quarta-feira, 30 de março de 2016

O Brasil que queremos



A Pátria que queremos 

Por Carlos Alberto Da Cás* 

Nesses tempos inquietos da América Latina vê-se de tudo: vozes sensatas, divagações, teorias conspiratórias e manipulações de todos os tipos. Porém a razão persiste em sobreviver: a Terra de Colombo, como uma Fênix, sempre vem renascendo das cinzas. 

Afinal vemos hoje um Macri, maestro de fato, na então desafinada orquestra argentina; um Maduro agonizando na decadente Venezuela; e uma Dilma pedalando para trás no nosso calejado Brasil. Em síntese, os fachos do então forte farol bolivariano estão minguando a cada dia. 

Mas nessa percepção há uma precavida ressalva: esse pessoal é ardiloso e por isso deva ser ainda observado. Basta lembrar que, mesmo com a queda do ícone da revolução socialista, a ex-URSS, entre outras tantas tragédias vermelhas, ainda persistem partidos afins no mundo, inclusive no Brasil. 

O MST foi e sempre será perigoso, pois reza a cartilha da ideologia marxista. Tumultua o campo em todo o País, apoiado pelo governo petista. Seu líder Stedile, radical porém esperto, prefere áreas produtivas do agronegócio visando vantagens, além de explorar o conflito de classes. 

Enquanto isso, seus dirigentes, tais quais os sindicalistas, enchem os seus bolsos de dinheiro fácil, com a mão camarada do governo petista. Por tudo isso é prudente acompanhar seus rastros e cobrar na forma da lei. E no desespero petista se oferece como tropa de choque. 

A ideia de Pátria Grande, hoje bandeira do MST, foi originada no Foro de São Paulo, ainda sob forte influência do então Chaves. Seu delírio bolivariano desencavou esquisitas teses utópicas como a criação da URSAL ( União das Repúblicas Socialistas da América Latina). 

O Lula com a sua garganta populista deu certa voz a essa tal solidariedade bolivariana. O lado `B" do Itamaraty, com a liderança do falso diplomata Marco Aurélio Garcia, flertou com a essa idiotice latino-americana, prejudicando o Brasil em diversas situações, destacando-se a crise envolvendo a Petrobras na Bolívia. 

Nesse contexto foi criada a UNASUL, até coerente, tal qual a OTAN e outros tratados de defesa continental. Mas o ranço socialista consegue deturpar quaisquer objetivos pragmáticos e assim já tentaram abusar da prematura UNASUL, inferindo envolvê-la com a capa e a coroa da Pátria Grande. Mas encontraram resistência, principalmente das isentas Forças Armadas Brasileiras. 

E o futuro? Enquanto o Estado flertar com o criminoso MST e afins haverá inquietação. Mas, enfim, percebe-se novos olhares sobre a neblina populista que avançou nestas terras latinas. 

A queda do projeto de poder petista é só uma questão de tempo, que se acelera. Hoje a população e muitas instituições sérias já identificaram o grande engodo e se articulam para reconstruir um mundo novo, com um estado dinâmico, racionalizado e eficaz, capaz de permitir uma economia de mercado sustentável e a garantia dos direitos e deveres de uma plena democracia. 

E é essa Pátria que queremos e não arremedo esquisito de qualquer tamanho utópico. 

* General, Doutor em Aplicações, Planejamento e Estudos Militares e MBA Executivo da FGV. 

Use o endereço de e-mail para falar com o autor: rcdacas@hotmail.com 

segunda-feira, 28 de março de 2016

Exército do Stédile ameaça de novo


Coordenador do MST diz que, se Temer 

assumir, ‘não terá paz’




BRASÍLIA - Um dos coordenadores nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Alexandre Conceição afirmou na tarde desta segunda-feira, em ato pró-Dilma Rousseff na Câmara, que se o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assumir a presidência, não terá paz. 

O MST entende que afastar Dilma é um golpe e anunciou também que os manifestantes sem-terra que virão para Brasília para participar da marcha de 31 de maio permanecerão na capital até o desfecho do processo de impeachment na Câmara.

