PIB da agropecuária no segundo trimestre cresceu 4,9%
Assessoria de Comunicação CNA
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O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no segundo
trimestre de 2012, que cresceu 4,9% em relação ao primeiro trimestre do ano,
mostra que o setor tem contribuído para o crescimento do País, num cenário de
crise internacional que tem prejudicado o desempenho de outros setores da
economia. A avaliação é da presidente da Confederação da Agricultura e
Pecuária do Brasil (CNA), senadora Kátia Abreu.
Lembra que os produtores preparam-se para plantar uma safra recorde, produção que vai contribuir para o crescimento da economia brasileira, especialmente em 2013.
“Grãos e carnes produzidos pelo Brasil vão suprir o consumo interno
e abastecer o mercado externo, que demandará alimentos por conta da seca que
tem prejudicado a produção dos Estados Unidos e nos países do Leste Europeu”,
afirmou.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta sexta-feira (31/08), o resultado do PIB do País no segundo trimestre do ano, cujo crescimento foi de 0,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2012.
A agropecuária cresceu 4,9% nessa comparação, enquanto o setor de
serviços cresceu 0,7% e a indústria teve queda de 2,5%. O desempenho das
lavouras no 2º trimestre impulsionou o resultado da agropecuária.
A presidente da CNA lembra que o crescimento da agropecuária reflete o desempenho da safra de cereais, fibras e oleaginosas, de colheita relevante no segundo trimestre e estimada em 165,92 milhões de toneladas, resultado 1,9% superior à produção da safra 2010/2011.
Um dos destaques é a safra de
milho (primeira e segunda safra), que cresceu 26,8%, de 57,4 milhões de
toneladas em 2010/2011, para 72,7 milhões de toneladas em 2011/2012. O café
também apresenta aumento de 16% da produção, de 43,4 milhões de sacas para
50,4 milhões de sacas.
Na comparação com o segundo trimestre de 2011, o PIB do País cresceu 0,5%. Novamente a agropecuária se destaca, com o crescimento de 1,7%, também justificado pelo aumento da produção.
“Estes resultados sinalizam a
recuperação do setor agropecuário neste segundo trimestre, diante da queda de
7,5% no primeiro trimestre de 2012 quando comparado com o último trimestre de 2011”,
afirmou a presidente da CNA.
A expectativa é que o setor mantenha este
desempenho no terceiro trimestre do ano, com o aumento dos preços praticados
no mercado e ainda em função do final de colheita.
Publicado em: 31/08/2012. |
sábado, 1 de setembro de 2012
Agropecuária é destaque
Código Florestal: Dilma veta acordo
Congresso não é cartório
A presidente Dilma Rousseff desautorizou, ontem, acordo fechado pelos
governistas no Congresso, com a bancada ruralista, que permitiu a votação do novo
Código Florestal, na comissão especial, reduzindo a proteção ambiental.
Em
discurso, Dilma afirmou: "O governo não assume responsabilidade por
negociações que não foram feitas com a presença dele". Também disse que
"não vê motivos econômicos para que não mantenhamos as áreas de proteção
ambiental ao longo do leito dos rios, perenes ou não".
Dilma quer que, no
Senado, a base governista retome o texto original da MP, com uma área maior de
recomposição ambiental na beira dos rios.
Após a cerimônia, em entrevista,
Izabella disse que o resultado da votação "foi um retrocesso do ponto de
vista de recuperação ambiental, porque iguala os grandes proprietários aos
pequenos" - OESP, 31/8, Vida,
p.A21; O Globo, 31/8, País, p.12; FSP, 31/8, Poder, p.A8.
Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, o deputado Homero Pereira
(PSD-MT) disse que, se o acordo não valer para a recuperação da vegetação ao
longo dos cursos d'água, também não valerá para a proteção aos rios intermitentes.
O deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), da bancada ruralista, disse que a
desautorização do acordo abre um precedente perigoso:
"O Congresso não é
um cartório escriturário do Planalto. Vive de acordos, e o único instrumento
que temos é a palavra dada. Assim fica impossível. É um precedente
gravíssimo" - O Globo, 31/8,
País, p.12.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Cana de açúcar sem moer
Clima fará sobrar cana
ARARIPE CASTILHO
DE RIBEIRÃO PRETO
O setor canavieiro vive um momento de produtividade abaixo das expectativas do mercado e, mesmo assim, deve sobrar cana-de-açúcar sem moer nos canaviais neste ano.
A razão é climática, segundo a Unica (União da Indústria de Cana-de-açúcar), e o resultado é "péssimo" para toda cadeia produtiva que sobrevive da cana --do produtor rural às fábricas de máquinas para usinas.
