quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sarneyzinho agora terá de explicar na Justiça


CNA entrará na Justiça contra Sarney Filho por 

divulgação de dados do CAR 


O presidente da CNA, João Martins, criticou hoje em coletiva de imprensa a exposição pública dos dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR), na internet. Martins disse que vai entrar na Justiça contra o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que teria autorizado a divulgação dos dados de forma irregular. 

Para ele, a divulgação é ilegal. Ele argumentou ainda que a divulgação dá acesso a informações estratégicas e de potencial produtivo do país. “Abriu para todo mundo ver o perfil das propriedades, ver qual área mais produtiva do país. Primeiro que é um dado sigiloso”, disse.

A CNA já sinalizava desde a última semana a possibilidade. Na segunda-feira, dia 5, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da entidade, Rodrigo Justus, reclamou que, com essa atitude, o produtor que tinha irregularidades e dividiu a informação com o governo esperando resolver o problema está com a vida exposta. "Foi um desrespeito do ministro. 

Ele está fazendo graça divulgando dados privados, isso é uma irresponsabilidade. Justus lembra que mais de 3 milhões de cadastros foram disponibilizados para download no site do Serviço Florestal Brasileiro, e que o reflexo disso não foi ponderado. “São informações que podem ser usadas negativamente até pelos competidores no mercado internacional”.

Apesar das críticas às atitudes de Sarney Filho, João Martins reafirmou a confiança do agro na gestão de Michel Temer. "Acreditamos e queremos acreditar no governo Temer", disse Martins. Para o presidente da CNA, o Ministro Sarney Filho estaria "desafinado" como restante do Governo.

Procurada pelo jornalismo da Agência Brasil, a Assessoria de Imprensa do Ministério do Meio Ambiente não se posicionou sobre o assunto.

Com informações da Agência Brasil, Canal Rural e imagem de José Cruz, da Agência Brasil. 




terça-feira, 6 de dezembro de 2016

"Moro é um bandido"



Moro é um bandido

Seis meses atrás, em 7 de junho, reproduzimos a 

conversa celerada entre Jorge Viana e Roberto Teixeira.

Releia aqui:

Para Jorge Viana, Moro é um bandido

O petista Jorge Viana, que pode ocupar o lugar de Renan Calheiros no Senado, foi grampeado numa conversa com Roberto Teixeira, advogado de Lula.
Ele chamou o juiz Sergio Moro, os procuradores da Lava Jato e os delegados da PF de "bandidos". E sugeriu uma estratégia para obstruir a Justiça:
JORGE: Talvez.. olha a minha ideia.. falei até com o DAMOUS. Talvez seja a única oportunidade que o presidente tem de por fim a essa perseguição, essa caçada contra ele. Se numa segunda-feira, por exemplo, reflitam sobre isso, ele chamar uma coletiva e comprar e estabelecer uma relação, um diálogo com seu MORO pela, ao vivo, MORO, PROMOTORES, DELEGADOS, dizendo que ele não aceita mais que ele persiga a família dele porque ele tá agindo fora da lei, os promotores fulano e ciclano estão agindo fora da lei, os delegados fulano e ciclano e quem age fora da lei é bandido e que se ele quiser agora vim prendê-lo, que venha, mas não venha prender minha mulher, prender meus netos, nem meus filhos.. E forçar a mão nele pra ver se ele tem coragem de prender por desacato a autoridade, porque aí, aí eles vão ter uma comoção no país, porque ele vai tá defendendo a família dele, a honra dele.. dizer: olha, eu estou defendendo a minha honra, você está agindo fora da lei, quem age fora da lei é bandido.. me sequestraram, me colocaram.. eu não sei, tinha que pensar algo parecido com isso e dar uma coletiva e provocar e dizer que não vai aceitar mais..
ROBERTO TEIXEIRA: Perfeito.
JORGE: Não aceita, em hipótese nenhuma.. se rebelar.. greve de fome, alguma situação.. você tem também alguma insubordinação judicial, não aceito mais ser investigado por esse bando que tá agindo fora da lei e querendo alcançar minha família, minha mulher, meus filhos e meus netos. Não aceito mais. Me prendam. Se prenderem ele, aí vão prender e tornar um preso político, aí nós fazemos esse país virar de cabeça pra baixo. Fora disso eu não vejo saída (ininteligível)
ROBERTO TEIXEIRA: É.. mas isso, mas viu, JORGE, ele anunciou isso, falou isso, ele disse que vai varrer o Brasil inteiro, vai denunciar isso o tempo todo..
JORGE: Isso não funciona.
ROBERTO TEIXEIRA: E agora..
JORGE: Não tem clima no interior do Brasil pra ele vir, pra ele andar. Ele tem que fazer uma ação ao vivo chamando coletivas, isso é mais forte do que ele fazer comício, fazer coisa.. gente, o clima tá muito ruim contra nós, não há uma comoção. Ele tem que botar a família dele, fazer a defesa e virar a fazer..
ROBERTO TEIXEIRA: Entendi.
JORGE: E fazer um confronto direto com eles. Se não fizer isso agora, não tem clima pra andar no Brasil.
ROBERTO TEIXEIRA: Perfeito.
JORGE: Esses caras tão trabalhando há muito tempo esse ambiente. (ininteligível).
JORGE: Diga: me prenda, eu estou aqui. Vou ficar nesse endereço esperando a chegada dos seus subalternos com o mandado de prisão. Se ele prender, o LULA vira um preso político e vira uma vítima, se não prender, ele também se desmoraliza. Tem que virar o jogo agora. Esse negócio de andar o Brasil, de falar, isso não vai funcionar, isso foi num passado distante. Tem clima, e isso tem que ser feito urgente, porque senão no dia 13 vai ter milhões de pessoas na rua querendo a prisão do LULA. Eu to dando um toque, eu to no andar de baixo andando e é só mais pra vocês refletirem um pouco se puder.
ROBERTO TEIXEIRA: Perfeito. Vamo, vamo refletir sim, vamo transferir isso aqui. Ele agora vai estar num ato aqui dos bancários, que ele vai agora falar pro povo, né? E..

JORGE: Eu não sei, mas você fala, diz: ó, foi uma possibilidade, LULA, existe greve de fome quando alguém se rebela e não aceita determinadas coisas, na parte judicial, porque ninguém do Supremo vai dar colhida mais ao LULA, mas tem muitas manifestações favoráveis. Se o LULA colocar como o defensor da família dele, da mulher, dos filhos e desafiar e dizer que eles tão agindo fora da lei, como agiram hoje fora da lei, quem age fora da lei é bandido e dizer: vocês são bandidos, agiram foram da lei. Só vai ter uma saída: ou o cara prende ele ou fica desmoralizado. Não aceito mais. Que o judiciário ponha um juiz isento pra me investigar, ponha um promotor isento pra me investigar, ponha é.. é.. delegado da polícia federal isento.. esse MOSCARDI veio aqui no Acre, fez uma operação contra o PT, nós denunciamos pro ZÉ EDUARDO CARDOSO, entramos com uma representação há seis anos contra esse delegado que pegou o presidente hoje. Ele é um inimigo do PT e tava lá. Agora, o presidente não tem outra oportunidade. Pra mim ele tem que fazer no máximo até segunda-feira, chamar uma coletiva e insubordinar e dizer que não aceita mais, não aceita mais e dizer: olha, vocês estão agindo fora da lei, e quem age fora da lei é bandido (ininteligível) o senhor está agindo como bandido, e o senhor não tem moral de me apurar de me investigar, eu to falando como cidadão, não é como ex-presidente, cidadão. Aqui está a constituição. Pense nisso. Reflita, porque nós não vamos ter outra oportunidade igual ao dia de hoje, não.
Fonte: O Antagonista

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Fora Sarney(zinho) !



Frente Parlamentar da Agropecuária pede saída de Sarney Filho do Governo Temer 


O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Deputado Marcos Montes (PSD-MG), informou ao jornalista João Batista Olive, do Notícias Agrícolas, que a Frente pedirá a saída do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. "Há aflição por parte dos produtores rurais. 