 O que está ocorrendo é um manobra inconstitucional, um golpe. Tanto Eduardo Cunha, réu no Supremo e acusado de muitos crimes, como o vice Michel Temer não vão ter paz. Vamos fazer uma luta política forte. Para manter os ganhos sociais, só há uma saída: manter Dilma na presidência — disse Alexandre Conceição ao GLOBO.

O líder do MST contou que os sem-terra vão permanecer em Brasília após dia 31.

— O pessoal já está acostumado a suportar e vai ficar o tempo que for necessário — disse.

Ele disse que se Eduardo Cunha marcar a sessão do impeachment para um domingo, como chegou a ser divulgado, os sem-terra estarão nas ruas.


— Não há a menor dúvida. O dia que for o pessoal vai para a rua.

 EVANDRO ÉBOLI   O Globo

Pecuária cai depois de 30 anos de perseguição dos eco-jihadistas. Efeito Marina...


Efeito Marina: Cai a produção de bovinos no 

Brasil em 2015


De acordo com dados divulgados pelo IBGE, em 2015, foram abatidas 30,64 milhões de cabeças de bovinos no Brasil. O número representa queda de 9,6% em relação ao ano anterior (33,91 milhões de cabeças). 23 das 27 unidades da federação apresentaram queda nos abates. A produção também foi 7,1% inferior à registrada em 2014.

A produção de 7,49 milhões de toneladas de carcaças bovinas em 2015 foi 7,1% menor que a registrada no ano anterior (8,06 milhões de toneladas). O peso médio das carcaças bovinas foi de 244,5 kg/animal em 2015, sendo 6,7 kg maior que o do ano anterior.

O abate de 3,27 milhões de cabeças de bovinos a menos no comparativo 2015/2014 foi impulsionado por reduções em 23 das 27 Unidades da Federação. As principais quedas foram em Mato Grosso (-811,42 mil cabeças), Mato Grosso do Sul (-532,31 mil cabeças) e São Paulo (-471,46 mil cabeças). O estado do Mato Grosso, mesmo com queda de 15,2%, continuou liderando o ranking das UFs em 2015, seguido por Mato Grosso do Sul e Goiás.

Já no 4º trimestre de 2015, foram abatidas 7,69 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária. Essa quantidade foi 1,5% maior que a do trimestre imediatamente anterior e 9,8% menor que do 4º trimestre de 2014.

Em tempo, a pecuária brasileira foi escolhida pelo ambientalismo radical como inimiga número um do meio ambiente. Por três décadas a pecuária brasileira vem sofrendo toda sorte de ataques nos ecojihadistas. Eis aí o resultado.

Na última década, grandes áreas de pecuária foram transformadas em áreas agrícolas e destinas a produção de soja, milho, cana, eucalipto e outros usos mais nobres.




quinta-feira, 24 de março de 2016

"A ideia de jerico de Lula"


A ideia de jerico de Lula

Lula asilado na Itália só porque Marisa lhe garantiu um passaporte italiano é uma ideia de jerico.
É uma ideia de jerico porque a Itália não reconhecerá Lula como "asilado político" se ele for condenado no Brasil.
Lula seria extraditado assim como Salvatore Cacciola. Lula seria extraditado assim como Henrique Pizzolato. Lula seria extraditado porque a Itália é o país da Operação Mãos Limpas, a inspiração de Sergio Moro.
Lula seria extraditado também porque italiano nenhum engole o fato de ele ter dado abrigo ao terrorista Cesare Battisti.

Fonte: O Antagonista

Já pensou se os nossos campos estivessem nas mãos do MST?


MT exporta 'um navio' de soja por dia

Da Redação
Escoamento mato-grossense entra na fase mais movimentada. Volume remetido diariamente é suficiente para lotar uma embarcação em Santos

O escoamento da safra recorde de soja, estimada em mais de 100 milhões de toneladas no ciclo 2015/16, no país, entra em seu período mais movimentado neste mês e atinge marcas impressionantes. A Rumo, maior concessionária de ferrovias do Brasil, vem remetendo, somente de Mato Grosso para o porto de Santos (SP) um volume equivalente a um navio carregado de grãos por dia.

