sábado, 31 de maio de 2014

Populares começam a perder a paciência....



Indigenóide suspeito de envolvimento em assassinato de agricultor é

espancado por populares na Bahia



Josivaldo de Jesus Souza foi espancado por populares na manhã da ultima sexta-feira (30), em um ponto de ônibus da cidade de Buerarema, no sul da Bahia. Pessoas acusaram Josivaldo de participação no assassinato do agricultor Juraci Santana, que lutava contra a demarcação da Terra Indígena Tupinambá de Olivença.

Segundo informações da delegacia do município, Josivaldo descia de um ônibus quando foi abordado e agredido pelas pessoas por volta de 10h30 da manhã de sexta. A polícia chegou a tempo de evitar o linchamento. Depois de receber atendimento médico, o índio foi encaminhado à Delegacia de Ilhéus e liberado após prestar depoimento.

O conflito entre agricultores e índios na região da Serra do Padeiro se intensificou depois que os índios organizaram milícias e começaram a invadir propriedades e expulsar os produtores rurais como forma de forçar o Governo a demarcar a terra. 

Em fevereiro agricultor Juraci Santana foi assassinado. Juraci era assentado da reforma agrária e liderava a resistência contra a demarcação uma vez que o assentamento onde morava havia sido incluído pela Funai na área demarcada.

Depois do assassinato de Juraci, moradores de Buerarema realizaram um protesto que durou cerca de 10 horas na BR-101. Os manifestantes destruíram parte da pista que corta a cidade e ameaçaram explodir uma ponte com dinamites. 

A Funai e os índios exigem uma área de 47,3 mil hectares na região ocupado por centenas de agricultores. A área foi delimitada pela Funai em 2009. 

Desde então, os índios cobram que o Ministério da Justiça expeça a portaria declaratória, reconhecendo-a como território tradicional indígena. Feito isso, ainda será preciso aguardar que a Presidência da República homologue a área e expulse os agricultores.

Mais de cem propriedades já foram invadidas pelos índios em Buerarema, Una, São José da Vitória, e Ilhéus. O movimento de invasão de propriedade é confirmado pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

Eis que a antropologia está logrando inventar uma guerra étnica no Brasil.



Índios: "Morte aos produtores rurais!"


 O Brasil vai morrendo aos poucos...

Terminou tensa a reunião dos indigenistas com o ministro da Justiça, José Cardozo, no início de noite de ontem. 

Os índios deixaram o Ministério da Justiça declarando "guerra" ao ministro e morte aos produtores rurais que atrapalham as demarcações de terras indígenas. 

Os índios que fizeram baderna em Brasília dias atrás exigiam a demarcação de 47 terras indígenas que cobrem uma área de 3,2 milhões de hectares, maior do que o Estado de Alagoas, boa parte ocupada por pequenos agricultores.

O ministro disse aos caciques que assinar portarias de demarcação pode acirrar o conflito ao contrário do que dizem os indigenistas. "Foi uma portaria declaratória que matou Oziel Terena", disse Cardozo se referindo ao índio morto pela Polícia Federal ao resistir a uma reintegração de posse no Mato Grosso do Sul. 

Os índios haviam invadido a propriedade depois da assinatura da portaria declaratória.

O cacique Uilton Tuxá, um dos 18 integrantes da comissão que esteve com o ministro, afirmou que foi a "pior" reunião com o governo federal da qual eles já participaram. "Ele [Cardozo] disse que não vai assinar nada. Eu nunca esperei que um governo do PT pudesse agir com tanta arbitrariedade", completou o Tuxá.

Blog: É preciso dizer para o Tuxá que o PT está mansinho em razão das eleições...

"Muitos fazendeiros vão morrer", disse um dos indígenas que participou da manifestação. Os índios deixaram o ministério declarando "guerra" ao governo e aos produtores rurais.

