terça-feira, 14 de outubro de 2014

Índios se movem... E os agricultores o que fazem?






Grupo de índios deve desembarcar em Brasília para pressionar STF contra marco temporal de 1988







Publicado Terça-Feira, 14 de Outubro de 2014, às 06:50 | Questão Indígena













Cerca de 40 lideranças indígenas do Mato Grosso do Sul devem desembarcar em Brasília essa semana para pressionar os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e autoridades federais. O grupo pedirá que o STF suspenda reintegrações de posse e autorize os índios a continuarem em áreas invadidas no estado. Os índios querem ainda a revisão das decisões recentes que anularam demarcações de terras indígenas com base no julgamento da Raposa Serra do Sol.

Não se sabe quem organiza e financia a viagem dos índios. O grupo pretende exigir do Governo a retomada das demarcações e a regularização das terras indígenas suspensas pelo Governo. Os índios pretendem dizer aos ministros do STF que pretender morrer se o Governo não tomar a terra dos agricultores para acomodá-los.

O grupo também fará pressão contra as 19 condicionantes para as demarcações estabelecidas pelo STF durante o julgamento da demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. De acordo com a carta de intenções dos indígenas, ao usar o marco temporal de 1988 para caracterizar a ocupação indígena, "o próprio STF determina a dizimação e extermínio dos povos indígenas Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul".

Essas manifestações dos indigenistas no judiciário costuma ter um efeito devastador na cabeça dos ministros. Ninguém gosta de ser colocado como algoz, nem de encarar suas "vítimas". Os indigenistas usam esses estereótipos para fazer a cabeça da justiça.

Os indigenistas estão movendo os índios na defesa dos seus interesses. E os agricultores, o que fazem?


Boa notícia para a nossa Agricultura



Sobre algodão, ciência e embates comerciais

Maurício Antônio Lopes



Outubro começou com uma boa notícia para a nossa Agricultura. O Brasil encerrou uma disputa que se estendia há mais de uma década, em razão dos subsídios e dos programas de garantias de crédito à exportação concedidos pelos Estados Unidos a seus produtores de algodão. 

Essas vantagens desrespeitavam os Acordos de Agricultura e de Subsídios e Medidas Compensatórias da Organização Mundial do Comércio (OMC) e prejudicavam os agricultores brasileiros. 

O entendimento agora firmado inclui pagamento de US$ 300 milhões, para atenuar prejuízos sofridos pelos cotonicultores brasileiros, além de ajustes no programa americano de crédito e exportação do algodão, que passará a operar de acordo com parâmetros negociados entre os dois países. 

Essa foi uma vitória importante contra o protecionismo e propiciará melhores condições de competitividade para os produtores brasileiros no mercado internacional. 

Lições importantes emergem desse contencioso. A primeira delas é que a mobilização dos produtores é essencial para que o setor Agrícola brasileiro aumente seu poder de barganha. 

A ação competente e sinérgica da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Ministério das Relações Exteriores garantiu o sucesso do Brasil nessa empreitada. Sucesso que nos inspira a buscar abertura de mercado para um amplo conjunto de produtos agrícolas que, de forma semelhante, padecem de competição injusta. 

Outra lição importante: os investimentos em desenvolvimento científico e tecnológico nas últimas décadas transformaram o Brasil em grande produtor e exportador de algodão de alta qualidade. 

A competitividade decorrente desses avanços atraiu a atenção dos grandes consumidores globais e fortaleceu a posição brasileira contra as práticas injustas de comércio. 

A capacidade tecnológica brasileira estimulou investimentos, viabilizou políticas públicas acertadas e encorajou produtores competentes e empreendedores. E a cotonicultura brasileira tornou-se uma das mais tecnificadas, eficientes e competitivas do mundo. 

O cultivo do algodão migrou do semiárido para o cerrado, tangido por uma praga agressiva, o inseto conhecido como bicudo-do-algodoeiro. No Centro-Oeste, beneficiou-se de solos recuperados e práticas modernas de cultivo aplicáveis a grandes áreas. 