Atualmente, a safra total prevista para a temporada 2012/13 é de 555 milhões de toneladas no centro-sul do país, ou seja, 85 milhões de toneladas a menos que a capacidade de moagem instalada nas usinas (640 milhões de toneladas).
Até a primeira quinzena de agosto a colheita de cana estava atrasada em cerca de 37,69 milhões de toneladas em comparação com o mesmo período do ano passado.
| Edson Silva - 6.jun.12/Folhapress | ||
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| Trabalhador rural corta cana-de-açúcar em lavoura próxima a Guariba, na região de Ribeirão Preto |
A quantidade moída somou 261,1 milhões de toneladas desde o início da safra até 15 de agosto. Em 2011, a colheita já havia chegado a 298,79 milhões de toneladas.
Se o ritmo da moagem não for recuperado, o prejuízo até o encerramento da temporada seria próximo dos R$ 2 bilhões em cana, segundo a entidade das usinas.
O representante da Unica na região de Ribeirão Preto, Sérgio Prado, afirma que a situação é "quase uma contradição". "Se falta cana para moer e abastecer um mercado que já existe, como pode sobrar cana em pé?."
Ele afirmou que a explicação está na variação climática. No início da safra, muitas usinas deixaram para começar a colher mais tarde porque a estiagem já prejudicava a qualidade da cana.
Quando a planta estava boa para ser colhida, entre o final do primeiro semestre e o início do segundo, as chuvas impediram o corte.
"Não se trata de incompetência do setor para colher o que é plantado. Mas simplesmente não dá para se ignorar o clima. O clima é um dos senhores da agricultura", disse o representante da Unica.
SOBRA MENOR
Com a estiagem que já dura mais de um mês, as usinas estão tentando tirar o atraso para reduzir a quantidade de sobra de cana nas lavouras.
"[O excedente] Deve ser menor [que os 37,69 milhões de toneladas atuais] porque as usinas vão acelerar a colheita", afirmou Prado.
O presidente da Datagro, Plinio Nastari, minimizou o impacto para o setor: "A cana que não é colhida agora será usada no início da safra do ano que vem".
NO BOLSO
A menor quantidade de cana-de-açúcar para moagem nas usinas representa menos matéria-prima para a produção do etanol, o que influencia no preço dos combustíveis na bomba, para o consumidor.
Até o valor da gasolina pode ter variações, já que ela recebe uma mistura de 20% de álcool em sua composição.
Fonte: Folha de S. Paulo
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Dilma cobra explicações sobre...
... acordo na MP do Código Florestal
Em nota, Ideli Salvatti diz que votação "não teve aval ou
concordância" do governo.
Dilma Rousseff lê os bilhetes trocados com as ministras Ideli Salvatti e
Izabella Teixeira sobre Cóodigo FlorestalJOSÉ PEDRO
MONTEIRO / O GLOBO
BRASÍLIA - Na
reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), nesta quinta-feira, a
presidente Dilma Rousseff deixou claro que não gostou de ler nos jornais sobre o acordo para votação do Código Florestal, na comissão
especial do Congresso.
Em um bilhete, Dilma cobrou
explicações das ministras Ideli Salvatti (Relações Institucionais) e Izabella
Teixeira (Meio Ambiente), sobre o acordo que mudou a medida provisória do
governo. Depois, ela disse que não se responsabiliza por negociações das quais
não participa.
- Nós enviamos ao Congresso um Código
Florestal acrescido de uma medida provisória. O governo considera importante
alguns itens dessa medida provisória, entre eles, o que nós chamamos de escadinha
e também não vê motivos, não há motivos econômicos para que nós não mantenhamos
as áreas de proteção ambiental ao longo do leito dos rios, sejam eles perenes
ou não.
O governo está aberto a negociações,
mas não assume responsabilidade por negociações que não foram feitas com a
presença dele. A gente, inclusive, gostaria de discutir, mas não assumimos
responsabilidade por aquilo que não é discutido conosco - disse Dilma.
No bilhete, a presidente cobrou:
Porque (a presidenta não é forte mesmo na língua portuguesa, pois grafou "porque" quando a gramática manda grafar "por que"...) os jornais hoje estão dizendo que houve um
acordo no Congresso sobre o Código Florestal, se eu não sei de nada?
A resposta: "Não houve acordo
com o governo. A posição do governo era de defesa da MP, com foco especial na
escadinha. O relatório votado (do relator) manteve a escadinha. Houve votação
sobre rios".
Após a reunião, a Secretaria de
Relações Institucionais disse, em nota, que a votação do Código Florestal na
Comissão Especial do Congresso "não teve aval ou concordância" do
governo. Segundo a nota, as ministras conversaram com os parlamentares e
defenderam o texto do governo. Integra da nota:
Leia a íntegra da nota de
esclarecimento:
“A aprovação da MP 571 (Código
Florestal), ocorrida ontem (29), na Comissão Especial Mista do Congresso
Nacional, não teve aval ou concordância do Governo Federal.