Entre as terras indígenas exigidas pelo grupo estão ampliações de áreas como a Manoki-Irantxé e Kanela Memortunré. A ampliação é vedada pelo STF e advogados da União não podem atuar nesses processos por força da Portaria 303 da Advocacia Geral da União.

Os índios também exigem a demarcação da Babaulândia, a chamada Terra Indígena Tupinambá de Olivença, do cacique Babau, cujo laudo demarcatório tem graves denúncias de fraude.

Blog: Babau foi cacique escolhido pela CNBB para visitar Francisco I...

Outra área exigida pelos índios é a terra Votouro-Kandoia, motivo do assassinato recente de dois pequenos agricultores familiares no Rio Grande do Sul.


Após o encontro, o ministro divulgou uma nota oficial na qual afirma que a pasta está empenhada em encontrar soluções para as questões apresentadas por meio da mediação.


sexta-feira, 30 de maio de 2014

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA!...




Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando tranqüilamente.

Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma: 

-Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!

Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.
Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
-Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:
- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma viatura disponível.

(Luiz Fernando Veríssimo)

Os peles-verdes, os peles-vermelhas e os caras de pau....





Por Reinaldo Azevedo


Pois é, pois é… José Eduardo Cardozo recebeu as lideranças indígenas um dia depois de um policial militar ter sido ferido por uma flechada num dos infindáveis protestos dos silvícolas que tomam conta da Esplanada dos Ministérios.
Pois é… Daqui a pouco, nesse processo regressivo que toma conta do Brasil, sob o comando da presidente Dilma Rousseff, os caetés ainda pedirão um novo bispo para deglutir, reavivando o sabor da carne certamente já tenra do bispo Sardinha.
Não lhe bastou um naufrágio na costa de Alagoas em 1556, ainda teve de topar com "os verdadeiros donos do Brasil" cheios de fome… Desta feita, sugiro Gilberto Carvalho com batatas coradas.
Sim, senhores! Cardozo, aquele que garantiu que o Brasil é um país seguro para os estrangeiros - os 56 mil brasileiros assassinados em 2012 que se danem! - seguiu o padrão deste governo: bata, faça escarcéu, arranque sangue, mande a lei às favas e seja recebido pelo governo, com o tapete vermelho estendido.
O ministro recebeu uma comissão de 18 indígenas, entre eles, informa a Folha, o cacique Uilton Tuxá, da Bahia, que classificou o encontro como "o pior" de que já participou. "Ele [Cardozo] disse que não vai assinar nada. Que vai insistir na tentativa de construir mesas de diálogo".
Um dos silvícolas ameaçou: "Por culpa dele, muitos fazendeiros vão morrer". Índios amarrados ao mastro da bandeira se soltaram e tingiram "o símbolo augusto da paz" de vermelho, o que significa, no simbolismo dos povos primitivos da floresta, uma "declaração de guerra". Então vou de outro índio: "Ai, que preguiça!".

Números

Querem números? Eu dou. Há 359 territórios indígenas completamente definidos no país, e outros 45 já foram homologados pela Presidência.
Estão em discussão mais 212 áreas. Paramos por aí? Não! Há mais 339 pedidos de demarcação. Veja bem, leitor amigo: aquelas 359 áreas já resolvidas correspondem a 13% do território brasileiro.
Caso se façam todas as vontades, a elas se acrescentariam, por enquanto, outras… 596!!! Depois falta resolver o problema dos quilombolas… 
De novo: o Brasil já destina hoje aos pouco mais de 500 mil índios que moram em reservas (de um total de pouco mais de 800 mil) uma área correspondente a 26,6 Holandas, 11 Portugais ou duas Franças. 
O governo do PT reencruou a questão indígena, especialmente na gestão Dilma Rousseff. O encarregado da área é Gilberto Carvalho, o secretário-geral da Presidência. Seu braço-direito é um tal Paulo Maldos.
Eles é que incendeiam as aldeias com a sua "política". Esses dois respondem pela destruição de uma vila chamada Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia, no Mato Grosso. A turma de Carvalho e Maldos destruiu um povoado de quatro mil pessoas.
É que ficou decidido que ela estava no meio da reserva Suaiá-Missú, dos xavantes. Nada ficou de pé. Nem a escola. Só restou uma igrejinha em meio a escombros. Se vocês querem saber do que é capaz a política humanista de Carvalho, vejam este filme.

