quinta-feira, 22 de junho de 2017

Golpe de caneta nocauteia Joesley e deixa Lula grogue


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Golpe de caneta nocauteia Joesley e deixa Lula grogue
Sem sair da cadeia em Curitiba, Eduardo Cunha deixou em frangalhos as fantasias criadas pelo dono da JBS para livrar do castigo o ex-presidente
Por Augusto Nunes

(Montagem/Reprodução)

Ao resumir numa carta manuscrita o encontro com Lula na casa de Joesley Batista, ocorrido  em 26 de março de 2016, e revelar que o trio se reuniu para confabular sobre o impeachment de Dilma Rousseff, o prisioneiro Eduardo Cunha desferiu um golpe de caneta que deixou grogue um esquartejador da verdade e levou novamente às cordas a alma viva mais cínica do Brasil. 
No fim de semana, na entrevista a Diego Escosteguy, Joesley repetira que só viu Lula a um metro de distância duas vezes ─ em 2006 e 2013, quando se limitaram a trocar ideias exemplarmente republicanas. Nesta segunda-feira, foi obrigado pelo ex-presidente da Câmara a confessar que esteve com o chefão “em outras ocasiões” ─ certamente para tratar de negócios nada republicanos.
É o começo do fim da farsa encenada pelo açougueiro predileto de Lula e do BNDES. É o que faltava para o sepultamento da meia delação premiadíssima. Ou Janot rasga a fantasia e admite que não pretende investigar a organização criminosa que patrocinou a entrada de Joesley no clube dos bilionários ou reduz a farrapos as fantasias do dono da JBS com a convocação para uma nova série de depoimentos.
 É hora de forçá-lo a abrir o bico sobre o bando que, nas palavras do próprio depoente, institucionalizou a corrupção no país. A insistência em vender Lula e seus comparsas como exemplos de honradez é uma forma de implorar pela pronta interdição do direito de ir e vir.
No texto escrito de próprio punho na cadeia em Curitiba, Cunha tornou a exibir a vocação para arquivista. “Ele fala que só encontrou o ex-presidente Lula por duas vezes, em 2006 e 2013”, lembra o signatário. “Mentira. 

Ele apenas se esqueceu que promoveu (sic) um encontro que durou horas, no dia 26 de março de 2016, Sábado de Aleluia, na sua residência na rua França, 553, em São Paulo, entre eu (sic), ele e Lula, a pedido do Lula, a fim de discutir o processo de impeachment, ocorrido em 17 de abril, onde pude constatar a relação entre eles e os constantes encontros que eles mantinham”.

A profusão de minúcias deixa claro qual dos dois está mentindo. Para facilitar o trabalho de jornalistas e policiais incumbidos de checar as informações contidas na carta, o ex-deputado oferece meia dúzia de testemunhas. Que tal ouvir os seguranças da Câmara que o escoltaram na incursão por São Paulo? Que tal uma visita à locadora do veículo usado por Cunha para deslocar-se pela capital paulista? 

O Brasil decente torce para que seja longa e reveladora a briga de foice entre integrantes de duas organizações criminosas ─ ORCRINS, prefere Joesley ─ que roubaram em perfeita harmonia até o divórcio consumado pelo despejo de Dilma Rousseff.


Tomara que todos os bandidos contem tudo o que sabem uns dos outros. E que o bate-boca continue nas cadeias onde estarão alojados os corruptos, hoje desavindos, que a partir de 2003 produziram juntos a maior sequência de assaltos aos cofres do Brasil registrada desde o Descobrimento.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Ninguém preserva mais a vegetação nativa do que os produtores rurais



Agricultura lidera preservação no Brasil

Ninguém preserva mais a vegetação nativa do que os produtores rurais

Evaristo de Miranda

Grande produtor de alimentos, energia e fibras, o Brasil é uma potência em preservação ambiental, com mais de 66% de seu território recoberto por vegetação nativa. E esse número sobe para quase 75% quando agregadas as áreas de pastagem nativa do Pantanal, do Pampa, da Caatinga e dos Cerrados. Toda a produção de grãos (milho, arroz, soja, feijão...), fibras (algodão, celulose...) e agroenergia (cana-de-açúcar, florestas energéticas...) ocupa 9% do País. Os agricultores preservam mais vegetação nativa no interior de seus imóveis (20,5% do Brasil) do que todas as unidades de conservação juntas (13%)!

