terça-feira, 13 de novembro de 2012

As sirenes esganiçadas dos ecologistas...



 ...e seus alarmes falsos

Leo Daniele
Ah! a fome no mundo! Desde a Revolução Francesa, multidões gritando “pão” derrubam tronos e desencadeiam as revoluções. E, hoje em dia, outro não é o grito da esquerda. Por exemplo:
● Em 1968, Paulo R. Ehrlich alarmou o mundo com seu livro “The Population Bomb”, cuja tese principal era a de que os recursos do planeta não seriam suficientes para atender a uma população em crescimento.
Seu livro e suas previsões tornaram-se célebres. Uma delas: “Até o ano 2000, o Reino Unido será simplesmente um pequeno grupo de ilhas empobrecidas, habitadas por cerca de 80 milhões de famintos”. 
Eis um gênero de terrorismo: o eco-terrorismo. Seu livro previa que centenas de milhões de pessoas morreriam de fome nas décadas seguintes, em consequência da superpopulação. Deu no que deu.
Em 2004, o mesmo autor é obrigado a reconhecer ter ficado “agradavelmente surpreendido” pelas mudanças na situação do mundo que desmentiram as sombrias previsões de seu livro.
● James Lovelock, o pai da “hipótese Gaia”, havia chegado a afirmar que bilhões de homens iam morrer até o fim do século passado [séc. XX], e que os poucos que sobrevivessem iriam para o Ártico, onde o clima ainda seria tolerável. 
Agora ele reconheceu ter ido além do que podia. Para ele “o problema é que não sabemos o que o clima vai fazer. Há 20 anos achávamos que sabíamos. Isso nos levou a escrever alguns livros alarmistas ‒ o meu inclusive ‒ porque parecia evidente, mas não aconteceu”.
● Guy R. McPherson, professor de BiologiaEvolutiva na Universidade do Arizona,  ganhou notoriedade anunciando “o fim do mundo”. Em 2009, abandonou a carreira para se preparar para o “colapso”, e vive do leite e ovos de pequenos animais numa comunidade rural.
● Marina Silva, senadora e ex-ministra do meio ambiente, diz algo que talvez explique de onde vêm estas previsões equivocadas dos ecologistas. Para ela, “a luta ecológica, a luta sindical e a luta partidária são uma bandeira só [...] Elas são indissociáveis”. Talvez esta seja uma boa pista para se descobrir  de onde procedem tais atitudes incompreensíveis dos ecofanáticos. O leitor com a palavra.
E existem por aí muito mais sirenes esganiçadas e alarmes terroristas e falsos.
● O Prof. Henrik Svensmark entre outros, afirmou que o aquecimento global parou e está começando um resfriamento. Razão pela qual alguns incorrigíveis já falam em “resfriamento global”…
● Em sentido contrário, entre outros Frances Moore Lappé e seus colegas do Instituto de Política Alimentar e de Desenvolvimento mostraram, em 2002, que “abundância e não escassez é a palavra que melhor descreve a produção de alimentos no mundo atual.
“No decorrer dos últimos trinta anos, o aumento da produção global de alimentos superou em 16 por cento o aumento da população mundial. Nesse período, montanhas de cereais excedentes empurraram para baixo os preços no mercado internacional. O aumento da produção de alimentos superou o da população em todas as regiões do mundo, exceto a África, nos últimos 50 anos”.
Temos, portanto, mais um no clube dos “sem”: ao lado do sem-terra, do sem-teto, sem-universidade, etc., agora temos o sem-fome… Dizem que a esquerda não gosta do novo figurante. Seria um desmancha-prazeres… Pois se ele não tem fome, como jogá-lo na agitação?


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O que realmente querem os índios e o que ...





...alguns antropólogos querem que eles queiram…


Fonte: Por Reinaldo Azevedo


Mas, afinal, o que querem os índios, leitor amigo? Ora, o que queremos todos nós: bem-estar. Ocorre que uma boa parcela deles, sob a tutela da Funai e da antropologia do miolo mole, vive muito mal, dependente da caridade do estado.

