terça-feira, 4 de abril de 2017

Dois Brasis: no horizonte da economia, o brilho vem do campo


Safra agrícola: série mostra os efeitos da maior colheita 


da história do país


Estimativas mostram que serão mais de 220 milhões de toneladas de grãos.
Quase metade será soja, que produzirá 13% a mais do que em 2016.

                                                                                        Roberto Kovalic e Thiago Capelle
A safra agrícola que começou a ser plantada no ano passado teve uma ajuda do clima e promete deixar para trás qualquer risco de crise no setor. Na primeira reportagem da nova série especial do Jornal Hoje, os repórteres Roberto Kovalick e Thiago Capelle mostram o crescimento da lavoura nos últimos anos, os desafios para escoar a produção e o impacto na mesa dos brasileiros.
No horizonte da economia brasileira, o brilho vem do campo. Enquanto indústria, comércio e serviços patinam, as máquinas agrícolas nunca trabalharam tanto para tirar do chão a maior colheita da história do Brasil.
As estimativas mostram que serão mais de 220 milhões de toneladas de grãos - quase metade será soja, que produzirá 13% a mais do que no ano passado. Outros 89 milhões de toneladas serão de milho. 
As lavouras de feijão e arroz também vão produzir mais. A safra, que começou a ser plantada no fim do ano passado, teve sol e chuva na hora certa. Houve uma boa ajuda do céu e muito trabalho na terra.
Os agricultores dizem que a vagem perfeita de soja tem quatro grãos de um bom tamanho, sem nenhum defeito. Em 1977, na primeira safra de uma fazenda em Rondonópolis (MT) era possível conseguir um grão bom, mas não na dimensão da safra atual: são três bilhões de pés de soja com altíssima produtividade. Em 40 anos a fazenda quadruplicou a produção e isso se espalhou pelo Brasil,  
O diretor da empresa dona desta fazenda conta que, na primeira safra, os pés de soja eram tão pequenos que não dava para usar a colheitadeira. O jeito foi fazer a colheita com a mão. “Normalmente, você arrancava as plantas e fazia os montes e depois passava fazendo a colheita, ou seja, uma por uma tinha que ir arrancando. Isso deu trabalho”, conta Airton Francisco de Jesus, diretor superintendente da Jota Basso.
A paisagem mudou em parte do Brasil. A soja, que veio da Ásia, e o milho, da América do Norte, se tornaram os dois alimentos mais produzidos pelo país. 
Os agricultores avançaram, ocuparam novas áreas, passaram a colher mais de uma safra por ano e aumentaram a capacidade de fazer as plantas produzirem mais. A área plantada pela agricultura cresceu 60% em 40 anos. A produção aumentou 375% no mesmo período, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária.
“Na agricultura, a gente tem crescido nesse período 4% ao ano, ou seja, todo ano, a gente faz mais com os recursos do ano anterior. É a única agricultura do mundo que conseguiu crescer nessa velocidade nos últimos 30, 40 anos. 
Ou seja, não é só um caso de sucesso quando comparado com os outros setores da economia, mas é um caso de sucesso global. Ninguém fez melhor desenvolvimento de agricultura no mundo do que o Brasil nos últimos anos”, explica André Pessoa, sócio-diretor da Agroconsult.
Reflexos na mesa do brasileiro

Comida que sai do campo para as mesas de estrangeiros e brasileiros. Já dá para ver o reflexo da super safra na prateleira do supermercado. O feijão, que foi um dos grandes vilões da inflação nos últimos dois anos, está mais barato. O preço do feijão carioca caiu mais de 25% nos dois primeiros meses deste ano e o preto, mais de 12%.