Sete comboios de cerca de 80 vagões partem diariamente dos terminais de Rondonópolis e outros dois saem de Alto Araguaia, ambas cidades localizadas no sudeste mato-grossense. Os trens carregam, juntos, perto de 50 mil toneladas de soja, volume suficiente para encher 1,4 mil caminhões – ou um navio graneleiro. 

Essa movimentação ocorre em um ano em que o País se supera na produção e na exportação de soja. Para a safra 2015/2016, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma colheita de 101 milhões de toneladas e embarque de 56,75 milhões de toneladas do produto em grão. Em relação a 2014/15, o primeiro número representa 4,95 milhões de toneladas a mais (aumento de 5%) o segundo, 2,43 milhões de toneladas (4,5%). 

Para chegar a esse volume nas exportações, o Brasil precisa exportar uma média de 155 mil toneladas da oleaginosa em grão por dia. Em março, um terço desse volume sairá de Mato Grosso, o maior produtor nacional, via ferrovia. 

Mato Grosso está produzindo 28,5 milhões de toneladas de soja na safra 2015/16, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). Nesta época do ano, o Estado passa a exportar mais de 1 milhão de toneladas por mês, principalmente para a China. 

As exportações têm estimulado uma produção cada vez maior de grãos. No caso da soja, aproximadamente três quartos da colheita brasileira devem ser exportados nesta temporada, conforme a Conab. Além das 56,75 milhões de toneladas em grão que estão deixando o País, o setor deve embarcar 15,5 milhões de toneladas de farelo e 1,4 milhão de toneladas de óleo, totalizando 73,65 milhões de toneladas em exportações. 

Conforme dados do Imea sobre os embarques de soja, números referentes ao realizado em fevereiro, o porto de Santos (SP) foi o principal destino do grão com mais de 288 mil toneladas exportadas, seguido por Santarém (PA) com movimentação de outras 175,8 mil toneladas e Paranaguá (PR), com mais 117,26 mil toneladas. 

Diario de Cuiaba,
Quinta-feira, 24 de março de 2016

terça-feira, 22 de março de 2016

Rádio Vaticana: Carta Aberta em Defesa da Democracia (sic)



Cáritas do Brasil lança carta aberta em defesa da democracia




Cidade do Vaticano (RV) - A Cáritas brasileira publicou no dia 18/03, uma nota em que, junto com outros quatro organismos pastorais, manifesta a "preocupação com a grave crise" no Brasil.

"Neste momento em que vivenciamos a ameaça de golpe sobre a democracia brasileira, não podemos permitir que as conquistas democráticas e que os direitos civis, políticos e sociais sejam mais uma vez afrontados pela força da intolerância, do conservadorismo e da violência, física e/ou institucional", lê-se na introdução do documento.

Ao recordar o Estado de Exceção já vivido no Brasil e suas consequências, o documento afirma que "na nossa ainda jovem democracia, estamos presenciando o mesmo discurso de combate à corrupção propagado pelos meios de comunicação às vésperas do golpe de 1964".

A "Carta Aberta em Defesa da Democracia" alerta ainda para o risco de agravamento da situação, que poderia levar à "quebra da ordem constitucional e social" e, ao reafirmar o compromisso com o combate à corrupção, pontua:


"Queremos que todos os fatos sejam apurados e que seja garantida a equidade de tratamento a todos os denunciados nas investigações em curso no país, respeitando-se o ordenamento jurídico brasileiro".

GPS: Com efeito, costuma-se dizer que o PT foi criado numa Sacristia! 