 Refaço o convite

Refaço um convite que já fiz aqui há quase um ano, no dia 1º de junho de 2013, relembrando, antes, mais um número. 
Descontadas as áreas de preservação permanente - sim, também será preciso contemplar a fúria demarcatória dos ambientalistas -, toda a pecuária e toda a agricultura brasileira são produzidas em 27,5% do território brasileiro - pouco mais do dobro do que se destina hoje às reservas indígenas, onde não se produz um pé de mandioca.
Quem frequenta praias do Litoral Norte, em São Paulo, passa à beira de uma reserva indígena, às margens da rodovia Rio-Santos. Os guerreiros estão com suas barraquinhas armadas à beira da estrada, vendendo palmito, ilegalmente extraído, e bromélias… É o que a Funai entende por preservação dos povos tradicionais…
Vamos fechar Banânia! Os brancos voltamos para a Europa; os amarelos, para a Ásia, os negros, para a África. Os mestiços podem tentar negociar - talvez servir de mão de obra escrava aos "racialmente puros", sei lá…
Vamos devolver o Brasil aos índios, deixando as vastas solidões para os 800 mil indígenas e para os sapos, as pererecas e os bagres da Marina Silva. A propósito: por que os ambientalistas fazem questão de ignorar a óbvia degradação do meio ambiente nas reservas indígenas?
Já sei: ambientalista bom é aquele que briga com o agronegócio - ou não aparece nenhuma ONG estrangeira, geralmente ligada a produtores rurais americanos ou europeus, para financiá-los, né?
Como, em regra, os índios não produzem nada e não precisam competir com ninguém - vivem de cesta básica, Bolsa Família e extração ilegal de madeira e minérios -, por que mexer com eles?
Chega de Banânia! Vamos embora deste lugar, gente! Não é que não haja por aqui um povo empreendedor. Mas é chato esse negócio de tentar produzir comida tendo de enfrentar os peles-verdes, os peles-vermelhas e os caras de pau.



Agropecuária ainda segura o PIB ...





Fonte: OESPArte/Estadão

MAIS ECONOMIA

quarta-feira, 28 de maio de 2014

"Trabalho escravo" -- Por que não foi conceituado antes?


E o direito de propriedade vai sendo pouco a pouco relativizado em nossa Constituição. 

No caso concreto desta questão de “trabalho escravo ou análogo ao de escravo” o proprietário terá a sua propriedade simplesmente confiscada. 

Com a aprovação desta emenda constitucional fica armada a arapuca para capturar proprietários do campo e da cidade, pois as expropriações ficarão ao sabor da lei ordinária e do governo de plantão...

Leia com atenção a notícia abaixo


PEC que trata do trabalho escravo é aprovada com apoio da CNA

Assessoria de Comunicação da CNA


O Congresso Nacional vai promulgar, na próxima semana, a Emenda Constitucional que ficou conhecida como PEC do Trabalho Escravo e que prevê a expropriação de propriedade rural ou urbana onde for identificada prática deste crime. 

Para evitar injustiças e garantir a rigorosa punição de criminosos, a CNA propõe que haja uma definição clara e detalhada do conceito de trabalho escravo. 

Ao declarar seu voto favorável à PEC 57-A, a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu, afirmou na noite de terça-feira (27), que os produtores agrícolas do país sempre condenaram qualquer tipo de cerceamento à liberdade do trabalhador. 

Segundo ela, casos de submissão ao trabalho forçado, de restrição ao uso dos meios de transporte ou, ainda, de privação de locomoção por causa de dívidas contraídas não podem ser aceitos pela sociedade. No seu entender, os verdadeiros produtores agrícolas jamais fizeram uso de tais práticas. 

