terça-feira, 31 de março de 2009

Carreata de marcha-à-ré à Roraima

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"Os arrozeiros que vão às favas!"
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O governo central registrou um déficit primário de R$ 926,2 milhões em fevereiro, frente a um superávit de R$ 3,975 bilhões em janeiro. O resultado abrange as contas do Tesouro, da Previdência e do Banco Central.
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Foi a primeira vez que o governo central registrou um déficit no mês de fevereiro desde o início da série em 1997. Em fevereiro de 2008, havia sido registrado um superávit de R$ 5,217 bilhões.
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Nos dois primeiros meses do ano, o superávit fiscal acumulado é de R$ 3,049 bilhões, contra R$ 20,579 bilhões no mesmo período de 2008. No período, a receita bruta do governo central registrou queda de 6% e as despesas aumentaram 19,6%.
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Mas não se preocupem os brasileiros. As enormes reservas concedidas à Reforma Agrária, aos índios e aos quilombolas [sem contar as áreas de preservação ecológica] conterão todas essas marolinhas! Afinal, para que produzir arroz!
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Ai dos vencidos! Na foto, Paulo César Quartiero colhe às pressas a sua última safra de arroz em suas lavouras na Raposa/Serra do Sol. O ministro Ayres Brito quer ver não apenas ele, mas os demais produtores de arroz pelas costas o quanto antes...
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E as lavouras de arroz, soja e pastagens? - Serão entregues aos pobres índios manipulados pelo CIMI e por ONGs que darão prosseguimento às culturas...
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A propósito, um leitor de nosso Blog residente no centro sul do País afirmou que dentro de alguns anos irá de marcha-a-ré em seu carro até a Raposa/Serra do Sol para ver, com os seus próprios olhos, a prosperidade dos índios nas terras que agora vão passar a explorar...
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Não seria o caso de começarmos a pensar numa "carreata de marcha-à-ré à Raposa/Serra do Sol?" Fica lançado o desafio! Com trator não vale...
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domingo, 29 de março de 2009

Índio não quer apito, ...

... mas cultura


Enquanto índios da Raposa/Serra do Sol festejam o fechamento da reserva, um grupo de caiapós do Pará vai na direção oposta.

Por 11 dias, cerca de 40 índios estarão em Belém fazendo exames supletivos que os habilitarão a dar aulas de ensino fundamental.

Estes têm vontade de se integrar ao resto do País.
Fonte: diretodafonte

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À semelhança da Reforma Agrária...

... Quilombos = $$$ público no ralo




O prédio que sedia o Centro de Cultura de Bom Sucesso oferece completa estrutura, mas não há professores nem alunos interessados nas atividades. (Foto: Wilson Gomes)






Completo equipamento de informática está parado, correndo risco de não mais funcionar, caso as atividades não sejam reiniciadas em curto prazo.

Comunidade quilombola em Novo Oriente (CE) está com centro cultural desativado por falta de incentivo financeiro... [Ver matéria postada ontem sobre o mesmo assunto: Estado-sucuri...]
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Única produção do MST: ...




x... entidades fantasmas para

receber $$$ público



O governo federal repassou R$ 152 milhões desde 2003 a pelo menos 43 entidades cujos dirigentes são ligados ao MST, informa a repórter Marta Salomon, em matéria na Folha de domingo.
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Algumas dessas entidades foram criadas depois que os principais braços do movimento se tornaram alvo do Tribunal de Contas por desvios de recursos. No entanto, o tribunal investigava apenas 4 associações e um valor 4 vezes menor do que o recém-divulgado.

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O ministro Cassel – da Reforma Agrária – tenta se explicar que não discrimina entidades comandadas por lideranças do MST. "Seria autoritarismo bloquear os convênios porque alguns diretores são vinculados a determinado movimento, partido ou religião", disse.
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Procurado, o MST optou por não me se manifestar sobre o conteúdo da reportagem.
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Fonte: Folha Online 29/03/2009



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sábado, 28 de março de 2009

O Estado-sucuri pode comer bois...


... mas ficará entrevado

Novo Oriente (CE) - Salas de aula, pátio amplo, computadores e instrumentos musicais estão à espera de pessoas interessadas em aprender arte negra na comunidade quilombola de Bom Sucesso (irrisão?), município de Novo Oriente. Encontra-se também à disposição da comunidade bicicletas e bancadas para tecelagem de fios.

Implantado em 2006, o Centro de Cultura Artenegra é mantido pelo Projeto Quilombolas, mas passa maior parte do tempo na ociosidade. O investimento teria sido de R$ 114 mil.

Aqui nos primeiros meses tinha gente de todas as idades aprendendo e ensinando. Tínhamos aulas de dança, de música, de tecelagem e de crochê”, lembra Iranir Moura de Loiola Gomes, uma das professoras do Centro de Cultura.

A dificuldade apareceu quando as famílias começaram a produzir as peças de artesanato, sem ter para quem vender. “A gente até que tentava. Levava para as feiras culturais na cidade, mas não encontrava quem se interessasse” (a lei do mercado é dura para todos), disse Iranir.

Totó do Violino” – toca também rebeca – que ensinava a criançada a arte da música e da dança típica dos africanos desistiu, pois não recebia nenhuma ajuda financeira.

“Quando comecei eu tinha a companhia de professores de Fortaleza, mas os homens sumiram”, disse Totó, que admite ter dificuldade de levar o projeto por falta de incentivo. Ele acredita que para o projeto ter êxito deve haver garantia financeira (sistema capitalista?) para os jovens.

De acordo com Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Secretaria de Política de Promoção de Igualdade Racial, existem comunidades quilombolas em mais de 100 dos 184 municípios cearenses.

Quilombos são comunidades negras rurais que se distinguem de outros setores da coletividade nacional devido aos seus costumes, tradições e condições sociais, culturais e econômicas (sem capital não está funcionando) - todos de caráter bem específico (tanto assim?). A Constituição brasileira de 1988 consagrou aos quilombolas o direito às suas terras e à manutenção de sua cultura. E quem vai pagar a conta?

Fonte: Associação Comunitária dos Quilombolas de Bom Sucesso


Sopa de pedras?

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O campo e a cidade em perigo
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Uma pesquisa da EMBRAPA (www.alcance.cnpm.embrapa.br) acaba de mostrar uma realidade estarrecedora: menos de 30% das terras do País se destinam à ocupação econômica urbana, industrial e agrícola.
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Com efeito, nos últimos anos, um número significativo de áreas vem sendo destinado à proteção ambiental e às populações minoritárias como sem-terra, índios e quilombolas.
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Os números da EMBRAPA representam subsídio inédito aos responsáveis pelas políticas públicas, pois demonstram um distanciamento crescente entre legitimidade e legalidade no uso e ocupação das terras.
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Existem ainda muitas demandas territoriais em curso: ambientalistas, indigenistas, quilombolas, assentamentos de Reforma Agrária, além das necessárias à expansão da agropecuária, do urbanismo e da energético-mineradora.
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Conclusão: Encontram-se na ilegalidade grande parte da produção de arroz de várzea; de búfalos; de café; de maçã; de uva; da pecuária de corte; da pecuária leiteira; da cana-de-açúcar; dos reflorestamentos; da citricultura; da irrigação no Nordeste; da mandioca; do tabaco e da soja, entre os casos de maior impacto social e econômico.
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Os dados da EMBRAPA mostram que o Brasil vai se tornar inviável num futuro próximo. De grande produtor e exportador mundial, passará a grande importador de alimentos.
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Atenção citadinos! Esta questão não vai demorar chegar à sua mesa! Todos os brasileiros estão concernidos nisso. Talvez não tarde o dia em que os brasileiros tenham de se contentar com sopa de pedras... E, assim mesmo, se os ambientalistas permitirem...
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Ponha a sua barba de molho...