Brasil será "incendiado por greves e ocupações" se houver impeachment, diz líder do MTST



 "Não haverá um dia de paz" 
Por: Estadão Conteúdo
22/03/2016 - 19h03min | Atualizada em 22/03/2016 - 19h33min

Coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e da Frente Povo sem Medo, que congrega organizações ligadas aos movimentos sociais, Guilherme Boulos disse, nesta terça-feira, que se o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff for efetivado e for decretada a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Brasil será "incendiado por greves, ocupações e mobilizações". 
— Não haverá um dia de paz do Brasil. Podem querer derrubar o governo, podem prender arbitrariamente o Lula ou quem quer que seja, podem querer criminalizar os movimentos populares, mas achar que vão fazer isso e depois vai reinar o silêncio e a paz de cemitério é uma ilusão de quem não conhece a história de movimento popular neste país. Não será assim — disse. 
— Há setores do mercado que acham que vão tirar Dilma e vão fazer as "reformas estruturais" que se precisa para a sociedade brasileira. O escambau. Este país vai ser incendiado por greves, por ocupações, mobilizações, travamentos. Se forem até as últimas consequências nisso não vai haver um dia de paz no Brasil — completou. 
As declarações foram feitas durante entrevista coletiva concedida por ele e outros coordenadores da Frente Povo Sem Medo, para anunciar atos marcados para a próxima quinta-feira, em diversas cidades brasileiras, "em defesa da democracia e de uma saída pela esquerda". A mobilização conta com apoio de artistas, juristas, economistas e intelectuais. 
Em São Paulo, os organizadores esperam reunir 50 mil pessoas no Largo da Batata, na zona oeste da capital, a partir das 17h. Os manifestantes marcharão cerca de seis quilômetros até a sede da Rede Globo, na zona sul da cidade. 
No Rio de Janeiro serão realizados dois atos, um pela manhã na Praia Vermelha e outro, à tarde, na Cinelândia. Na capital federal a concentração será em frente ao Brasília Shopping a partir das 16h. 
Estão confirmadas manifestações também em Curitiba, Fortaleza, Recife e Uberlândia. 
Segundo Boulos, as mobilizações têm objetivo de marcar posição de entidades de esquerda, ligadas aos movimentos populares, que são críticas ao governo federal mas a favor da legalidade das ações das polícias, Ministério Público e Justiça. 
— O espírito dessa mobilização é dizer que estamos extremamente preocupados com esta ofensiva antidemocrática e golpista no Brasil, mas que ao mesmo tempo não nos identificamos com a política deste governo. Entendemos que as políticas assumidas pelo governo Dilma são indefensáveis. Defender a democracia não significa defender este governo — afirmou Boulos. 
Além dos questionamentos em relação ao governo, o manifesto de convocação dos atos faz duras críticas à atuação do juiz Sérgio Moro, que conduz as investigações em primeira instância da operação Lava-Jato — que tem como pano de fundo a condução coercitiva e eminência da prisão de Lula — e da mídia. 
"Não é de hoje que o Estado brasileiro é seletivo. A adoção da Justiça de exceção é regra desde sempre nas periferias urbanas, contra pobres e negros. Direito de defesa aqui nunca existiu", diz o texto. 

Segundo Boulos, a TV Globo foi escolhida como alvo por ser é um símbolo da ação das "forças conservadoras e golpistas". (sic)


O Antagonista informa: MST na Casa Civil


MST na Casa Civil


Eva Chiavon, braço-direito de Jaques Wagner, responderá interinamente pelo ministério mais importante da Esplanada.
Ela é casada com Chicão, número dois do MST.

segunda-feira, 21 de março de 2016

A jararaca só venceu quando foi paz e amor


A jararaca só venceu quando foi paz e amor

Péricles Capanema

27 de fevereiro, comemoração do aniversário do PT no Rio de Janeiro, Lula avisou no fim do discurso: ▬ Daqui pra frente, é pão, pão, queijo, queijo. Lulinha não vai ser mais Lulinha paz e amor!

Voltava à cena o Lula próximo dos comunistas, que, em proclamações extremistas, mostrando as presas peçonhentas, perdeu três eleições presidenciais. Só venceu ao garantir  em carta aberta ao povo brasileiro manter a política econômica do governo FHC, inaugurando a fase Lulinha paz e amor.

18 de março, manifestação de apoio ao PT, Dilma e Lula na avenida Paulista, de novo o chefão petista recolocou a máscara antiga: ▬ Vim para cá pensando como falar sem ficar nervoso. Tem muita gente pensando que eu vou atacar. Na hora em que a companheira Dilma me chamou [...] veja o que aconteceu comigo, eu virei outra vez Lulinha paz e amor. Eu não vou lá para brigar.