“Como Senadora e presidente da CNA, e acima de tudo como cidadã brasileira, declaro que as pessoas que praticam o trabalho escravo não representam o setor produtivo, pois não há como concordar com tais práticas abusivas contra o trabalhador em qualquer parte do mundo”, destacou a Kátia Abreu em sua intervenção durante a votação da PEC. Ela defendeu que a proteção ao trabalhador deve ser aquela caracterizada pela Convenção 29 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). 

A PEC, que foi aprovada no plenário do Senado Federal por unanimidade, em dois turnos de votação, modifica o artigo 243 da Constituição Federal. É neste artigo que está prevista a regulamentação, objeto do projeto de lei 432/2013, que já foi aprovado em Comissão Especial e emendado no plenário do Senado. 

Agora, os senadores irão analisar as mudanças propostas. É este projeto que detalhará os conceitos para que irregularidades trabalhistas não sejam confundidas com a prática de trabalho escravo. 

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Propriedade rural ou urbana novamente sob ataque no Congresso



PEC 'trabalho escravo':
São Paulo, 25 de maio de 2014.

                Prezado(a) leitor(a)

                Chamo novamente a sua atenção para um assunto que afeta o que é seu no campo e na cidade.

                A Proposta de Emenda à Constituição-PEC que prevê a  expropriação de terras na qual se verifique trabalho escravo deve ser votada na terça-feira, dia 27 de maio. Dependerá de um acordo entre os líderes partidários.

                Enquanto a mídia leva o público a prestar atenção na Copa, o Congresso tenta aprovar a PEC 57A que poderá expropriar a sua propriedade rural ou urbana sem um vintém de indenização.

                Trabalho análogo ao de escravo é uma figura jurídica ambígua  que, uma vez aprovada, abrirá caminho para as maiores arbitrariedades. Ela poderia bem se chamar PEC – armadilha para capturar os proprietários.

                Alguém já a apelidou – com todo propósito – de PEC da hipocrisia, pois seus promotores a armaram com alta carga emocional, explorando ao máximo a palavra escravidão.

                Afinal, a quem pode interessar isso? – Àqueles que odeiam o agricultor e a sua propriedade! Sim. Eles querem a expropriação das terras e fazer uma imensa Terrabrás...

                Aquilo que não se conseguiu na Constituinte em nome da malfadada Reforma Agrária, pretende-se agora ¬– a propósito do pretenso trabalho escravo – golpear mortalmente a propriedade particular.

                Veja bem. A PEC fala de expropriação. O que equivale a penalizar a propriedade e não o proprietário criminoso. Expropriação significa desapropriação sem nenhuma indenização.

                A Cortina de Ferro caiu em 1989 e mostrou ao mundo o fracasso e o terror do socialismo. Na América do Sul, suas viúvas querem ressuscitá-lo com outras roupagens, como os tais 'direitos humanos'.

                A agropecuária foi escolhida como alvo da CPT, remanescentes das CEBs, MST, CIMI, de certas ONGs, de setores influentes da OIT e do Ministério do Trabalho como o principal obstáculo a ser derrubado para se alcançar o socialismo.

                Por que tanta insistência sobre trabalho escravo? Por que vinculá-lo quase tão- só à agropecuária, como se trabalho escravo fosse prática habitual no meio rural? Por que expropriação?

                Não constituirá temeridade pôr na Constituição instrumento tão draconiano, aplicável a um crime indefinido, sujeito a generalizações

                Campanha Paz no Campo alerta sobre os efeitos da eventual aprovação da PEC 57A, pois o Brasil terá mais uma fonte de conflitos no meio rural, onde os agitadores e invasores profissionais não desejam outra coisa!

                O que o País precisa é de uma reforma das leis trabalhistas para mais bem atender as suas atividades econômicas, sobretudo às do campo.Leis que facilitem a geração de emprego e a legalização de milhões de trabalhadores informais.