Esses dados, da Embrapa, resultam principalmente das informações tabuladas do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, criado pela Lei 12.651/12, o novo Código Florestal, que acaba de completar cinco anos. Mais de 4,1 milhões de imóveis rurais, somando uma área superior a 410 milhões hectares, estavam cadastrados no Serviço Florestal Brasileiro até maio de 2017.

Os agricultores informaram detalhadamente, num mapa com base em imagens de satélite e em diversas fichas, todo o uso e ocupação de suas terras, em conformidade com o Código Florestal. É como se ao declarar o Imposto de Renda o contribuinte informasse a planta da casa, a disposição de cada móvel, o uso de cada cômodo e ainda, na Amazônia, por exemplo, deixasse claro que não utiliza 80% de seu apartamento a título de reserva legal. E que cuida de tudo e paga impostos, mesmo sobre o que lhe é vedado usar.

Em 1.º de fevereiro publicamos no jornal O Estado de S. Paulo os primeiros resultados do CAR (Cadastro Ambiental Rural: a hora dos fatos). Agora, os dados finalizados pela Embrapa demonstram o papel único da agropecuária na preservação ambiental.

No Sul, as unidades de conservação e as terras indígenas, juntas, protegem 2%, enquanto os produtores preservam 17% da região nos imóveis rurais. As áreas preservadas pelos agricultores superam em mais de oito vezes as protegidas. Considerando apenas a área agrícola, os produtores preservam 26% das terras, número bem superior à exigência do Código Florestal.

No Sudeste, ainda sem disponibilidade dos dados do Espírito Santo, os produtores preservam um território equivalente a 17% da região, em vegetação nativa e ecossistemas lacustres e palustres. Já as áreas protegidas equivalem a 4%. Na área rural, eles preservam 29% de suas terras, também bem acima da exigência do Código Florestal.

No Centro-Oeste, ainda sem disponibilidade dos dados de Mato Grosso do Sul, os produtores preservam em seus imóveis um território equivalente a 33% da região, ante 14% em áreas protegidas. Mais uma vez, no conjunto da área agrícola, os produtores preservam um porcentual superior à exigência do Código Florestal: 49% das terras, praticamente a metade.

No Norte, no Estado do Tocantins a agricultura preserva o dobro da área total de unidades de conservação e terras indígenas: 20% ante 10%. E em seus imóveis os produtores apresentam uma taxa de preservação da vegetação nativa de 56%! Esse é o único Estado da região não inserido integralmente no bioma Amazônia. Nos Estados amazônicos a proteção ambiental é muito abrangente: 71% do Amapá, 53% do Amazonas e 50% do Pará – além de amplos territórios recobertos por floresta tropical em terras devolutas.

No Nordeste, estima-se que apenas 36% dos imóveis rurais se tenham cadastrado no CAR. Isso limita a interpretação do uso das terras. Mas basta para indicar o papel dos agricultores na preservação da vegetação. Na maioria dos Estados nordestinos, os produtores preservam mais de 50% da área de seus imóveis, quando a exigência é de 20% (salvo em parte do Maranhão). A área preservada por essa parcela de agricultores cadastrados já representa cerca de 20% da região, enquanto as áreas protegidas conservam menos de 10%. É provável que os agricultores nordestinos preservem três vezes mais territórios na Mata Atlântica, na Caatinga e nos Cerrados do que todas as unidades de conservação e terras indígenas da região, juntas.

E se ao total das áreas de vegetação nativa preservada forem agregadas as pastagens nativas? Ninguém plantou a vegetação do Pantanal, do Pampa, da Caatinga, dos Cerrados e dos campos de altitude exploradas de forma sustentável pela pecuária. Essa vegetação nativa é mantida em equilíbrio pela pecuária há séculos. Com essa vegetação conservada se chega a quase 75% do território nacional.

Não há, no Brasil, nenhuma categoria profissional – minerador, médico, professor, industrial, militar, promotor, economista ou funcionário – que preserve tanto o meio ambiente como os agricultores. Salvo na Amazônia, não existe nenhuma instituição, secretaria de Estado, órgão federal ou estadual, empresa privada ou organização não governamental que preserve tanta vegetação nativa como os produtores rurais. E contra os quais – pasmem! – algumas instituições ainda pretendem organizar uma verdadeira “inquisição informatizada” para analisar a situação ambiental de cada um no Programa de Regularização Ambiental (PRA), que sucederá ao CAR.