A guinada aconteceu logo depois de Lula ser anunciado do palanque, de forma solene, como o cavaleiro da esperança, o título de Luiz Carlos Prestes, no meio do mar de camisas vermelhas, onde tremulavam sem número as bandeiras da foice e do martelo.

O que teria acontecido? Um primeiro ponto, arquivou bravatas, voltou à política possível. O PT está fraco politicamente, a rejeição das ruas é altíssima, estão esboroando as alianças partidárias. O Datafolha de 19 de março dá rejeição de 57% para Lula, a maior entre todas as pesquisas; na mesma direção, 68% dos brasileiros querem o impedimento da presidente Dilma. Um fraco tenta acordos, não agride adversários.

Outro ponto chama a atenção, a mudança clara do quadro nos últimos dias. Entre as forças decisivas do Brasil, na política, na economia, no âmbito religioso, nos órgãos de classe, rapidamente está se construindo o consenso de que a saída necessária e provisória da atual crise é o impedimento da Presidente. Coisa que nunca se viu, entidades de classe, às centenas, estão se manifestando publicamente pelo fora Dilma. E, em especial, dois sintomas indicam atmosfera nova: a OAB, até agora, de fato, embora com disfarces, força auxiliar do lulopetismo, em votação esmagadora, apoiou o impeachment. O segundo, a CNBB, de triste trajetória governista, calou-se. Hoy por hoy, como dizem os espanhóis, já vivemos no pós-Dilma.

No situacionismo, continuam arreganhos e estrebuchamentos; são compreensíveis e até imprescindíveis para o PT. Um deles foi a declaração boçal de Eugênio Aragão, o novo ministro da Justiça: ▬ Cheirou vazamento de investigação por um agente nosso, a equipe será trocada, toda. Cheirou. Eu não preciso ter prova. ▬ É o petismo em seu lado totalitário, harmônico com o mar de vermelho na avenida Paulista e as bandeiras da foice do martelo. E assim, posto o clima atual, o governo, até por jogo de cena, vai continuar esperneando.

Estrebuchar, passar a impressão de que não entregou os pontos, tem razão importante, ajuda a manter acesos os ativistas. A direção partidária precisa dar carne para o tigre, sob pena de os mais ardidos caírem  na inanição. Com um problema: dá problemas o tigre rugir demais.

No caso, temos dois problemas concomitantes, de difícil harmonização, ambos decisivos para o futuro do PT: desmobilizar os opositores e mobilizar a militância. E o partido precisa solucionar ambos aceitavelmente, sob pena de sucumbir. Não custa lembrar, o PT não é partido comum, é seita ideológica, no horizonte político brasileiro em boa medida ocupa o lugar vago pelo antigo Partidão; como o velho PCB, precisa nutrir os setores ardidos. Nesse quadro, até os políticos petistas de mais relevância, confrontados com o “senhor Fato”, recordando a expressão de Ulysses Guimarães, já devem estar com a atenção mais posta no pós-Dilma que na situação atual. E, logicamente, seu propósito deve ser manter acesa a militância, atrair simpatizantes e não perder muito eleitorado. Para conseguir os três fins, o provável é enorme encenação de partido preocupado com os pobres, porta-voz das causas progressistas, injustiçado por perseguição implacável de elites insensíveis. Além disso, em auditórios escolhidos, destemida e afirmativa defesa das teses extremistas, as que provocam aclamações delirantes.