Mas o alimento mais produzido no país não estará com frequência na mesa dos brasileiros. A não ser em forma de óleo, já que soja não é muito popular por aqui. Mas a soja e, principalmente o milho, alimentam o porco, o gado leiteiro e o frango, uma das principais proteínas consumidas pelos brasileiros. 
A soja e o milho também pesam na balança comercial, que é o resultado do que o Brasil vende e compra de outros países. Da soja em grão produzida aqui, metade vai para o exterior, principalmente para a China.
Só o estado de Mato Grosso envia, por dia, para o porto de Santos, depois da colheita, soja suficiente para encher nove trens, 720 vagões. É um navio inteiro. 
“Uma locomotiva com 100 vagões está tirando das rodovias, com menos congestionamento, com menos nível de acidentes, aproximadamente 300 caminhões. É um número muito importante pra gente também”, afirma Fabrício Degani, diretor de portos e terminais da Rumo.
O transporte de grãos melhorou, mas parte da safra ainda fica atolada no caminho. A BR-163, que liga o Mato Grosso ao Pará, ficou parada durante o pico da safra de soja. A maior parte do escoamento da safra de grãos ainda é feita pelos portos do Centro-Sul do país (80%), mas os portos do Norte estão ganhando importância (subiu de 16% para 19,6%).
Levar a soja até o porto de Miritituba, no Pará, usando hidrovia em uma parte do trajeto, custa US$ 80 a tonelada. Até Santos, de caminhão, US$ 126 a tonelada, bem mais caro. 
Isso faz o Brasil ficar para trás diante do principal concorrente, os Estados Unidos, maiores produtores de soja e milho do mundo. Os americanos colocam os produtos agrícolas nos seus portos a US$ 30, em média. 
“A gente poderia crescer em um ritmo ainda maior, contribuir ainda mais para o país, se a gente tivesse uma logística melhor”, diz André Pessoa.
Em 40 anos, o Brasil se tornou uma potência na produção de grãos, mas os agricultores reclamam que, na verdade, existem dois brasis, bem diferentes: um da porteira para fora e, o outro, da porteira para dentro.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

O Brasil à Deriva – Queda no abismo ou retorno às raízes cristãs?



O Brasil à Deriva – Queda no abismo ou retorno às raízes cristãs?


Todas as classes de nossa sociedade que trabalham irmanadas pela grandeza do Brasil de amanhã sentem-se perplexas diante das ameaças que hoje pairam sobre os nossos campos e cidades. E também sobre as nossas famílias e os costumes cristãos que herdamos de nossos antepassados.
Com efeito, o Brasil católico, o Brasil de Nóbrega e de Anchieta, o Brasil de Nossa Senhora Aparecida, enfrenta a agressão do anti-Brasil da desordem, dos partidos e das organizações de esquerda, da revolução social, enfim, do comunismo.

Quem vencerá? O Brasil ou o anti-Brasil? A resposta está com o leitor, pois o nosso futuro depende mais do que nunca de cada brasileiro. Se nos deixarmos arrastar pelo desânimo, pela inércia, ou mesmo pelas mentiras dos inimigos da esquerda, seja ela laica ou pretensamente “católica”, o futuro que nos espreita poderá ser sombrio.
Onde teria se ocultado o comunismo? De que forma ele nos ameaça?
Aonde nos quer levar? A grande preocupação atual do brasileiro é a enorme onda de corrupção, revelada em boa parte pela operação Lava Jato.
Orquestrada em larguíssima medida por expoentes do Partido dos Trabalhadores em conluio com grandes empresários em busca de vantagens, essa corrupção é responsável pela alarmante situação em que nos encontramos, sendo compreensível que nossa atenção se volte para ela.

Precisamos, contudo, tomar cuidado para não focarmos apenas nela e nos esquecermos de que há toda uma agenda ideológica de esquerda representando ameaça muitíssimo mais grave do que a corrupção política. Por mais que se diga que o comunismo morreu, ele ainda constitui um perigo para o Brasil.
Suas fantasias e práticas continuam vivas no PT, nos partidos de esquerda, em certas ONGs, em certa mídia, em certas universidades. Mas igualmente em certos cenáculos da CNBB, como o Conselho Missionário Indigenista (CIMI), a Comissão Pastoral da Terra (CPT) e organizações semelhantes.
É a fermentação vermelha que borbulha, ora com a “ideologia de gênero”, ora com o aborto, ora com a ofensiva homossexual, ora com a agitação indigenista, ora com o ambientalismo ecológico irracional, ora com as invasões de terrenos urbanos e rurais, sempre combatendo a família e a propriedade privada, esteios da Nação, e levando adiante sua cega e unilateral política de “direitos humanos” entre outras.
Se não ficarmos atentos a essa sutil fermentação comunistizante, o socialismo petista poderá retomar ainda com mais força as rédeas do poder, pois apoios – sobretudo de eclesiásticos, artistas e intelectuais de esquerda, bem como de certa mídia – nunca lhe faltam.

