quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Uma fábula a álcool


Era uma vez...

Era uma vez, um país que disse ter conquistado a independência energética com o uso do álcool feito a partir da cana de açúcar.

Seu presidente falou ao mundo todo sobre a sua conquista e foi muito aplaudido por todos. Na época, este país lendário começou a exportar álcool até para outros países mais desenvolvidos.

Alguns anos se passaram e este mesmo país assombrou novamente o mundo quando anunciou que tinha tanto petróleo que seria um dos maiores produtores do mundo e seu futuro como exportador estava garantido.

A cada discurso de seu presidente, os aplausos eram tantos que confundiram a capacidade de pensar de seu povo. O tempo foi passando e o mundo colocou algumas barreiras para evitar que o grande produtor invadisse seu mercado.

Ao mesmo tempo adotaram uma política de comprar as usinas do lendário país, para serem os donos do negócio. Em 2011, o fabuloso país grande produtor de combustíveis, apesar dos alardes publicitários e dos discursos inflamados de seus governantes, começou a importar álcool e gasolina.

Primeiro começou com o álcool, e já importou mais de 400 milhões de litros e deve trazer de fora neste ano um recorde de 1,5 bilhão de litros, segundo o presidente de sua maior empresa do setor, chamada Petrobras Biocombustíveis.

Como o álcool do exterior é inferior, um órgão chamado ANP (Agência Nacional do Petróleo) mudou a especificação do álcool, aumentando de 0,4% para 1,0% a quantidade da água, para permitir a importação.
Ao mesmo tempo, este país exporta o álcool de boa qualidade a um preço mais baixo, para honrar contratos firmados.

Como o álcool começou a ser matéria rara, foi mudada a quantidade de álcool adicionada à gasolina, de 25% para 20%, o que fez com que a grande empresa produtora de gasolina deste país precisasse importar gasolina, para não faltar no mercado interno.

Da mesma forma, ela exporta gasolina mais barata e compra mais cara, por força de contratos.

A fábula conta ainda que grandes empresas estrangeiras, como a BP (British Petroleum), compraram no último ano várias grandes usinas produtoras de álcool neste país imaginário, como a Companhia Nacional de Álcool e Açúcar, e já são donas de 25% do setor.

A verdade é que hoje este país exótico exporta o álcool e a gasolina a preços baixos, importa a preços altos um produto inferior, e seu povo paga por estes produtos um dos mais altos preços do mundo.

Infelizmente esta fábula é real e o país onde estas coisas irreais acontecem chama-se Brasil.

Fonte:O Globo - http://cpezza.com/wordpress/

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

IBAMA, enfim enfraquecido


Por 49 votos a 7, o Senado aprovou projeto de lei que retira do


IBAMA o poder de multar desmatamentos ilegais


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O projeto regulamenta o artigo 23 da Constituição, que define as competências de União, Estados e Municípios na fiscalização de crimes ambientais.




Tanto Marina Silva quanto seus sucessores no Ministério do Meio Ambiente, Carlos Minc e Izabella Teixeira, tentaram barrar a proposta (batizada de PLC no. 1), por entenderem que os Estados e municípios são menos estruturados para fiscalizar e/ou mais sujeitos a pressões políticas do que o IBAMA.




A bancada ruralista comemorou a aprovação. "Vamos tirar essas prerrogativas ditatoriais do IBAMA. O IBAMA quer parar o Brasil, não vai parar, não!", afirmou Flexa Ribeiro (PSDB-PA).




"Habituou-se no Brasil a achar que os órgãos federais são mais honestos que os estaduais e municipais. Não podemos tratar a Federação desta forma. O IBAMA não é a Santa Sé, ele não está acima de qualquer suspeita, não", disse Kátia Abreu.




Diante da matéria abaixo, fica a pergunta: Como ficarão as autuações já praticadas anteriormente pelo IBAMA?




Fonte: Folha de São Paulo, 26/10/2011


Pimenta nos olhos dos outros arde menos!