E volto, se carregar fora da medida a agressão aos sentimentos públicos dominantes, endurecerá o polo duro do antipetismo e, congruentemente, favorecerá seu aumento. Aí pode queimar chances de progresso por décadas. Dessa forma, a menos que sejam idiotas, e não são, os estrategistas do PT buscarão meios de evitar que a presente exasperação antipetista, de si lava passageira, se transforme em pedra, obstáculo permanente. O Brasil que presta, o que pretende? Quanto mais pedra, melhor.

sábado, 19 de março de 2016

Índios defendem sitiantes e expulsam grupo invasor



Índios defendem sitiantes e expulsam grupo invasor
Situação foi denunciada na Polícia Federal e Ministério Público
Por: Valéria Araújo - Imagens: Marcos Ribeiro


Grupo de mais de 100 indígenas da Aldeia Bororó, decidiram dar um basta nas ocupações de terras que estão ocorrendo na Região Boquerão, e expulsaram grupo invasor, que queria ocupar sitio de propriedade do empresário José Goulart. O fato ocorreu na noite de ontem (17). Do total de 10 pequenas propriedades rurais, sete já foram ocupadas.
De acordo com o terena Antônio Vilhalba Ramires, a previsão é de que chegue a 400 o número de indígenas que vão combater as invasões. "Esses indígenas que estão invadindo terras estão se aproveitando da cesta básica e do incentivo da Funai. Eles têm terra e se aproveitam das cestas e dos incentivos que dão para eles invadirem. 
Nós que somos índios trabalhadores, que não somos sustentados pela Funai, dependemos do trabalho, que muitas vezes vêm destes sitiantes. Nós moramos aqui há anos em harmonia. Não é justo o que está acontecendo com os brancos. Estão sendo expulsos de suas casas. Eles já foram expulsos uma vez e serão novamente, quantas vezes for necessário. Estes invasores não representam a vontade dos índios da reserva de Dourados", destaca.
De acordo com o sitiante José Goulart, ontem 40 indígenas tentaram invadir sua propriedade rural. Ele disse que ficou assustado porque acamparam em frente a sua casa e pareciam estar armados. "Geralmente eles acampam em frente ao local que vão ocupar. Depois, a noite expulsam os proprietários. É um verdadeiro terror. Me senti muito aliviado quando vi que indígenas daqui vieram nos ajudar", conta.
O sitiante, que vive em área de 20 hectares, diz que já pediu reintegração de posse mas a Justiça aguarda manifestação do Ministério Público Federal. Hoje de manhã grupo de indígenas denunciaram os invasores na sede da Polícia Federal e Ministério Público Federal. Abaixo você vê o vídeo com os indígenas defensores:

segunda-feira, 14 de março de 2016

Lula escarnece dos pobres



No depoimento, Lula escarnece dos pobres


O cinismo de Lula no depoimento à PF é impressionante, mesmo para ele.
Leiam o que ele respondeu sobre o triplex:
Delegado da Polícia Federal: Qual era a intenção da segunda visita (ao triplex)?
Lula: Quando eu fui a primeira vez, eu disse ao Léo (Pinheiro) que o prédio era inadequado porque além de ser pequeno, um triplex de 215 metros é um triplex “Minha Casa, Minha Vida”, era pequeno.
Lula escarnece dos pobres.
Fonte: O Antagonista

Esquerda perdeu a partida da popularidade



13 de Março: o dia em que a esquerda perdeu a partida da popularidade

13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo
13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo





Estive na Av. Paulista neste Domingo 13 de Março. E posso garantir, pelo que me foi dado observar, que a esquerda perdeu, mesmo, a partida da popularidade.

Ali estava uma amostra gigantesca do Brasil (mais de um milhão e 400 mil pessoas, segundo a Polícia Militar - foto 1).

Era a reprodução do que se deu neste dia em centenas de cidades de Norte a Sul do Brasil e com números muito impressionantes!

A começar pelo Rio de Janeiro, em que a orla de Copacabana foi literalmente tomada pela multidão estimada em um milhão de pessoas (foto 2).

O que dizer de Fortaleza, de Salvador, de Belém, de Curitiba, de Porto Alegre, de Natal, de Maceió, de Brasília, de Vitória, de Goiânia, de Campo Grande, de Recife, de Florianópolis e de tantas outras cidades com números igualmente impressionantes?

Cordialidade e distensão

Pessoas de todas as idades, das mais diversas condições e classes sociais, dos mais variados graus de cultura, de todas as origens raciais, irmanadas num imenso NÃO ao PT, a seus personagens principais Lula e Dilma e a tudo o que estes e a sigla representam. “Nossa bandeira jamais será vermelha” era o brado de muitos e a certeza de todos.