Esse enorme esforço de preservação nos imóveis rurais beneficia toda a Nação. A responsabilidade e os custos decorrentes da imobilização e da manutenção dessas áreas recaem inteiramente sobre os produtores, sem contrapartida da sociedade, principalmente dos consumidores urbanos. A Embrapa calculará o valor e o custo de toda essa área imobilizada. Desde 1990 se fala em pagar por serviços ambientais. Esse conto de fadas até hoje não foi efetivado. Cidadãos estão dispostos a protestar pelo meio ambiente em zona rural, mas não cogitam de pagar por isso. Destes os produtores esperam, no mínimo, menos demonização de suas atividades, maior conhecimento de sua realidade e o justo reconhecimento. É sempre bom lembrar que vilão e vileza derivam de vila, cidade.

*Doutor em ecologia, é chefe geral da Embrapa Monitoramento por Satélite


Fonte: O Estado de São Paulo

domingo, 18 de junho de 2017

Qual a relação entre o MST e o desmatamento da Amazônia?



Qual a relação entre o MST e o desmatamento da Amazônia?


Brasília (17/05/2017) – Fiscalização realizada por agentes do Ibama na gleba Rio Preto, localizada na Fazenda Santa Rosa,em Mato Grosso (MT), resultou na apreensão de dois caminhões, um trator de esteira e 32,3 metros cúbicos de madeira in natura.

A propriedade, que possui cerca de 1,3 mil hectares de floresta nativa, foi invadida em 2015 e tem sido alvo de extração ilegal de madeira, desmatamento e grilagem para conversão das áreas em pasto. Infratores retiram toras de valor comercial, plantam capim e comercializam cada alqueire (2,4 hectares) por até 15 mil reais, sem possuir título de propriedade.

A equipe técnica do Ibama em Mato Grosso estima que, na região noroeste do estado, cerca de 200 mil hectares de florestas nativas sejam atingidas de alguma forma pela grilagem. Cerca de 90% dessa área corresponde a propriedades tituladas, invadidas recentemente ou em algum estágio do processo de reintegração de posse. Em uma das propriedades fiscalizadas a área desmatada chega a 1,5 mil hectares.

O chefe da Unidade do Ibama em Juína (MT), Evandro Selva, avalia que a falta de informações sobre a documentação necessária para a venda dos terrenos, associada à expectativa de regularização, favorecem a ilegalidade.

A grilagem de terras (tituladas ou não) na região noroeste do estado do Mato Grosso é um dos fatores que impulsionam o desmatamento ilegal, aponta a superintendente do Ibama em Mato Grosso, Lívia Martins.

Toda a madeira apreendida pelo Ibama foi doada à prefeitura de Juína.

Assessoria de Comunicação do Ibama
(61) 3316-1015
Foto: Ibama.

Em tempo, a exceção do título, o texto foi integralmente reproduzido da página oficial do Ibama, inclusive a foto. Os ambientalistas no Brasil fizeram algumas alianças no passado com indígenas e o movimento dos sem terra. Hoje, mais de 90% do desmatamento na Amazônia é causado por esses grupos e os ecólatras continuam perseguindo os mesmos inimigos de antes.



sábado, 17 de junho de 2017

França: os verdes vão para o mato (sem cachorro)


Eleições francesas: os verdes vão para o mato

Nelson Ribeiro Fragelli


As eleições presidenciais deste mês na França revelaram uma rejeição a dois engodos demagógicos: o socialista e o ecologista. O Partido Socialista Francês corre o risco de desaparecer. Perdeu mais de 260 deputados. E os verdes do Partido Ecologista não ficaram atrás nessa queda livre. Dos 459 candidatos, apenas um poderá ainda vir a ser eleito no segundo escrutínio das eleições parlamentares no dia 18 de junho. Os verdes se tingem sempre de vermelho, aliando-se aos socialistas ou aos comunistas. Desta vez a escolha de pigmentação foi má, pois os socialistas franceses obtiveram apenas 7,4% dos votos, e os comunistas 2,7%.

