sábado, 6 de agosto de 2016

Notícia cheia de má fé. Isso faz parte da demolição do Brasil!



Conflito por terra ganha força no Brasil com 23 mortes em 2016, diz organização



RIO DE JANEIRO (Thomson Reuters Foundation) - Mais de 20 ativistas dos direitos à terra foram mortos no Brasil até agora neste ano, com a maioria das mortes associada a conflitos relacionados com atividade madeireira e agrobusiness, mostraram dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) nesta quinta-feira, reforçando a reputação do país como sendo perigoso para ambientalistas.
De acordo com informações da CPT, 23 ativistas foram mortos em 2016 por tentar proteger as florestas de atividade madeireira ilegal, da expansão de fazendas de gado e de plantações de soja.
Ao todo 50 defensores dos direitos à terra foram mortos no Brasil no ano passado, número acima dos 29 de 2014, segundo o grupo Global Witness, sediado no Reino Unido.
Divulgados um dia antes da abertura dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, os dados indicam uma onda de repressão contra os defensores dos direitos à terra no maior país da América do Sul, com as populações indígenas particularmente afetadas, segundo ativistas.
“Para muitos visitantes da Olimpíada, o Brasil é sinônimo de florestas vastas, numerosas, e de formas de viver tradicionais”, declarou Billy Kyte, da Global Witness, em comunicado.  
"Mas as pessoas que estão tentando proteger isso estão sendo mortas num ritmo sem precedente.”

(Reportagem de Chris Arsenault)

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Dilma, levanta! ... que o Sarneyzinho chuta as hidrelétricas do Tapajós!


Dilma Rousseff e Sarney Filho enterram aproveitamento hidrelétrico do Rio Tapajós

                            Levanta...
 
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                                                                       ... que eu chuto

             Até parece que foi combinado. Nos momentos finais do seu governo, a futura ex presidente do Brasil, Dilma Rousseff aprovou a demarcação de uma terra indígena onde não há índios no Pará. 

             Ontem, o Ibama, sob o comando de Sarney Filho, oficializou o arquivamento da licença ambiental da Usina Hidrelétrica de São Luiz do Tapajós. O argumento: a usina alagaria o território indígena inventado por Dilma.

            O rio Tapajós seria a ultima fronteira hidrelétrica do país, com previsão de cinco usinas. Agora, já era.


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

O MST e as notas de R$3,00 !



É mentira! Os sem-terra não foram acusados de terrorismo. Isso é invenção do MST

Movimento distorce decisão da Justiça de Goiás para, uma vez mais, tentar demonizar a necessária Lei Antiterror

Por: Reinaldo Azevedo  03/08/2016 

A imprensa está comprando do MST e vendendo ao distinto público gato por lebre. Por quê? A Justiça de Goiás recorreu à Lei 12.850, que tipifica o crime de organização criminosa, e mandou prender quatro militantes do MST.

Define o Parágrafo 1º do Artigo 1º da texto:

“Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional.”

Foram presos Diessyka Lorena Santana Soares, Luis Batista Borges, Natalino de Jesus e José Valdir Misnerovicz. Eles estão ligados ao movimento de ocupação da Usina Santa Helena, na cidade de Santa Helena de Goiás.

Notem: este texto não é para entrar no mérito da justeza ou não das prisões. Posso até tratar do assunto. Mas eu o farei outra hora.
Quero é tratar de uma distorção lamentável. Pautada pelo MST, a imprensa está dizendo que o Ministério Público e a Justiça recorreram à Lei Antiterror para punir os sem-terra. É mentira!
A lei 12.850, que trata das organizações criminosas, dispõe de um Artigo 2º em que se lê:

“§ 2o  Esta Lei se aplica também:
(…)
II – às organizações terroristas, entendidas como aquelas voltadas para a prática dos atos de terrorismo legalmente definidos.” 

Atenção: a Lei Antiterrorismo é a 13.260. Ela é apenas citada na Lei 12.850, destacando-se que também a associação para a prática de terrorismo incorre em organização criminosa.

Pode-se até achar imprópria a prisão dos sem-terra. Reitero que não entro nesse mérito aqui. Mas o fato é que tanto o Ministério Público como a Justiça de Goiás recorreram à lei que tipifica organização criminosa, não à chamada Lei contra o Terrorismo.