Ontem, Roraima

Hoje, Mato Grosso do Sul

Há 87 processos tramitando no Tribunal Regional Federal sobre conflitos agrários envolvendo índios e proprietários rurais em Mato Grosso do Sul. O clima de tensão na Estado aumenta a cada dia.
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Os processos levantados pelos procuradores envolvem mandados de segurança, ações declaratórias e possessórias movidas principalmente pelos fazendeiros. Mas também existem ações propostas pelo Ministério Público e pela FUNAI.
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Para Márcio Meira, da FUNAI, “resolvida a questão da Raposa, a maior pendência fundiária do País é a dos guaranis, em Mato Grosso do Sul".
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Nos próximos dias, a FUNAI voltará a percorrer a região sul do Estado para fazer levantamentos sobre as áreas pertencentes aos guaranis. Na opinião dos produtores rurais, tais ações só aumentam a intranquilidade.
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Trata-se de 26 municípios densamente povoados, com milhares de proprietários com títulos legais. "Não é possível chegar aqui e dizer que está tudo errado", diz Roseli Maria Rui, coordenadora da Recove, organização dos produtores rurais.
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Fonte: OESP, Roldão Arruda
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sexta-feira, 27 de março de 2009

Caravana Pe. Anchieta...

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... esclarece demarcações indígenas

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Veja cenas da “Caravana Pe. Anchieta” de Paz no Campo esclarecendo a opinião pública sobre demarcação de terras indígenas.

Brados, slogans e a excelente acolhida do público nas ruas:

http://www.youtube.com/watch?v=Nmwlohh-hI8

Roteiro da epopéia: estados, cidades e números:

http://www.youtube.com/watch?v=4xxzrDo3_j8:

Caravana e espírito épico:

http://www.youtube.com/watch?v=hGQbvZDzNls

Preparativos e vida interna da Caravana:

http://www.youtube.com/watch?v=aZ7mkHVuYmw

Fonte: Paz no Campo

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Contra os semeadores de ódio...

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... o que poderemos fazer?

Tenho inveja de Vocês, índios, porque nós, negros, não conseguimos ainda falar “branco” com o ódio com que vocês falam”. Esta frase impactou uma amiga que, em Brasília, junto a um grupo de indígenas, participava de uma discussão sobre “questões raciais”.
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Tal pronunciamento não foi resultado de leviandade, mas expressão de “consciência racial”, resultante da promoção do ódio. É inspirada na ideologia de que “o conflito é o motor da história” e a “luta de classes” deve ser estimulada pelo conflito de raças.

Sentimentos sugeridos e tocados com recursos públicos para causar conflitos entre as etnias que compõem o nosso povo. Em nenhum lugar, tal práxis se manifesta com tanta clareza e definição, como na política indigenista oficial em curso.

Incapaz de somar com os índios de Mato Grosso, a FUNAI coordena a favelização de nossas aldeias. Droga, álcool, prostituição e suicídios tornaram-se o resultado dessa torpe política que não respeita o desejo de progresso de nossos índios.

Diante disso, os responsáveis pelo crime de lesa-humanidade encontraram a solução: criminalizar a história do povo de MS. Além de ladrões de terras, seríamos a causa de desagregação dos indígenas. É o governo tirando de si a responsabilidade pelo fracasso da FUNAI.

Após povoar, promover o progresso, guarnecer nossas fronteiras, sempre atendendo a políticas públicas do Império e da República, somos tratados como bandidos e devemos ser expulsos de nossa terra com uma mão na frente e outra atrás.

O Estado brasileiro, a União, o Governo Lula não apenas lavam as mãos face ao projeto de violação dos direitos de brasileiros de bem, mas tocam adiante essa infâmia.

O futuro? Até onde irá a “práxis” leninista-racista, promotora de ódios e de injustiças em nosso MS? Que poderemos fazer para deter essa semeadura de traição ao povo de MS e ao Brasil brasileiro?

Fonte: Artigo (resumo) de Valfrido M. Chaves Pantaneiro, Psicanalista, Pós Graduado em Política e Estratégia
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quinta-feira, 26 de março de 2009

Vae victis!

x Ai dos vencidos!
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No ano 390 a.C., o rei Breno dos gauleses atacou e venceu o exército romano em Allia, e, em seguida, saqueou Roma. E tripudiando sobre os derrotados teria exclamado: Vae victis, isto é, ai dos vencidos!
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Hoje, no Brasil, 2.399 anos depois, o aparelhamento estatal que concede todas as regalias aos subversivos do MST e congêneres atacou os produtores de arroz da Raposa/Serra do Sol, em Roraima, e os esmagou. E imitando o legendário rei gaulês, o governo tripudia igualmente sobre os derrotados e repete o escárnio do Vae victis sobre eles.
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Com efeito, veja, julgue e tire suas conclusões caro leitor: O IBAMA afirma ter detectado 8.578 hectares de terras usadas ilegalmente pelos arrozeiros (já derrotados) e acaba de lhes aplicar uma multa de R$ 42 milhões por explorar áreas não licenciadas e de proteção ambiental.... Apenas a fazenda de Paulo César Quartiero, o líder dos arrozeiros, recebeu R$ 21 milhões d multa, por enquanto...
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A única saída agora é me prenderem, para eu comer [arroz] às custas do governo, disse um vencido plantador de arroz.
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Convenhamos... É demais para um coração brasileiro!!!
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Diante de tamanho escárnio, é aguardar que Deus faça a sua justiça sobre os tripudiadores de hoje e lhes apostrofe amanhã com as palavras de vida eterna: Vae victis!!!

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quarta-feira, 25 de março de 2009

SUCURI JÁ COME BOI ...

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... e não anda no Paraná
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O insuspeito governador Requião acaba de cobrar atuação dos órgãos federais de atendimento aos índios no Paraná. Segundo ele, enquanto a FUNAI briga e consegue terra contínua para os índios de Roraima, no Paraná os índios estão morrendo de fome.
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E questiona: “Por que tanta terra lá e tanta falta de atenção aqui? Por que essa grandiosidade – talvez quisesse dizer generosidade ou magnanimidade – na Raposa/Serra do Sol e essa miséria que leva crianças índias à morte no Paraná?”, indagou.
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Requião afirmou que seu governo distribuiu alimentos às aldeias como medida emergencial, mas isso não justifica a tamanha irresponsabilidade da FUNAI. Para seu vice, Orlando Pessuti, o Estado tem dado moradias, centros culturais, escolas, e até equipamentos agrícolas e sementes.
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O secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil, Washington Rosa, disse por sua vez que na semana passada foram enviadas às comunidades cerca de 20 toneladas de alimentos como arroz, feijão, farinha de trigo e de mandioca.
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Este Blog lembra o eloquente adágio que parece aplicar-se ao caso: "Tudo aquilo que o Estado faz de bom é mal feito e tudo aquilo que ele faz de mau é bem feito".
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E pergunta: Por que expulsar os arrozeiros de Roraima se o Estado tem de alimentar os índios com arroz porduzido por não-índios? Mas nem só de arroz vivem os índios, até mandioca - cultura indígena por exclência - é preciso enviar aos índios, caso contrário eles morrem de fome?
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Tinha ou não razão a índia contrária à demarcação da Raposa/Serra do Sol ao afirmar que índio não come terra mas come arroz, e arroz pilado? Será que nossas auoridades de plantão querem mesmo o bem ds pobres índios ou há algo camuflado nesta política indigenista?
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E a nossa esquerda católica, o que diz de tudo isso? Tem ou não tem razão o ditado pantaneiro de que a sucuri pode comer o boi, mas depois não anda?
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Fonte: Jornal Umuarama Ilustrado/ 25/3/09
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segunda-feira, 23 de março de 2009