Não permitamos que lobos revestidos com pele de ovelha possam desviar o nosso imenso e querido Brasil de sua vocação de grandeza cristã. As agitações e passeatas que procuram galvanizar a favor das esquerdas o descontentamento em relação à reforma da Previdência são prova disso e despertam preocupação.
Se os bons católicos e os bons brasileiros souberem discernir o inimigo entocado e o que ele trama, e, sobretudo, se souberem reagir com ideias claras contra ele, o Brasil nada terá a temer. Ao apresentar aqui algumas sugestões e pontos de reflexão, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira não tem qualquer intuito político-partidário.
 *  *  *
Não vamos propor nomes de pessoas, de partidos ou de panaceias políticas. Seriam todas sugestões simplistas, além de efêmeras. Não é preciso reinventar a roda. O que se faz necessário é voltar ao bom senso e aos princípios básicos da civilização cristã, corroídos anos a fio pela pauta petista.
Nossa proposta é que figuras representativas da sociedade brasileira, de entidades de classes “não alinhadas”, e, sobretudo, da parte não alinhada do Episcopado – que até o momento vem se mantendo silenciosa – concorram para que os rumos do País sejam decididos sem o clima de agitação e demagogia.
Essa corrosão, a nosso ver, vem representando a própria causa dos males que hoje nos afligem e dos quais queremos nos ver livres. Eis algumas sugestões que traduzirão na prática nossa linha de pensamento e ação:
   1. Respeito à vida desde a concepção até a morte natural, e não à              descriminalização aborto.

  1. Respeito à família como foi constituída por Deus, isto é, pelo casamento de um homem e uma mulher, como está estabelecido em nossa Constituição.
  2. Respeito ao mais inalienável direito dos pais, que é a educação dos próprios filhos, e a rejeição total da “ideologia de gênero”. 
  3. Respeito à livre iniciativa, pois tendo sido o homem criado à imagem e semelhança de Deus, é livre e inteligente. A não observância desse direito inibe a capacidade criativa de um povo.
  4. Respeito ao direito à propriedade privada, garantia da liberdade, e fim das invasões rurais ou urbanas.
  5.  Respeito ao direito natural de legítima defesa e abolição das restrições à posse e ao porte legal de armas, como foi manifestado por 64% dos brasileiros quando do referendo que visava nos impor o desarmamento. 
  6. Levar adiante – prudente e implacavelmente – o combate à corrupção que vem saqueando a Não nos últimos tempos. 
  7. Redução do tamanho do Estado às reais necessidades da Nação e consequente redução do insuportável fardo tributário que pesa sobre os brasileiros. 
  8. Radical simplificação da atual legislação trabalhista, fonte de tanta desarmonia entre patrões e empregados. 
  9.  Valorização das Forças Armadas e Policiais militares e civis como guardiãs da Nação. No seu prestígio e na sua eficiência repousam a paz social e a segurança interna e externa de nossa Pátria.