O Brasil engessado fará a diferença


Enquanto países fortes da Europa não querem saber de meta ambiental para eles, certamente a pregam para o Brasil, sob pena de não comprarem nossos produtos... Veja matéria abaixo:

Os países mais influentes da União Europeia atacaram as propostas para vincular cada vez mais os subsídios agrícolas do bloco a metas ambientais.


A Comissão Europeia anunciou planos para obrigar produtores a adotar práticas mais amigáveis ao meio ambiente, com a intenção de manter os subsídios agrícolas em seu nível atual de US$ 76 milhões ao ano.


Mas em recente reunião de ministros da Agricultura da UE, a França e a Alemanha, os principais produtores agrícolas do bloco, disseram que as iniciativas colocariam uma carga excessiva sobre os agricultores.


Os franceses são os principais beneficiários dos subsídios.


Fonte: OESP, 2310/2011


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Pecado contra a sabedoria

“O Senhor zomba deles”







“Disse Deus ao rei Salomão: Pede-me o que desejas, que eu te darei. [...] Salomão respondeu: Dignai-vos conceder-me a sabedoria e a inteligência” (II Crônicas, 1, 7-10).


E Deus muito se alegrou com esse pedido do rei, porque a sabedoria é um dom excelso entre todos.

Por essa mesma razão, um dos pecados que mais degrada o homem é o pecado contra a sabedoria. Ele torna o homem insensato, faz com que perca o rumo das coisas e se extravie em caminhos sem eira nem beira. Leva-o a uma espécie de loucura.


Não àquela loucura orgânica, que pode ser constatada medicamente, mas a um desvario da alma pelo qual ficam totalmente transtornadas as noções de ordem, hierarquia, bem e mal, verdade e erro, perde-se o bom senso.

Padecem dessa insensatez, por exemplo, os ecologistas de certo tipo, que invertem a ordem das coisas a ponto de colocar a vida animal acima de tudo, atropelando inclusive as conveniências humanas.


Proíbem a caça e chegam a vituperar quem se defende do ataque de um bicho. Como se os animais não se comessem uns aos outros! O resultado é que a própria natureza se vinga.

Ainda há pouco, na Austrália, a proliferação dos camelos tornou-se um problema de grandes proporções, a ponto de o governo ver-se obrigado a eliminá-los a bala, utilizando helicópteros, pois estavam destruindo o meio ambiente.


Na Flórida (EUA), serpentes das maiores do mundo realizaram uma verdadeira invasão e já começavam a atacar as pessoas.


O aumento excessivo no número de javalis em Berlim levou a prefeitura da capital alemã a permitir a caça desses animais.


Já se fala correntemente em castrar e esterilizar animais domésticos, devido a sua proliferação incontida.


Agora, no Paraná, a Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento alerta em seu site:


“O Conselho Estadual da Sanidade Agropecuária (Conesa) debateu na segunda-feira (3-10-2011) a proliferação de animais e pragas indesejáveis no meio rural.


"É o caso do crescimento das populações de formigas cortadeiras – presentes em mais de 200 municípios paranaenses – e dos macacos-prego, que podem destruir até 50% dos pinus com idade de até cinco anos (…).


"Os animais atacam as áreas de florestas plantadas em busca da seiva de plantas jovens de pinus (…) Os macacos se deslocam de uma planta para outra por via aérea para evitar os predadores que estão no solo (…)


"A infestação de formigas cortadeiras (Saúva e Quenquém) é outra preocupação no Paraná. Elas atacam as pastagens e concorrem com os bovinos. Com a concorrência, diminui a oferta de alimentos aos animais de produção”. (http://www.seab.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=4905).


Fonte: Gregório Vivanco Lopes, em www.ipco.org.br


domingo, 23 de outubro de 2011

Elogio ao óbvio

Xico Graziano


Tenho lido, intrigado, algumas notícias insólitas abordando assuntos do campo. Aqui mesmo, no Estadão, deparei-me dias atrás com a seguinte manchete: Cidades geram apenas 2,5% do lixo do planeta.