Quando adquirimos uma segurança para que isso fosse usado de uma forma correta, um instrumento para o produtor se regularizar, isso cai por terra com uma situação como essa", disse o deputado em relação à divulgação dos dados do CAR na internet.

Mais de 90% dos produtores atenderam o pedido e fizeram o CAR na ocasião. Agora, segundo o deputado, estes dados estão "nas mãos de pessoas que não querem usa-los para causar prejuízo ao setor rural". Para ele, a medida do ministro Sarney Filho descaracteriza a confiança que o produtor rural teve na elaboração do CAR.

A FPA também pede ao presidente da República, Michel Temer, que o ministro Sarney Filho seja retirado do cargo. "As coisas precisam ser repensadas, senão teremos problemas mais graves pela frente", diz Montes.

Veja a íntegra da entrevista do Presidente da Frente Parlamentar:




Aprosoja Brasil pede a saída de Sarney Filho do Governo Temer 


"Vamos tirar o Ministro". Essa é a mensagem ao produtor rural passada pelo Presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa. Na última terça-feira (29), o Ministério do Meio Ambiente abriu os dados do Cadastro Ambiental Rural (CAR) para consulta pública. 
O portal Notícias Agrícolas conversou com Rosa sobre o assunto. "Essa ação deve estar finalmente assinando a saída dele do Ministério do Meio Ambiente. A maior parte dos CAR foram entregues. Fizemos a nossa parte e a mensagem para o produtor é que vamos tirar o ministro. Ele não serve para o Brasil, para o produtor e para o meio ambiente", declarou Marcos da Rosa.

Veja a íntegra da entrevista do Presidente da Aprosoja ao Notícias Agrícol
as:

 

Federação de Agricultura e Pecuária do Paraná pede a saída de Sarney Filho do Governo Temer 


O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Paraná (FAEP), Ágide Meneguette, pediu a saída do Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. "Zequinha Sarney nem deveria ter assumido o Ministério. Se for o caso iremos ao Presidente Temer", disse Meneguette ao Portal Notícias Agrícolas. A revolta do dirigente paranaense deve-se à exposição pública dos dados do CAR na internet determinada pelo Ministério do Meio Ambiente na semana passada.

O presidente da Faep conta que os produtores do estado do Paraná correram para o CAR, com intenção de cumprir corretamente o Código Florestal. Agora sentem-se traídos pela governo. "A partir do momento em que nossos dados de cadastro são públicos, podemos ter todos os tipos de dificuldades", diz.

Veja a entrevista de Ágide Meneguette ao Notícias Agrícolas:




sábado, 3 de dezembro de 2016

Soja surpreende em novas áreas do Nordeste

Soja surpreende em novas áreas do Nordeste

Apresentar os resultados dos ensaios recentes com mais de 50 cultivares de soja e seu alto desempenho produtivo no Agreste e Tabuleiros Costeiros, na nova fronteira agrícola denominada SEALBA – recorte territorial que abrange novas áreas com alto potencial para grãos em Sergipe, Alagoas e Bahia.

Este foi o objetivo do encontro promovido pela Embrapa com atores do setor produtivo, assistentes técnicos, empresas de insumos e agentes públicos alagoanos, realizado em Maceió no dia 24 de novembro, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (FAEAL).
O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) Sérgio Procópio, que coordena estudos para adaptação de cultivares à região desde 2013, fez a apresentação dos dados e debateu com os participantes, entre os quais o secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos.
Diversificação