CONCLUSÃO
Apelo para que a bondade cristã continue a prevalecer
no Brasil
 O nosso povo sempre foi conhecido como afetivo, ordeiro e pacífico. Tal feitio lhe advém da tradição profundamente cristã, constituindo nobre obstáculo às leveduras revolucionárias do socialismo e do comunismo. É por isto que as forças da desagregação se empenham em criar a ilusão do contrário, ou seja, de uma população agressiva e revoltada.
Daí o nosso apelo para que o Brasil bondoso, o Brasil afetivo, o Brasil cristão continue idêntico a si mesmo, e não se deixe arrastar pelas solicitações da violência, seja física ou moral. Nós, brasileiros, não somos afeitos à revolta e à subversão, ao contrário do que fazem acreditar os agitadores.
Por mais razões que tenhamos para estar descontentes, procuremos sempre resolver os problemas dentro da paz cristã que Santo Agostinho definiu como sendo a tranquilidade da ordem. O nosso povo tem bastante consciência de nossas potencialidades e de que um trabalho empreendedor e confiante poderá tornar o Brasil um país exponencial do século XXI.
Trabalho que exige esforço árduo e ânimo forte. Mas não foi assim que os nossos antepassados dilataram as nossas fronteiras e começaram a extrair da terra os recursos com que hoje vivemos? E quando galgaram serras, adentraram florestas, atravessaram rios e transpuseram pântanos eles não dispunham das comodidades modernas.
Por que não recobrar essa fibra, essa força de alma que nasce da Fé católica que nos foi legada? Não será, pois, com revoluções mortíferas, dissensões internas, tensões estéreis entre irmãos que haveremos de aproveitar as vastidões ainda inexploradas de nosso território.

Mas é com espírito empreendedor, ordeiro e cheio de Fé que poderemos alcançar de Deus, por intermédio de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a nossa grandeza cristã nas novas etapas históricas que se aproximam. É para essa obra árdua, mas grandiosa, que convidamos todos os brasileiros.

sábado, 1 de abril de 2017

Brincando com fogo


Brincando com fogo
Péricles Capanema



O de que vou falar não é brincadeira. Já tratei do assunto quatro vezes, “O Brasil servo”, “Clamando no deserto” (18-2-16), “Tumores de estimação” (2-4-16) e “Ocultando a realidade ameaçadora” (17-10-16).