O ambiente era distendido e familiar; a cordialidade estava presente em todos; os cumprimentos efusivos entre amigos que se encontravam eram reveladores; os protestos eram firmes, convictos mas não raivosos; as forças policiais eram saudadas com afeto e admiração; não havia distúrbios nem agitação; tudo transcorria num ambiente ordeiro e civilizado.

13 de março de 2016 no Rio de Janeiro, Copacabana.
13 de março de 2016 no Rio de Janeiro, Copacabana.
A cegueira da esquerda

A esquerda, aprisionada nos labirintos mentais de suas utopias, tem uma dificuldade fundamental: entender a realidade!

Em sua delirante perspectiva de luta de classes, ali estão nas ruas milhões de “coxinhas” (coCHinhas, segundo a literacia de Rui Falcão), injustos detentores de privilégios, contra os defensores dos pobres (os petistas?!).

A esquerda não entende que ali está o Brasil autêntico, ordeiro e pacato, o Brasil honesto e familiar, que trabalha e almeja por um sadio progresso dentro de uma harmonia de classes.

O Brasil que não se deixou convencer nem enredar pela ideologia de esquerda.

Durante algum tempo, é verdade, esse Brasil, um tanto otimista e desavisado, deixou-se embair ou intimidar pelas peças publicitárias de um marketing político falacioso e pelas benesses passageiras de uma bonança econômica e concedeu ao PT alguns êxitos eleitorais. 

E a esquerda confundiu resultados das urnas com a conquista de mentes e corações.

Mas, à medida que o PT se foi assanhando em dominar o Estado, corromper as instituições, deturpar os processos políticos e eleitorais (coadjuvado por uma oposição fraca), implantar políticas autoritárias e imorais, o Brasil de profundidade começou a afastar-se da esquerda. Foi silenciando. 

E muitos – inclusive do centro e da direita – confundiram este silêncio com desinteresse pela vida pública.

Não entenderam que, no fundo das mentalidades, germinava um enorme descontentamento.

O Brasil se levanta como um todo

Não vou estender-me. As ruas – uma vez mais – estão aí e não deixam margem a dúvidas. Elas revelaram que o Brasil não está dividido, mas, pelo contrário, o Brasil se levantou como um todo só contra uma minoria que é avessa a sua índole: “eu quero meu País de volta”, diziam muitos.

A esquerda petista, entretanto, continua cega!

E, acrescento: não só ela, mas boa parte do mundo político está desnorteado e sem bússola. E não apenas por causa da Lava Jato. Não consegue medir e avaliar o que está acontecendo na profundidade das fibras do espírito nacional e, por isso, fica impossibilitado de dirigir os acontecimentos. 

Pode continuar a fazer conchavos de bastidores, mas estes, provavelmente, se esfarelarão ao serem descobertos. Quando considero alguns políticos, que agora tentam alinhar-se com o clamor das ruas, tenho a impressão de rolhas boiando no mar, ao sabor das ondas.

Plinio Correa de Oliveira
Cuidado com os pacatos


Plinio Corrêa de Oliveira tanto em seus escritos, como na sua atuação pública, sempre teve uma compreensão profunda da índole do espírito brasileiro, de suas características temperamentais e de suas peculiaridades ideológicas.

E o acerto de suas análises atravessa as décadas. 


No início dos anos oitenta, quando a esquerda obteve alguns êxitos eleitorais, em artigo para aFolha de S. Paulo, delineava ele o significado dos mesmos e lançava uma advertência, válida para os dias que correm:

O êxito da esquerda só tem possibilidade de ser durável na medida em que ela o saiba compreender. E, analogamente, o centro e a direita só continuarão a representar um papel marcante na vida brasileira se souberem adaptar-se a tal.

Quero ser ainda mais concreto. Se a esquerda for açodada na efetivação das reivindicações "populares" e niveladoras com que subiu ao poder; se se mostrar abespinhada e ácida ao receber as críticas da oposição; se for persecutória através do mesquinho casuísmo legislativo, da picuinha administrativa ou da devastação policialesca dos adversários, o Brasil se sentirá frustrado na sua apetência de um regimebon enfant de uma vida distendida e despreocupada. 