A soja pode ser uma grande aliada na diversificação e plantios e diminuição das áreas de monocultivo. A cultura pode ajudar no enfrentamento das crises que trazem queda de preço das commodities e perdas para os produtores no SEALBA, especialmente no cinturão do milho, em Sergipe, e na secular monocultura da cana em Alagoas, que nos últimos anos tem sofrido com crises severas, com redução de área plantada e fechamento de usinas.
De acordo com Procópio, a soja, por ser uma cultura de grande valorização, tem grande potencial de ganhos para os produtores da região, pois pode atender a importantes demandas regionais e globais de mercado. “No Nordeste há uma grande demanda por soja para compor a alimentação animal nas fazendas e granjas de quase todos os estados, e a posição estratégica do território, com proximidade de portos, ajuda a baratear custos de frete e escoar parte da produção para exportação”, explica o pesquisador.
Outro fator importante, de acordo com Procópio, é a diferença entre os ciclos de clima no SEALBA e as nas regiões tradicionais no restante do país, com chuvas em diferentes épocas do ano. As chuvas no SEALBA ocorrem no meio do ano, durante o inverno, e nas demais regiões a estação chuvosa é o verão.
 “Isto demonstra um grande potencial para atendermos às demandas fora da safra do Sul e Centro-oeste, além de nos dar a oportunidade de sermos um grande banco de sementes de alta qualidade para fornecimento aos produtores dessas regiões, que começam a plantar no final do ano”, acredita.
Desempenho
Além de bom desempenho de produtividade, a soja traz a vantagem de fixar nitrogênio no solo por meio de bactérias inoculadas, dispensando a aplicação de toneladas de fertilizantes nitrogenados, o que traz grande economia de insumos.
Segundo dados dos primeiros ensaios de campo em 2013 e 2014, a produtividade da grande maioria dos materiais apresentou desempenho acima da média nacional – em torno de 48 a 55 sacas por hectare. 
Especialmente no Agreste, onde o solo é mais rico em nutrientes e apresenta temperaturas mais baixas à noite, mais de 40 variedades e cultivares superaram as médias nacionais, com algumas chegando até 5 toneladas por hectare.
Análises de grãos de soja produzidos em Frei Paulo, SE, (safra 2014/2015) demonstraram altos teores de proteína, com valores em torno de 38 a 40% em todas as cultivares e variedades, o que reforça o potencial para atender à demanda de farelo para alimentação animal.
Em palestra, o pesquisador Sérgio Procópio demonstra dados ressaltando  o alto valor proteico da soja plantada na região
Outro resultado surpreendente foi a produtividade considerável observada mesmo num ano de extrema escassez de chuvas como 2016, que apresenta perdas de até 90% da produção de milho nas principais regiões produtoras. 

O desempenho produtivo de algumas das cultivares no Agreste chegou a passar de 40 sacas por hectare, apesar de um período extremamente seco para época, com precipitações abaixo de 40 mm em todos os meses de maio a agosto, além de longos veranicos (períodos sem qualquer chuva) em junho e agosto. 

Nos Tabuleiros Costeiros, região com média de chuvas superior ao Agreste, mas onde em 2016 também se observou baixa precipitação, muitas cultivares chegaram a superar 50 sacas por hectare.

Pesquisador ressalta a tolerância da soja à escassez de chuva no agreste
Dessa vez, nos tabuleiros costeiros, pesquisador ressalta a tolerância da soja à escassez de chuva 
Pesquisa

Com o objetivo de formatar um sistema de produção para essas regiões, diversas ações de pesquisa vêm sendo realizadas pelos cientistas da Embrapa.
As iniciativas englobam a seleção de cultivares com base em adaptabilidade e estabilidade de produção, porte para colheita mecanizada, nível de acamamento das plantas (quando pendem e deitam), e ciclo de produção; determinação dos melhores períodos para o plantio; avaliação dos arranjos de plantas – espaçamento e população; adaptação da cultura no sistema de plantio direto; recomendação para a inoculação de sementes, visando a não dependência de fertilizantes nitrogenados; levantamento das pragas, doenças e plantas daninhas de ocorrência regional, com os seus respectivos métodos de controle; determinação do momento correto da colheita; avaliação da qualidade de sementes – sanidade, germinação e vigor; e inserção da cultura em sistemas conservacionistas junto à agricultura familiar.

Pesquisador aborda população de plantas

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático para a soja em Sergipe e Alagoas para a safra 2015/2016, coordenado pela Embrapa e publicado pelo Ministério da Agricultura, abre caminho para financiamento bancário e seguro agrícola para o plantio do grão em diversas regiões desses estados.

