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quarta-feira, 9 de abril de 2008

Raposa Serra do Sol - PF anuncia trégua

A PF acaba de anunciar uma trégua da operação Upatakon 3 até segunda-feira, dia 14. A informação foi dada após reunião entre policiais e arrozeiros que plantam na área.

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Índios aliados a arrozeiros exigem "respeito"

"Não é só o Lula que é autoridade. Nós que temos nossa terra também somos autoridade. Queremos respeito”. As palavras do vice-presidente da Sociedade dos Índios em Defesa de Roraima (Sodiur), o macuxi Sílvio da Silva, são endereçadas aos delegados da Polícia Federal (PF) que coordenam a Operação Upatakon 3.

"Eles [policiais federais] chegaram e já foram entrando nas áreas indígenas sem conversar. Chegaram abusando, querendo assustar", reclamou Silva. "Lá é nossa área e nós deixa quem nós quer", acrescentou.

A Sodiur defende a permanência dos arrozeiros na área. "Somos favoráveis que os brancos que estão ali dentro permaneçam trabalhando e com amizade conosco. Eles estão plantando, produzindo e dando emprego".

O macuxi Sílvio da Silva reclama de abandono por parte da FUNAI: "Veja se a FUNAI tem lavoura, escola ou posto médico lá dentro [da Raposa Serra do Sol]. O governo federal não vem olhar nossa área indígena e nem sabe o que um índio sente ali dentro".

Fonte: http://noticias.uol.com.br

O Brasil tem lei? – Leia e julgue

MST faz invasões com datas marcadas

O "abril vermelho" continuou no oeste de S. Paulo, onde o MST costuma alcançar maior repercussão de suas ações criminosas. Afinal, nem só de verbas públicas (dinheiro do contribuinte) vive o MST! Vive também das repercussões que a mídia lhe consagra.

Cumprindo sua agenda, o MST invadiu no dia 5 de abril a Fazenda Guarani no município de Presidente Bernardes (SP). Enquanto na Bahia, 2 mil militantes invadiram a Fazenda Bela Manhã, da Aracruz Celulose, no município de Teixeira de Freitas.

O coordenador do MST em S. Paulo afirmou que a fazenda "só tem pasto e meia dúzia de gado (sic), é uma terra que é do governo”. Já o arrendatário Nilson Vitalli contestou: "A fazenda é 100% produtiva, gera empregos e impostos, e o rebanho é de 450 cabeças de gado".

Hoje, dia 7 de abril, o proprietário entrará com a 12ª ação de reintegração de posse desde que as invasões começaram. "O custo processual não é barato", afirmou. Os sem-terra teriam derrubado pelo menos 500 metros de cerca para a invasão e de destruir a mata nativa.

Na Bahia, os invasores chegaram à fazenda da Aracruz, no município de Teixeira de Freitas, por volta das 2 horas da madrugada do dia 5, sábado. Weldes Queiroz, dirigente do MST, disse que o objetivo era lembrar Eldorado dos Carajás.

Em Minas, costuma-se dizer que o “seguro” morreu de velho e o “desconfiado” ainda vive... Será que o MST e movimentos congêneres, ditos sociais, não virão a constituir umas FARBs, semelhantes às FARCs?

Fonte: O Estado de S. Paulo, 07/4/08

terça-feira, 8 de abril de 2008

Raposa Serra do Sol - Cartas eloqüentes

“Ao ler que o governo Lula planeja retirar à força os fazendeiros, em Roraima, que investiram do seu próprio bolso e trabalharam honestamente, penso nas inúmeras invasões do MST.
Mesmo com longo histórico de invasões, que incluem terras produtivas e propriedades particulares não utilizáveis para reforma agrária, Lula sempre foi omisso e até estimulou esses crimes.

Penso que a retórica de que ele defende os trabalhadores foi desmascarada, pois só governa em benefício próprio, ou seja, do PT, do MST, da CUT...

Enquanto muitos índios estão sem assistência médica, vivendo à custa da Funai, mesmo com terras para explorar, uns poucos vivem da extração ilegal de madeira. Este é o modelo de governo assistencialista, fadado ao fracasso.

Parabéns, presidente, o senhor está conseguindo fazer do nosso País um imenso Partido dos Não-Trabalhadores”.

HUGO HIDEO KUNII hugo.kunii@terra.com.br Campinas

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“Muito oportuna a observação do leitor Sr. Ricardo Gasparino (7/4) sobre as rápidas medidas do governo federal contra o bloqueio de estradas pelos arrozeiros de Roraima, que, além da força policial, os enquadra por “crime de bloqueio de estradas”.

Há muito anos o MST vem fazendo esses bloqueios e nunca foi processado e forçado por “caveirão” a liberar importantes rodovias. Agora levaram para a região um “caveirão” - carro blindado do tipo Brucutu usado na guerrilha das favelas cariocas - para enfrentar os arrozeiros.
Quero ver se no próximo bloqueio do MST serão usados esses recursos para liberar as rodovias... Preocupo-me também com a economia de Roraima. Os arrozeiros abastecem a região com arroz e ainda exportam uma parte.