Índios X não-índios

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Segurança armada
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A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) pretende orientar os proprietários quanto ao uso de segurança privada para proteger seus bens.
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A segurança privada é regulamentada por legislação federal. “Não queremos conflitos, mas que o produtor possa defender seu patrimônio que tanto suou para ter”, disse Ademar, ao anunciar que a entidade está prevendo invasões de terras durante o mês de abril.
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A Famasul ressalva que não se trata de confronto com os índios, mas 'com a manipulação, que cada vez se faz mais evidente'.
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Mato Grosso do Sul

Produtores em alerta

A recente decisão do STF sobre Roraima deixou os produtores de Mato Grosso do Sul em alerta. 26 áreas do Estado ocupadas por fazendeiros estão sendo vistoriadas pela FUNAI. Caso sejam consideradas terras indígenas, os atuais proprietários serão desalojados.

A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) está avaliando o impacto que a decisão do STF pode trazer para o Estado. O presidente da Famasul, Ademar Silva Júnior, se diz preocupado com os desdobramentos.

As 26 áreas concentram 19.980 propriedades rurais que totalizam uma área de 10 milhões de hectares. Cerca de 70% das terras são exploradas por pequenos produtores.


Fonte: http://rmtonline.globo.com/noticias

Raposa/Serra do Sol vira primeiro ...

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...território rural indígena


No rastro da decisão do STF sobre a Raposa/Serra do Sol, Lula lança hoje (23), o primeiro território rural indígena, versão do programa Territórios da Cidadania, ampliando de 60 para 120 as áreas beneficiadas por ações integradas de 7 ministérios.

Os militares condenam a iniciativa e alegam que ela pode incentivar a criação de nações indígenas independentes na região na área da fronteira.

Para Denis Rosenfield, a criação de um território indígena Raposa/Serra do Sol é uma "provocação" desnecessária. "O Brasil não é uma comunidade de nações. É um ente federativo e o governo federal tem poder total sobre a região", disse.

Fonte: reporterdiario.com.br Tânia Monteiro
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domingo, 22 de março de 2009

ARROZEIRO PEDIRÁ REFÚGIO AO MST...



Quartiero desabafa!



Com a decisão do STF, o rizicultor Paulo César Quartiero afirma que irá pedir ao MST sua filiação no movimento. A afirmação, em tom de desabafo, é um protesto do agricultor contra a decisão da saída imediata dos arrozeiros da região.

"Sou ex-prefeito, ex-presidente da associação dos arrozeiros, ex-produtor rural e estou me candidatando a participar do MST agora. A partir de agora sou sem-terra também", afirmou. Quartiero diz que não se opõe a sair da área, mas que é preciso um prazo maior.

"O ódio e o ressentimento da maioria dos ministros contra quem é produtor e quem é dono de terra é uma coisa incrível. Como eles querem que a gente saia a 'toque de caixa' de lá? Temos colheita por fazer, temos 15 mil cabeças de gado, tem empregados, senhoras, crianças que vivem nas fazendas, que vivem nas vilas. Vão sair todos algemados de lá?", afirmou.

"Dizemos desde o começo que obedeceríamos a decisão judicial, agora saiu a decisão, mas agora temos que ter um prazo mínimo para sair", afirma.

O produtor rural também diz que, caso a saída imediata prevaleça, há o risco de ocorrer um "massacre" na região. "Se forem promover a retirada imediata vai haver um massacre por parte da Polícia Federal. Não há como resistir contra 500 policiais fortemente armados", afirma.

Fonte: folha.uol.com.br/

A sucuri pode comer o boi...


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... mas depois não anda

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A absurda demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol foi confirmada pelo STF com exceção do voto contrário do ministro Marco Aurélio de Mello.
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Com o título SÓ UM JUSTO, a socióloga Maria Lucia Victor Barbosa assim definiu o acontecimento: “O julgamento pelo STF (...) culminou naquilo que já se esperava: a continuidade da área de 1,7 milhão de hectares ou 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo. Isso significa que essa parte do território nacional (...) pertence agora a uma “nação indígena” e nela não poderão viver ou sequer pisar os chamados “não índios” (termo politicamente correto), como se todos nós, brancos, negros, pardos não fôssemos brasileiros”.
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Segundo o ministro Carlos Ayres Britto, os arrozeiros devem ser expulsos imediatamente da reserva, como se bandidos fossem. Note-se que os “não índios” que compõem 1,5% dos habitantes do local, produzem 70% do arroz de Roraima ou 106 mil toneladas das 11.04 milhões que são produzidas em todo Brasil”.
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“Só um justo, o ministro Marco Aurélio de Mello, votou contra a abstrusa demarcação. O ministro foi, além de justo, corajoso, coerente, clarividente, lúcido. Mas, só um justo, não salva o Brasil. (...) Aos índios foi dado o direito de voltar ao atraso primitivo, de se aliar aos que vindo de fora quiserem se estabelecer nas terras de ninguém, ou seja, dos 18 mil índios, gatos pingados naquele ermo sem defesa".

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"Que venham os companheiros das Farc, os cobiçosos estrangeiros, os madeireiros, os predadores de todo o tipo que devastam a natureza e levam a riqueza que o País estupidamente não sabe usar. Ninguém vai tomar conhecimento.”
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Em seu voto de 120 páginas, o ministro apontou inúmeros vícios no procedimento administrativo para definir a área. Por exemplo, não poderia desconsiderar os títulos de propriedade reconhecidos como de “bom valor pelo Estado”. E foi além, ao considerar as limitações à liberdade de ir e vir de brasileiros na área, qualificando-as de um “verdadeiro apartheid” que sequer interessa aos índios já num adiantado aculturamento.
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Ele alegou que o Brasil poderá até ser levado a responder perante entidades internacionais se deixar de reconhecer a legalidade de títulos de terras determinadas por meio de processo judicial transitado em julgado. “Cumpre asseverar ser direito humano a proteção da propriedade privada.”
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Marco Aurélio de Mello afirmou: "Vale registrar que, em 1987, o professor Plinio Corrêa de Oliveira, autor de “Tribalismo Indígena”, diante dos trabalhos de elaboração da Carta de 1988, advertiu: O Projeto de Constituição, a adotar-se em uma concepção tão hipertrofiada dos direitos dos índios, abre caminho a que se venha a reconhecer aos vários agrupamentos indígenas uma como que soberania diminutae rationis. Uma autodeterminação, segundo a expressão consagrada. (Projeto de Constituição angustia o País, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1987, página 182 e página 119 da obra citada).