Nada menos de 13% do território brasileiro são destinados a reservas indígenas. E se reivindica ainda mais terra — uma reivindicação de antropólogos, não dos índios propriamente, que têm outras necessidades e outras ambições.

Reproduzo abaixo trecho do texto de Leonardo Coutinho publicado na revista, entremeado com alguns dados da pesquisa.

***
Uma das principais reclamações dos índios é a de não serem ouvidos. De tempos em tempos, eles tingem o corpo de vermelho e negro em sinal de guerra e saem a brandir suas bordunas, arcos e flechas em frente a representantes do governo para chamar atenção para suas reivindicações. 

Na maioria das vezes, a sociedade brasileira só fica sabendo de suas demandas por meio de intermediários — padres marxistas ou ongueiros que fazem com que os moradores das cidades acreditem que os problemas indígenas consistem em falta de terras e em obras de infraestrutura nocivas ao ambiente.



Uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha a pedido da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) pôs fim a essa lacuna. 

É o mais completo levantamento das opiniões dos índios brasileiros já realizado. Durante 55 dias, os pesquisadores visitaram 32 aldeias em todas as regiões do país e entrevistaram 1222 índios de vinte etnias. 

Trata-se de uma amostra robusta, maior, proporcionalmente, do que a que costuma ser usada nas sondagens eleitorais.




As respostas revelam que os índios têm aspirações semelhantes às da nova classe média nacional, ou seja, querem progredir socialmente por meio do trabalho e dos estudos. Eles sonham com os mesmos bens de consumo e confortos da vida moderna, sem deixar de valorizar sua cultura. 

Muito do que é apresentado pelos intermediários da causa indígena como prioridade nem sequer aparece na lista das preocupações cotidianas dos entrevistados. “A pesquisa libertará os índios da sua falsa imagem de anacronismo”, diz a presidente da CNA, a senadora Kátia Abreu (PSD/TO).


Nove em cada dez índios acham melhor morar em casa de alvenaria do que numa maloca.

 Oito em cada dez consideram muito importante ter um banheiro sob o teto em que vivem, um conforto desfrutado por uma minoria. 

Quase metade dos indígenas adoraria tomar uma ducha quentinha todos os dias. 

O grupo de índios donos de automóveis e seis vezes a média dos brasileiros de classes C e D. 

“Ninguém deixa de ser índio por querer viver bem. É inaceitável que as regras de como devemos ser continuem sendo ditadas de cima para baixo sem levar em consideração a nossa vontade”, diz Antônio Marcos Apurinã, coordenador-geral da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, que representa 160 etnias. 

Segundo Apurinã, por causa da falta de condições adequadas nas áreas demarcadas, muitas aldeias passam por um êxodo sem precedentes.


Há quatro anos, 12 500 índios viviam na periferia de Manaus. Hoje, estima-se que mais de 30.000 vivam apinhados em construções precárias na cidade. Se a criação de reservas é alardeada como a demanda mais urgente dos povos indígenas, por que eles as estão abandonando para viver em favelas? Com a palavra, os índios. 

O problema mais citado é a precariedade dos serviços de saúde. Eles se queixam principalmente da falta de medicamentos farmacêuticos (que eles valorizam tanto quanto os remédios tradicionais) e de médicos. Em segundo lugar, está a falta de emprego. 

“Nós não vivemos mais como nos meus tempos de infância. A nova geração compreende a vantagem de ter um emprego, uma renda. Ela quer ter roupa de homem branco, celular e essas coisas de gente jovem. 

Os governantes precisam aprender que nossos filhos querem ter tudo o que os filhos do homem branco têm. Falar português, ir para a universidades e ser reconhecidos como brasileiros e índios”, diz o cacique Megaron Txucarramãe, um dos mais respeitados líderes caiapós, de Mato Grosso.
(…)




“Aquecimento global”





A Terra não passa de um pontinho azul se comparada com erupção solar. 
É presunção demais achar que o homem pode aquecer o planeta 
mais do que o   sol.

Os californianos se ufanam em estar na crista da onda da modernidade e têm muitas realizações a apresentar nesse sentido.

Contudo, como observou editorial de “The Washington Times”, eles caíram numa que os fez passar vergonha e agora estão tentando voltar atrás: “salvar o planeta do aquecimento global”.