                Não permitamos esse golpe mortal contra o direito de propriedade sob o pretexto escuso de 'trabalho escravo'.

                Envie sua mensagem a todos os senadores de sua Região.

                Não perca tempo! Participe da Campanha enviando logo a sua mensagemClique aqui.

                Certo de sua efetiva participação, renovo os meus cumprimentos.

Atenciosamente

Paulo Henrique Chaves

Coordenador de Paz no Campo

sábado, 24 de maio de 2014

'Chega pra lá' na FUNAI


Justiça Federal suspende demarcação 



A Justiça Federal freou esta semana o insaciável ímpeto da Funai de sair por esse Brasil adentro ampliando e demarcando precipitadamente áreas indígenas. Neste sentido, a juíza Adversi Rates Mendes Abreu, da 20ª Vara do Distrito Federal,  concedeu liminar suspendendo a pretensão ampliatória da Terra Indígena Enawene Navê, município de Juína (MT). 

Em seu parecer, a juíza argumentou que é inconteste o direito do município  se manifestar previamente a respeito dos estudos técnicos que visam ampliar terra indígena  dentro de seu território, não restando razão, portanto, para  que seja vetada a participação do município interessado, sob pena de grave afronta ao princípio da isonomia.

 A juíza federal determinou ainda à Funai que suspendesse  o processo administrativo (e dos estudos antropológicos e complementares) de ampliação dos limites da  Enawenê Nawe, em especial a publicação do relatório circunstanciado de identificação e delimitação da revisão dos limites da área, até decisão ulterior, preservando, portanto, a paz social no território.

Segundo o consultor jurídico da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Rudy Ferraz, nos casos de ampliação e demarcação de áreas indígenas a Funai vem dificultando as ações da parte prejudicada, no caso presente, o município de Juína.

Tanto é verdade, explicou o consultor da FPA, que na concessão da liminar a juíza escreveu: “se configura ilógico e por demais contraditório o impedimento causado pelo Diretor de Proteção Territorial da FUNAI, ao vetar a participação do representante do município no procedimento mencionado.”

Mais adiante, em seu parecer, a juíza Adversi Abreu esclarece que “a vedação imposta pelo Diretor da FUNAI ao acesso à reunião/fase se reveste de  total ilegalidade por expressa afronta à disposições da Lei nº 9.784/94( arts. 2º e 3º), que regula o procedimento administrativo no âmbito da Administração Pública Federal.”




sexta-feira, 23 de maio de 2014

Dedo na chaga dos aquecimentistas



Um grupo de cientistas publicou em 2013, na Bélgica, o livro Climat: 15 vérités qui dérangent. Segundo “Nouvelles de France”, a grande mídia censurou a obra como se fosse “herética”.
O coordenador do estudo é o doutor Istvan Marko, presidente da European Chemical Society e professor na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica.
O trabalho coletivo não pretende ser exaustivo, mas põe o dedo na chaga de 15 realidades que patenteiam a fragilidade das teses dos adeptos da luta contra o CO2.
Eis as verdades:
1.       IPCC não é um organismo científico, mas político.
2.   IPCC alimenta uma constante confusão entre ciência e política.
3.  IPCC está no centro de uma coalizão de poderosos interesses particulares.
4.       IPCC recusa todo debate científico racional com cientistas opostos às suas teses.
5.   IPCC denigre os argumentos apresentados em sentido contrário e põe obstáculo à liberdade de expressão, tratando os cientistas que não compartilham de suas posições como dissidentes do tempo da URSS.
6. CO2 não aumentou em função das emissões de       combustíveis fósseis desde 1750.
7.  A elevação da temperatura média global no último meio século não foi atípica em relação aos últimos 1300 anos.
8.   CO2 proveniente de combustíveis fósseis não contribui significativamente para o aumento da temperatura desde a metade do século XX.
9.    A teoria do “aquecimento global causado pelo homem” se baseia em modelos ou simulações fundadas em hipóteses e aproximações.
10. As observações da realidade fornecem dados naturais (atividade do sol, vulcões, correntes oceânicas, nuvens) que pesam na evolução do clima, mas os modelos do IPCC não as levam apropriadamente em consideração.
11.   As teorias do IPCC não recolhem o consenso científico.
12.   A imprensa não apresenta a problemática do aquecimento global – com recuo crítico e imparcialidade – requerida pela deontologia jornalística.
13. As contribuições dos governos ao IPCC geralmente aumentam o viés criticado acima.
14.   A popularidade das teorias do IPCC resulta de uma difusão midiática unilateral e do apoio de certos partidos e líderes de opinião.
15. Os encarregados de tomar decisões econômicas e financeiras tiveram de adaptar suas políticas às imposições da luta contra o aquecimento global, com prejuízo de sua produtividade e competitividade.