Volto hoje ao tema. O Estadão de 3 de março estampa em manchete: “Shangai Electric fará proposta para assumir obras de R$ 3,3 bi da Eletrosul”. Em destaque gráfico o jornal recorda fatos relacionados: “Últimas compras feitas por chineses: CPFL. Em julho de 2016 a State Grid comprou fatia de 23% da Camargo Corrêa na CPFL por R$ 5,8 bilhões. 
Neste ano, concluiu a compra do controle por R$14 bi. Estrela. Em agosto de 2015, a China Three Gorges (CTG) comprou duas hidrelétricas da Triunfo Participações e Investimentos por quase R$ 2 bilhões. Leilão. Em novembro de 2015, CTG venceu o leilão da Ilha Solteira e Jupiá (CESP), por R$ 13,8 bilhões. Em 2016, comprou a Duke Energy por US$ 1,2 bilhão”.
Informa a reportagem assinada por Renée Pereira, a Shangai Electric deve apresentar até 10 de março proposta para assumir várias concessões de linhas de transmissão de energia da Eletrosul, subsidiária do grupo Eletrobrás.
Em nenhum momento, o texto elucida que a Shangai Electric é controlada pelo governo chinês. Também não esclarece que a China Three Gorges e a State Grid são estatais chinesas. Outro modo, são empresas controladas pelo Partido Comunista Chinês (PCC). 
Nenhum leitor terá visto o PT condenar a tomada paulatina do setor elétrico brasileiro pelo capital estrangeiro (no caso, o capital comunista chinês). Convém-lhe o fato.
Passo agora à reportagem de agosto de 2016, revista Exame, assinada por Maria Luiza Filgueiras. Título “O setor elétrico brasileiro caiu no colo dos chineses”. 
A jornalista lembra que a State Grid fatura 340 bilhões de dólares por ano, tem 1,5 milhão de funcionários. Outra empresa gigantesca, a Huadian gera o equivalente a toda a energia elétrica produzida no Brasil. Está negociando a compra da Santo Antônio Energia. A reportagem ainda menciona a SPIC e a CGN, ainda de origem chinesa.
A State Grid tem hoje no Brasil 7 mil quilômetros de linhas em funcionamento e 6,6 mil quilômetros em construção. É o sintoma de um fenômeno em estágio inicial, a dominação do mercado por empresas chinesas, afirma a citada jornalista. 
“Eles vão comprar tudo”, disse a ela um banqueiro de investimentos. Nos últimos cinco anos (matéria de agosto de 2016), os chineses investiram 40 bilhões de dólares no setor elétrico brasileiro.
Todas essas empresas são estatais chinesas (na grande maioria das vezes, fato ocultado do leitor brasileiro). A diretoria delas, nomeada pelo governo, tem o aval do PCC, que governa ditatorialmente em regime de partido único aquele desventurado país. De outro modo, está caindo no colo do Partido Comunista Chinês o setor elétrico brasileiro.
Adiante. O governo brasileiro começa a discutir a venda de terras para estrangeiros. Em entrevista à GloboNews, 15 de fevereiro, o ministro Henrique Meirelles afirmou que o governo liberaria nos próximos 30 dias a venda de terras brasileiras para estrangeiros. 
“O Brasil precisa de crescimento e de investimento. O agronegócio foi a área que mais cresceu em janeiro. Temos que investir, gerar mais empregos”. É tema delicado, requer debates de entendidos, do livro e da prática. Que se ouça com especial atenção o produtor rural, aqui também quem trabalha em terras arrendadas, que poupa na esperança de comprar seu pedaço de terra. 
Li em fontes várias, a proposta do governo virá com nota demagógica: 10% da terra comprada por estrangeiro terá que ser dedicada a projetos de reforma agrária. Soa como barretada ao MST, CNBB, e entidades similares, medida na certa prejudicial ao campo e à produção, e que em nada ajudará o trabalhador rural. 
Exprimo o temor de que o PCC, por meio de estatais e fundos de investimento, acabe comprando centenas de milhares de hectares, se não milhões. E a imprensa na certa vai noticiar na cantilena: “grupos chineses”, “investidores chineses”.
Relembro abaixo o que adverti meses atrás. A compra de gigantescos ativos pelas estatais chinesas traz o Partido Comunista Chinês para dentro da economia brasileira; para dentro da política brasileira. T
ais empresas serão instrumentos para alinhar o Brasil aos interesses do comunismo chinês, no caso, de imediato, fortalecer na região os intuitos de Pequim e minar a influência norte-americana. Os mesmos objetivos, com métodos iguais, estão sendo levados a cabo na Argentina, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia. E em outros países.
Por que tanto silêncio? Ponho a nu razão que morde no bolso. Em razão de longa política exterior de hostilidade aos Estados Unidos e à União Europeia, a China hoje é o maior parceiro comercial do Brasil, cerca de 20% de nosso comércio exterior. 
Vendemos em especial matérias-primas (commodities), sobretudo minério de ferro, soja, óleos brutos do petróleo, em geral por volta de 80% do total, itens com pouco valor agregado. E compramos mercadorias com alto valor agregado, máquinas, aparelhos elétricos, aparelhos mecânicos, produtos químicos orgânicos, em torno de 60% do total. 
Conta ainda na pauta de exportações a presença crescente de produtos do agronegócio, como carnes, couro, açúcar. É um imenso universo de fornecedores, de cujo vigor depende a sanidade da balança comercial brasileira.

De alguma maneira nos tornamos reféns da China. Ela pode trocar fornecedores, contratá-los em outros países, caso Brasília e setores privados não atuem eficazmente contra sua crescente presença, sobretudo econômica, entre nós. 
Concebível, setores privados e autoridades governamentais então prefeririam, para salvar vantagens econômicas, o silêncio confrangido (acovardado) sobre o avanço imperialista chinês dentro de nossa casa. No fato, conveniências de momento seriam fatores determinantes para conduta que deságua na independência condicionada e na limitação da soberania. 
Nenhum país sério tolera arranhões em sua independência e em sua soberania. A omissão a respeito caracteriza descumprimento dos deveres de defesa nacional. Se não for cortado esse passo de forma sensata, com lucidez e determinação, no horizonte, já antevisto, desenha-se para nós o estado vergonhoso de protetorado efetivo.

sexta-feira, 31 de março de 2017

STF solta criminosos e legisla sobre aborto


STF, que solta criminosos, a caminho de legalizar matança de inocentes!


1. Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu cinco dias de prazo para que o presidente da República, Michel Temer, o Senado e Câmara se manifestem sobre a legalização do aborto até à 12ª semana de gestação.

2. A ministra deve decidir sobre o pedido de liminar feito pelo PSOL e pelo Instituto Anis – ONG defensora da legalização do aborto – para que sejam suspensos todos os procedimentos legais de práticas abortivas nas 12 primeiras semanas de gestação.

3. Do ponto de vista legal, mais uma aberração gritante. O STF sequestra as prerrogativas legislativas do Congresso e pede "parecer" ao Executivo e ao Legislativo para depois criar uma prática "legal" contrária ao ordenamento jurídico do País, inclusive dos direitos consagrados na Constituição.

4. A decisão é tomada a pedido de uma minoria barulhenta de esquerda (sem representatividade eleitoral), mas que, dessa forma, se impõe ao sentir da maioria da população e do Congresso.

5. A isso se chama "democracia"!

6. As vítimas deste ativismo judicial, combinado em tabelinha com a esquerda minoritária: inocentes assassinados "legalmente" no ventre materno.

7. Quem ainda não entendeu que o STF se tornou um câncer do Estado de Direito e um fulminador de normas morais da sociedade?

(com informações do site www.semprefamilia.com.br)



Fonte: Radar da Mídia

quarta-feira, 29 de março de 2017

CNBB e o seu rosário de equívocos



A CNBB joga contra os pobres
Os pobres, que a Igreja tem o compromisso de defender, serão os grandes perdedores de um eventual fracasso da reforma da Previdência
Por Maílson da Nóbrega
27 mar 2017


O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e também arcebispo de Brasília, cardeal Sérgio da Rocha, e outros dirigentes da entidade divulgaram manifesto contra a reforma da Previdência. Onze bispos da Província Eclesiástica de Belo Horizonte fizeram o mesmo.

A Igreja Católica tem uma milenar história de defesa e amparo dos pobres. Antes do surgimento do Estado de Bem-Estar Social no século XX, a Igreja e outras denominações religiosas se incumbiam, ao lado de instituições de caridade, de apoiar as classes menos favorecidas, fornecendo-lhes abrigo e alimentação.
A pobreza diminuiu em todo o mundo. Na Europa do século XVIII, 90% da população era de pobres. Hoje, graças ao desenvolvimento, eles são menos de 10% dos europeus. A globalização, que permitiu a ascensão da China e de outros países emergentes, retirou da pobreza um bilhão de pessoas. O trabalho de assistência aos pobres tornou-se menos relevante.

Não faltam credenciais à Igreja para defender os pobres, mas ela se enganou nesse caso. De fato, o fracasso da reforma conduziria o governo federal à insolvência fiscal. O calote prejudicaria os milhões de investidores que compraram títulos do Tesouro, inclusive os fundos de pensão dos quais dependem milhares de aposentados e as pessoas físicas que, direta ou indiretamente, investem suas poupanças em papéis públicos federais.
A insolvência geraria o fenômeno conhecido como “dominância fiscal”, isto é, a situação em que o Tesouro não consegue financiar sua dívida no mercado e passa a fazê-lo mediante emissão de dinheiro. O Banco Central perde a capacidade de assegurar a estabilidade da moeda. A inflação foge do controle e pode nos levar de volta aos horrores da hiperinflação.

