


PanAmazônia envia carta ao Papa Francisco sobre o Sínodo da Amazônia.

Por deliberação de seu Conselho Diretor, a Associação PanAmazônia, endereçou carta aberta ao Papa Francisco, na qual manifesta preocupação com o encaminhamento do Sínodo da Amazônia. No texto, solicita-se ao Sumo Pontífice que aproveite esta próxima assembleia de bispos para reavaliar a visão da Igreja sobre os verdadeiros problemas da Amazônia, com especial atenção para a inércia econômica, que condena milhões de amazônidas a uma vida de profunda precariedade material. Pede-se, ainda, que não se permita deixar que se use a Igreja para a promoção de interesses antagônicos às aspirações mais genuínas das populações amazônicas à prosperidade e à esperança de uma vida com o mínimo de dignidade.

Segue, abaixo, texto da referida carta.

Manaus, 11 de julho de 2019 .

A Sua Santidade
Papa Francisco
Palácio Apostólico
Cidade do Vaticano



Santíssimo Padre,

Sua liderança mundial é inconteste. De muito serviria para ajudar os povos da Amazônia. Os 40 milhões de pessoas que habitam a região continental, espraiada no território nacional de nove países, enfrentam terríveis obstáculos para alcançar uma vida minimamente digna. Na imensidão da floresta e nas margens de milhares de rios, vive-se uma vida de sofrimento e desesperança.

A principal razão da tragédia socioambiental a qual estão submetidos os amazônidas é a inércia econômica. Na Amazônia, com mais de oito milhões d e km2, quase não há atividade econômica, consequentemente, não há emprego nem renda para as famílias. Nas cidades amazônicas, imperam a pobreza, a violência, as doenças. Nas comunidades isoladas na floresta, domina o total abandono das pessoas à própria sorte. Uma vida sem alento da qual não parece haver saída.

Em parte, essa apatia econômica, que destrói a vida de milhões de pessoas e lhes nega qualquer esperança, deve-se à ideologia ambiental e à pressão de organizações não governamentais e de governos dos países desenvolvidos. Nas últimas três décadas, impuseram-nos suas agendas e seus interesses espúrios, contaminando a legislação nacional dos países amazônicos e promovendo a desinformação da opinião pública. Esse processo deixa as populações da Amazônia de mãos atadas. Uma terrível covardia.

A Igreja não pode unir-se a essas forças. Ao contrário, deveria usar sua influência para apoiar o desenvolvimento socioeconômico da Amazônia e aliviar o sofrimento de seus povos.

Nesse sentido, o Sínodo da Amazônia pode ser uma oportunidade para a Igreja ajustar sua visão sobre os temas, verdadeiramente, importantes para as populações amazônicas, entre os quais, a imperiosa necessidade de promover a prosperidade econômica, a qual, inclusive, é indispensável para a solução da degradação ambiental dos biomas da região. Sem prosperidade, não há esperança nem para o homem nem para a floresta.

A Igreja merece nosso reconhecimento pelo valoroso trabalho que sempre tem realizado em apoio às populações desassistidas da Amazônia. Assim como a assistência aos necessitados, a Amazônia necessita também de liberdade e de invest imentos. Respeitosamente, tomo a liberdade de sugerir que se peça aos católicos do mundo todo que invistam na Amazônia, que visitem a Amazônia.

Contribua, com sua liderança, para a ativação da economia da região, não permitindo, Sua Santidade, que movimentos ambientalistas, que interesses econômicos dos países desenvolvidos, que ideologias políticas turvem a visão da Igreja. Não permita que o Sínodo da Amazônia se transforme em mais uma arma nas mãos dos algozes dos povos da Amazônia, homens e mulheres humildes que só desejam poder ter a esperança de oferecer uma vida melhor a seus filhos.Rogo-lhe que não veja esta carta como uma crítica prematura de um evento ainda a realizar-se, mas como um sincero pedido de avaliação do encaminhamento do futuro Sínodo.

Despeço-me com a expressão do mais profundo respeit o e mais elevada estima.

Atenciosamente,

Belisário Arce
Diretor Executivo da Associação PanAmazônia
Por uma Amazônia Altiva, Integrada e Forte!


--
Belisário Arce,

Diretor Executivo,

PanAmazônia - Por uma Amazônia altiva, integrada e forte!