Istvan Marko, editor do livro, explicou:
“Desde 1998, jamais aumentaram tanto as emissões de CO2, porém a temperatura do globo ficou estável. Nesse período foi emitido um terço do CO2 produzido desde o início da era industrial, sem causar nenhum efeito na temperatura mundial.

“No entanto, o IPCC espalha que o aquecimento global se deve ao aumento das emissões de gás estufa de origem humana com uma probabilidade 90 a 95%. Na verdade, o CO2 aumenta após a elevação da temperatura, e nunca o inverso. Se a temperatura sobe nos trópicos, o CO2 aumenta por volta de 8 a 11 meses mais tarde. (…)

– Se o aquecimento global não é devido principalmente à atividade humana, qual é a sua causa? 

“Há muitas. Por exemplo, a influência direta da atividade solar e uma correlação com as manchas solares. Se essas forem numerosas, em geral vai ficar quente.

“Se o sol apresenta menor número de manchas, um número maior de raios cósmicos atingirá a terra, criando nuvens de baixa altitude que impedirão os raios solares de atingir a terra e fazendo abaixar a temperatura”.


Opressão de um governo tutelado pelas ONGs




Eles vão matar nós é, papai? Eles vêm 
matar nós, é?


Elismar dos Santos ouviu essas duas perguntas de um dos seus quatro filhos quando as forças federais chegaram para expulsá-los de casa. 
O pequeno produtor rural de 32 anos possuía um imóvel em uma área demarcada pela Funai no Maranhão. Sua esposa, Dona Leidiane, aparece sendo admoestada pelo próprio Nilton Tubino, funcionário da Secretaria Geral da Presidência da República. 
Leidiane, Elismar e as crianças foram expulsos de sua casa junto com outras mil duzentas e tantas pessoas pelo governo na operação de desintrusão da Terra Indígena Awá-Guajá, no Maranhão.

No dia em que Nilton Tubino, na segurança de um colete à prova de balas, cruzou pessoalmente a vida de Elismar e Leidiane ambos foram incluídos em um cadastro. 

Foram informados de que, se saíssem da área e abandonassem suas posses voluntariamente, teriam direito ao Bolsa Família, a um novo lote de terras em outra parte do país e a financiamento público.

 Carcados por policiais e ao som dos motores de helicópteros militares, Elismar, Leidiane e os filhos saíram. Sua casa foi demolida e sua roça abandonada, mas até agora nenhuma das promessas do estado foi cumprida.

O lavrador perdeu a terra sem poder colher sua lavoura. Perdeu o arroz e o milho. Perdeu as abóboras e o feijão. Vive hoje com a família em uma tapera de chão batido e paredes de taipa que lhe foi emprestada. 

O barraco fica próximo ao acampamento montado pelo Exército para servir de base à mega operação que o expulsou da terra. Da porta de sua nova casa alheia, Elismar e Leidiane enxergam seus algozes.

