O presidente Lula disse recentemente na Holanda que “tem” arrozeiro querendo passar por vítima na Raposa Serra do Sol (RR) e que o governo não quer usar de violência para a retirada deles.
“Não queremos que ninguém seja vítima de ação do governo, mas tem algum arrozeiro criando caso”, afirmou. “Não vamos fazer vítimas”, disse o presidente.
O tal “abril vermelho” é assim denominado em razão das “vítimas” de Eldorado de Carajás tombadas num mês de abril. Os brasileiros de boa memória devem se lembrar do incidente no qual um bando do MST atacou os policiais e no revide eles perderam 19 “companheiros”.
Não eram “vítimas” que o MST queria? – Vítimas rendem dividendos! E o MST sabe disso! Quantas invasões, quanta publicidade o MST continua recebendo em detrimento das pobres vítimas de Eldorado de Carajás!
O Presidente Lula deve conhecer bem a importância da “vítima”, sobretudo em nosso edulcorado Brasil. Talvez seja esta a razão pela qual ele não queira “vítimas” do lado dos arrozeiros. Poderia perder pontos no Ibope!
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Território indígena - CNBB: dois pesos e duas medidas
A CNBB, reunida em Itaici (SP), solidarizou-se com o governo Lula para retirar à força os rizicultores da Raposa Serra do Sol, em Roraima.
Logo a CNBB, favorável a todas as minorias perseguidas! Qual terá sido a razão? – Uma conjectura: seria o fato de os plantadores de arroz pertencerem à “odiosa” categoria de proprietários?
Com efeito, através da Pastoral da Terra, a CNBB vem se arremetendo contra os produtores rurais pelo Brasil afora, sobretudo, defendendo o MST em suas criminosas invasões e depredações de propriedades.
Com um vizinho chamado Hugo Chávez, com as Farcs ao lado e entrando em nosso território – foram notados pelo menos 40 vezes –, como não viria a calhar essa extensa região fronteiriça habitada apenas por índios monitorados pelo CIMI e pelas milhares ONGs!
Caso esse tipo de gente invada nosso território, terá a CNBB o mesmo zelo em exigir a sua imediata “desintrusão”?
Fonte: http://7diasemrevista.blogspot.com/
Logo a CNBB, favorável a todas as minorias perseguidas! Qual terá sido a razão? – Uma conjectura: seria o fato de os plantadores de arroz pertencerem à “odiosa” categoria de proprietários?
Com efeito, através da Pastoral da Terra, a CNBB vem se arremetendo contra os produtores rurais pelo Brasil afora, sobretudo, defendendo o MST em suas criminosas invasões e depredações de propriedades.
Com um vizinho chamado Hugo Chávez, com as Farcs ao lado e entrando em nosso território – foram notados pelo menos 40 vezes –, como não viria a calhar essa extensa região fronteiriça habitada apenas por índios monitorados pelo CIMI e pelas milhares ONGs!
Caso esse tipo de gente invada nosso território, terá a CNBB o mesmo zelo em exigir a sua imediata “desintrusão”?
Fonte: http://7diasemrevista.blogspot.com/
sexta-feira, 4 de abril de 2008
“Haverá sangue em Roraima ...”
O governador de Roraima, Anchieta Júnior foi à sede do Ministério da Justiça, em Brasília, pedir a suspensão da operação de retirada dos arrozeiros da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Mas não obteve sucesso.
Deputados de Roraima enviaram ao presidente Lula um manifesto no qual pedem o esgotamento dos recursos judiciais antes de usar a força.
O produtor rural João Paulo Quartiero foi a Assembléia Legislativa pedir o apoio dos deputados e voltou a dizer que não pretende deixar a área pacificamente.
“Estamos irredutíveis”, afirmou Quartieiro. “Não vamos ceder à truculência da Polícia Federal, a esses brucutus enviados por Brasília. Não defendemos apenas nossas propriedades, mas também o Estado”.
Quartiero estava acompanhado pelo deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR), que apóia os arrozeiros. “Haverá sangue em Roraima se o governo Lula não intervier”, disse o deputado, numa referência ao clima de tensão na área.
Segundo Junqueira, a situação vai piorar. Ele disse que a PF, após enfrentar a reação dos arrozeiros, desembarcou em Boa Vista um blindado, semelhante ao caveirão, usado pela polícia fluminense para entrar nas favelas.
A PF continua desembarcando agentes na capital de Roraima e deverá compor uma força de 500 homens.
Os números da área em litígio
– 100 mil hectares é o pedaço de terra reivindicado por arrozeiros.
– 160 mil toneladas de arroz são produzidas anualmente em Roraima.
– 1,747 milhões de hectares é o total da área da reserva Raposa Serra do Sol.
Comentário:
Tanto os números acima quanto o risco de derramamento de sangue em Roraima chamam-nos a atenção. Enquanto a Cuba de Raul Castro começa a devolver as terras confiscadas aos particulares, o Brasil faz menção de utilizar a força bruta para botar fora de suas terras produtivas os particulares...
Fonte: OESP, 04/04/2008.
Deputados de Roraima enviaram ao presidente Lula um manifesto no qual pedem o esgotamento dos recursos judiciais antes de usar a força.
O produtor rural João Paulo Quartiero foi a Assembléia Legislativa pedir o apoio dos deputados e voltou a dizer que não pretende deixar a área pacificamente.
“Estamos irredutíveis”, afirmou Quartieiro. “Não vamos ceder à truculência da Polícia Federal, a esses brucutus enviados por Brasília. Não defendemos apenas nossas propriedades, mas também o Estado”.
Quartiero estava acompanhado pelo deputado federal Márcio Junqueira (DEM-RR), que apóia os arrozeiros. “Haverá sangue em Roraima se o governo Lula não intervier”, disse o deputado, numa referência ao clima de tensão na área.
Segundo Junqueira, a situação vai piorar. Ele disse que a PF, após enfrentar a reação dos arrozeiros, desembarcou em Boa Vista um blindado, semelhante ao caveirão, usado pela polícia fluminense para entrar nas favelas.
A PF continua desembarcando agentes na capital de Roraima e deverá compor uma força de 500 homens.
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Os números da área em litígio
– 100 mil hectares é o pedaço de terra reivindicado por arrozeiros.
– 160 mil toneladas de arroz são produzidas anualmente em Roraima.
– 1,747 milhões de hectares é o total da área da reserva Raposa Serra do Sol.
Comentário:
Tanto os números acima quanto o risco de derramamento de sangue em Roraima chamam-nos a atenção. Enquanto a Cuba de Raul Castro começa a devolver as terras confiscadas aos particulares, o Brasil faz menção de utilizar a força bruta para botar fora de suas terras produtivas os particulares...
Fonte: OESP, 04/04/2008.
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