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"Proféticas palavras tendo em conta, até mesmo, o fato de o Brasil, em setembro de 2007, haver concorrido, no âmbito da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas, para a aprovação da Declaração Universal dos Direitos dos Indígenas”, ressaltou Marco Aurélio.
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Quem assistiu à sessão do STF saiu perplexo e imaginando como pôde aquela Corte se voltar contra a Nação e o povo brasileiro. A Câmara e o Senado formaram Comissões Especiais, analisaram essa demarcação e concluíram pela sua condenação.
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Por outro lado, a população indígena se manifestou em sua maioria contrária à demarcação, e, por isso não foram consultadas. Prevaleceu a opinião do Conselho Indigenista de Roraima (CIR) ligado e financiado por ONGs e esquerda católica.
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Igualmente, as Forças Armadas rejeitaram essa política indigenista, com destaque das declarações do General Augusto Heleno, Comandante da Amazônia, que as classificou de “caóticas”.
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Nada disso demoveu o governo Lula de sua inflexibilidade. Ele não cedeu sequer os 5% da área pertencente aos produtores com posse centenária. Todos classificados pelo relator como míseros invasores.
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E lá do Rio Grande do Sul, Percival Puggina brada:


No norte do País, cidadãos brasileiros recebiam pela TV, viva voz e viva imagem, a notícia da expulsão imediata, emitida entre bocejos pelos senhores da Corte. Ao lixo os títulos de propriedade legítimos e os longos anos de árduo trabalho familiar nas terras que a União lhes vendeu. Ao lixo suas lavouras plantadas e seus rebanhos no pasto. Ponham-se na rua, todos, com suas famílias, moradias, máquinas e bens! A Corte decidiu e a Corte, visivelmente, está cansada. Isso é que é trabalho duro. Moleza é plantar arroz no trópico e discutir antropologia com padres que não evangelizam os índios e que desevangelizam os não-índios”.
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O que resultará dessa fatídica decisão? Como ficarão essas famílias divididas? E os índios contrários à demarcação e de etnias diferentes reunidas nessa pequena Torre de Babel e entregues a sua própria sorte? E se amanhã vier a faltar arroz nas nossas mesas?
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Diz a sabedoria do caboclo do nosso lendário Pantanal ao observar a natureza: “A sucuri pode comer o boi, mas depois não anda”.

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sábado, 21 de março de 2009

Matéria para exame de consciência...


ONGs internacionais comemoram

A decisão do STF expulsando os plantadores de arroz da Raposa/Serra do Sol representa um "imenso alívio" para todos os índios do país, saudou a ONG Survival International.

Para as ONGs, a decisão era muito esperada porque ela criará jurisprudência para vários outros casos de litígios em torno da criação de reservas que cobrem 12% do território brasileiro.

"Esse julgamento dará um alívio considerável não somente para os 20.000 índios que vivem na Raposa, mas também para os centenas de milhares de outros no restante do país e para todos os seus amigos pelo mundo", considera a ONG.

"No centro desse caso, havia uma questão muito simples: deveria-se autorizar os índios que vivem em uma terra desde os tempos mais remotos a permanecer de maneira pacífica, ou deixar os fazendeiros e proprietários de terras mais poderosos das América do Sul expulsá-los em nome do desenvolvimento", resumiu a ONG Survival em um comunicado.

"Felizmente, o tribunal ficou do lado dos índios e rejeitou o argumento vergonhoso do Exército, segundo o qual as reservas indígenas ameaçam de uma forma ou de outra a soberania do país", acrescenta a ONG.

"É uma grande vitória para os índios de Roraima, que lutaram sem descanso durante décadas para chegar a isso", concluiu a Survival International.

A ONG Rainforest Foundation, criada pelo cantor britânico Sting, também comemorou a "formidável vitória" para os índios do Brasil.

A Suprema Corte "decidiu expulsar os ocupantes ilegais dessa região, onde um punhado de produtores de arroz recorreu à violência para permanecer nela", destacou Christine Halvorson, uma das diretoras da ONG britânica, contatada pela AFP.
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Comentário do BLOG: Seria bem o caso de nossas autoridades fazerem um exame de consciência acurado sobre o ocorrido...

Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/

SÓ UM JUSTO

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Raposa/Serra do Sol: Triste epílogo
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O julgamento pelo STF, no dia 19/03, da demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima, culminou naquilo que já se esperava: a continuidade da área de 1,7 milhão de hectares ou 12 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
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Isso significa que essa parte do território nacional, que tem fronteira com a Guiana e a Venezuela, pertence agora a uma “nação indígena” e nela não poderão viver ou sequer pisar os chamados “não índios” (termo politicamente correto), como se todos nós, brancos, negros, pardos não fossemos igualmente brasileiros.
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Segundo o ministro Carlos Ayres Britto, os arrozeiros devem ser expulsos imediatamente da reserva, como se bandidos fossem. Note-se que os “não índios” que compõe 1,5% dos habitantes do local, produzem 70% do arroz de Roraima ou 106 mil toneladas das 11.04 milhões que são produzidas em todo Brasil.
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Só um justo, o ministro Marco Aurélio de Mello, votou contra a abstrusa demarcação. O ministro Marco Aurélio foi, além de justo, corajoso, coerente, clarividente, lúcido. Mas, só um justo, não salva o Brasil. Dez ministros proclamaram radiantes a redenção dos verdadeiros donos da terra que, em sua pureza original, apesar de aculturados, são agora os únicos habitantes da imensa reserva.
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A eles foi dado o direito de voltar ao atraso primitivo, de se aliar aos que vindo de fora quiserem se estabelecer nas terras de ninguém, ou seja, dos 18 mil índios, gatos pingados naquele ermo sem defesa. Que venham os companheiros das Farc, os cobiçosos estrangeiros, os madereiros, os predadores de todo o tipo que devastam a natureza e levam a riqueza que o país estupidamente não sabe usar. Ninguém vai tomar conhecimento.
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Não digam os senhores ministros que as 19 condições impostas pelo Supremo, arremedos de proteção da reserva, vão funcionar. Desde quando a lei funciona no Brasil? Funciona a velha esperteza, a malandragem que burla as leis que, aliás, raramente são conhecidas, quanto mais cumpridas. No máximo ainda procedemos como nas colônias espanholas onde se dizia: “La ley se acata, pero no se cumple”.
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A maioria dos brasileiros não vai tomar conhecimento da infausta sentença dos dez ministros. A reserva de nome exótico, encravada no longínquo Estado de Roraima não faz parte da imaginação do carioca, do baiano, do mineiro, do paulista, do gaúcho, de todos que em seus Estados não têm noção de nossa grandeza territorial, de nossas riquezas naturais. Tão pouco faz parte dos sentimentos de nosso povo o sentido de pátria. Aliás, nossa visão se limita ao entorno imediato de cada um e o estrago feito passará despercebido.
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Contudo, os senhores ministros, ao abrir o precedente que consagra na prática a “nação indígena”, escancararam o direito de outras “nações” reivindicarem a posse de várias regiões do país, como é o caso de Mato Grosso, maior produtor de soja, que quem sabe poderá voltar aos tempos pré-colombianos. E não falo só de outros índios ou dos quilombolas.
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Creio que já não se poderá (ou poderá?) criminalizar as aspirações separatistas dos que almejam apartar do restante do Brasil os Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com o objetivo de criar um país menor, mais evoluído e mais próspero, exata contraposição à reserva Raposa Serra do Sol.
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Mas há algo mais tenebroso na sentença dos dez ministros. Perpassa no procedimento um quê de venezuelização. A impressão que se tem é que o Judiciário verga diante do Poder Executivo, julgando politicamente o que deveria estar submetido à lei.
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Afinal, mesmo antes de Antonio Palocci ser julgado pelo Supremo, Lula da Silva o lançou candidato ao governo de São Paulo, o que indica que o presidente sabe de antemão que nada acontecerá ao companheiro acusado de quebrar o sigilo bancário de um humilde caseiro e de outros crimes ligados à chamada República de Ribeirão. E, sintomaticamente, José Dirceu, que foi chamado pelo Procurador Geral da República de “chefe da quadrilha”, foi inocentado.
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Tem mais: como Lula da Silva concorda com o ministro da Justiça e companheiro, Tarso Genro, que o criminoso Cesare Battisti é nosso, contrariando o pedido de extradição feito pelo governo italiano, sugere ao STF que perdoe o terrorista e o liberte. Com isso fica Lula livre de dar a palavra final sobre o caso, transferindo seu desgaste internacional ao Supremo.
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Será mais uma vergonha a ser passada pelo Brasil no cenário externo, como se não bastasse o caso da vigarista brasileira, Paula Oliveira, presa na Suíça, do menino norte-americano cuja guarda está sendo negada ao pai biológico, de todos os golpistas e criminosos que no exterior enxovalham a imagem dos brasileiros sérios e dignos.
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Infelizmente, só um justo não dá conta de nos salvar de nós mesmos. Mas, pelo menos consola saber que o ministro Marco Aurélio de Mello existe.
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Fonte: Maria Lucia Victor Barbosa
mlucia@sercomtel.com.br