A pesquisa foi capaz de produzir variedades adaptadas com fibras de alta qualidade. Dos anos 1990 até o presente, a produtividade do algodão foi multiplicada por quase três vezes, superando 1,5 tonelada de fibra por hectare - a maior produtividade de algodão de sequeiro do mundo. 

A cotonicultura brasileira alcançou a terceira posição mundial em exportações, que, em 2013, renderam US$ 1,2 bilhão. Acrescente-se a isso impactos na indústria têxtil, em máquinas, equipamentos, insumos, além da significativa geração de emprego e renda. 

O desfecho favorável para o Brasil do conflito em torno do algodão reforça, portanto, uma convicção: ciência e inovação representam importantes motores da competitividade. 

Sem uma base bem estruturada de geração de conhecimentos e inovações, não se pode conquistar e manter posição competitiva, de maneira sustentável, em mercados cada vez mais dinâmicos, exigentes e desafiadores. 

O Brasil tem feito seu dever de casa ao longo das últimas quatro décadas. Desenvolvemos um modelo de Agricultura baseado em ciência que revolucionou a produção e a oferta de alimentos, fibras e energia renovável. 

A pesquisa Agropecuária brasileira tem funcionado como uma locomotiva limpa-trilhos, que vai adiante, removendo gargalos e limitações. Tropicalizamos cultivos e criações de animais antes relevantes apenas em regiões temperadas. 

Igualmente, transformamos nosso cerrado ácido e pobre em nutrientes em imensas extensões de solos férteis. A superação desses gargalos permite que a "locomotiva" do setor privado venha logo em seguida, investindo com determinação e segurança. É uma sinergia vencedora. 

À medida que o Brasil avança como grande produtor Agrícola e competidor mundial, novas barreiras serão colocadas ante os produtos nacionais, em especial nos mercados mais competitivos, sofisticados e rentáveis. 

Alianças público-privadas para a proteção da Agricultura e o combate a práticas injustas de comércio serão cada vez mais necessárias. Por sua vez, inovação tecnológica será fator crítico para atendimento à diversidade de demandas de países importadores e alinhamento aos rígidos padrões de qualidade que se renovam tanto nos âmbitos nacional e internacional. 

O caso do algodão nos mostra que o investimento continuado em pesquisa, desenvolvimento e inovação dará ao Brasil chances cada vez maiores de sair vitorioso em novos embates comerciais que se anunciam para o futuro.

Maurício Antônio Lopes é presidente da EMBRAPA.

Correio Braziliense, 12 de outubro de 2014

domingo, 12 de outubro de 2014

Minhas irritações com a presidente Dilma (mea culpa)



Ives Gandra Martins: 
Minhas irritações com a presidente

Em 16 de março de 2011, publiquei nesta Folha um artigo em que apoiava a presidente Dilma e seu vice, Michel Temer –meu confrade em duas Academias e companheiro de conferências universitárias–, pelas ideias apresentadas para o combate à corrupção e a promoção do desenvolvimento nacional.

Como mero cidadão, não ligado a qualquer partido ou governo, tenho, quase quatro anos depois, o direito de expressar minha irritação com o fracasso de seu governo e com as afirmações não verdadeiras de que o Brasil economicamente é uma maravilha e que seu governo é o paladino da luta contra a corrupção.

Começo pela corrupção. Não é verdade que, graças a ela, os oito anos de assalto à maior empresa do Brasil, estão sendo rigorosamente investigados. Se quisesse mesmo fazê-lo, teria apoiado a CPI para apurar os fantásticos desvios, no Congresso Nacional.

A investigação se deve à independência e à qualidade da Polícia e do Ministério Público federais que agem com autonomia e não prestam vênia aos detentores do poder. Nem é verdade que demitiu o principal diretor envolvido. Este, ao pedir demissão, recebeu alcandorados elogios pelos serviços prestados!

Por outro lado, não é verdade que a economia vai bem. Vai muito mal. Os recordes sucessivos de baixo crescimento, culminando, em 2014, com um PIB previsto em 0,3% pelo FMI, demonstram que seu ministro da Fazenda especializou-se em nunca acertar prognósticos.