Durante toda a tramitação da matéria
na Comissão, o governo, por meio da SRI, MMA, MAPA e MDA, sempre deixou claro
que o ideal era manter a proposta original da MP 571.
A ministra chefe da Secretaria de
Relações Institucionais da Presidência da República, Ideli Salvatti, e a
ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, mantiveram conversas ao longo do
dia de ontem com vários parlamentares da comissão, em especial o presidente e o
relator da matéria, reafirmando a posição pela manutenção sem alteração do item
61 – A (escadinha).
Este item produz equilíbrio
socioambiental ao determinar que todos precisam recuperar áreas de preservação,
mas quem tem mais terras, deve recuperar mais.”
Fonte: O Globo
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Minas cresce em silêncio
Cana de açúcar e grãos
A
produção de cana-de-açúcar de Minas Gerais destinada ao setor sucroalcooleiro
deverá atingir 53,6 milhões de toneladas este ano.
O crescimento será de 6,6%
em relação à safra passada. Os números fazem parte da previsão divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento.
De acordo
com o levantamento, Minas mantém o segundo lugar nacional na produção de
cana-de-açúcar, atrás de São Paulo.
Os números da Conab indicam que Minas Gerais deverá produzir este ano cerca de 3,7 milhões de toneladas de açúcar.
Os números da Conab indicam que Minas Gerais deverá produzir este ano cerca de 3,7 milhões de toneladas de açúcar.
O volume será 15,4% maior que o do ano
passado. Já a produção de etanol deverá ter uma redução de 6,7% e registrar 1,9
bilhão de litros.
“Os dados indicam a tendência de que as usinas estão
preferindo investir na produção de açúcar por causa dos melhores preços em
relação ao etanol”, explica o secretário de Agricultura de Minas Gerais, Elmiro
Nascimento.
Em Minas existem 43 usinas em funcionamento, a maioria com produção de açúcar e etanol. A região do Triângulo Mineiro conta com 23 usinas, seguida do Noroeste, com cinco.
Grãos batem recorde
Assim como a safra de cana-de-açúcar, a produção de grãos em Minas Gerais também vai crescer.
O estudo divulgado pela Conab indica que o Estado produzirá 12,1
milhões de toneladas, um recorde.
Crescimento de 14% em relação ao ano passado.
A colheita em Minas Gerais está praticamente encerrada.
O levantamento indica que o crescimento em Minas Gerais é o maior entre todos os Estados da região Sudeste e o quarto melhor de todo o país, atrás apenas dos Estados do Centro-Oeste.
O desempenho mineiro também supera a média
nacional, que deverá ter um aumento de apenas 1,9% e uma produção de 165,9
milhões de toneladas.
“A produção de Minas Gerais foi beneficiada pelo clima favorável nas principais regiões produtoras. O preço atraente de alguns grãos, na época do plantio, também incentivou os produtores a investirem nos tratos culturais e em tecnologia”, explica o secretário de Elmiro Nascimento.
O destaque da safra mineira em 2012 foi o milho, principal grão cultivado no Estado. O crescimento da produção em relação ao ano passado foi de 19,5%. A colheita de milho este ano será de 7,8 milhões de toneladas. Um recorde para a cultura.
A soja também registrou bom desempenho, com um crescimento de 5% e uma produção de 3,1 milhões de toneladas. A safra de soja em Minas, em 2012, também será a maior já registrada no Estado. O crescimento mineiro contraria a tendência nacional. O país terá uma redução na safra de 11,8%.
A safra de feijão também vai crescer este ano em Minas Gerais. Serão produzidas 644,2 mil toneladas. O aumento em relação ao ano passado é de 10,6%.
Portal do Agronegócio, Sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Código Florestal: retomada das emendas
Votação de emendas à MP
A comissão mista que analisa a Medida Provisória que altera o novo Código Florestal se reúne nesta terça-feira para dar continuidade à votação dos destaques apresentados ao parecer do relator da MP, senador Luiz Henrique (PMDB-SC).
A comissão já aprovou o texto-base do relator e ainda precisa analisar 38 destaques.
O texto-base do parecer estabelece, por exemplo, a obrigatoriedade de recuperação de 20 metros de mata ciliar nas médias propriedades, de 4 a 10 módulos fiscais.
Os ruralistas queriam a redução dessa faixa para 15 metros, mas o relator concordou apenas que a porção recuperada não poderá ocupar mais do que 25% da propriedade.