13 de março de 2016 em Brasília.
13 de março de 2016 em Brasília.
Num primeiro momento, distanciar-se-á então da esquerda. 

Depois ficará ressentido. 

E, por fim, furioso.

A esquerda terá perdido a partida da popularidade.

Em outros termos, se os esquerdistas, ora tão influentes no Estado (Poderes 1, 2 e 3), na Publicidade (Poder 4) e na estrutura da Igreja (Poder 5), não compreenderem a presente avidez de distensão do povo brasileiro, deixarão de atrair e afundarão no isolamento. Falarão para multidões silenciosas no começo, e pouco depois agastadas. (...)

O Brasil de hoje quer absolutamente pacatez. 

Se a esquerda vitoriosa não souber oferecê-la, esvanecer-se-á. Se o centro e a direita não souberem conduzir sua luta num clima de pacatez, terá chegado a vez deles se esvanecerem.

Bem concebo que algum leitor exasperado me pergunte: mas, afinal, quem ganha com essa pacatez? 

– Até aqui não tratei disto. Mostrei que perderá quem não a souber ter.

13 de março de 2016 em Maceió.
13 de março de 2016 em Maceió.
Quem ganhará: a direita? o centro? a esquerda? – Quem conhecer as verdadeiras fibras da alma brasileira e souber entrar em diálogo pacato com essas fibras. Seja governo, seja oposição, pouco importa. A influência será de quem saiba fazer isto.

Insisto. Se o governo, a Publicidade, a estrutura eclesiástica não souberem manter-se no clima de pacatez, e passarem para a violência física, legal ou publicitária contra a oposição, os pacatos lhes dirão: mas, afinal, qual é a sinceridade, qual a dignidade de vocês, que quando eram oposicionistas reclamavam para si liberdade e respeito, e agora que são governo usam da perseguição e da difamação para quem é hoje oposição?

13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo
13 de março de 2016: avenida Paulista, São Paulo
E se os pacatos notarem acrimônia nos de centro e de direita, dir-lhes-ão: está bem provado que é impossível conviver com vocês, porque, nem vencidos, sabem ser de um trato distensivo.

E cuidado com os pacatos que se indignam, senhores da esquerda, do centro e da direita. A hora não é para carrancas, mas para as discussões arejadas, polidas, lógicas e inteligentes. Os pacatos toleram tudo, exceto que se lhes perturbe a pacatez. Pois então facilmente se fazem ferozes...

sexta-feira, 11 de março de 2016

Exército do Stedile destroi 1,2 milhão de mudas de pinus no Paraná


NOTA OFICIAL: CNA repudia atos de violência contra o setor produtivo

Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repudia os atos de violência praticados contra o setor produtivo em Quedas do Iguaçu (PR), no último dia 8




A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) repudia os atos de violência praticados contra o setor produtivo em Quedas do Iguaçu (PR), no último dia 8.

Durante a madrugada, cerca de 5 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram uma área de reflorestamento da Araupel e incendiaram os viveiros da propriedade, destruindo cerca de 1,2 milhão de mudas de pinus que estavam sendo preparadas para o plantio. 

Numa ação aparentemente articulada, outro grupo de manifestantes (da mesma origem) invadiu as instalações da Yara Brasil, empresa de fertilizantes em Porto Alegre.

Além de colocar em risco a integridade física das pessoas e causar danos à propriedade privada, fatos como este afetam duramente a atividade econômica. É mais um atentado insensato ao segmento produtivo que ainda apresenta resultados positivos, gera emprego, renda e mantém o equilíbrio das nossas contas externas.

Num cenário econômico já carregado de dificuldades e incertezas, a última coisa de que o nosso país precisa é de uma escalada da violência e da ilegalidade que destrua de vez a segurança de quem trabalha e produz.

A CNA espera que as autoridades públicas cumpram seu papel e ajam antes que o país assista a uma onda de desordem com consequências ainda mais graves.

Publicado em: 09/003/2016