sexta-feira, 20 de março de 2009

Arroz para los hermanos e amigos cubanos

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Brasil doa 19.400.000 kg de arroz a Cuba
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Enquanto as marolinhas não chegam, o Brasil vai esbanjando o seu arroz! Damo-nos ao luxo de mandar rizicultores às favas e ao mesmo tempo fazer enormes doações de arroz a Cuba, o país refém da dinastia Castro, que promoveu radical Reforma Agrária e quer vê-la implantada em nossas terras...
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Com efeito, Cuba recebeu hoje (20/3) um barco com quase 20.000 toneladas de arroz doadas pelo Brasil à ilha como ajuda humanitária. A doação foi acertada entre Lula e Zapatero, durante a cúpula ibero-americana em El Salvador.
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O Brasil doou o arroz e a Espanha cedeu o barco, disse o embaixador brasileiro Bernardo Pericás, durante 'evento' no porto de Havana. "É um reconhecimento ao esforço do povo cubano para enfrentar as necessidades causadas pelos furacões" (sic), disse.
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A Espanha havia doado, em outubro, 33 milhões de dólares para a reconstrução da ilha após os tais furacões. "Esta é a solidariedade de países amigos frente à adversidade de um terceiro país muito amigo e muito irmão", disse o embaixador da Espanha na ilha.
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quinta-feira, 19 de março de 2009

Diante da decisão do STF: luto, luta e oração

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STF manda arrozeiros às favas...
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O STF acaba de determinar a retirada imediata dos arrozeiros da Raposa/Serra do Sol, enquanto índios cantam e dançam, pois somente eles podem habitar nesta parte que era de todos os brasileiros. Certamente, a alegria de alguns índios está sendo compartilhada em muitas sacristias do CIMI e do CIR, órgãos dos Bispos do Brasil...
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O tribunal não definiu o prazo para a desintrusão forçada dos arrozeiros que se recusarem a deixar a área. Ayres Britto afirmou estar autorizado a comandar o processo de desocupação.
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Comentário cheio de pesar do BLOG: O relógio de Deus e da História registrou o acontecimento.... Quem viver, verá.
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quarta-feira, 18 de março de 2009

EMBRAPA ajuda

Stephanes, APPs e desmatamento

O ministro da Agricultura defenderá a manutenção de áreas de preservação permanente (APP) como forma de compensação por desmatamento além da área permitida, a chamada reserva legal, na discussão de mudanças no Código Florestal brasileiro.

A argumentação terá o respaldo da EMBRAPA, de quem o ministro encomendou estudos sobre a viabilidade da proposta. As conclusões do órgão já foram apresentadas à presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e repassadas à bancada ruralista.

As APPs são locais de floresta e vegetação ao longo de rios, nascentes, várzeas, encostas e topos de morro. Já a reserva legal é o percentual de floresta que deve permanecer intacto em propriedades rurais e que varia de acordo com os biomas: 80% na Amazônia, 35% no Cerrado e de 20% nos demais.

Fonte: Agência Brasil 17/03/2009

Caridade com chapéu alheio

Regalos para o MST

Chegou à Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado um caso curioso. O governo federal, através da Portaria 258 do Ministério do Planejamento, cedeu para o MST o horto florestal – isso, incluindo o zoológico – da cidade de Limeira (SP).

O caso já tramita na Justiça desde o fim do ano passado. Caberá agora ao senador Romeu Tuma fazer uma diligência para verificar se é legal a cessão do horto – um terreno de 300 alqueires – para os sem-terra, que lá acamparam há mais de seis meses.

O parque tem lagos, pistas de motocross e kart, brinquedos e grande área recreativa. O impasse tramita no STJ, onde a prefeitura de Limeira ganhou liminar, mas ainda não teve direito de retirar os sem-terra.

Cerca de 5 mil pessoas freqüentam o parque nos fins de semana, conta o coordenador técnico do zoo, Nivaldo Fernandes. E desde que os acampados chegaram, cresceram as ocorrências policiais.

Ao todo, 26 instituições, inclusive a OAB, mandaram carta à Comissão de Agricultura do Senado pedindo ajuda. O INCRA acompanha o caso, mas não tem representantes dentro do horto.

Fonte: JB, 11/03/2009

terça-feira, 17 de março de 2009

Frigoríficos: calote legalizado?

Exmo Sr. Senador Valter Pereira

Of.058/2009.

Ribeirão Preto, 13 de março de 2009.

Senhor Senador

A Associação Rural e o Sindicato Rural de Ribeirão Preto parabenizam V. Exa. pelas providências em favor da pecuária nacional, com a oportuna realização de audiência pública a ser realizada no próximo dia 17.

V. Exa. certamente é sabedor da aflitiva situação vivenciada pelos pecuaristas, conseqüentes dos procedimentos que precedem aos pedidos de “recuperação judicial” pela indústria frigorífica. Entretanto, a mesma medida que posterga pagamentos pode comprometer gravemente o futuro da pecuária nacional.

Enquanto a compra de gado é feita com prazo de 30 dias a partir do abate, os frigoríficos interessados na “recuperação judicial”, enquanto elaboram o processo continuam comprando animais, numa clara intenção de ilidir seus compromissos de pagamentos aos pecuaristas.

Não fôra essa a intenção e o abate seria interrompido quando da decisão do ingresso em juízo, com o efetivo pagamento das compras de gado até aquela data, e não como na verdade acontece: só param de abater quando vem a público seu pedido de “recuperação judicial”, oportunidade em que o gado comprado e abatido, pelo menos nos últimos 30 dias, não será mais pago.

Além do que, somam-se a isso os empréstimos obtidos às vésperas do pedido judicial, possivelmente lastreados na carne estocada, que em parte não foi paga, para que tais frigoríficos obtenham altas somas de dinheiro, que lhes garantirá a continuidade próxima das operações, com pagamentos à vista do gado para abate, restando aos pecuaristas caloteados aguardarem os próximos 20 (vinte) anos para ressarcimento...

Um real caso de estelionato “legalizado”!

