quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Raposa/Serra do Sol = maior favela indígena...



... do Brasil !


Antes da homologação da Raposa/Serra do Sol a região era habitada por 17 mil pessoas, entre índios e brancos dentro de uma área de 1,7 milhão de hectares de terras.


"Hoje o que vimos é a formação da maior favela indígena do Brasil. Fato lamentável e vergonhoso para Roraima”, criticou o produtor Ailton Melo sobre o destino de boa parte dos "antigos intrusos".


Segundo ele, a maioria foi obrigada a residir nas favelas da capital. Melo também foi retirado de lá e não foi ressarcido dos prejuízos. Há quase dois anos, o STF confirmou a homologação da Raposa/Serra do Sol, obrigando a retirada de não-índios.


Com a retirada, produtores rurais, pequenos colonos, empresários e exportadores de arroz foram obrigados a deixar a região com a promessa de indenização e reassentamento, mas até o momento, nenhum dos acordos firmados foi cumprido.


Regina Barili confessa não ter como recomeçar a vida, pois a decisão do STF nos deixou literalmente sem nada. Ainda não fui indenizada e nem procurada pelas autoridades. Não tenho esperanças de ser reassentada.


Na mesma situação estão os produtores Raimundo Cardoso, Edivan Silva, Egídio Faistão, Genor Faccio, Izabel e Nelson Itikwaua e Ailton Melo. As lamentações foram unânimes.


Com a decisão do STF, o desemprego e a queda da produção do arroz, principal grão produzido na região, foram consideráveis.


“Dispensamos funcionários e inviabilizamos a produção do arroz em Roraima. Perdemos tudo o que tínhamos e agora nossa realidade é assustadora”, lamenta Faccio.



domingo, 14 de agosto de 2011

FUNAI trama em Rondônia...



200 mil hectares p/ 132 índios


Já saiu o edital.



A FUNAI está fazendo tudo no mais absoluto silêncio, para não levantar debates ou contestações, exigindo a ampliação das terras para um grupo de apenas 132 índios na região de Porto Velho e Candeias.



A intenção é praticamente duplicar a área indígena, o que tiraria um quinto de toda a área da Capital e boa parte de Candeias.


O que se estranha é que o assunto está andando, a FUNAI está definindo tudo – como o fez no caso da Reserva Raposa Serra do Sol.



Apesar disso, nenhuma autoridade do governo de Rondônia, nem das Prefeituras de Porto Velho e Candeias e muito menos da Assembleia se pronunciou sobre o acinte.



Depois que tudo for feito sem debate algum, que se seguirem os trâmites legais, não adianta espernear.







sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Árvores da amazônia "made in Bolivia"

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EVO MORALES VAI DERRUBAR 500 MIL ÁRVORES!

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A construção da rodovia no Amazonas destruirá mais de 500 mil árvores. A construção dessa rodovia, que afetará a cabeceira da selva amazônica e suas nascentes hídricas, confrontou o presidente Evo Morales com os povos originários das terras baixas bolivianas, que preparam uma grande marcha desde Trinidad até La Paz.

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Dois pesos e duas medidas


Enquanto no Brasil se faz um Código Florestal draconiano, engessando 3/4 do País além de meter a mão nas propriedades particulares em nome de uma suspeita ecologia radical e mal explicada, o amigo de Lula na Bolívia, Evo Morales, promete derrubar meio meilhão de árvores... que certamente serão vendidas aos vizinhos brasileiros com o carimbo "made in Bolivia".



Fonte: Blog de César Maia (12/08/2011)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Eucalipto no banco dos réus

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Não é de hoje que a espécie florestal

é acusada por inúmeros crimes



Seca o solo, dizem alguns. Empobrece a terra, dizem outros. A maioria das espécies de eucalipto é da Austrália. É de lá que vieram as árvores que hoje ocupam aproximadamente 6 milhões de hectares pelo Brasil afora.


Tão exótico quanto milho, café, soja ou feijão, o eucalipto ganhou fama de vilão. O que se fala, no entanto, apenas se fala. Não se prova. E, por isso, no banco dos réus, o eucalipto talvez não tenha julgamento justo.