Para lutar contra o “aquecimento global”, a Califórnia impôs drásticas condições à produção e à venda de gasolina cujas consequências elevaram enormemente o preço ao consumidor.

E enquanto pagavam preços absurdos, começaram a perceber que o aquecimento terrestre depende de forças muito mais poderosas que eles. Como o Sol, humildemente.

A futilidade da legislação ambientalista ficou sublinhada pela sua perfeita ineficácia para o efeito aduzido
, pois nenhuma  foi percebida.
Pior. Um acidente numa refinaria deixou aquele progressista estado com racionamento de gasolina, pois a produzida nos Estados vizinhos não podia ser vendida aos californianos, pois “aqueceria o planeta”.

A angústia popular diante do estapafúrdio convenceu o governador Jerry Brown a relativizar as exigências verdes impostas às refinarias.

O governador teria parado de increpar a humanidade aquecedora do planeta,  após pesquisadores do Scripps Institution of Oceanography constatarem fenômenos cíclicos de esfriamento e aquecimento das águas por influência dos ciclos gravitacionais da Lua exercem influência poderosa no clima da Terra. 

Ciclos esses que não podem ser regulamentados por lei ou por acórdão judiciário, como gostariam alegremente os ambientalistas mais “religiosos”.

A nova teoria mostrou, portanto, que o aquecimento ou esfriamento da Terra não depende do motor do carro dos californianos, qualquer que seja o combustível ou energia que este utilize, nem mesmo de toda a civilização humana. 

Fonte: Verde, a nova cor do comunismo

sábado, 10 de novembro de 2012

Os "bons" selvagens da FUNAI e do CIMI



 Conflito de índios X Polícia Federal


A Polícia Federal decidiu ontem suspender a Operação Eldorado, deflagrada na terça-feira para combater a extração ilegal de ouro em terras indígenas dos caiabis e mundurucus no norte de Mato Grosso. 

A coordenação da Funai em Alta Floresta confirmou a morte de um índio mundurucu durante conflito com policiais federais, anteontem, na aldeia Teles Pires.

A operação abrangeu uma região que inclui o norte de Mato Grosso, Pará e Rondônia. Tinha como foco, também, combater a comercialização fraudulenta do ouro no sistema financeiro.
A PF iniciou ontem mesmo diligências para localizar o corpo do índio - que, segundo fontes de sua tribo, teria sido visto boiando em um rio e recolhido pelos próprios indígenas. 

Além disso, a PF quer recolher depoimentos de todos os lados para apurar se houve excesso de parte dos policiais e se cabe abrir processo disciplinar interno.
Em Belém, o Ministério Público encaminhou ofício à presidente da Funai e ao superintendente da PF em Mato Grosso solicitando informações sobre o episódio.
O levantamento da PF indica que 19 índios foram detidos - dois deles, feridos, levados para hospitais em Alta Floresta, e outros 17 conduzidos à PF em Sinop. Lá, deverão prestar depoimento ao delegado federal que comandou a ação e foi atingido de raspão por uma flecha.
Batalha

O confronto, segundo a PF, começou quando os policiais começaram a destruir dragas que os índios usavam na extração ilegal do ouro. 

O cacique da aldeia Papagaio, José Emiliano Krixi Mundurucu, o Camaleão, atacou o comandante da ação com uma bordunada na cabeça e cerca de 100 índios mundurucus foram ao ataque armados de arcos, flechas, bordunas e facões. 

A PF dispunha de helicóptero e lanchas, além das armas. A briga terminou com nove feridos: seis índios, um dos quais Camaleão, e três policiais, que incluem um integrante da Força Nacional de Segurança.
Segundo o coordenador da Funai em Alta Floresta, Clóvis Nunes, os índios relataram o momento em que foi morto o integrante da aldeia mundurucu.

"O pai viu no momento em que o filho foi atingido por disparos de arma de fogo quando estava no Rio Teles Pires e sumiu", afirmou Nunes. O corpo, encontrado boiando em um rio ontem cedo, teria sido recolhido pelos índios.
As tribos da etnia mundurucu teriam sido incentivadas, diz a PF, por caciques envolvidos na extração de ouro a reagir e enfrentar a polícia, que ali chegou para interromper o garimpo.
O líder da área, Camaleão, é considerado a principal liderança indígena na região. 