Eis aí um dos graves prejuízos que decorrem do fato de a imprensa eleger, muitas vezes, seus heróis e seus bandidos. O MST se inclui, claro!, na primeira categoria. As versões do movimento são sempre muito influentes, incluindo esta, falsa como nota de R$ 3.

Que fique claro: os sem-terra estão sendo acusados de “organização criminosa”, não de práticas terroristas.

A falácia é de tal sorte que, como todos sabem, os movimentos ditos sociais não podem ser enquadrados na Lei Antiterror.




terça-feira, 2 de agosto de 2016

Sem PT, a agricultura melhora



Agricultura continua firme, apesar da crise com ‘Brexit’


H. M.

O agronegócio, que representa um terço da economia brasileira, vive um ambiente mais otimista sob o Governo interino de Michel Temer. Apesar da saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, ter causado um mar de incertezas globais, derrubando o preço das commodities agrícolas, a demanda externa continua crescendo.

"Em termos de consumo estamos muito bem, mesmo com a desaceleração da economia da China, eles continuam comprando fortemente, assim como outros países asiáticos", explica Flávio França Júnior, consultor de agronegócios. 

No primeiro semestre deste ano, por exemplo, a exportação de soja para o gigante asiático cresceu 10,78% em relação ao mesmo período de 2015.

França Júnior afirma que, desde que o processo de impeachment começou, houve uma retomada de interesse de investimento no setor, que sofre com a crise principalmente no segmento de máquinas e equipamentos.

“Boa parte do dinheiro que está entrando no país está indo para o agronegócio, que deu uma minguada no ano passado. Com a melhora do ambiente político e a promessa de controle das contas públicas, o fluxo de dinheiro aumenta”, explica, França.


O consultor ressalta que, apesar dos investidores terem começado a tirar o pé do freio e estarem menos receosos quanto a economia brasileira, ainda há uma ansiedade sobre o resultado final do impeachment. 

“Os investidores ainda estão esperando o mês de agosto. O anseio generalizado do setor é que ela saia. A não confirmação seria o caos absoluto, mas o ambiente é de otimismo”, explica. 

Fonte: El País

Anúncio no Sol: Mini era de gelo vem aí!



O Sol anuncia: vem aí uma mini era de gelo

Luis Dufaur (*)
Explosões solares nas últimos três ciclos (1985-2015 em diante) estão diminuindo. Foto cortesia Dr. David Hathaway, NASA-MSFC.



No dia 7 de julho (2016) o Sol ficou completamente ‘em branco’, o que quer dizer que não se observou nele mancha alguma de explosão solar.

O fenômeno não durou muito, mas foi suficiente para caracterizar a baixa atividade solar que os cientistas vêm observando nos últimos anos. O atual ciclo solar, o mais fraco do último século, corresponde ao 24º, desde que começaram os registros em 1755.

A diminuição não implica tragédia alguma, pois se inscreve no atual ciclo solar normal. Mas é um sinal de que o “mínimo solar”, ou período de baixa atividade do astro-rei, está se aproximando.

Por causa disso, os especialistas sugerem que uma nova “mini era do gelo” pode estar a caminho.

Paul Dorian, especialista em meteorologia do site Vencore Weather, explicou:

“No início, a ausência das manchas vai se estender por apenas alguns dias de cada vez, depois por semanas e finalmente meses, período em que o ciclo de manchas solares chegará ao seu ponto mais baixo. A próxima fase do mínimo solar está prevista para 2019 ou 2020”.


No "Mínimo de Maunder" iniciado em 1645, quando o Tamisa congelava fazia frio mas era uma festa


A evolução do ciclo leva os especialistas a achar que poderemos entrar em breve em outra fase do “Mínimo de Maunder” — uma mini Era Glacial similar à que começou em 1645.

Durante o “Mínimo de Maunder”, as temperaturas caíram a ponto de o rio Tâmisa congelar no inverno, para festa das crianças e negócio dos feirantes que encontraram no rio gelado grandes espaços livres para divertimentos e comércio!

A evolução detectada esvazia as pretensões do terrorismo propagandístico sobre um aquecimento susceptível de convulsionar a vida da Humanidade ou induzir a dramáticas tragédias planetárias.