Desde o expurgo, o agricultor mostra sinais de depressão. Há noites em que não dorme. Reclama de dores pelo corpo. Já não consegue “prestar diárias de serviços” em troca de pagamento. 

Não tem como pagar as contas de água e luz, nem como comprar os remédios que lhe foram receitados pelos males que o estado lhe causou.



Assim como Elismar, Mariano Rosa também foi expulso da própria casa pelo governo no expurgo étnico da Terra Indígena Awá-Guajá. 

Vive hoje no povoado Dois Irmãos, em São João do Carú, uma das cidades mais pobres do Maranhão. Diz ter um pesadelo recorrente no qual vê um grande trator derrubando sua antiga casa com sua família dentro. Há noites em que também não consegue dormir.

Por solidariedade Mariano acolheu em sua nova e humilde casa de taipa o Senhor Raimundo Expedito e seu filho. Compadre Velho, como Raimundo é conhecido, anda com dificuldades e também foi expulso com a família na operação do Governo. 

Com 56 anos, mas aparentando 86, Compadre Velho criou sozinho o filho desde a morte da esposa há vinte anos. Há vinte anos ele e o filho viviam juntos na área demarcada pela Funai de onde saíram carregando algumas panelas amassadas, um pote de barro e um jumento.

As tropas do governo não vieram matar as pessoas a sangue frio. Os dramas e Elismar, Leidiane, Mariano, Raimundo e seu filho são semelhantes aos da maioria dos degredados da Terra Indígena Awá-Guajá. Todas as fotos que ilustram está postagem foram tiradas pela própria Funai durante a operação.

http://www.questaoindigena.org/2014/05/eles-vao-matar-nos-e-papai-eles-vem.html

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A FUNAI e o CIMI insuflam as invasões e o Ministro se cala...



Onde está a Justiça?


Presidente da CNA reúne-se com ministro da Justiça para discutir invasão de terras produtivas por indígenas



Quarenta e sete mil hectares invadidos na Bahia. Produtores rurais impedidos de retornar para propriedades que são suas, no Mato Grosso do Sul. Ameaças à produção agropecuária e aos centros urbanos em todo o país. 

Esta realidade de conflitos agrários que se ampliam a cada dia foi apresentada pela presidente da CNA, Kátia Abreu, e pelos presidentes das federações da Agricultura e Pecuária da Bahia e do Mato Grosso do Sul, ao ministro da Justiça, José E. Cardozo.

Reunidos no dia 14/05, as lideranças do setor produtivo apresentaram detalhes sobre a situação nos dois estados e pediram ao ministro que adote providências para resolver o problema e garantir a segurança jurídica no campo, essencial à manutenção da atividade agropecuária.

“É preciso defender o estado de direito e impedir que se cometa uma injustiça com os produtores que há muitos anos vivem em terras agora reivindicadas pela Funai”, defendeu a presidente da CNA.

Durante a reunião, o presidente da FAMASUL apresentou ao ministro laudos técnicos referentes às propriedades rurais pleiteadas pela Funai para ampliação da Terra Indígena Buriti, que hoje tem 2.090 hectares e abriga cerca de 5 mil índios da etnia Terena.

O pleito é para ampliar em mais de oito vezes o tamanho da área, localizada nos municípios de Dois Irmãos do Buriti e Sidrolândia, para 17 mil hectares.

Em maio de 2013, os indígenas expulsaram os produtores de soja e milho e os criadores de gado de 26 fazendas da região e ocuparam todos os limites pleiteados no estudo antropológico conduzido pela Funai.

Apesar de a Justiça ter reconhecido em julgamento de segunda instância que não se trata de território tradicionalmente indígena, como reivindica o grupo, ele continua ocupado de forma irregular.

Diante do posicionamento do Poder Judiciário, o governo federal se dispôs a comprar as áreas dos produtores e entregá-las aos indígenas. A compra das terras invadidas pelos indígenas demandaria R$ 130 milhões, conforme comprovam os laudos técnicos de avaliação.