Segundo a polícia, "ele é também proprietário de uma das balsas utilizadas para extração de ouro" e atua como "liderança defensora das atividades de exploração de ouro na área, além de executar diretamente os crimes apurados".
Fonte:  FÁTIMA LESSA, ESPECIAL PARA O ESTADO / CUIABÁ , VANNILDO MENDES / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Índios estão integrados...


...ao modo de vida urbano



Os índios brasileiros estão integrados ao modo de vida urbano. Televisão, DVD, geladeira, fogão a gás e celulares são bens de consumo que já foram incorporados à rotina de muitas aldeias. A formação universitária é um sonho da maioria deles.

Pesquisa inédita do Datafolha, encomendada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), revela esse perfil. Entre os dias 7 de junho e 11 de julho, foram realizadas 1.222 entrevistas, em 32 aldeias com cem habitantes ou mais, em todas as regiões do país.



Segundo a pesquisa, 63% dos índios têm televisão, 37% têm aparelho de DVD e 51%, geladeira, 66% usam o próprio fogão a gás e 36% já ligam do próprio celular.

Só 11% dos índios, no entanto, têm acesso à internet e apenas 6% são donos de um computador. O rádio é usado por 40% dos entrevistados.

Para o Conselho missionário (CIMI) "é evidente que essa novidade produz mudanças, mas isso não significa a instalação de um conflito cultural. Não é o fato de adquirir uma TV ou portar um celular que fará alguém ser menos indígena".

De todo modo, os números ainda estão longe dos percentuais de acesso a bens de consumo da média da população. No Brasil como um todo, segundo o IBGE, 98% têm televisão; 82%, aparelho de DVD; e 79% têm celular.

A pesquisa teve ainda o intuito de avaliar as condições de vida dos indígenas.
Questionados sobre o principal problema enfrentado no Brasil, 29% dos entrevistados apontaram as dificuldades de acesso à saúde.

A situação territorial ficou em segundo lugar (24%), seguida da discriminação (16%), do acesso à educação (12%) e do emprego (9%).

Em relação ao principal problema enfrentado na vida pessoal, a saúde permaneceu em primeiro lugar para 30%. O emprego apareceu em segundo, com 16%, seguido de saneamento (16%). A questão territorial, nesse caso, desaparece.

A pesquisa mostra que o aumento de fontes de informação tem influenciado a vida familiar dos índios: 55% conhecem e 32% usam métodos anticoncepcionais como camisinha e pílula. Mais de 80% ouviram falar da Aids.

A maioria dos índios (67%) gostaria de ter uma formação universitária. Apesar de ser considerado muito importante para 79% dos entrevistados, o banheiro em casa só existe para 18% deles.

Algumas características das aldeias: 69% têm postos de saúde; 88%, escolas; 59%, igrejas; 19%, mercados; e 6%, farmácias.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress




sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Agronegócio responde por 40% das...



...exportações brasileiras



BRASÍLIA - As exportações do agronegócio brasileiro atingiram o recorde de US$ 9,64 bilhões em outubro, valor US$ 1,02 bilhão (+11,8%) superior ao registrado no mesmo mês do ano passado.