Já se foram os tempos em que a falácia do aquecimento global e do degelo nos polos encontrava crédulos ingênuos. Se há cinco anos o Partido Ecologista tinha 17 deputados e dois ministros nomeados pelo presidente Hollande, nas últimas eleições um desses ministros — a então presidente do Partido, Cécile Duflot, da pasta da Igualdade Territorial e da Habitação — ficou em terceiro lugar em sua circunscrição, longe do primeiro colocado, um jovem de apenas 28 anos. Antigos militantes ecologistas que deixaram o partido verde e se apresentaram como candidatos de outros grupos políticos de esquerda conseguiram eleger-se.

Os franceses sentem-se ameaçados: em sua coesão nacional, pela imigração desmesurada; em sua coesão familiar, pela educação escolar; em sua coesão econômica, pela administração confiscatória socialista. Paira no ar um grave sentimento de injustiça. Suas preocupações, portanto, vão bem além da preservação de insetos, da tosse dos pássaros ou da pretensa diminuição das florestas. E por isso não fizeram dos verdes seus representantes no Parlamento, deixando-os no mato.


segunda-feira, 12 de junho de 2017

Para a CNBB agronegócio gera pobreza e fome, mas a realidade é outra...



Luis Dufaur
  
A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante














A produção de grãos do Brasil é superior a uma tonelada por habitante (dados finais de 2015), sendo que um resultado abaixo de 250 kg/pessoa/ano significa insegurança alimentar e implica importar alimentos.

Em 2014, um país altamente industrializado como a Coreia do Sul importou US$ 27 bilhões em alimentos. Outra grande economia, o Japão, teve que importar US$ 68,9 bilhões. E a gigantesca China flagelada por uma reforma agrária socialista e confiscatória bateu recorde com US$ 105,2 bilhões.

Estes e outros dados impressionantes foram reunidos por Evaristo de Miranda, doutor em Ecologia e Chefe Geral de Monitoramento por Satélite da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), e publicados em artigo da “Revista Agro DBO”. 

Eles desfazem os mitos catastrofistas e miserabilistas do movimento ambientalista-comunista sobre um falso esgotamento dos recursos do planeta, sobre um não menos fantasioso excesso de habitantes acrescidos de uma pregação eclesiástica comunistoide pela redistribuição da terra e aos recursos naturais.

Já se pode definir a missão do Brasil como sendo a de saciar a fome do planeta, diz Evaristo de Miranda com os aplausos dos nutricionistas. A fome será um problema, mas não do Brasil.

Só a nossa produção de grãos é suficiente para alimentar quatro vezes a população brasileira ou mais de 850 milhões de pessoas. 
Mais de 40 milhões de toneladas de frutas por ano. Foto no CEAGESP



Além de grãos, o Brasil produz anualmente cerca de 35 milhões de toneladas de tubérculos e raízes (mandioca, batata, inhame, batata-doce, cará, etc.). Comida básica para mais de 100 milhões de pessoas.

Acrescentem-se mais de 40 milhões de toneladas de frutas, entre as quais 7 milhões de toneladas de banana, ou uma banana/habitante/dia. A laranja e outros citros totalizam 19 milhões de toneladas/ano. E cresce todo ano a produção de uva, abacate, goiaba, abacaxi, melancia, maçã, coco…

Hortaliças?: 10 milhões de toneladas por ano, com uma diversidade impressionante, resultado do encontro da biodiversidade nativa com os aportes de verduras, legumes e temperos trazidos por portugueses, espanhóis, italianos, árabes, japoneses, teutônicos. E por aí vai longe.

Cerca de um milhão de toneladas de castanhas, amêndoas, pinhões e nozes, além dos óleos comestíveis, da palma ao girassol, e de uma grande diversidade de palmitos. E se não bastar, 34 milhões de toneladas de açúcar/ano. 

Por isso, o especialista conclui que a produção vegetal do Brasil já alimenta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, usando apenas 8% do território nacional.

E depois vem a produção animal. Em 2015, o País abateu 30,6 milhões bovinos, 39,3 milhões de suínos e quase 6 bilhões de frangos. Quer dizer, produziu cerca de 25 milhões de toneladas de carnes! 
                    35,2 bilhões de litros por ano. Gado leiteiro da fazenda Agrindus





O consumo médio de carne dos brasileiros é da ordem de 120 kg/habitante/ano ou 2,5 kg por pessoa por semana. 