Vai sobrar para a agricultura, pensei.Não deu outra. Segundo a matéria, a pecuária lidera a geração de resíduos sólidos no mundo, com 39% do volume total.


Somando-se ao ramo vegetal, 58% do lixo do planeta estaria sendo gerado na zona rural. Será mesmo? Da atividade mineradora viriam outros 38% dos resíduos, compostos estes por pedras e escórias, naturalmente.


Conclusão: cabe às cidades mínima parcela do lixo mundial. Dá para acreditar nisso?Impossível. Obviamente algum equívoco permeia a notícia. E é fácil perceber.


O estudo citado na matéria considerou "lixo" o esterco dos animais, colocando os excrementos que fertilizam o pasto na mesma caçamba da imundície coletada nas ruas.


Francamente falando, equiparar a sujeira urbana com os dejetos animais configura crasso engano. Um lixo de informação. É óbvio ululante que o drama dos resíduos sólidos pertence à moderna civilização industrializada, assentada no consumismo desenfreado estimulado pelo marketing.


Montanhas de lixo se acumulam, ou se enterram e se queimam alhures, constituídas por recipientes e produtos variados, plásticos e latas, restos do desperdício alimentar e social. Um drama urbano.Os detritos empesteiam, claro, algumas áreas rurais. Mas, para surpresa de muitos, o Brasil é campeão mundial na reciclagem das embalagens de produtos agrotóxicos.


A ação de logística reversa, coordenada pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV), envolve 84 empresas fabricantes, aliando cooperativas, revendedores e produtores rurais capazes de retirar 95% das invólucros venenosos distribuídos na roça. Atitude exemplar.


É bem verdade que nos modernos confinamentos de gado o acúmulo de animais em pequena área provoca impactos ambientais semelhantes aos dejetos domésticos do esgoto. Disposição correta e tratamento se exigem para evitar a poluição de mananciais.


Definitivamente, porém, esterco animal e restos orgânicos das colheitas não pertencem à mesma balança do lixo citadino.Dizia-se antigamente que a "mentira tem perna curta". Hoje em dia, com a facilidade da comunicação via internet, certas balelas espicham suas pernas, espraiando-se incontrolavelmente nos circuitos das redes sociais.


Uma informação deformada, se curiosa, acaba sendo um perigo.Peguem novo exemplo. Os vegetarianos sempre combateram o consumo de carne, associando-o, por motivos religiosos ou humanitários, à desumanidade da caça ou do abate dos animais.


Mais recentemente, porém, seus radicais descobriram uma maneira inteligente de depreciar a carne, a bovina especialmente, associando-a ao aquecimento global. Comer carne virou, para eles, problema ecológico.


Acontece que os animais ruminantes liberam gases no processo da fermentação em seu estômago. Com poder de efeito estufa maior que o dióxido de carbono (CO2), o metano advindo da eructação bovina preocupa há tempos a zootecnia.


Alteração nas dietas animais, entre pasto e rações, bem como aditivos configuram técnicas pesquisadas para interferir na digestão entérica, reduzindo o arroto dos bichos.


Por outro lado, cientistas do clima crescentemente desconfiam que o efeito estufa causado pelo metano seja bem menor do que se convencionou em laboratórios. Acontece que na realidade da atmosfera os raios infravermelhos provocam um fenômeno de "radiação de corpo negro", que reduz o potencial de aquecimento do metano, caindo de 23 para 4 a 5 vezes o equivalente em CO2.


A queda é enorme.Os agrônomos teimam em não aceitar que as emissões de carbono liberadas no processo orgânico sejam comparadas às oriundas do petróleo. Esta via é fóssil e a outra, renovável.


Mais ainda, a ruminação faz parte do ciclo da vida planetária: a pastagem que alimenta o gado cresce realizando a fotossíntese, absorvendo gás carbônico, liberado posteriormente em forma de metano.