As importações cresceram 11,9% em outubro e somaram US$ 1,58 bilhão. O superávit da balança comercial do agronegócio no mês passado ficou em US$ 8,06 bilhões, valor 11,8% acima do verificado em outubro de 2011.
As informações são da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura, a partir dos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
O setor sucroalcooleiro liderou as exportações do agronegócio em outubro, com vendas de US$ 2,34 bilhões.
Segundo o governo, o volume exportado de açúcar aumentou 56,5% e atingiu o recorde 3,93 milhões de toneladas.
Já a receita das exportações de açúcar cresceu 34,7% e atingiu o recorde de US$ 1,99 bilhão, apesar do recuo de 13,9% no preço médio no mês passado.
O etanol também foi destaque, com crescimento de 105,5% no volume exportado (para 408 milhões de litros) e de 74,2% na receita, que atingiu US$ 350 milhões.
O complexo ‘carnes’ ficou em segundo lugar nas exportações do agronegócio em outubro. A receita cresceu 11,5% em relação ao mesmo mês do ano passado e atingiu 1,569 bilhão. O volume exportado cresceu 11,8%, para 569 mil toneladas. O preço médio apresentou leve recuo de 0,3%, para US$ 2.756/tonelada.
O destaque foi a carne bovina, que teve aumento de 33,3% no volume exportado (para 129 mil toneladas). A receita das vendas externas de carne bovina cresceu 23%, para US$ 599 milhões.
As exportações de carne de frango cresceram 2,9% em volume (para 324 mil toneladas) e 3,8% em valor (para US$ 666 milhões).
Já na carne suína o volume exportado aumentou 32,5% (para 54 mil toneladas) e o faturamento cresceu 22,5% (para US$ 165 milhões).
O complexo ‘soja’, que neste ano teve os embarques do grão antecipados por conta da forte demanda impulsionada pela quebra da safra norte-americana, registrou aumento de 4,8% na receita, para US$ 1,46 bilhão.
O bom desempenho do setor se deve aos derivados, pois mesmo com o volume estável (1,378 milhão de toneladas) a receita das vendas do farelo de soja cresceram 34,3%.
Já o óleo de soja registrou aumento de 46,3% no volume exportado (para 131 mil toneladas) e de 39,5% na receita (para R$ 158 milhões). Os embarques soja em grão ficaram 35,8% abaixo do registrado em outubro do ano passado e a receita teve queda de 22,3%.
O Ministério da Agricultura também destaca o crescimento das exportações de milho em outubro, que atingiu o volume recorde de 3,66 milhões de toneladas, que ficou 141,1% acima do registrado em outubro do ano passado. A receita cresceu 123,3% e ficou em US$ 988 milhões.
"O aumento de US$ 546 milhões nas vendas externas de milho, somado à expansão de US$ 663 milhões nas exportações do complexo sucroalcooleiro, é suficiente para explicar todo o aumento nas vendas externas do agronegócio no mês (US$ 1,02 bilhão)", dizem os técnicos do governo.
Fonte: Agência Estado

TERRAS INDÍGENAS




Quem tem interesse nisso?

Depois de 500 anos de descoberto, o nosso querido país, de dimensões continentais, começa a ser reinventado. 
Terras com títulos legais e legalmente adquiridas, que produzem e pagam seus impostos, passaram a ser reivindicadas por ONGs e antropólogos para povos indígenas que há muito tempo perderam sua cultura, seus costumes, e não mais sobrevivem com os antigos hábitos de caçadores/coletores. 
Na verdade, vivem de pensões do Estado, que lhes paga por índio nascido. As aldeias recebem dinheiro do governo, que faz a sua sobrevivência totalmente dependente de tais pagamentos. 
Agora querem aumentar as terras indígenas. Baseados em quê, se o governo, além de comprar essas terras, ainda vai ter de manter a subsistência dos índios? 
Se formos pelos argumentos dos antropólogos, todo o Brasil é terra indígena! No Pátio do Colégio, em São Paulo, tem índio de montão enterrado. Vai ser desapropriada essa área para montar uma aldeia? 
Não há como voltar no tempo. O melhor é tentar integrar essas comunidades ao mundo atual - que mudou e eles, também. Vão receber terra para arrendar para plantador de soja? 
Os índios do Pará vendem tudo o que podem aos madeireiros ilegais, que revendem aos chineses. Tudo à luz do sol, só os antropólogos e as ONGs não veem. Existe uma clara (má) intenção de criar conflitos. Quem tem interesse nisso?
Existem pessoas se infiltrando nessas comunidades para movê-las contra os fazendeiros que estão lá produzindo e nunca tomaram nada de ninguém, compraram suas terras e estão em seu país, que tem leis e instituições e espero que saiba fazê-las valer contra as pressões ideológicas de organismos nacionais e internacionais.
JOÃO BRAULIO JUNQUEIRA NETTO
Fonte: O Estado de S.Paulo, Fórum dos Leitores, 05 de novembro de 2012.