No último dia 8, a comissão aprovou quatro alterações ao parecer:
a que acaba com a necessidade de preservação permanente nos rios não perenes; a que suprime o conceito de área abandonada;
a que retira a limitação para aplicação de pousio nas propriedades rurais;
e a que acrescenta uma definição de crédito de carbono ao novo Código Florestal.
A votação foi interrompida no dia 9 por decisão do presidente da comissão mista, deputado Bohn Gass (PT-RS).
Segundo parlamentares da base governista, algumas emendas apresentadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária preocupam o governo federal, que teme retrocesso nos acordos já firmados em torno do novo Código Florestal.
Depois da votação dos destaques na comissão, a MP 571 precisará ser votada nos plenários da Câmara e do Senado. A MP perde a validade em 8 de outubro.
domingo, 26 de agosto de 2012
A precária segurança alimentar
Momentos
Roberto Rodrigues
A fragilidade dos modelos de segurança alimentar implementados em todo o mundo ficou exposta pela dura seca que provocou uma quebra da safra norte americana de milho e soja, da ordem de 120 milhões de toneladas, equivalente à quase totalidade da safra brasileira destes dois produtos.
Internamente, o governo americano está às voltas com uma complicada questão: os setores que usam o milho para alimentação humana ou animal estão pressionando o governo para reduzir os incentivos à produção de etanol, que consome 40% da produção. Até a ONU, preocupada com o encarecimento dos alimentos, entrou nesta linha.
Se o governo Obama aceitar as razões invocadas por estes setores, terá de importar combustível fóssil caro e poluente, com conseqüências negativas para toda a sociedade americana; se não aceitar, as carnes e lácteos ficarão mais caros, prejudicando os consumidores.
Difícil dilema em um ano eleitoral muito disputado.
Por outro lado, os preços elevados de milho e soja estimulam produtores destes grãos no hemisfério Sul, que já se preparam para plantar grandes safras e aproveitar esta janela.
Enquanto isso, os produtores de frango e suínos daqui, não conseguindo repassar seus aumentos de custos aos consumidores, reduzem a criação de pintos e leitões: lá na frente vai faltar.
Estaremos, então, importando uma inflação sobre a qual não temos a menor responsabilidade, uma vez que produzimos o suficiente para nosso abastecimento e grandes sobras exportáveis.
Que lições tirar deste drama?
Em primeiro lugar, que a discussão sobre Segurança Alimentar é precária, porque centrada só em sua “perna” do abastecimento. Governos se preocupam com ela, porque é ela que dá votos: povo abastecido não cria problemas; mas se esquecem de que não há abastecimento sem a outra “perna”, a da produção.
Esta nunca é olhada com a mesma atenção, sempre fica no ar a sensação de que “alguém” vai produzir o suficiente, e não é assim. Políticas públicas são necessárias para um setor tão sensível a um fator incontrolável como o clima.
Estoque de Segurança é outro tema delicado. Estoques deprimem preços, porque o mercado, sabendo de excedentes, não valoriza os produtos. Financiá-los é dever de governos e da governança global.
E finalmente, países como o nosso deveriam aproveitar este desastre e negociar um grande plano de longo prazo que nos permitisse avançar sobre os mercados com aumento de produção de carnes e etanol.
Mas não apenas para aproveitar este ano de crise, e sim com um projeto estratégico que considerasse a sustentabilidade produtiva para mais de uma década.
Não parece que esta visão esteja presente entre nossos formuladores de políticas. Ao contrário. Em recente seminário no GVAgro sobre gestão territorial na agricultura brasileira, o pesquisador da Embrapa Evaristo Miranda afirmou:
“Nos últimos 15 anos, um número significativo de áreas foi destinado à proteção ambiental e ao uso territorial exclusivo de populações minoritárias. Parte dessas iniciativas foi feita sem o conhecimento de seu real alcance territorial. Hoje, as áreas protegidas abrangem 30% do Brasil.
"E a área ambiental reivindica a proteção adicional de quase três milhões de km2. A demanda de novas terras indígenas é da ordem de 100 a150.000 km2. As demandas para atender toda a reforma agrária são da ordem de 2,3 milhões de km2.
"Além disso, cerca de 5.000 comunidades quilombolas reivindicam aproximadamente 250.000 km2. Finalmente, a expansão agrícola nos próximos 20 anos também prevê a ocupação adicional de mais 100 a 150.000 km2.
"Sem discutir a legitimidade de nenhuma dessas demandas adicionais de terra, consideradas como excludentes, elas exigem cerca de 6 milhões de km2 e não cabem no Brasil. Ou serão amputadas de áreas agrícolas, como vem ocorrendo”.
Resolver estas questões faz parte de um programa amplo de avanço do nosso agro, e vivemos um momento muito oportuno para esta discussão.
Folha de São Paulo, 25/08/2012.
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