Já publicamos dezenas de artigos com embasamento científico sobre o tema. E todos mostram que o que se fala sobre o eucalipto não passa de balela. Leia o artigo de um dos mais renomados pesquisadores do Brasil (Eucalipto, felizmente existe!)


É preciso que todos saibam a verdade: o eucalipto é a árvore com a melhor condição para atender a demanda por madeira (em um mundo em pleno crescimento), proteger as matas nativas, ao mesmo tempo em que proporciona desenvolvimento econômico social sustentável.


Talvez, em algum momento, erros tenham sido cometidos. Mas hoje, o Brasil é referência mundial em produção de florestas sustentáveis.


Essas empresas, que precisam da madeira para seus projetos industriais, são também as que mais conservam, em suas áreas, as matas nativas e biodiversidade. Situação diferente, infelizmente, de outras atividades agrícolas.


Acesse o hotsite sobre eucalipto da antiga Aracruz. Vale a pena! É por isso, que espero – ao menos - um julgamento mais justo.


Enquanto isso, que o eucalipto siga compondo florestas sustentáveis, gerando oportunidades sociais, preservando o meio ambiente e transformando vidas.


Fonte: Robson Trevisan, Painel Florestal


domingo, 3 de julho de 2011

Humanofobia e ecologia

Desarrumação lógica


Alon Feuerweker


Arrisco dizer que seremos uma sociedade mais coerente quando a vida humana merecer a mesma defesa radical que merecem hoje as plantas e animais.


Há algo desarrumado numa sociedade que exige criminalizar todo desmatamento enquanto, com o mesmo ímpeto, exige também o amplo direito ao aborto, a ser catalogado entre as prerrogativas inalienáveis da mulher.


Num caso, prevalece a responsabilidade social. No outro, a liberdade individual. Por quê? Ninguém explica.


Arrancar uma planta é em princípio criminoso, mas arrancar um embrião ou feto do útero materno deveria ser livre, em nome do direito de a mulher decidir sobre o próprio corpo.


Ainda que no rigor lógico-científico o embrião, ou feto, não faça parte do corpo da mãe. Ela apenas o abriga. São duas vidas, e não uma só.


Não estou, e penso que o leitor ou leitora já notou, fazendo juízo de valor sobre os temas, apenas enfatizando o desarranjo, uma assimetria sistemática.


Que fica também evidente no contraste entre a proteção militante à vida animal e a condescendência com as ameaças à vida humana.


Desde há muito as pessoas mobilizam-se em defesa de outras espécies. Já há nessa agenda uma ética consolidada. Matar um bicho ou fazê-lo sofrer lança o sujeito no rol da execração. Usar peles de bichos, por exemplo, é encrenca na certa.


Num episódio célebre após o falhado levante comunista de 1935, o advogado católico Sobral Pinto defendia presos ligados ao movimento derrotado e pediu que eles tivessem respeitados pelo menos os direitos previstos pela lei de proteção aos animais.


Arrisco dizer que seremos uma sociedade mais coerente quando a vida humana merecer a mesma defesa radical que merecem hoje as plantas e animais.


No debate do Código Florestal exige-se a perseguição e a punição implacáveis a todos que um dia decidiram ocupar beiras de rio para dali tirar o sustento, seu e de suas famílias.


Aqui as circunstâncias não servem de atenuante.


Já quando alguém menor de 18 anos comete um crime hediondo o vento sopra no sentido contrário: aqui é imperioso olhar atentamente para as circunstâncias. Imperioso reabilitar, dialogar, integrar.E não simplesmente condenar. Ou punir.


Se o leitor pedir a explicação do desarranjo, dos dois pesos e duas medidas, admitirei que não tenho uma pronta e acabada. Esta coluna é só divagação. Mas desconfio que a raiz esteja mesmo é na desumanização.


Ou humanofobia.


O homem visto como estorvo, como vetor daninho, a ser contido e evetualmente removido.


A não ser que persista em “estado natural”, signifique isso o que significar. Então o problema não está no homem, mas na civilização, talvez olhada apenas como ampliação das consequências do pecado original.


Fonte: Correio Braziliense

sábado, 25 de junho de 2011

Europa não tem condições de criticar...



... nosso Código Florestal


O senador Blairo Maggi conversou com a Deutsche Welle durante visita de negócios na Holanda. Senado deve votar em breve texto do Código Florestal, já aprovado pela Câmara dos Deputados. Pelas mãos de Maggi passará o texto do novo Código Floresta.