A situação também é grave na Bahia, onde mais de 100 propriedades rurais estão invadidas numa extensão contígua de 47 mil hectares nos municípios de Ihéus, Una e Buerarema.

A Funai reivindica essas áreas para abrigar pouco menos de três mil indígenas autodeclarados Tupinambás.

A grande maioria dos produtores da região é de pequenos e médios proprietários. Eles produziam cacau e outros itens agrícolas de subsistência, relatou o presidente da FAEB.

Segundo João Martins da Silva Júnior, as ameaças vão além do setor produtivo, pois muitos espaços invadidos e reivindicados são urbanos.

Olivença, distrito do município de Ilhéus, está entre as áreas reivindicadas por indígenas Tupinambás. Eles pleiteiam toda a expansão do município hoje habitado por 7.336 pessoas, incluindo as edificações de igrejas, prefeitura, hospital, bancos e comércio.

Além da Terra Indígena Buriti, no Mato Grosso do Sul, as áreas em que os conflitos são mais graves estão localizadas em 26 municípios do sul do estado. Em todos esses municípios, incluindo Dourados, segunda maior cidade sul-mato-grossense, há fazendas produtivas invadidas.

A área já demarcada soma, aproximadamente, 850 mil hectares e a Funai pleiteia mais um milhão de hectares no chamado Cone Sul do Estado, meta prevista num Compromisso de Ajustamento de Conduta (CAC) assinado pela Funai com o Ministério Público Federal (MPF) em 2007.


Fonte: Canal do Produtor/15/05/2014

quinta-feira, 15 de maio de 2014

A Venezuela e os amigos do PT



Venezuela à beira da falência


A fila de consumidores na porta dos supermercados tornou-se paisagem cotidiana na Venezuela e símbolo mais concreto de sua falência econômica. 

Dono da maior reserva de petróleo do mundo e beneficiado pelo preço internacional de US$ 99 por barril, o país convive com três taxas oficiais de câmbio e a escassez de produtos básicos. Em meio aos protestos contra o governo, a população encara a depressão econômica, a inflação recorde na América Latina e o desmonte da PDVSA.

“Nenhum país da região, nem mesmo a Argentina, vive tamanha disfunção econômica”, resume o economista Orlando Ochoa, que coordenou um relatório com outros 46 colegas, em janeiro. O texto concluiu que o governo embarcou em um “círculo vicioso de práticas incapazes de prover estabilidade econômica à Venezuela”. 

A fatura desse quadro cai na escrivaninha de Maduro, eleito em 2013 para suceder Chávez. A oposição e, cada vez mais, os setores populares têm exigido mudanças na área econômica. A resposta do governo aos protestos nas ruas tem sido a repressão.

Esse quadro e todos os demais indicadores negativos estão vinculados ao drama da PDVSA e à dependência do petróleo. A exportação petroleira responde por 96,3% do total embarcado — nível mais alto desde 1950. Segundo o economista José Toro Hardy, em 1998 a estatal projetava produção de 5,5 milhões de barris ao dia até 2003.

Esse nível nunca foi alcançado. São 2,8 milhões diários. O relatório organizado por Ochoa diz ser menos, 2,6 milhões de barris ao dia.

Nos últimos 15 anos, o número de funcionários saltou de 20 mil para 110 mil, e a estatal tornou-se dona das redes de supermercados populares Pdval e Mercal. “O principal negócio da PDVSA deixou de ser o petróleo. 

A eficiência caiu e sua dívida total é estimada hoje em US$ 120 bilhões”, afirmou Hardy.


Assim como há menos dólares gerados pela PDVSA, há menos imposto pago. A dívida pública consolidada saltou de US$ 32 bilhões, em 1998, para US$ 204 bilhões, em 2013. A redução desse passivo não está no horizonte. Ainda assim, a gasolina continua subsidiada e custa R$ 0,01 por litro.

O Estado de S. PauloDenise Chrispim Marin