Como aprendemos, os pobres são os que mais sofrem com a inflação. Ao contrário dos ricos, os pobres não têm como recorrer a mecanismos de proteção contra a alta dos preços e à corrosão inflacionária de seus salários. Os ricos até ganham. Por isso, a inflação é um meio perverso de cobrar indiretamente impostos dos pobres e de concentrar a renda do país.
O manifesto dos bispos está cheio de equívocos. Afirma que a reforma prejudica os pobres. É o contrário. Os perdedores serão os não pobres, que hoje se aposentam com 30 ou 35 anos de contribuição. 
Os pobres, que labutam grande parte de sua vida no mercado informal, não conseguem comprovar o pagamento de contribuições previdenciárias nesse período. Por isso, se aposentam aos 65 anos, que é a idade mínima prevista no projeto de reforma. Os ricos obtêm a aposentadoria com pouco mais de 50 anos.
O manifesto é um rosário de equívocos. A preparação dos bispos tem mais a ver com filosofia, direito canônico e teoria eclesiástica. Eles não estudam economia. Por isso, na sua boa-fé e no anseio de defender os pobres, podem ter recorrido a informações inadequadas, que os levaram a não entender as consequências sociais da rejeição da reforma.
A CNBB não percebeu que o atendimento de sua proposta seria a desgraça dos pobres.



terça-feira, 28 de março de 2017

Índios e o chamado custo Brasil que inclui até dano espiritual



Tribo brasileira indemnizada por danos espirituais provocados por queda de avião

Indígenas reclamavam quatro milhões de reais devido a um acidente aéreo em 2006, alegando que a zona onde habitavam ficou contaminada pelo combustível e que os espíritos das vítimas tinham permanecido no local.


Raoni Metuktire, líder da tribo, ganhou fama nos anos 80 ao acompanhar Sting numa digressão mundial para apelar à preservação da Amazónia 
·          
·          
·          
·          
·    Uma das maiores companhias aéreas brasileiras, a Gol, vai pagar quatro milhões de reais (quase 1,2 milhões de euros) a uma tribo indígena devido à queda de um avião em 2006, na qual morreram 154 pessoas, entre as quais um português.

      Um avião comercial da companhia colidiu, em pleno voo, contra um jacto privado por cima da reserva da tribo Caiapó, na floresta da Amazónia. Os indígenas deixaram a zona, recusando-se a regressar, mas alegando que a região onde habitavam ficou contaminada pelo combustível das aeronaves e marcada pelo sangue e presença dos espíritos das vítimas, noticia uma reportagem do programa Fantástico da Globo.

   Os destroços do avião da Gol continuam no local. Por isso, os indígenas pediram uma indemnização por danos espirituais. Mas o pedido de compensação financeira engloba danos materiais, devido à destruição de várias habitações e de um centro de saúde.

      Na altura do acidente o jacto privado, um Embraer Legacy 600, estava a viajar rumo aos EUA e conseguiu aterrar em segurança num aeroporto nas proximidades depois de embater na asa do Boeing da Gol, que se despenhou na zona de Mato Grosso, na Amazónia, vitimando as 154 pessoas a bordo.
   
     O Ministério Público brasileiro, a companhia aérea e os representantes da tribo chegaram a um acordo inédito para que fosse pago a compensação financeira total exigida.       
Público(Portugal)



terça-feira, 21 de março de 2017

MST e CUT bancaram comício ilegal de Lula


MST e CUT bancaram comício ilegal de Lula, diz PT da Paraíba



O secretário do PT da Paraíba, Jackson Macêdo -- sem nenhum pudor, claro -- confirmou à imprensa do estado que MST e CUT bancaram o comício ilegal de Lula no último domingo.

Por favor, vejam este trecho de uma nota em um blog local:

"De acordo com Jackson, o patrocínio da estrutura foi dos movimentos sociais. O MST e a CUT nacional, por exemplo, entraram com boa parte. Os investimentos foram nos dois ônibus fretados para levar as comitivas, caminhonete que deslocou Lula até o centro de Monteiro, palco e som. Os movimentos também custearam os deslocamentos e lanches da militância do partido", registra o jornalista Heron Cid.


O secretário petista detalhou: “A passagem era R$ 60. Nós pagamos R$ 30."

Fonte: O Antagonista