Desses, 42 kg/habitante/ano são de carne bovina; 45 kg de frango e 17 kg de suínos, além do consumo de ovinos e caprinos (muito expressivo no Nordeste e no Sul), de coelhos, de outras aves (perus, angolas, codornas…).

Há ainda os peixes, camarões e crustáceos (cada vez mais produzidos em fazendas), além de outros animais.

Em matéria de leite, o Brasil produziu 35,2 bilhões de litros (contra 31 bilhões de litros de etanol); 4,1 bilhões de dúzias de ovos e 38,5 milhões de toneladas de mel em 2015.

Em 50 anos, observa Evaristo de Miranda, de importador de alimentos o Brasil se tornou uma potência agrícola, o preço dos alimentos caiu pela metade, permitindo à grande maioria da população o acesso a uma alimentação saudável e diversificada, e a erradicação da fome.



CNBB, MST e verdes contra a verdade conhecida enquanto tal


Essas realizações são também fruto da modernização agrícola.

O que teria ocorrido na sociedade sem esse desenvolvimento da agricultura? Certamente, uma sucessão de crises intermináveis. 

Portanto, devemos agradecer todos os dias aos agricultores pelo seu esforço de modernização e por tudo que fazem pelo País. 

A Nação e suas lideranças devem assumir a promoção e a defesa da agricultura e dos agricultores, com racionalidade e visando ao interesse nacional.

Mas, acrescentamos nós, não é isso o que fazem os ativistas embandeirados de vermelho e símbolos socialistas, ou os pretensos arautos “verdes”. Nem sequer aqueles órgãos da CNBB criados para subverter a vida nos campos e nas cidades.




domingo, 11 de junho de 2017

Fraude no aquecimento global




Assista à íntegra da entrevista de Felipe Moura Brasil com o climatologista Ricardo Felício.

O professor da USP com doutorado em Antártida e autor do livro "Geopolítica do ozônio" desconstrói supostos consensos sobre temas como "aquecimento global", "mudanças climáticas", "efeito estufa" e Acordo de Paris sobre o "clima", além de comentar as recentes posições dos EUA e do Brasil em relação a este último.


Vá ao site de O Antagonista e assista a entrevista. Vale Muito a pena. O Professor tira a máscara dos prestidigitadores do aquecimento global...

sexta-feira, 9 de junho de 2017

O que era excelente ficou ainda melhor (sem Reforma Agrária socialista)



O que era excelente ficou ainda melhor
O agro é o maior contraponto ao desempenho ruim dos outros setores
Celso Ming, O Estado de S.Paulo


No fim de 2016, os institutos que rastreiam as safras já projetavam para este ano uma megaprodução, cerca de 15% mais alta do que naquele ano, tão castigado pela estiagem. 

É o setor que está salvando não apenas a lavoura, mas o próprio PIB. Nas Contas Nacionais do primeiro trimestre, a agropecuária contribuiu com um crescimento de 13,4%. 