Perspectivas

O produtor Everaldo Tenório é um dos que acreditam na soja como um novo caminho na diversificação de culturas em Alagoas. “Nas safras recentes, com a crise da cana, tivemos cerca de 30 mil hectares abandonados no estado. A soja é a grande opção para um futuro com boas perspectivas de renda para os produtores, por ser uma commodity com alta liquidez. E a pesquisa da Embrapa é fundamental para orientar os produtores com as cultivares mais adequadas, e todos os aspectos de manejo da cultura”, afirmou.

Para o secretário Vasconcelos, a soja chega como uma grande perspectiva na diversificação da agricultura no estado, fortalecendo a produção de grãos, que tem estado muito aquém da demanda local há muitos anos. “Com a implantação de um programa de governo e a criação da Comissão de Grãos para alavancar o setor e o aporte de conhecimentos das pesquisas da Embrapa, temos um horizonte muito promissor para a nossa produção agrícola”, declarou.
Fonte: Embrapa, Saulo Coelho Nunes (1065 MTb/SE), Embrapa Tabuleiros Costeiros


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Castro e suas carpideiras


A morte de Fidel Castro e suas “carpideiras”

Paulo Roberto Campos


A choradeira das esquerdas nacionais e internacionais — tanto do âmbito temporal quanto religioso — chegou ao auge e beira ao ridículo com a morte (do até há pouco) “coma-andante” Fidel Castro. Este representava para as esquerdas uma utopia que precisava a todo custo sobreviver, apesar de ser tão velha quanto o próprio tirano da Ilha-presídio. Mas a Providência Divina o chamou para prestar suas contas no Supremo Tribunal de Deus.

Enquanto rolam as lágrimas das novas “carpideiras” do século XXI — os companheiros de Fidel e a mídia camarada dele —, o autêntico povo cubano comemora. Os cubanos celebram a expectativa do início do esperado fim do tirânico regime comunista que torturou de modo tão cruel, física e psicologicamente, lançando-os escravizados na mais negra miséria moral e material.

Sobretudo os cubanos no exílio, longe das garras do regime opressor, comemoraram euforicamente o dia 26 de novembro; celebrações que em Cuba foram evidentemente mais comedidas — na ilha, ai daqueles que manifestarem grande alegria.... Lá o luto é imposto e obrigatório! “Hay que llorar”...

      Na obra intitulada “O Livro Negro do Comunismo — crimes, terror e repressão”(1999), muito bem documentada e de autores insuspeitos, pois de orientação esquerdista, no capítulo “Cuba. O interminável totalitarismo tropical” (entre as pp. 769 a 789), aqueles que fizerem sua leitura poderão constatar que não há razão para lamentos e prantos. Leitura que muito recomendo, mas, a título de exemplo, cito aqui alguns itens desse livro:

As prisões de Cabaña e de Santa Clara foram palco de execuções em massa; depuração sumária fez 600 vítimas em apenas cinco meses; organizaram-se tribunais de exceção criados unicamente para pronunciar condenações; simulacros de julgamentos num ambiente de feira; cancelamento do projeto de organizar eleições livres; suspenção da Constituição de 1940 a fim de se governar exclusivamente por decreto; afastamento dos democratas do governo; reforma agrária radical; regime penitenciário; tortura física e psíquica; eletrochoques usados com fins repressivos; masmorras de reduzidas dimensões chamadas “ratoneras” ou “jaulas de ferro”; presos mortos por fome; humilhação dos familiares de “presos políticos”; mulheres presas entregues ao sadismo dos guardas; prisões com excrementos, sem água e sem luz; em 30 anos, aproximadamente 35 mil “balseros” pereceram no mar ao tentar a fuga; desarticulação das famílias; fuzilamentos no famoso “paredón”. (Cfr. “O Livro Negro do Comunismo”, Stéphane Courtois, Nicolas Werth, Jean-Louis Panné, Andrzej Paczkowski, Karel Bartosek, Jean-Louis Margolin, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro). 