Roraima deve arrecadar um bom dinheiro com essa atividade econômica. Quando os arrozeiros saírem, de que viverá o Estado? Os indígenas só plantam mandioca e banana para sua subsistência! Roraima parece fadado a ser para sempre uma grande aldeia!”


ANTONIO MARTINS FERRARI amartinsferrari@terra.com.br São Paulo

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O conflito entre forças policiais e arrozeiros em Roraima merece a atenção de toda a sociedade brasileira.

Sabe-se que onde há riquezas há cobiça, que é o caso dessa disputa naquela imensa região.
Conforme sugerem especialistas civis e militares, eu diria ser imperioso o governo convocar as Forças Armadas para intervir no caso.

Em face dos interesses de setores espúrios internacionais que ameaçam a nossa soberania na Amazônia, urge tal intervenção, antes que planos alienígenas tentem nos tirar essa gigantesca porção de nosso território, criando uma “nação independente” na região.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA josedalmeida@globo.com Rio de Janeiro

Fonte: O Estado de São Paulo 8/4/2008

terça-feira, 1 de abril de 2008

PF prende prefeito, maior plantador de arroz da região, em reserva Raposa Serra do Sol

A Polícia Federal confirmou no dia 31/3/08 a prisão do prefeito de Pacaraima, Paulo César Quartiero, maior plantador de arroz na região.

A operação para retirada dos arrozeiros – prevista para ocorrer na semana que vem – foi antecipada com a prisão de Quartiero que tem sob seu comando um grupo de índios contrários à demarcação da reserva.

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) reagiu e disse que a PF realiza uma “operação truculenta” para a retirada de cidadãos brasileiros da reserva indígena Raposa Serra do Sol.
Ele apelou ao ministro da Justiça para que seja respeitada a “dignidade humana” de cerca de 300 famílias de não-índios moradoras da reserva.

O parlamentar nega que tais pessoas sejam grandes plantadores de arroz. Em sua maioria, são pessoas pobres que residem há tempos na área.

Em 2005, havia 458 famílias, das quais 160 foram indenizadas (em valores muito baixos) para sair das terras que ocupavam e receberam a promessa de serem reassentadas.
Mas, só 90 famílias teriam recebido novas terras.
“Contestamos essa demarcação desde o início, porque lá tem mais minério do que índios. Queríamos uma solução pacífica, mas o presidente Lula não honrou as sugestões apresentadas por comissões do Senado e da Câmara dos Deputados”, queixou-se o Senador.
Agora o governo está pagando caro por isso. As duas tentativas teriam custado R$ 1 milhão e R$ 1,2 milhão, respectivamente. A estimativa para a atual é de R$ 4 milhões.

Enquanto isso, faltam recursos para o combate à dengue e à febre amarela... Assim, vêm sendo tratados os empreendedores rurais no Brasil, os verdadeiros bandeirantes do século XXI...
Será que os citadinos vão se lembrar dos agricultores apenas quando lhes faltar comida à mesa?

Fonte: Evandro Éboli – O Globo; Agência Senado 31/03/2008.

A quem interessa a Amazônia vazia?

Citando Rômulo Valdoni, coordenador indígena do governo estadual do Mato Grosso, o articulista do jornal e das revistas RDM e Centro-Oeste, Onofre Ribeiro (onofreribeiro@terra.com.br), afirmou que o “Mato Grosso é um barril de pólvora, com a pressão do MST, dos quilombolas e dos índios”.

O jornalista afirma que o estado possui 23 etnias indígenas, todas com as suas reservas demarcadas, e que ao mesmo tempo existem 21 projetos de ampliação dessas reservas, propostos pela Funai, com muitas aberrações sob pretextos inexplicáveis.

Para Onofre, se tais reservas forem ampliadas, alguns municípios no Vale do Araguaia desaparecerão, e outros em todas as regiões serão profundamente mutilados.

Grande número de propriedades legalizadas e tituladas pelo governo, com certidões de liberação da Funai, serão expropriadas e os donos não receberão indenizações, porque é tradição da Funai não pagar o que a lei determina.

Para o arguto jornalista, a questão indígena é apenas uma vertente do problema. A operação Curupira, em 2005, deu início a uma seqüência de operações policiais com um fim claro: desocupar a Amazônia de presenças humanas que não sejam os sem-terra e os chamados povos da floresta: garimpeiros, seringueiros e índios.

Segundo ele, o ex-deputado José Lacerda possui um trabalho mostrando todas as propostas de criação de parques naturais, reservas e ampliação de áreas indígenas, em estudos ou em andamento, que cercam e isolam completamente a Amazônia. Na prática, isso fará com que os habitantes vão embora da região.

São estudos da Funai, Ministério do Meio Ambiente e ONGs... Mas, a quem interessa a Amazônia vazia?