Acrescente-se que também não é verdade que controla a inflação, pois, se o PIB baixo decorresse de austeridade fiscal, estaria ela sob controle. O teto das metas, arranhado permanentemente, demonstra que a presidente gerou um baixo PIB e alta inflação.

Adotando a pior das formas de seu controle, que é o congelamento de tarifas, afetou a Petrobras e a Eletrobras, fragilizando o setor energético, além de destruir a indústria de etanol, sem perceber que desde Hamurabi (em torno de 1700 a.C.) e Diocleciano (301 d.C.) o controle de preços, que fere as leis da economia de mercado, fracassou, como se vê nas economias argentina e venezuelana, que estão em frangalhos.

O mais curioso é que o Plano Real, que tanto foi combatido por Lula e pelo PT, é o que ainda dá alguma sustentação à Presidência.

Em matéria de comércio internacional, os governos anteriores aos atuais conseguiram expressivos saldos na balança comercial, que foram eliminados pela presidente Dilma. Apenas com artimanhas de falsas exportações é que conseguiu obter inexpressivos saldos. 

O "superavit primário" nem vale a pena falar, pois os truques contábeis são tantos, que, se qualquer empresa privada os fizesse, teria autos de infração elevadíssimos.

Seu principal eleitor (o programa Bolsa Família) consome apenas 3% da receita tributária. Os 97% restantes são desperdiçados entre 22 mil cargos comissionados, 39 ministérios, obras superfaturadas, na visão do Tribunal de Contas da União, e incompletas.

Tenho, pois, como cidadão que elogiou Sua Senhoria, no início –para mim Sua Excelência é o cidadão, a quem a presidente deve servir–, o direito de, no fim de seu governo, mostrar a minha profunda decepção com o desastre econômico que gerou e que me preocupa ainda mais, por culpar os que criam riqueza e empregos em discurso que pretende, no estilo marxista, promover o conflito entre ricos e pobres.

Gostaria, neste artigo –ao lembrar as palavras de apoio daquele que escrevi neste mesmo jornal quase quatro anos atrás–, dizer que, infelizmente, o fracasso de seu projeto reduziu o país a um mero exportador de produtos primários, tornando este governo um desastre econômico.

IVES GANDRA DA SILVA MARTINS, 79, advogado, é professor emérito da Universidade Mackenzie, da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e da Escola Superior de Guerra


Fonte: FSP/12/10/14

sábado, 11 de outubro de 2014

Dilma foi campeã de votos em São Paulo. Nos presí­dios.





Em ao menos um segmento do eleitorado no Estado de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o candidato petista ao governo, Alexandre Padilha, foram campeões de votos: entre os presidiários. 
Segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral, a petista recebeu 51% dos votos válidos (460 votos) contra 9% (81 votos) do tucano Aécio Neves — a candidata derrotada Marina Silva (PSB) teve 22% (203 votos). 
Para se ter uma ideia, em todo o Estado, Dilma conseguiu 25,82% dos votos (5.927.503 votos), enquanto Aécio angariou 44,22% (10.152.688 votos). Marina ficou com 23,09% (5.761.174 votos). O desempenho petista se manteve na disputa estadual. 
O candidato derrotado Padilha arrebanhou 42% dos votos válidos (382 votos), ante 13% (118 votos) de Geraldo Alckmin — Paulo Skaf (PMDB) ficou com 16% (150 votos).
O levantamento também mostrou que o ex-palhaço Tiririca foi o candidato a deputado mais votado (333 votos) nos presídios paulistas. 

Ao todo, 897 presos votaram nessas eleições em quatorze unidades prisionais do Estado. Apenas as prisões que tinham mais de cinquenta eleitores receberam urnas no último domingo. (Eduardo Gonçalves, de São Paulo).





sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Onde há fumaça, há fogo!



A estrela desce

Dora Kramer

De nada valeram os esforços do governo em conluio com os partidos de sua base aliada para impedir que as CPIs da Petrobrás investigassem se funcionava mesmo na maior estatal brasileira uma "organização criminosa" como apontou a Polícia Federal.

Pior, o bloqueio desesperado da tropa de choque só fez indicar que havia razão para tanto temor. 