Há outras obras com informações muito seguras a respeito do regime de terror implantado em Cuba por Fidel Castro e seus camaradas, por exemplo a obra “Cuba comunista: vergonha de nosso tempo e de nosso continente” (1997), de autoria do cubano Sergio F. de Paz. Nela o autor denuncia que quase 500.000 de seus conterrâneos foram encarcerados ou passaram por campos de trabalho forçado. Recomendo também outro excelente livro “Hasta cuándo las Américas tolerarán al dictador Castro, el implacable stalinista que continua oprimiendo al pueblo cubano, y amenazando a naciones Hermanas?”, publicado em 1990 por iniciativa de “Cubanos Desterrados” (Miami).

Fidel Castro — palavras inesquecíveis

Com tal “curriculum” nas costas, acumulado por quase 50 anos de tirania comunista, não causa surpresa a declaração de Fidel Castro ao jornalista Jean-Luc Mano, da revista “Paris Match”, em 29-10-1994:

“Eu irei para o inferno, e sei que o calor ali será insuportável... E lá chegando, encontrarei Marx, Engels, Lenine. E também encontrarei você, porque os capitalistas também vão para o inferno, sobretudo se desejam gozar a vida”.

Não se pode desejar o Inferno para ninguém. Convém, entretanto, lembrar que Fidel sabia perfeitamente da existência do Céu e do Inferno, pois estudou em colégio dos Padres Jesuítas, onde aprendeu o catecismo.

Com o desaparecimento de sua figura “carismática” e “legendária”, como a esquerda sobreviverá após a morte do mito? Surgirá algum líder esquerdista substituto ao qual ela possa agarrar-se para não naufragar? Conseguirá esse novo líder manter Cuba num regime castrista sem Castro? Quem viver, verá!

      

(*) Paulo Roberto Campos é jornalista e colaborador da Abim

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

"Igreja da amazônia legal"?



8° dia - Amazônia: um teste para a 
Igreja e a sociedade

Diante da crise climática, as bacias da Amazônia e do Congo, na África, correm um risco muito maior. Isso devido aos conflitos gerados pelo domínio da água, da terra, minérios e de outros recursos estratégicos.


É urgente intervir em escala local, nacional e internacional, não apenas para o bem dos que vivem nessas bacias, mas para a civilização inteira.

Temos motivos religiosos e éticos para cuidar do planeta. Essa não é uma missão exclusiva das dioceses que se encontram nas regiões em questão. Todas as nossas dioceses no Brasil e no mundo deveriam criar laços solidários para fortalecer as populações mais vulneráveis.

A mudança climática e a escassez de recursos naturais aumentam a pobreza e consequentemente a instabilidade social e política. Na Amazônia, verdadeiras protetoras da biodiversidade, as populações indígenas e ribeirinhas são as mais afetadas.

No intento de uma maior comunhão e articulação na missão da Igreja na Amazônia legal, que abrange nove países, foi criada, em 2014, a Rede Eclesial Pan-amazônica (REPAM).

A Igreja na região conta com um bom número de missionários e missionárias trabalhando em várias frentes, mas que precisariam muito mais diante dos desafios que enfrentam. É importante a formação de missionários locais, com um rosto amazônico para devolver aos indígenas o protagonismo de sua cultura e fé.

Existem os projetos Igrejas-Irmãs e a Comissão para a Amazônia da CNBB com suas iniciativas. O papa Francisco conclama a todos para proteger a Amazônia e a bacia fluvial do Congo, os “pulmões do planeta”.

Suas crises socioambientais representam os saques, a destruição e a exclusão em todo o mundo. Irmãos, peçamos a graça de sermos bons discípulos-missionários nestas terras em que atuaremos como futuros presbíteros se assim for a vontade de Deus, nosso Pai. (breve silêncio)
PAI-NOSSO, AVE-MARIA, GLÓRIA

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COMISE: Conselho Missionário dos seminaristas.

Vão para o inferno os que querem ir...