Mais não entrou nos cálculos porque a maior parte dos estoques não havia sido escoada e, portanto, ainda não produzira renda. Como os números atualizados são mais exuberantes, o setor voltará a ter importante participação no crescimento da renda nos trimestres seguintes.
Enfim, o agro é o maior contraponto ao desempenho ruim dos outros setores. E maior ainda quando comparado ao estado geral da vida política. Os levantamentos divulgados nesta quinta-feira permitem concluir que a renda já gerada e ainda a ser gerada pelo setor deve ficar neste ano em alguma coisa entre R$ 550 bilhões e R$ 610 bilhões.
Muita gente continua equivocada quando insiste em que a agropecuária proporciona baixa multiplicação de renda, porque emprega pouca mão de obra. 
Estudo da Confederação Nacional da Agricultura a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), de 2014, mostrou que o agronegócio proporciona 32,7% dos postos de trabalho no Brasil. (O agronegócio é mais abrangente do que a agropecuária. Alcança também a indústria e os serviços ligados ao setor.)
A capacidade multiplicadora de renda do setor pode ser mais bem aferida pelo avanço dos serviços que operam com o agro: transportes, comunicações, comércio, finanças, etc. Pelo interior de Mato Grosso e de Goiás e pelo Matopiba (área que compreende o Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) se vê o dinamismo da agropecuária.
Nos primeiros cinco meses deste ano, as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias cresceram 28,7% em relação a igual período de 2016. As exportações de produtos básicos (que incluem minérios e petróleo) aumentaram 27% no acumulado do ano (até maio) em comparação com igual período de 2016. 
Mais capitalizados, os agricultores podem empurrar também o setor de insumos agrícolas, principalmente os de sementes, fertilizantes e calcário.
Outra contribuição da supersafra à macroeconomia é a derrubada da inflação. Por vários fatores, os alimentos foram o vilão nos últimos anos. Agora, vêm contribuindo positivamente para o controle da inflação. Nos últimos cinco meses, os preços dos agropecuários caíram 9,31% no atacado. E em 12 meses, 10%.
O gargalo continua sendo a logística: armazéns insuficientes, estradas ruins, comunicações precárias. O que pode melhorar é a inauguração de 682 quilômetros da ferrovia Norte-Sul, prevista para este mês.
Uma das acusações recorrentes ao setor agropecuário é o de que seu crescimento vem sendo realizado com aumento do desmatamento. O gráfico mostra que o aumento da produção vem acontecendo mais com aumento da produtividade do que com aumento da área plantada. 

Em 1997, 34,5 milhões de hectares produziam 74,8 milhões de toneladas de grãos, ou 2,2 toneladas por hectare. Vinte anos depois, 61 milhões de hectares produzem 238,6 milhões de toneladas de grãos, ou 3,9 toneladas por hectare.

Agropecuária = injeção de ânimo



O apoio à produção do campo
Um recorde mensal de exportação foi batido em maio, com receita de US$ 19,79 bilhões. 
As vendas do agronegócio renderam pelo menos US$ 9,25 bilhões, 46,7% de todo o faturamento.



Um recorde mensal de exportação foi batido em maio, com receita de US$ 19,79 bilhões. As vendas do agronegócio renderam pelo menos US$ 9,25 bilhões, 46,7% de todo o faturamento. O setor tem garantido números positivos no comércio exterior, compensando com folga o déficit de outros segmentos da economia. 
Pelo último balanço detalhado, até abril o agronegócio acumulou um excedente de US$ 24,34 bilhões, bem maior que o saldo total do comércio, de US$ 21,37 bilhões. A diferença é o resultado em vermelho dos outros itens. A importância do setor como fonte de dólares seria suficiente para justificar a solenidade, repetida na quarta-feira no Palácio do Planalto, de anúncio do plano de financiamento à produção agropecuária, desta vez com um total previsto de R$ 190,25 bilhões.
O setor dá uma injeção de otimismo no País, disse o presidente Michel Temer ao apresentar o Plano Agrícola e Pecuário de 2017/18. Ele se referiu principalmente ao crescimento da produção registrado no primeiro trimestre, o mais poderoso motor da economia nesse período. 
O Produto Interno Bruto (PIB) contabilizado entre janeiro e março foi 1% maior que o registrado nos três meses finais de 2016 e isso se deveu basicamente à atividade rural. Um dia depois da cerimônia, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou a nova estimativa da safra de grãos e oleaginosa do ano agrícola 2016/17. O levantamento de junho apontou 234,32 milhões de toneladas, um total 25,6% maior que o da temporada anterior.
O volume estimado em maio havia chegado a 232,02 milhões de toneladas. A maior parte da diferença, de 2,3 milhões de toneladas, provém de uma reestimativa da safra de verão, de 225,63 milhões para 227,94 milhões de toneladas. O resto se refere às culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada, com colheita prevista para o segundo semestre.
O aumento da produção de grãos e oleaginosas neste ano é explicável, em parte, pela quebra da safra anterior, consequência das más condições de tempo. Mas o vigor das principais lavouras tem sido, há algumas décadas, garantido essencialmente pelos ganhos de eficiência resultantes da modernização de processos e insumos.
O aumento das colheitas tem dependido essencialmente da maior produção por hectare e muito menos da expansão da área cultivada. Além de ser uma das mais eficientes do mundo, a agricultura brasileira é também poupadora de terras e, portanto, conduzida de forma favorável à preservação da natureza. Esse detalhe tem sido com frequência ignorado, por incompetência ou má-fé, por barulhentos porta-vozes de movimentos ecologistas.
No Brasil, a importância da agropecuária ultrapassa amplamente a contribuição do setor para as exportações e o abastecimento do mercado interno. Essas duas funções são centrais, mas, além disso, a produção rural movimenta uma importante indústria fornecedora de insumos e de equipamentos e supre um poderoso setor de processamento de alimentos e de matérias-primas destinadas a outras finalidades.
O valor total de financiamentos para a temporada 2017/18 é apenas 3,5% maior que o do ano agrícola anterior. Nem chega a compensar a inflação medida pelo índice oficial, mas foi o possível, nesta fase de aperto, como indicou o ministro da Agricultura, Blairo Maggi. 
Representantes da agropecuária reclamaram dos juros, mais baixos que os da safra 2016/17, mas com redução menor que a da Selic, definida pelo Banco Central. Taxas inferiores às do mercado dependem de subsídios oficiais, mais escassos, naturalmente, numa fase de contenção das despesas públicas.