Como é possível o laborioso segmento produtor de carne, conviver com uma lei que privilegia o engodo em favor do mau pagador, tornando totalmente insegura a comercialização do gado para abate?

Esperamos que V. Exa. possa ajudar a corrigir esta insuportável distorção legal, pelo bem da pecuária do Brasil.

Atenciosamente

Joaquim Augusto S.S. Azevedo Souza
Presidente

Ao Excelentíssimo Senhor
Valter Pereira
DD. Presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado
Senador da Republica
Brasília-DF

segunda-feira, 16 de março de 2009

MSLT e os R$ 3,3 milhões

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VAI PAGAR? (1)
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O Tribunal de Contas da União está cobrando de Bruno Maranhão, líder do MSLT (Movimento de Libertação dos Sem Terra), uma espécie de Hammas da enxada, a devolução de R$ 3,3 milhões que foram repassados pela União em convênios desde 2003.
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VAI PAGAR? (2)
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Bruno Maranhão é aquele sujeito que liderou um bando de marginais, destruindo e depredando parte do prédio do Congresso Nacional, em junho de 2006. O TCU sabe que não vai ser fácil recuperar o dinheiro desviado através do MSLT e da Anara (Associação nacional de Apoio à Reforma Agrária).
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COBRANÇA
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O TCU já determinou o levantamento dos bens de Bruno Maranhão. Ele tem duas fazendas em Pernambuco e caso não apresente defesa em 15 dias, seus bens serão declarados indisponíveis. É bom demais para ser verdade!
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HIPOCRISIA
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Não é um caso bem brasileiro de hipocrisia? O “seu” Bruno tem duas fazendas, é filho de família pernambucana de posses e lidera um movimento de luta contra a propriedade privada.
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quarta-feira, 11 de março de 2009

E as marolinhas chegaram...

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Brasil é o 2º mais atingido pela crise
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Estudo da FIESP diz que o Brasil é o segundo país mais prejudicado pela crise internacional, em comparação com vários países, entre os quais Alemanha, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, Japão, Canadá, China, México e Coréia.
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O Brasil foi o que apresentou maior retração do PIB desde o início da desaceleração da economia mundial, acumulando queda de 5,3 pontos percentuais desde que a crise começou a afetar seu crescimento, no fim do ano passado.
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De um crescimento de 1,7% ocorrido no terceiro trimestre de 2008, o País apresentou variação negativa do PIB de 3,6% do quarto trimestre.
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Os EUA apresentaram diferença acumulada de 2,8 pontos percentuais negativos. De um crescimento de 1,2% no terceiro trimestre de 2007 - o último antes do início da crise - o país fechou o quarto trimestre de 2008 com queda de 1,6% no PIB.
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No Japão, a variação foi negativa em 4,2 pontos percentuais e na Zona do Euro, de menos 2,2 pontos.
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Levando em consideração as premissas do estudo, o Brasil só tem melhor resultado do que a Coréia, que acumula diferença de 7,2 pontos percentuais.
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O resultado, porém, foi acumulado em quatro trimestres de retração da economia. No Brasil, isso ocorreu em um trimestre.
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"O que sente a sociedade são os pontos percentuais de queda do PIB", afirmou Francini, um dos responsáveis pelo estudo. "O Brasil, em termos de amplitude e em termos de prazo, não tem paralelos."
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Fonte: Agência Brasil
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Índios, quilombolas, MST...

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Farinha do mesmo saco
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Balanço 2008, divulgado recentemente pela Comissão Pró-Índio [sic] de São Paulo, revela que os territórios quilombolas regularizados no Brasil estão chegando à marca de um milhão de hectares.
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A própria Comissão Pró-Índio – curiosamente se ocupando dos negros – ainda os considera pequenos em relação à quantidade de comunidades quilombolas, estimadas em três mil.
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A luta pela titulação das terras dos remanescentes de quilombos no Brasil é antiga e ganhou força a partir da Constituição Federal de 1988, que garantiu às comunidades o direito a suas terras.
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A Comissão manifesta descontentamento com o governo ao tentar contemporizar interesses contrários, como particulares e parlamentares que questionam a legitimidade dos pretensos direitos quilombolas.
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O assunto vem despertando interesse junto aos leitores [cf.fonte]. Enquanto um diz não ter nada contra a terra indígena ou quilombola, mas não se pode esquecer os imigrantes que vieram para cá em condições de semi-escravidão, outro ataca essa gente que defende quilombola como um bando de aproveitadores.
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O declara que o Estado brasileiro já não deve mais nada para descendentes de escravos. E pergunta: - Qual o critério que os negros acham justo na redistribuição de terra?
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{Querem) legitimar as coisas mais imorais com a restituição indenizatória de valores imobiliários em bairros nobres e de interesse estratégico militar. É uma vergonha viver num país com esse tipo de gente.
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Outro testemunho: - Das piores coisas que vêm acontecendo no Brasil é a inquestionabilidade das posições dos movimentos “sociais”. Parecem deter a verdade. Contra eles ninguém pode contrariar, pois será rotulado de racista, de elite, de latifundiário, ou “só” de ignorante alienado. Eu sou contra os critérios que o INCRA adota na definição do que é ou não quilombo.
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– Também quero o meu pedaço de terra porque, embora trabalhe há 25 anos para o governo brasileiro, nem casa própria possuo. Ademais, nas veias de todos os brasileiros corre sangue negro, tanto quanto índio ou europeu.
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Portanto, não só o de pele escura, Senhores, tem direito à terra!!! E, pra falar a verdade, exploração e escravidão também sobrevieram sobre outros povos no Brasil - índios e europeus, sobretudo os japoneses no interior de São Paulo.
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Muitos há que se aproveitam do fato para levar vantagens - é o caso dos pretensos quilombolas de Alcântara (MA) que ora são capitaneados pelo Deputado Federal Domingos Dutra do PT-MA.
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Ele prega a resistência armada para a não cassação do mandato do governador Jackson Lago e é o maior incentivador para a destruição do projeto espacial Brasileiro no Centro de Lançamento de Foguetes.
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Fonte: iurirubim.blog.terra.com.br

MST, vítima??

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E a Justiça começa a se mover
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Enquanto a Via Campesina fazia arruaças Brasil em 9 Estados, o juiz federal José Carlos Francisco determinava o bloqueio dos bens da ANCA – Associação Nacional de Cooperação Agrícola, ligada ao MST.

O motivo é a não comprovação da correta utilização de R$ 3,8 milhões cedidos pelo Programa Brasil Alfabetizado, que previa a capacitação de 2 mil educadores e a alfabetização de 30 mil jovens e adultos.
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Acusado de ser o maior beneficiado, o MST tenta se defender: "É uma resposta do judiciário a uma entidade que atua na construção da Reforma Agrária", afirma Gilmar Mauro, coordenador do MST.

Para ele, as acusações fazem parte de uma "perseguição ao movimento". E faz questão de ressaltar que "a ANCA só existe porque o Estado não age como tal". A Anca possui figura jurídica, ao contrário do MST.

Sobre as invasões e depredações no último dia 9, Gilmar afirma que tais manifestações são a única maneira que o movimento encontra para chamar atenção da sociedade e autoridades. "A organização nacional faz parte disto", constata.

"O que fizemos foi um alerta ao setor agrícola e produtor de alimentos", afirma o dirigente do MST.

Fonte: Terra Magazine

terça-feira, 10 de março de 2009

MST, PT e VIA CAMPESINA JUNTOS...