Uma previsão do tirano Castro sobre o seu destino eterno
A doutrina moral da Igreja ensina que não se deve desejar a condenação eterna de ninguém, nem sequer dos piores malfeitores. Muito menos a deseja o supremo Juiz, Jesus Cristo: “Porque Deus amou tanto o mundo, que deu seu único Filho, para que todo aquele que creia nele não pereça, mas tenha a vida eterna (São João, 3, 16).
É doutrina de fé que até o último momento da vida Deus dá ao homem a possibilidade, através de sua graça, de arrepender-se de seus pecados e salvar sua alma.
“Quem vai para o inferno?” – perguntou certa vez inesperadamente um jornalista ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Ao que o líder católico respondeu, de modo imediato e concludente: “Os que querem ir”.
Parece que este era o desejo de Fidel Castro, que acaba de comparecer diante do terrível juízo de Deus. Em declaração ao diretor do canal France 2 – com blasfêmia contra o Céu incluída –, o velho tirano previa qual seria o seu destino eterno:

Você sabe, eu irei para o inferno, e sei que o calor ali será insuportável, mas será menos doloroso do que ter esperado tanto esse Céu que nunca cumpriu suas promessas… E depois, chegando lá encontrarei Marx, Engels, Lênin. E encontrarei também você, porque os capitalistas também vão para o inferno. Sobretudo se desejam gozar a vida!” [1].
Por que Fidel previa a sua condenação? Esta outra declaração dele, na Universidade de Havana, poderia ser a resposta: 
Não cairemos no erro histórico de semear o caminho com mártires cristãos, pois bem sabemos que foi o martírio que deu força à Igreja: nós faremos apóstatas, milhares de apóstatas [2].
Trabalhar para a apostasia dos católicos não é trabalhar para a própria condenação? Quem se entrega a esse propósito não se converte em uma prefigura do Anticristo?
É possível que o ex-tirano vitalício tenha aludido à sua condenação eterna para zombar-se do entrevistador. Mas seu passado criminoso não autoriza muita brincadeira sobre o tema. 
Desde que iniciou sua carreira de agitador comunista na América Central, depois como incendiário no “bogotazo” de 1948, mais tarde tomando o poder em Cuba (com apoios, diga-se de passagem, no Departamento de Estado norte-americano) e implantando sua sangrenta ditadura – da qual quis semear réplicas em toda a América Latina e até na África –, que julgamento todo esse rastro de morte e de miséria terá merecido do Supremo e Eterno Juiz?
Por isso os elogios fúnebres feitos ao finado tirano soam falso. Vladimir Putin — sobre cuja enigmática personalidade tantos e tantos ocidentais persistem em enganar-se, apesar de ele ter admitido que continua sendo comunista —, exaltou Castro como “amigo sincero e confiável” e “distinto homem de Estado”, encarnação dos “mais altos ideais como político, cidadão e patriota”.
A presidente do Chile, Michelle Bachelet, definiu-o como “líder pela dignidade e justiça social em Cuba e América Latina”, esquecida talvez da exportação maciça clandestina de armas russas para seu país, feita por Fidel para facilitar um sangrento autogolpe de Allende em 1973, finalmente debelado.
E Lula da Silva, num alarde de cinismo, qualificou o pior ditador da América Latina de lutador contra “as ditaduras” do hemisfério! Uniram suas vozes a esse coro de adulações póstumas que não convencem ninguém, começando por eles próprios, os “camaradas” Maduro, Correa e Ortega.
Mas esse coro estridente e falso é inútil: a História não o registrará. Como o disse bem o parlamentar peruano Carlos Tubino, “o sátrapa Fidel Castro, grande violador dos direitos humanos, escapou da justiça do mundo, mas não da de Deus” [3]
________________
Notas: 
[1] Entrevista a Jean-Luc Mano, director de informações de France-2, “Paris Match”, 29-10-1994 (destaques nossos).
[2] Cfr. JUAN CLARK, Cuba: mito y realidad, Edições Saeta, Miami-Caracas, 1a. ed., 1990, pp. 358 y 658.

(*) Fonte: www.tradicionyaccion.org.pe, 27-11-2016. Matéria traduzida do original espanhol por Hélio Dias Viana.