Créditos para custeio e comercialização terão taxas de 7,5% e 8,5%, um ponto inferiores às da safra anterior. Uma redução de dois pontos valerá para os empréstimos destinados a armazenamento e inovação tecnológica. 
O governo também dará uma grande contribuição se revitalizar os investimentos em rodovias e ferrovias. Boa parte da eficiência produtiva é anulada quando se trata de levar a produção ao mercado interno e aos portos.
Fonte: 
O Estado de S.Paulo

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Falsos quilombolas geram outras falsidades



Presidente de associação quilombola que emitiu atestados falsos para 13 'cotistas' é denunciada à Justiça

Denúncia foi feita pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA). Informação foi divulgada pelo órgão nesta quarta-feira (7).

Por G1 BA


A presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário Cultural Educacional e Social do Quilombo de Rocinha e Região (Acooped), Maria Regina Bonfim, foi denunciada à Justiça por falsidade ideológica, após emitir falsas declarações para que estudantes pudessem ingressar em universidades públicas como cotistas, alegando ser quilombolas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).

A denúncia foi assinada pelo promotor de Justiça Millen Castro. Segundo ele, 13 estudantes utilizaram os documentos emitidos ou assinados por Maria Regina para obter acesso ao ensino superior, entre os anos de 2011 e 2015. Conforme o MP, Maria Regina Bonfim tinha ciência de que os documentos seriam usados para tal finalidade. A comunidade quilombola da Rocinha fica no município de Nossa Senhora do Livramento.

Nas universidades e institutos federais, as vagas de cotas são destinadas a estudantes vindos de escolas públicas, de baixa renda ou autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, conforme a classificação oficial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os documentos falsos, segundo o MP, foram utilizados para acesso às universidades Federal da Bahia (Ufba), Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Estadual de Feira de Santana (Uefs).

Entre os estudanes que utilizaram documentos falsos está Maiara Aparecida Oliveira Freire, que foi condenada a dois anos de prisão em regime aberto e expulsa da Uesb, em 2016, após a fraude ser descoberta.

De acordo com o MP, cópias dos autos dos demais procedimentos foram remetidas pelo promotor de Justiça Millen Castro para as Promotorias de Justiça das comarcas onde os estudantes usaram os atestados e também para as universidades, a fim de serem adotadas providências criminais e administrativas contra eles.

O G1 não conseguiu contato com a presidente da associação que assinou os documentos dos alunos. Em reportagem exibida pelo Fantástico em outubro de 2016, Maria Regina Bonfim admitiu ter firmado declarações de moradia a estudantes que não moravam no quilombo. Ela declarou, ainda, que a família da estudante Maiara Aparecida Oliveira Freire contribuía financeiramente com a associação e que, por isso, assinou o documento falso da jovem.




Vaticano, nova ONG ambientaista?