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A corda Brasil !
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Cerca de 600 mulheres invadiram uma área de plantio de Eucaliptos de propriedade da Votorantim Celulose e Papel, no município de Candiota. Segundo a Brigada Militar foram destruídos cerca de dois hectares de árvores.
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A coordenadora da Via Campesina, Ana Solaris, “as empresas de celulose estão impedindo o avanço da Reforma Agrária e forçando o êxodo rural. Segundo ela, o corte das árvores começou às 5h40min da manhã, ato praticado exclusivamente por mulheres para marcar o Dia Internacional das Mulheres do Movimento. Uma das manifestantes relatou que fariam parte da marcha cerca de 80 crianças.
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Admirador do MST, o deputado estadual do PT, Dionilso Marcon, chamou atenção pela sua ostentação ao acompanhar o movimento com duas caminhonetes Ford, F-250, cabine dupla, último modelo.
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Ao ser perguntado pelo repórter do MINUANO, Fernando Tólio, se ia ter invasão o deputado se calou. O repórter também perguntou se ele iria acompanhar a marcha das agricultoras e novamente a resposta foi o silêncio do petista.
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Fonte:
www.jornalminuano.com.br
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MST e suas "táticas mais arrojadas"

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Peça o boné, Tarso
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Ao não condenar os assassinatos do MST, ele perdeu toda a condição de ser ministro.

O que se espera de um ministro da Justiça? Se o ministro da Pesca deve ao menos saber colocar uma minhoca num anzol, o mínimo que se espera de um chefe da Justiça é que ele tenha noções básicas de... Justiça. Parece óbvio, elementar e até mesmo ululante, como diria Nelson Rodrigues, mas o nosso ministro, Tarso Genro, deu a demonstração mais completa de que desconhece esse conceito.

Dias atrás, ao ser questionado sobre quatro assassinatos cometidos barbaramente pelo Movimento dos Sem Terra, numa chacina em Pernambuco, Tarso Genro afirmou que o movimento pretensamente social apenas adota táticas "arrojadas" na busca dos seus objetivos. Nenhuma palavra de condenação, luto ou mesmo de solidariedade em relação às vítimas.

Consta que na juventude Tarso Genro foi um radical militante comunista, adepto da revolução bolchevique. Com o passar dos anos, teria vindo a maturidade e, com ela, algum equilíbrio e uma certa sabedoria. Na família, o gene maluquinho continuaria se manifestando apenas na filha Luciana Genro, deputada federal pelo PSOL. Mas quem sai aos seus não degenera, já dizia o provérbio. A filha é o espelho do pai. Ou, quiçá, o pai é o espelho da filha.

No episódio do MST, Tarso Genro deixou claro que não enxerga a Justiça como um valor absoluto, mas sim como uma mercadoria subordinada às suas preferências e convicções políticas. Que petistas tolerem pequenos pecados, como um mensalão aqui e um dossiezinho acolá, tudo bem. Já estamos acostumados. Mas passar a mão na cabeça de quem executa uma chacina a sangue-frio, estando sentado na cadeira de ministro da Justiça, é demais. Só faltou vestir de vez o boné dos sem-terra.

O presidente Lula, que já chegou a usar o bonezinho numa cerimônia no Palácio do Planalto, classificou os assassinatos como "inaceitáveis". Se sua palavra for levada ao pé da letra, deve-se entender que é também inaceitável a permanência de Tarso Genro como ministro da Justiça. Sendo assim, Lula tem algumas opções. Pode dar uma de capitão Nascimento e ultimar ao seu ministro um "pede pra sair".

Se quiser ser ameno ou diplomático, pode sugerir a ele que peça o boné e vá pescar num arroio qualquer. Ou, quem sabe, que vá plantar alfaces em alguma terra improdutiva do Rio Grande do Sul. Com Tarso, o Brasil está virando terra sem lei.

Fonte: www.polibiobraga.com.br

segunda-feira, 9 de março de 2009

Quem semeia vento...

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IBGE: safra agrícola recua 7,3%
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xLevantamento divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) calcula que a safra brasileira em 2009 deverá atingir 135,3 milhões de toneladas.
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xO valor é 7,3% inferior ao registrado no ano passado. Segundo o levantamento do IBGE, a região Sul deve sofrer a maior queda percentual prevista para a safra deste ano, colhendo 54,7 milhões de toneladas – valor 10,8% menor em relação a 2008.
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'Famintas' seguram faixa...

... na estranha comemoração

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Reforma Agrária: não nos iludamos
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“Trabalhadoras” da Via Campesina realizaram uma série de protestos para comemorar o Dia Internacional da Mulher [v. foto das famintas segurando a faixa].
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Em Brasília, cerca de 400 manifestantes ocuparam o prédio do Ministério da Agricultura. Com lenços tapando o rosto, elas quebraram a vidraça da portaria do Ministério e entraram no prédio. A invasão durou quatro horas.

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No Espírito Santo, elas invadiram e paralisaram o porto da Aracruz e Cenibra Celulose. 1.300 pessoas participaram da manifestação no Portocel.

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Cerca de 50 caminhões preparados para embarcar celulose ficaram parados. Fardos do produto foram pichados e cupins foram jogados sobre a madeira de um galpão.

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No Rio Grande do Sul, cerca de 700 mulheres invadiram no início da manhã a Estância Aroeira, propriedade da Votorantim Celulose e Papel.

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Em Pernambuco, cerca de 200 mulheres protestaram em frente à Usina Cruangi, a 85 quilômetros de Recife. Elas pretendiam ocupar o pátio da usina, mas foram impedidas pela PM. Um militante do MST que pichava muros da usina foi levado para a delegacia.

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Em São Paulo
- De acordo com o site do MST, manifestantes se encontram ainda numa área da Cosan, a maior usina de açúcar e etanol do mundo, em Barra Bonita, a 280 km da capital.

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Objetivo dos protestos: Denunciar o "modelo de desenvolvimento imposto pelo governo, empresas transnacionais e bancos para o campo brasileiro".

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As manifestantes cobram um modelo agrícola baseado na pequena agricultura, através da realização da Reforma Agrária.

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Um comentário apenas do BLOG: Será que há ainda algum brasileiro que não saiba o que significa a expressão Reforma Agrária?
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Via campesina... até quando?

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O Brasil constrói e
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o anti-Brasil destrói
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Na manhã de hoje (9/03), por volta das 5 horas, 15 ônibus, com cerca de 450 mulheres do Movimento Via Campesina invadiram as instalações do Portocel — terminal privativo da Aracruz e da Cenibra.
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Por mais de uma hora, elas utilizaram tinta, querosene e cupins para danificar 2 mil toneladas de celulose. Por questão de segurança, a operação do porto foi suspensa por quase 5 horas.
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Portocel é um dos portos mais eficientes do mundo no manuseio e embarque de celulose, e responde por 70% das exportações de celulose do Brasil.
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No momento da invasão operava a plena capacidade, com três navios atracados, uma composição ferroviária, uma barcaça de madeira e cerca de 40 caminhões de celulose. O trabalho foi paralisado, deixando 150 trabalhadores parados.
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O superintendente do Portocel, Gilberto Marques, lamentou o ocorrido. "Nosso porto foi usado como instrumento para protesto contra o agronegócio e o sistema econômico. É uma agressão que atinge as exportações, num setor em que o Brasil é altamente competitivo.
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A empresa espera que fatos como este não permaneçam impunes", disse Marques.
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Portocel - O Terminal Especializado de Barra do Riacho – Portocel – é o único porto do Brasil especializado no embarque de celulose. Está preparado para receber navios continuamente, com capacidade de embarque anual de 4,5 milhões de toneladas de celulose.
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sábado, 7 de março de 2009

Ministro do STF "excomungado"?