A fumaça apareceu quando o ex-diretor da empresa Paulo Roberto Costa fez os primeiros depoimentos de seu acordo de delação premiada e dele transpiraram alguns trechos com a citação de partidos e políticos que teriam sido beneficiados por propinas, "sobras" de contratos da Petrobrás com grandes empreiteiras.

O governo saiu-se com a alegação de que não havia provas nem credibilidade no material publicado na imprensa. 

Pelo sim, pelo não, a presidente Dilma Rousseff alegou que se irregularidades tivessem ocorrido ela não ficara sabendo, mas, para todos os efeitos, garantiu, estavam todas sanadas.

O marqueteiro João Santana introduziu na campanha o tema corrupção - até então fora da cena - e Dilma passou a defender a tese de que os escândalos decorriam do combate férreo que seu governo dava aos "malfeitos". Chegou a substituir-se à Constituição, dizendo que a PF e o Ministério Público atuavam com independência graças às ordens dela.

Faltando duas semanas para o fim do primeiro turno, o Planalto enviou para o Congresso um pacote de medidas anticorrupção com cinco propostas, três das quais repetiam outras já em tramitação.

Nem bem começou a campanha para o segundo turno e já se vê que por debaixo daquela fumaça dos depoimentos de Costa ainda em segredo de Justiça havia muito fogo. 

A ele na delação premiada juntou-se o doleiro Alberto Youssef. Ambos por medo de terem o destino de Marcos Valério, dos integrantes dos chamados núcleo financeiro e publicitário do processo do mensalão que vão ficar na cadeia enquanto os políticos estão indo para casa.

Agora já começam a aparecer evidências. Os áudios dos depoimentos de Costa e Youssef dizendo que repassavam as propinas ao PT, PP e PMDB. Eles apontaram ainda o tesoureiro do PT, João Vaccari, como o intermediário do partido. 

A ex-contadora do doleiro, Meire Poza, afirmou à CPI que o PT deu dinheiro a um dos réus do mensalão (Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bônus-Banval) para pagar a multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal.

O PT evidentemente reage afirmando que é alvo de calúnias. Deverá - se já não o fez - acrescentar que são eleitoreiras. O problema com essa versão é que Costa, Youssef e Meire só têm chance de se beneficiar daquilo que afirmam se puderem provar. Note-se que o ex-diretor da Petrobrás já foi autorizado pela Justiça a sair da cadeia. E se o foi é porque o material por ele fornecido foi considerado útil para o desvendamento das autorias e da materialidade dos crimes.

O doleiro já descumpriu uma vez um acordo desse tipo. Reincidiu e agora, escaldado, dificilmente vai tentar driblar o Ministério Público e muito menos o juiz Sérgio Moro da Justiça Federal no Paraná. 

Ou se conduz de acordo conforme a regra, que implica confissão da verdade, ou fica na prisão queiram os advogados ou não até porque a assinatura do acordo implicou a dispensa de habeas corpus.


Na realidade o efeito eleitoral dessas denúncias é o menor dos problemas. Se com isso tudo a maioria ainda decidir que a presidente deve ter mais um mandato, está decidido. 

A discussão independe do período eleitoral. Ainda que tudo isso viesse a público no ano passado e Dilma dissesse que não sabia de nada a questão seria a mesma: o partido do governo cuja antiga cúpula foi condenada por corrupção, pego de novo em traficâncias de natureza semelhante tendo apenas mudado de endereço.

Petrobrás: o PT está numa enrascada





09/10/2014
 às 6:43

Depoimento de Paulo Roberto atinge o coração do PT e a campanha de Dilma em 2010. Ou: A depender das urnas, titular do próximo quadriênio não chega ao fim

O PT está numa enrascada. O pior é que, a depender do resultado das urnas, o Brasil também. Vamos ver, como diria o poeta Horácio — na bela ode em que homenageia a sua Leuconoe — , que destino os deuses nos reservam. Conforme for, a pessoa que encabeçar o próximo quadriênio na Presidência da República não chegará ao fim do mandato, que pode ser abreviado ou pela Justiça ou por um processo de impeachment. 

Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, prestou seu primeiro depoimento à Justiça depois do acordo de delação premiada. Ele sabe que, caso comece a dizer sandices e invencionices, o pacto é desfeito, e ele arca não só com o peso inicial dos delitos cometidos como com sanções novas. Assim, deve-se, quando menos, prestar atenção ao que diz.
Paulo Roberto afirmou com todas as letras que o esquema corrupto que ele operava na Petrobras para políticos recebia 3% do valor líquido dos contratos com a estatal. A fonte principal da corrupção é a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Ela foi orçada em US$ 2,5 bilhões e já está em US$ 19 bilhões e ainda não começou a funcionar. 

O dinheiro era dividido entre ele próprio e três partidos: PT, PMDB e PP. Segundo a PF, a quadrilha chegou a movimentar R$ 10 bilhões na estatal. Sim, dez BILHÕES! Teriam atuado no esquema Sérgio Machado, presidente da Transpetro — de quem Paulo Roberto admite ter levado uma propina de R$ 500 mil —, Nestor Cerveró, Jorge Zelada e o petista Renato Duque, todos ex-diretores da estatal.
Mas não só. José Eduardo Dutra, atual diretor Corporativo e de Serviços, também seria ligado ao grupo. Pois é… Dutra foi um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010. Pertencia ao trio que Dilma apelidou de “Os Três Porquinhos”. Os outros “porquinhos” eram José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça, e Antonio Palocci, que, segundo Paulo Roberto, pediu R$ 2 milhões ao esquema em 2010 para pagar contas da campanha de Dilma.
Nestor Cerveró, um dos acusados por ele, é o homem que organizou a operação de compra da refinaria de Pasadena, que, segundo o TCU, deu um prejuízo à empresa de US$ 792 milhões. Na delação premiada, Paulo Roberto já confessou que levou propina também nessa operação. Dilma, à época, era presidente do Conselho e alegou não saber de nada. 

Logo depois, Cerveró deixou o cargo, mas a já presidente Dilma o nomeou para ser diretor financeiro da BR Distribuidora. Renato Duque sempre foi considerado o homem do PT na Petrobras e ocupou a poderosa Diretoria de Serviços entre 2003 e 2012. Jorge Zelada, ex-diretor da Área Internacional, foi indicação do PMDB.
Até onde vai Paulo Roberto Costa? Insisto: ele conhece os termos de uma delação premiada. Se falsear ou se tentar induzir a Justiça a erro, em vez da liberdade possível, ficará mofando na cadeia por muitos anos. Todos têm direito de se defender e certamente o farão. 

O fato é que Paulo Roberto Costa está dizendo que a campanha eleitoral do PP, do PMDB e do PT — inclusive da então candidata Dilma Rousseff — foi em parte financiada com dinheiro sujo, roubado da Petrobras.
E agora? Se Paulo Roberto Costa estiver certo, a Papuda será pequena para abrigar tantos tubarões.
Texto publicado originalmente às 21h10 desta quarta
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Café, couro e peles e os 33,1% de nossas exportações




Dez produtos rurais respondem por 33,1% das exportações


Impulsionadas pelo café, couros e peles, as exportações dos dez produtos do agronegócio mais comercializados pelo Brasil responderam por 33,1% do total vendido pelo país no exterior no acumulado do ano até setembro.

As vendas externas desses dez produtos renderam US$ 57,41 bilhões no período, enquanto os embarques totais somaram US$ 173,64 bilhões, segundo números divulgados pelo Ministério competente (MDIC) e analisados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.

Os dados mostram que o desempenho da agropecuária ajudou a minimizar o déficit de US$ 690 milhões da balança comercial brasileira. Liderado pela soja em grão - 13,1% das exportações totais do país -, o ranking dos produtos mais vendidos não sofreu alterações em relação a setembro.

Os demais produtos agropecuários que lideram a lista são farelo de soja, açúcar em bruto, carne de frango, carne bovina, café em grão, celulose, couros e peles, milho em grão e fumo em folhas.

Fonte Original: Reuters
  

DCI, 6 de outubro de 2014