Do lado empresarial, Maggi comemora a exportação da primeira carga de soja certificada, segundo os padrões adotados pela Round Table on Responsible Soy (Mesa-Redonda sobre Soja Responsável), uma iniciativa fundada em 2006, na Suíça.


O selo é dado àqueles que empregam boas práticas agrícolas em suas propriedades quanto a questões trabalhistas, sociais e ambientais.


Sob o ponto de vista político, o senador elogia na entrevista à DW o texto do novo Código Florestal, e se defende da acusação de que a legislação aborda apenas os interesses "ruralistas" e desafia o resto do mundo a adotar os mesmos padrões brasileiros de produção.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

“FAZENDAS NOS EUA E FLORESTAS NO BRASIL"

Cada uma que parece duas !


Sou obrigado a acreditar naquilo que estou vendo. A ONG americana “Union of Concerned Scientists” está preocupada. Com o quê? - Ora, com o meio ambiente.


E ninguém perde tempo — e alguns ganham muito dinheiro — defendendo o meio ambiente, não é? A UCS tem uma aura quase divina porque nasceu no lendário MIT, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts.


Como falar deles sem que nos ajoelhemos em sinal de reverência? Marina Silva, Alfredo Sirkis e congêneres são amigos da turma. A UCS tem uma excelente impressão de si mesma.


No “About us”, diz combinar pesquisa científica com a atuação de cidadãos para que se desenvolvam soluções seguras e inovadoras em defesa de um meio-ambiente mais saudável e de um mundo mais seguro.


Certo! A gente acredita em tudo isso. Quem haveria de duvidar de “cientistas independentes” e de “cidadãos preocupados” que só querem o bem da humanidade? Marina, por exemplo, não duvida.


Pois acreditem! O site da UCS publica um documento cujo título é literalmente este: “Fazendas aqui; florestas lá”. O “aqui” de lá são os EUA; o “lá” de lá são o Brasil e os demais países tropicais.


Sim, o texto defende com todas as letras que o certo é o Brasil conservar as florestas, enquanto os EUA têm de cuidar da produção agrícola. O estudo tem um subtítulo:


“O desmatamento tropical e a competitividade da agricultura e da madeira americanas”. Não faço como Marina Silva; não peço que vocês acreditem em mim.


Eles não escondem seus objetivos! Os verdes brasileiros é que buscam amoitar a natureza de sua luta. O documento tem duas assinaturas: David Gardner & Associados (é uma empresa) e Shari Friedman.


Tanto o escritório como a especialista auxiliam ONGs e empresas a lidar com o meio ambiente… Shari fez parte da equipe do governo americano que negociou o Protocolo de Kyoto, que os EUA não assinaram!


É um texto longuíssimo. O que se avalia no estudo é o impacto do “desmatamento” — ou do que eles tratam como tal — no setor agropecuário e madeireiro dos EUA.


Conservar as nossas florestas, eles dizem, preserva a competitividade da agricultura americana e, atenção!, também baixa os custos de produção local.


As pessoas que sabem somar dois mais dois perguntarão: “Ué, mas se a gente fica com as florestas, e eles, com as fazendas, haverá menos comida no mundo, certo?” Certo! Mas e daí?


O negócio dos agricultores americanos estará assegurado, e as nossas matas também, onde Curupira, Anhangá, a Cuca e a Marina Silva podem curtir a nossa vasta solidão!


É uma baita cara-de-pau! Mas, ao menos, está tudo claro. O documento é ricamente ilustrado, tanto com imagens dos “horrores” que nós praticamos contra a natureza como tabelas dos ganhos da agropecuária americana, se houver “reflorestamento” tropical.


Espero que deputados e senadores leiam esse documento. Está tudo ali. São muitos bilhões de dólares. Parte da bolada financia as ONGs lá e aqui. Como se nota, os cientistas e cidadãos da UCS estão muito “preocupados”… com os setores agropecuário e madeireiro americanos.


Eles estão certos! Enquanto lutam em defesa da sua agricultura, os vigaristas daqui lutam para destruir a nossa. E são tratados como santos!


Fonte: (Matéria resumida)- Texto originalde Reinaldo Azevedo