Comissão da CNBB 'excomunga' presidente do STF por 'abortar' plano do MST
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Para apreciação dos leitores, este Blog transcreve abaixo o texto que a CPT - órgão da CNBB - acaba de remeter ao Presidente do STF, Ministro Gilmar Mendes.
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A nota foi assinada por Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges (foto), cujas partículas "de" (duas!) indicam sua nobre linhagem francesa. Ademais, pelo fato de ser Bispo, tornou-se príncipe da Igreja!
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Gostaríamos de receber comentários de nossos leitores a propósito do documento abaixo que a nosso ver corresponde a uma espécie de excomunhão do Presidente do STF.
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“Ai dos que coam mosquitos e engolem camelos” (MT 23,24)
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"A Coordenação Nacional da CPT diante das manifestações do presidente do STF, Gilmar Mendes, vem a público se manifestar.
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"No dia 25 de fevereiro, à raiz da morte de quatro seguranças armados de fazendas no Pernambuco e de ocupações de terras no Pontal do Paranapanema, o ministro acusou os movimentos de praticarem ações ilegais e criticou o poder executivo de cometer ato ilícito por repassar recursos públicos para quem, segundo ele, pratica ações ilegais. Cobrou do Ministério Público investigação sobre tais repasses.
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No dia 4 de março, voltou à carga discordando do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para quem o repasse de dinheiro público a entidades que “invadem” propriedades públicas ou privadas, como o MST, não deve ser classificado automaticamente como crime. O ministro, então, anunciou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual ele mesmo é presidente, de recomendar aos tribunais de todo o país que seja dada prioridade a ações sobre conflitos fundiários. Esta medida de dar prioridade aos conflitos agrários era mais do que necessária. Quem sabe com ela aconteça o julgamento das apelações dos responsáveis pelo massacre de Eldorado de Carajás, (PA), sucedido em 1996; tenha um desfecho o processo do massacre de Corumbiara, (RO), (1995); seja por fim julgada a chacina dos fiscais do Ministério do Trabalho, em Unaí, MG (2004); seja também julgado o massacre de sem terras, em Felisburgo (MG) 2004; o mesmo acontecendo com o arrastado julgamento do assassinato de Irmã Dorothy Stang, em Anapu (PA) no ano de2005, e cuja federalização foi negada pelo STJ, em 2005.
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"Quem sabe com esta medida possam ser analisados os mais de mil e quinhentos casos de assassinato de trabalhadores do campo. A CPT, com efeito, registrou de 1985 a 2007, 1.117 ocorrências de conflitos com a morte de 1.493 trabalhadores. (Em 2008, ainda dados parciais, são 23 os assassinatos). Destas 1.117 ocorrências, só 85 foram julgadas até hoje, tendo sido condenados 71 executores dos crimes e absolvidos 49 e condenados somente 19 mandantes, dos quais nenhum se encontra preso. Ou aguardam julgamento das apelações em liberdade, ou fugiram da prisão, muitas vezes pela porta da frente, ou morreram.
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"Causa estranheza, porém, o fato desta medida estar sendo tomada neste momento. A prioridade pedida pelo CNJ será para o conjunto dos conflitos fundiários ou para levantar as ações dos sem terra a fim de incriminá-los? Pelo que se pode deduzir da fala do presidente do STF, “faltam só dois anos para o fim do governo Lula”... e não se pode esperar, “pois estamos falando de mortes” nos parece ser a segunda alternativa, pois conflitos fundiários, seguidos de mortes, são constantes. Alguém já viu, por acaso, este presidente do Supremo se levantar contra a violência que se abate sobre os trabalhadores do campo, ou denunciar a grilagem de terras públicas, ou cobrar medidas contra os fazendeiros que exploram mão-de-obra escrava?
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"Ao contrário, o ministro vem se mostrando insistentemente zeloso em cobrar do governo as migalhas repassadas aos movimentos que hoje abastecem dezenas de cidades brasileiras com os produtos dos seus assentamentos, que conseguiram, com sua produção, elevar a renda de diversos municípios, além de suprirem o poder público em ações de educação, de assistência técnica, e em ações comunitárias. O ministro não faz a mesma cobrança em relação ao repasse de vultosos recursos ao agronegócio e às suas entidades de classe.
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"Pelas intervenções do ministro se deduz que ele vê na organização dos trabalhadores sem terra, sobretudo no MST, uma ameaça constante aos direitos constitucionais.
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"O ministro Gilmar Mendes não esconde sua parcialidade e de que lado está. Como grande proprietário de terra no Mato Grosso ele é um representante das elites brasileiras, ciosas dos seus privilégios. Para ele e para elas os que valem, são os que impulsionam o “progresso”, embora ao preço do desvio de recursos, da grilagem de terras, da destruição do meio-ambiente, e da exploração da mão de obra em condições análogas às de trabalho escravo.
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"Gilmar Mendes escancara aos olhos da Nação a realidade do poder judiciário que, com raras exceções, vem colocando o direito à propriedade da terra como um direito absoluto e relativiza a sua função social. O poder judiciário, na maioria das vezes leniente com a classe dominante é agílimo para atender suas demandas contra os pequenos e extremamente lento ou omisso em face das justas reivindicações destes. Exemplo disso foi a veloz libertação do banqueiro Daniel Dantas, também grande latifundiário no Pará, mesmo pesando sobre ele acusações muito sérias, inclusive de tentativa de corrupção.
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"O Evangelho é incisivo ao denunciar a hipocrisia reinante nas altas esferas do poder: “Ai de vocês, guias cegos, vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo” (MT 23,23-24). Que o Deus de Justiça ilumine nosso País e o livre de juízes como Gilmar Mendes!
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Goiânia, 6 de março de 2009.
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Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges, Presidente da Comissão Pastoral da Terra
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Fonte: Ricardo Noblat - 6.3.2009
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sexta-feira, 6 de março de 2009

Amizades que ameaçam o agronegócio

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Padre Marcelo e Canção Nova
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engajados em campanha política?
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De terço na mão, a candidata do PT à Presidência assistiu à missa do padre Marcelo Rossi, líder dos ‘carismáticos’ em São Paulo. Ela parecia não tirar os olhos do comunicador de massa padre Marcelo. – Deus está aqui neste momento, sua presença é real - pregou padre Marcelo.
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Dilma que busca aproximação com movimentos populares estava acompanhada de políticos. Da ala vip do altar, ela foi indicada para fazer a leitura de um trecho escolhido do livro de Ester.
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O texto lido tinha uma ‘coincidência’ com o período eleitoral. Conhecida como uma pessoa seca, durona, sem carisma, Dilma leu diante dos milhares de fiéis:
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"Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca para que este pereça com todos os seus cúmplices".
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Logo no início do ato religioso, o bispo local dom Fernando comunicou aos fiéis presentes que a ministra candidata estava presente. Há cerca de um mês, Dilma participou de missa na Canção Nova, da igreja carismática.
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Ela tem sido apresentada aos vários movimentos religiosos pelo chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho, oriundo da Igreja Católica progressista, como as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
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Recado do Blog: Depois não venham reclamar do processo de degradação moral da sociedade...
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