Cel: +(55 92) 98445-7438

Tel: +(55 92) 3347-9240

Facebook.com/panamazonia

Travessa Visconde de Porto Seguro, 19, Parque das Laranjeiras, Manaus - AM - Brasil

Fonte: diplomatizzando.blogspot.com

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Produtores protegem o meio ambiente




Dados oficiais comprovam que produtores protegem o meio ambiente

Durante evento que aconteceu em Tocantins, a Embrapa Territorial apresentou dados chancelados pela Nasa para mostrar que o agronegócio brasileiro é responsável e sustentável

Por Daniel Popov, de São Paulo

Produtores rurais brasileiros preservam mais de 219 milhões de hectares em suas propriedades, o que corresponde a um valor em área de R$ 2,3 trilhões, apontou o supervisor do Grupo de Gestão Territorial Estratégica da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti Amaral Castro, em palestra durante seminário: 

“Soja Responsável – Produzindo Com Sustentabilidade Ambiental” realizado na segunda-feira, dia 15, na Assembleia Legislativa do Estado, em Palmas (TO).
A entidade ainda destacou que dos 51.576.705 de hectares no Brasil, 66,3% é dedicado a áreas de preservação e proteção de vegetação nativa, terras devolutas e imóveis não cadastrados.

Estes entre os muitos dados apresentados pelo supervisor, chancelados por um estudo da agência espacial norte-americana, a Nasa, comprovam que as críticas relacionadas aos agricultores sobre a preservação do meio ambiente no país são infundadas, afirma a Aprosoja.

“Nós somos produtores e protetores do meio ambiente. Além de ser economicamente viável, a soja é social. Melhora a vida das pessoas. O IDH onde não havia produção era baixo. Hoje, desenvolveu”, afirma o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz.

Durante sua explanação, Braz ainda criticou as organizações não-governamentais e empresas que tentam denegrir a imagem dos produtores brasileiros. “Estamos abertos ao debate. 

Somos um exemplo para o mundo. Os europeus não têm condição de falar nada de nós. Eles têm que nos valorizar. “A Embrapa mostrou os dados. Isso é ciência, não é informação vaga. É dado da Embrapa e da Nasa”, complementa.

Tocantins

Em seu pronunciamento, o presidente da Aprosoja Tocantins, Maurício Buffon, reafirmou que os produtores atuam dentro da legalidade e respeitam o Código Florestal Brasileiro. “O agro atua dentro da legalidade. Os números provam que os produtores destinam milhares de recursos para preservar. Respeitamos a legislação vigente preservando 35% da área de produção nas propriedades. Isso mostra a responsabilidade ambiental para o desenvolvimento do agronegócio sustentável”, afirma Buffon.

Após assistir a palestra do membro da Embrapa, o secretário de Agricultura do Tocantins, César Halum, reforçou a tese de defesa dos produtores. “Esses números encorajam o produtor. Ao conhecermos os números, temos a capacidade de argumentar e convencer. São dados enriquecedores para todos da cadeia produtiva”, afirmou.

Segundo ele, o Estado deve produzir 4,7 milhões de toneladas de grãos nesta safra e que nos últimos 30 anos o Tocantins registrou crescimento de 560% na área plantada de soja e 760% na produção. 

“Estes números mostram o potencial de crescimento, agora necessitamos industrializar a soja no Tocantins, visando melhor arrecadação e geração de emprego no Tocantins”, disse. “Aqui respeitamos a legislação que já é rígida. Nosso desafio é produzir e preservar”, completou.



Asprosoja

quarta-feira, 8 de maio de 2019

Cortes necessários do governo




Deputado gaúcho quer suspender verbas da União para escolas do MST

Ministro da Educação ouve pedido durante reunião com a bancada gaúcha –

 Luís Fortes/MEC


O deputado federal Jerônimo Goergen (Progressistas-RS) reforçou, nesta quarta-feira (8), o pedido, já encaminhado, para que o governo federal suspenda o funcionamento das escolas administradas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e os cursos exclusivos oferecidos pelas universidades federais para integrantes do movimento.

Jerônimo fez o pedido durante reunião da bancada gaúcha com o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em Brasília. “Esses são dois exemplos claros de desperdício do dinheiro público e com viés de favorecimento ideológico. São estruturas remanescentes da gestão petista, que são usadas para formação de militantes de esquerda, desde a educação básica ao ensino superior”, disse o parlamentar.
Em resposta ao parlamentar, Jerônimo afirmou: “Eu não posso comentar nem opinar sobre essa questão, mas o senhor falou muito bem”.
Ainda no mês de fevereiro, Jerônimo encaminhou ofício ao Ministério da Educação cobrando uma fiscalização rigorosa das escolas administradas pelo MST). O deputado pede a investigação das denúncias de doutrinação ideológica dentro dessas estruturas educacionais.
O parlamentar também é autor de uma Proposta de Investigação e Controle (PFC) sobre a Universidade Federal da Fronteira Sul, que lançou o edital de “processo seletivo especial” para curso de bacharelado em agronomia. 
São oferecidas 50 vagas exclusivamente para beneficiários do Programa Nacional de Educação para Áreas de Reforma Agrária (Pronera), com base em decreto de 2010 assinado pelo então presidente Lula. 
Jerônimo entende que, se o governo federal não reconhece o MST pelo fato de não ter personalidade jurídica, não é possível oferecer programas oficiais que envolvam recursos da União.