O rio Tamisa congelada era ocasião boa para feiras. Se por acaso a cena vier a se repetir nossos catastrofistas verdes profetizarão a morte do planeta por 'frio antropogênico'?



Mas os pânicos soprados a partir de gabinetes ambientalistas radicais obedecem a interesses ideológicos. Eles pouco se importam com a verdade da ciência ou com o comportamento da natureza.

Os mesmos ambientalistas tentaram impor outrora suas teorias anticivilização e antipropriedade privada, espalhando o pânico de uma era do gelo iminente e devastadora.

Como não deu certo, passaram a pregar com o mesmo fim ideológico neocomunista um aquecimento global que justifique uma governança planetária pela aplicação de medidas drásticas e ditatoriais.

Se amanhã eles perceberem que o pânico aquecimentista não atende aos seus interesses extracientíficos, não hesitarão em virar a casaca mais uma vez. Única coisa que ficou estável foi o dogma socialista de um dirigismo planetário intensamente vermelho sob uma casca enganosamente verde.




          ( * ) Luis Dufaur é escritor, jornalista, conferencista de política internacional e colaborador da ABIM


Banalização de invasões

Banalização de invasões
Cerca de 350 famílias ocuparam terreno que tem 38 mil metros quadrados e faz parte de uma Área de Preservação Permanente

          A mais recente invasão de terreno na capital – desta vez nas margens da Represa Billings –, ocorrida há mais de duas semanas, tem características que mostram que podemos estar diante de uma perigosa banalização desse tipo de ação ilegal. Ao contrário do que costumava acontecer, a ação foi liderada por grupo que diz não ter ligação com os bem conhecidos movimentos que promovem ocupações de terrenos na região metropolitana, entre os quais se destaca o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).
         O terreno ocupado por cerca de 350 famílias tem 38 mil metros quadrados e faz parte de uma Área de Preservação Permanente (APP), o que torna o caso ainda mais grave. Os invasores começaram imediatamente o desmatamento para demarcar os lugares destinados aos barracos. Com um nível de organização que impressiona para um grupo de sem-teto do qual pouco se sabe, seus dirigentes logo ergueram os barracos de madeira e lona e fizeram ligações clandestinas de energia elétrica.
          Tudo muito bem planejado. “Estamos cadastrando todo mundo para incluir no Minha Casa, Minha Vida, medindo os terrenos, repartindo aqui de forma organizada. Já estamos levando as mulheres grávidas até o posto de saúde, cuidando das crianças e vamos ficar aqui”, diz um dos coordenadores do grupo, Célio Joel Tiago. O terreno pertence à Empresa Metropolitana de Água e Energia (Emae), do governo do Estado, que cuida da represa, e foi escolhido, segundo Joel Tiago, por ela estar em dívida com a Prefeitura. Mas a reportagem do Estado comprovou que a Emae não consta do cadastro da dívida ativa do Município.
           A empresa pediu reintegração de posse, sem demora aceita pelo juiz Luiz Raphael Nardy Lencioni Valdez, da 6.ª Vara Cível de Santo Amaro, que em sua sentença mostra como foi ousada e bem articulada a invasão: “Os relatórios de visita no local demonstraram a escalada e a rapidez da ação dos invasores, mesmo diante da presença ostensiva da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana. Evidente, portanto, o cabimento e a urgência da medida liminar pleiteada”.
          Outros dois aspectos desse caso devem ser destacados. O primeiro é que a invasão ocorreu numa das últimas áreas verdes daquela região, importante para a preservação do manancial da Represa Billings, já bastante comprometido por ocupações irregulares nas últimas décadas. Qualquer desmatamento ali prejudica a capacidade da represa e 1,7 milhão de pessoas que dela dependem para abastecimento de água. Além de ilegal – o que seria suficiente para condená-la –, a invasão colabora para comprometer o bom funcionamento de um serviço essencial.
          O outro, tão ou mais importante, é que ele constitui mais uma indicação de que hoje qualquer grupo mais afoito, por pequeno que seja, consegue invadir terrenos, pertencentes a particulares ou ao poder público, com incrível facilidade. Joel Tiago diz que seu grupo, Associação da Vila Esperança, agiu sozinho. O coordenador nacional do MTST, Guilherme Boulos, confirma não ter ligação com tal grupo: “Ocupações são muito comuns naquela região, mas não são nossas”.
          Pode não existir ligação direta entre os que promoveram essa última invasão e o MTST e outras organizações de sem-teto de menor porte, mas não menos aguerridas que atuam na capital. Mas a ligação indireta salta aos olhos, porque foram essas organizações clandestinas que criaram e continuam alimentando o clima que estimula as invasões, apresentadas como recurso legítimo para ter acesso à moradia, apesar do seu caráter ilegal. É muito fácil para Boulos, depois disso, lavar as mãos e dizer que nada tem a ver com o que aconteceu. Logo ele, que gosta de posar de líder revolucionário.