Vaticano vai investir US$ 100 mil em até 8 startups até o final do ano


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 Por Redação Link - O Estado de S.Paulo

Papa diz em mensagem que meio ambiente é 
'responsabilidade de todos'

Não só as grandes empresas estão de olho no potencial das startups. O Vaticano acaba de criar uma aceleradora de startups e planeja investir US$ 100 mil em até oito empresas que criem soluções inovadoras para problemas criados pelas mudanças climáticas. Criada com o apoio do Papa Francisco e liderada por dois investidores de venture capital, o Laudato Si Startup Challenge vai apostar tempo e dinheiro em empresas com alto potencial de crescimento nos próximos meses.
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Na prática, ao receber o investimento, o Vaticano terá direito a uma participação acionátia entre 6% e 8% do negócio. Além disso, durante quatro meses, as startups receberão mentoria de profissionais especializados. Depois, eles terão de viajar para Roma para dois meses de trabalho intenso na startup, o que vai culminar em um dia de demonstrações, ou Demo Day, em que os empreendedores apresentam seu negócio ao público geral.
Os US$ 100 mil que serão investidos em cada empresa, segundo o site da revista norte-americana Fast Company, não virão do caixa da Igreja Católica. Ele terá origem em um fundo privado de investidores. Contudo, tudo será feito com supervisão próxima de membros do Vaticano. Os interessados em participar do processo de seleção não precisam ser católicos.

As empresas precisam escolher entre sete desafios das mudanças climáticas, que incluem energia, comida, água, cidades populosas, potencial humano, conservação e finanças. Segundo um dos mantenedores do projeto, essas são áreas que o próprio Papa Francisco identifica como importantes para resolver a questão climática. 
Empreendedores de mais de cem países podem participar da seleção para o programa, incluindo o Brasil. Basta acessar o site oficial do Laudato Si Startup Challenge e fazer a inscrição entre 10 e 17 de junho. O programa de aceleração acontecerá entre 13 de julho e 9 de setembro.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Governo demagogo mais ONGs = quilombolas na miséria e desolação



As Ongs usam os falsos quilombolas para fazer agitação abandonando-os na miséria

Primeiro quilombo, em Alagoas, reconhecido pelo governo federal tem casebres destruídos pelas chuvas.

Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário

Por Arísia Barros

A comunidade do povoado de Tabacaria, em Palmeira dos Índios, conta com 90 famílias e em 2008 foi o primeiro território reconhecido pelo governo federal, como quilombola, em Alagoas.

O nome Tabacaria remete às tradições e aos costumes dos antigos moradores do local, que plantavam tabaco para comércio e consumo do fumo.

O reconhecimento do território propicia a possibilidades de recebimento de investimentos públicos, visando a construção de infra-estrutura e condições dignas de vida para  a comunidade.

Passados nove anos do reconhecimento federal, os quilombolas de Tabacaria, ainda  vivem a margem da pobreza, e as outras 68 quilombos de Alagoas sofrem   uma crescente desigualdade ,que ano após ano cria corpo e se faz  um coletivo inferno social.

Nove anos após ser titulada, a comunidade de Tabacaria passa o avexame da chuva, que cai em Alagoas, vendo seus barracos/casebres de taipa que faz tempo vem desabando.

Onde foram parar os recursos que viriam com o reconhecimento do território?.
Os barracos de taipa(?) de quilombolas da comunidade quilombola Tabacaria desabaram, com a chuva, consolidando a voz autoritária do Estado-Colônia em relação aos sujeitos históricos ininterruptamente invisíveis , nos 200 anos de Alagoas.

A estreiteza e flagrante ausência de políticas públicas estruturais e estruturantes põem em risco  a integridade territorial  do quilombo em Tabacaria.

 Assim afirma a  matriarca de uma das famílias mais antigas do lugar é a da dona Dominícia Paulino dos Santos, 62 anos. , esposa de Gerson Paulino dos Santos, 71:

“Não temos onde fazer nossas necessidades porque no meu barraco não tem banheiro, nem tem condições de ter. Quando precisamos, vamos ali à mata. Eu não tenho cerimônia de falar para as visitas, é triste, mas é a realidade da gente. Tomo banho na sala, pegamos a água no açude e, aqui mesmo na sala com o chão de barro, eu me banho. Sorte que não tem lama, porque nosso Agreste é muito quente.”
Os barracos  foram destruídos pela chuva na comunidade quilombola de Tabacaria. 21 famílias estão desabrigadas.

É a lógica do genocídio de pret@s político e socialmente consentido.

Um exitoso processo de desafricanização dos territórios da luta-resistência de pret@s.