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terça-feira, 15 de abril de 2008

Leitor de Salvador nos escreve: O que faz o MST, Srs. bispos?

A suspensão, pelo STF, da operação da PF para a retirada dos brasileiros da Raposa Serra do Sol trouxe alívio para nós que vivemos sobressaltados.

Jarbas Passarinho chama a atenção hoje, no jornal “Estado de Minas” (15/4/08): “O bispo que estimula as invasões de empresas rurais ‘sem o que não haverá reforma agrária’ não tem medo de censura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).”

Infelizmente, a realidade é pior. O bispo que assim age está seguro de receber o incentivo e a solidariedade de seus colegas – cada vez mais ausentes dos púlpitos – e de pastores omissos na guarda de seus rebanhos.

Encastelam-se nas muralhas de Itaici para obstinadamente dardejar desatinos contra a manutenção da unidade nacional e o sentir ainda pacífico e ordeiro da maioria dos brasileiros.

É o que se pode deduzir da nota oficial da CNBB alegando “não poder ser premiados os que violam sistemática e impunemente a Constituição, invadindo e ocupando de maneira ilegal terras que não lhes pertencem a nenhum título”.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Território indigena: CNBB X PCdoB

Enquanto a CNBB hipoteca solidariedade ao Governo Lula para a entrega de parte de território brasileiro à uma nação “emergente” de indígenas em Roraima –– oh res mirabile – o deputado Aldo Rebelo, do Partido Comunista do Brasil escreve no jornal O Estado de São Paulo:

“É confortador lembrar que ao infortúnio histórico dos índios o Brasil contrapôs o bálsamo de algumas de suas maiores inteligências. A causa foi abraçada desde os jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta, apóstolos da corrente humanista que desde então a Igreja Católica mantém altiva na defesa das tribos”.

[...] “A esses luminares do sertanismo e da antropologia sucedeu uma visão esdrúxula que aparta os índios da Nação e pleiteia sua autonomia em relação ao Estado. Agora, fala-se em ''povos indígenas'', ''nações indígenas'', ''autodeterminação indígena'', como se as tribos constituíssem nacionalidades independentes em territórios emancipados.

“Chegamos ao paroxismo de tuxauas barrarem a circulação de generais do Exército em faixa de fronteira. Já houve proposta de criação de embaixadas indígenas em Brasília, para que as tribos se relacionassem em posição de igualdade com o governo. Incute-se nos índios, enfim, a idéia de que, em relação aos brasileiros, são estrangeiros”.

Comentário: Acima, usamos a expressão latina “oh res mirabile” que significa “Ó coisa admirável”. Aqui dá vontade de exclamar outra: “Oh tempora, oh mores”!, ou seja, “ó tempos, ó costumes”!

Território indígena - CNBB: dois pesos e duas medidas

A CNBB, reunida em Itaici (SP), solidarizou-se com o governo Lula para retirar à força os rizicultores da Raposa Serra do Sol, em Roraima.

Logo a CNBB, favorável a todas as minorias perseguidas! Qual terá sido a razão? – Uma conjectura: seria o fato de os plantadores de arroz pertencerem à “odiosa” categoria de proprietários?

Com efeito, através da Pastoral da Terra, a CNBB vem se arremetendo contra os produtores rurais pelo Brasil afora, sobretudo, defendendo o MST em suas criminosas invasões e depredações de propriedades.

Com um vizinho chamado Hugo Chávez, com as Farcs ao lado e entrando em nosso território – foram notados pelo menos 40 vezes –, como não viria a calhar essa extensa região fronteiriça habitada apenas por índios monitorados pelo CIMI e pelas milhares ONGs!

Caso esse tipo de gente invada nosso território, terá a CNBB o mesmo zelo em exigir a sua imediata “desintrusão”?

Fonte: http://7diasemrevista.blogspot.com/