         Ainda não foi fixada data para a reintegração determinada pela Justiça. É de esperar que se tente chegar a um entendimento para que a desocupação se faça pacificamente, o que vai depender antes de mais nada dos invasores. Já que a desocupação é inevitável, por bem ou pela ação da Polícia Militar, é melhor que prevaleça o bom senso.

Fonte: OESP

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Afinidades desconcertantes... mas coerentes


Afinidades desconcertantes... mas coerentes

Gregorio V. Lopes

A consonância entre esquerda e banditismo não revela nexos apenas em nossos dias; se analisarmos as revoluções ao longo da História, sempre encontraremos o mito da igualdade como fundamento para essa consonância. Um jovem meditativo.

O jovem com o qual entabulei uma dessas conversas ocasionais, na sala de espera do dentista, era bastante intuitivo. De tal modo que suas palavras logo beliscavam nervos sensíveis da trama da vida, sem usar frases feitas nem se atrelar às costumeiras injunções da mídia.

Entretanto, a falta de experiência própria da idade não lhe permitia avaliar bem a importância das coisas que percebia. Não atinava dar uma explicação para aquilo que ele mesmo via; não uma explicação qualquer de algibeira, mas uma resposta de larga visão, que raspe o fundo do problema, para além da mera política — a metapolítica, na expressão cara ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira.

Talvez por isso, depois de um algum tempo de conversa, ele disparou de modo direto e sem maiores lapidações a pergunta que o tornava inquieto:

— Por que existe tanta afinidade entre a esquerda e os bandidos e terroristas?

Tomado de surpresa, titubeei um pouco, e ele aproveitou minha hesitação para completar:

— Essas levas de migrantes na Europa estão cheias de terroristas e, entretanto, todos os Prelados e governos de esquerda ou assemelhados os acolhem sôfregos, mesmo contra o sentir das populações;  os sovietes de Lenine, quando tomaram o poder na Rússia em 1917, faziam sua movimentação de rua utilizando bandidos e predadores dos bens alheios; a Revolução Francesa de 1789 arrebanhava gente da pior espécie para seus motins tumultuários contra a Religião e contra o Rei; as FARC, o MST, as ONGs de esquerda, os traficantes, todos se beneficiam de altas proteções oficiais ... tudo parece fazer parte da mesma panela.

 Só então, provocado por aquela questão borbulhante, pude precisar algo que estava confuso em minha mente. Tentei explicá-lo ao meu jovem interlocutor, talvez interesse também ao leitor.

O princípio capital que está na origem das esquerdas de todos os matizes é a igualdade. Foi em nome dela que Lutero se insurgiu contra a supremacia que Jesus Cristo concedera ao Papa na Igreja; que Danton, Marat e Robespierre se levantaram contra a instituição da Realeza e a Igreja Católica, não hesitando para isso em utilizar a guilhotina como arma de guerra; que os socialistas utópicos construíram suas quimeras; que Lenine e seus bolcheviques declararam guerra à burguesia.

É em nome da igualdade, ainda hoje, que a esquerda açula o quanto pode o povo simples e cordato contra os que conservam alguma preeminência social, política ou econômica. A própria misericórdia vem sendo aproveitada como cobertura para a ideia de que é preciso acabar com a diferença entre nacionais e imigrantes, entre países ricos e países pobres.