Quando se considera esse fluxo de carbono, a conta ambiental da pecuária quase zera. Por essa razão a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) reviu suas posições e lançou um programa - Mitigation of Climate Change in Agriculture (Micca) - defendendo novo enfoque no estudo das alterações climáticas na agricultura.


A Embrapa segue esse caminho.O assunto, como se percebe, é complexo. Nada disso, porém, interessa aos ativistas vegetarianos, como Pankaj Goswami, que publicou no site GreenDiary (2006) um cálculo simplista comparando a emissão de carbono oriunda dos rebanhos bovinos com a advinda dos veículos automotores. E concluiu algo como "as vacas do mundo poluem mais que os automóveis". Uma afronta ao óbvio.


O risco da falácia espalha-se na internet. Mecanismos de busca, juntamente com o famigerado copia-e-cola, permitem que as pessoas se manifestem sobre o que pouco entendem. Leigas, misturam argumentos, trocam o raciocínio, confundem laranja com banana, escrevem bobagens sem a menor noção.


Repetem argumentos que, em muitos casos, são meros slogans, para não dizer boas asneiras. Gente séria entra na roubada. Não tem lógica, em nome da ecologia, amaldiçoar a boiada e oferecer salvo-conduto aos automóveis.


Também não faz sentido afirmar que no campo se gera mais lixo que na cidade, ou inventar que se gasta mais água para produzir um bife do que para fabricar um carro. Tais comparações são insensatas.


Na roça, quando o caboclo escuta uma coisa inusitada, ele fica sestroso, desconfiado. Seu primeiro impulso, algo sábio, é raciocinar com a simplicidade do óbvio, um bom conselheiro da verdade.


Fonte:OESP, 18 de outubro de 2011.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Europeus correm rapidamente contra o muro


A opinião é de um professor chinês de economia, sobre a Europa - o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França.


E se ele tivesse vivido no Brasil? Não poderia ter dito o mesmo?


1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas , ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais saem de lá porque não suportam o custo do trabalho na Europa, os seus impostos e as taxas para financiar a assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem de crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Pois quanto mais se reparte riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e falta de ar. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos pacotes de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um
desempregado...

10. (Os europeus) vão diretamente se chocar contra um muro, e a alta velocidade...


Blog: Qualquer semelhança será mera coincidência!


terça-feira, 18 de outubro de 2011

"Cesse tudo o que a Musa antiga canta / Que outro valor mais alto se alevanta"

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Valores "científicos" falam mais alto... Pobre Brasil!


Isso já é apelação!



Não deixe de assistir ao vídeo dos (as) artistas!


O Blog agradece antecipadamente comentários pertinentes
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http://video.br.msn.com/watch/video/campanha-mobiliza-artistas-para-evitar-mudancas-no-codigo-florestal/1m0pfsx9h



Artistas pedem aos senadores que evitem as mudanças que pioram o Código Florestal Brasileiro


A campanha "floresta faz a diferença" lançou hoje (18/10), uma série de vídeo-depoimentos feitos por pessoas da classe artística e estudiosos ambientais com o objetivo de pedir aos senadores que evitem as mudanças que pioram o Código Florestal Brasileiro - atualmente em trâmite no Senado.


Os vídeos foram gravados com câmeras pessoais, webcams e celulares, por pessoas como Gisele Bündchen, Wagner Moura, Alice Braga, Solange Teles da Silva (Doutora em direito ambiental), Bruna Lombardi, Maria Flor, Klauss Barreto (Engenheiro florestal), Marcos Palmeira, Rodrigo Santoro, Angelo Antonio, Ricardo Abramovay e Fernanda Torres.



Em setembro, membros da campanha realizaram uma vigília para que a sociedade debatesse a tramitação da proposta do novo Código no Senado. Virtualmente, e com o auxílio das redes sociais, o prejeto teria reunido 40 milhões de pessoas.


A campanha floresta faz a diferença é uma iniciativa de apoio ao Comitê em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão de mais de 150 organizações da sociedade civil contra as mudanças no Código Florestal Brasileiro.


Fonte: Estadão.com.br 18/102011