A ideia fundamental dessa pregação, dizia eu ao meu interlocutor, é que toda desigualdade é uma injustiça, porque necessariamente os que se sobressaem, em qualquer campo, sempre o fazem à custa dos outros.

A desigualdade é uma culpa coletiva, uma espécie de pecado original da sociedade, que só pode ser redimido pela implantação da igualdade total, seja por meio de leis, de pressão ou à custa de sangue. Quem sobressai em relação aos outros, independentemente de suas intenções, é um pecador público, sempre culpado, que deve ser derrubado de sua posição e apedrejado.

Mas, veja bem meu caro, dizia eu, não se trata apenas de combater as desigualdades aberrantes e antinaturais, como as de imperadores e potentados pagãos que se consideravam deuses, ou, hoje em dia, de artistas e futebolistas que viram nababos da noite para o dia.

Mesmo as hierarquias santas e as desigualdades harmônicas e proporcionais, tão defendidas pela doutrina da Igreja Católica e tão benéficas para a sociedade, essas mesmas devem ser repudiadas, pelo simples fato de serem desigualdades.

As críticas que a esquerda costuma fazer ao capitalismo não se devem a este ou àquele defeito que o regime apresenta nesta ou naquela nação em concreto. Falhas ou abusos reais existem e até podem ser utilizados como pretexto para a increpação. Mas a verdadeira razão é que o capitalismo, ao manter a instituição natural da propriedade privada, conduz à desigualdade.

Por isso é preciso um socialismo que impeça absolutamente os mais capazes, ou mais esforçados, ou mais favorecidos pelas circunstâncias de alcançar um nível de vida melhor que o dos outros.

Nessa concepção, a luta de classes prospera: há os capitalistas de um lado, e de outro os marginalizados (postos à margem dos lucros e dos bens), entre estes os pobres, mas também os bandidos.

Daí o fato de que, há já algum tempo, a esquerda pôs em circulação a palavra “marginal” para designar o bandido. Ou seja, o criminoso não seria culpado pelo seu crime, não teria responsabilidade moral, mas a culpa recairia sobre a sociedade capitalista por tê-lo marginalizado. Posto em situação de inferioridade, ele naturalmente se revolta, pois a condição normal seria a igualdade total.

Mais recentemente foi cunhada também a expressão “excluídos”, tão cara à CNBB, com o mesmo significado: aqueles que foram excluídos da mesa do capital.

É claro que há diferentes graus e modalidades de esquerda. Não cabe aqui elaborar um tratado sobre o assunto. Mas, na medida em que alguém é autenticamente de esquerda (e não um simples oportunista ou enganado), levado por seu igualitarismo, sente afinidade profunda, ainda que subconsciente, com todas as categorias de “marginalizados”, mesmo os bandidos ou terroristas, citados pelo meu jovem interlocutor.

Enquanto o grosso da população está preocupada em defender-se dos bandidos, e não em facilitar sua tarefa, a esquerda deseja a proibição da compra e venda de armas e munições para os homens honestos. Essa própria distinção entre honestos e bandidos desagrada profundamente a quem se entregou ao igualitarismo esquerdista.

 A fisionomia inteligente e atenta do meu interlocutor estimulava minha loquacidade. À medida que eu lhe falava, recordei-me da seguinte descrição que o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira fez das disposições malsãs de um esquerdista típico em face dos criminosos:

"Quem você chama de criminoso é uma vítima. Sabe quem é o criminoso verdadeiro? É o proprietário. Sobretudo o grande proprietário. Principalmente este é que rouba o pobre. Seu crime social é de uma maldade sem nome! [...] Um governo consciente de suas obrigações tem por dever desmantelar a repressão e deixar avançar a criminalidade. Pois esta não é senão a revolução social em marcha. Todo assassino, todo ladrão, todo estuprador não é senão um arauto do furor popular (“Quatro dedos sujos e feios”, in Folha de S. Paulo, 16/11/1983).

Outra fonte de desigualdades, talvez a mais importante, é a família. Por isso a esquerda quer destruí-la, começando por equipará-la a toda e qualquer forma de união espúria.


O dentista me chamou. Desta vez o manuseio bucal foi rápido. Ao sair, notei o meu jovem interlocutor profundamente pensativo. Não quis interromper sua meditação e ele nem me viu quando passei pela sala.